quarta-feira, 29 de maio de 2013

M1016 - Moçambique, Inhamacolomo, fins do ano de 1975. por RANGER Mesquita Almeida



Moçambique, Inhamacolomo, fins do ano de 1975. 


Orgulho-me deste feito histórico, em fins do ano de 1975, que relato pela 1ª vez por escrito, muito por alto, gesto que havia realizado apenas em conversas de café, a pouca gente, já que dou e continuo a dar pouco crédito à maioria das pessoas que (fazem de conta) me escutam. 

Dos fracos não reza a história, dos fortes reza os que merecem. No meu caso, acredito, tratar-se apenas de mais um soldado incógnito que, no tempo da guerra, acreditou, inocentemente, que lutava pela Pátria e pela Mátria. 

Adoro ser mais um “desconhecido” que amou Portugal com a paixão do peito Lusitano, que ama ainda e amará desde as suas raízes, pelos que vivem e pelos que se foram, mas que abomina os que traíram a saga de tanta e sacrificada juventude. 

Com o decorrer das conversações do Mário Soares com os grupos beligerantes inimigos em Lusaka, assim como as problemáticas indefinições oriundas de Lisboa, entendi que a guerra deixara de ter sentido na minha área de actuação - Inhamacolomo, Moçambique. 

Fomos reconhecendo que a implosão militar provocada pelos nossos políticos inexperientes nas negociações intercedidas pelo conselho da revolução e acobardados por tomadas de decisão ditas Democráticas num PORTUGAL às avessas, nos entregavam pouco e pouco às potências de leste, sobressaindo eles - os protagonistas -, como os heróis da liberdade. 

Este era o assunto das minhas conversas com os camaradas mais chegados da minha companhia, desde os soldados à chefia - o Alferes Miliciano Guerreiro, 2º Comandante -, pois não tínhamos Capitão que desertara nas vésperas da nossa partida para Moçambique, cerca de um ano antes. 

Fundamentados em conceitos da moda: pão, paz e educação, que reputo de essenciais e desejáveis, não lhes perdoarei jamais a fórmula encontrada para nos entregarem aos países comunistas. 

Tomei então a meu cargo terminar a guerrilha na minha zona. 

Para isso, mandei formar a Companhia na parada e explanei uma operação de declinação, a título voluntário, para que todos se inteirassem dos propósitos em terminar as hostilidades sem sentimentos de derrota, antes pelo contrário. 

Pedi 2 voluntários dos pelotões alinhados numa paupérrima parada, bem próxima do arame farpado para que parte da população local pudesse “coscuvilhar”, pois era do meu interesse “divulgar” as minhas ideias rapidamente. 

Para meu contentamento deram o passo á frente dezenas deles, mas eu optei pelo mecânico - Cabo Miliciano Oliveira. 

O Alferes Guerreiro - 2º Comandante da Companhia -, era um homem de coragem, desde sempre solidário com as minhas competências de chefia, entendeu seguir-me, pelo que foi necessário pedir desculpas aos demais voluntários que se quiseram conjugar com esta minha decisão. 

Espetei um lençol na frente de um jipe e dei ordens aos rádio-telegrafistas para difundirem informações descodificadas, noticiando a nossa saída rumo ao nosso destacamento de Inhamacolomo - 15 km a Norte -, para um encontro com a Frelimo na picada ou no mato. 

Com uma granada defensiva – na posse de cada um de nós -, escondidas debaixo dos assentos da viatura, que seriam as nossas únicas armas de defesa para uma eventual situação crítica. Era pois minha intenção pessoal, em caso de última defesa, mandarmos alguns pelos ares (hoje acho que foi um acto de estupidez e não de coragem). 

Fomos então emboscados a cerca de 5 km do destacamento inimigo, rodeados por todos os lados pelos bandoleiros da FRELIMO. 

Paramos o Jipe lentamente, colocámos as mãos no ar. 

De armas toscas, excepto uma ou outra Kalashnikov, os “turras” com roupagem pouco militar e, em alguns casos, até andrajosa, acercaram-se de nós pacificamente com sorrisos e uma “aborrecida mania” de nos tentarem abraçar. 

Terminou ali mesmo a nossa guerra. 

Contra os meus princípios de amor á Pátria, traído pelos novos ventos dos ideais de Abril, um ano antes, fi-lo por entender que a carne para canhão acabaria ali mesmo, sem no entanto entregar as armas ao IN até ao último dia. 

No regresso à base - obriguei os Frelimos a seguirem-nos até ao nosso quartel -, quer comigo no Jipe, quer em camiões emprestados por machambeiros da região. 

Nas fotos em que levei um chapéu de palha na cabeça, conduzi os chefes principais sentados atrás e na frente da coluna, ainda com o lençol branco espetado na frente. 

Fomos recebidos em delírio pela população local, para quem as agruras da guerra terminaram nesse dia memorável. 

Por fim, para rematar a festa, ambas as partes proferiram discursos inflamados, na varanda do quartel. 

Nota-se na foto que obriguei o chefe guerrilheiro, de raça Macua do norte de Moçambique, de dentes aguçados á lima, que entoava gritos de: ABAIXO SALAZAR, ABAIXO CAETANO, ABAIXO KAÚLZA DE ARRIAGA e VIVAS Á FRELIMO, VIDA OU A MORTE, VENCEREMOS, exigindo-lhe, perante a população, que gritasse também bem alto, várias vezes: VIVAS AOS MILITARES PORTUGUESES e VIVAS A PORTUGAL. 

Ele acedeu, depois de muita insistência minha, como transparece na foto. 

Sem a bravura Ranger, não seria capaz de tomar iniciativas desta índole pois utilizei argumentos calculistas, com organização militar pré concebida durante semanas, o quanto bastasse para não ter de me servir das granadas ofensivas, mas isso é outra história que seria fastidioso explanar agora. 

Hoje pergunto-me que raio jaz em tão pouca glória nas cabeças destes incompetentes políticos que gerem Portugal, com os seus silêncios ensurdecedores de desprezo aos militares de ontem e de hoje. 

Grito para que se reputem a abrirem os olhos, pois ainda estão a tempo de reverenciarem os obreiros de Portugal. 

RANGER Mesquita Almeida 

    

terça-feira, 28 de maio de 2013

M1115 - DEUS É BRANCO? por Isomar Pedro Gomes



Este artigo escrito por um "patrício" angolano de nome Isomar Pedro Gomes. Trago-vos aqui o texto e vejam a coragem dele para ter publicado isto em Angola.

DEUS É BRANCO? 
por Isomar Pedro Gomes - África

Diria mais, de um Benguelense a residir nesta cidade e com excelentes artigos, que merecem ser acompanhados no FACEBOOK.

"A dias a caminho do Hojy-yá-Henda, a bordo (como habitual) de um dos machimbombos da TCUL Viana vila - Cuca, (privilegio este meio de transporte por ser o mais barato e acessível aos pobres para rotas longas, mau grado a 'sardinhada e a catingada'), um dos vários azulinhos que 'palmilham' as nossas estradas, os nossos emblemáticos táxis colectivos, chamou a atenção do público, exibindo no seu 'traseiro' o seguinte dístico; DEUS É BRANCO, MULATO É ANJO, PRETO É DIABO.

Tal dístico é obvio levantou as mais diversas celeumas entre os passageiros do machimbombo e creio entre todos os 'observadores' e transeuntes por onde o dito azulinho (mini mbombó) 'rasgava' o seu 'popó-show'.

Raciocinei com os meus botões e os meus botões comigo, as causas que levaram o proprietário do 'popó' ou do 'chauffeur de praça' a mencionar e exibir tal 'desgraçado ou ditoso (?!)' rótulo. Na busca mental das 'causas', não pude deixar de comparar o modo de vida de hoje e o da administração colonial, quando o País e a grossa maioria dos países do continente Africano, era administrado por indivíduos maioritariamente de raça branca, provenientes da Europa, "os tais colonos", poderia África ser comparada a um paraíso? A quem diga que sim, e eu não discordo dele!

"Colonialismo caiu na lama!" Lembram-se deste célebre estribilho
1974-1977?

A JÓIA COLONIAL

Angola, era mundialmente conhecida como a Jóia do império Português e exibia majestosa, todos os pergaminhos de tal título, o Quénia a par da África do Sul, a joia Africana do império Britânico, Algéria a jóia Africana do império Francês e o antigo Congo-Belga a joia do mini-imperio Belga.
Tais países Africanos - no contexto do outrora - prosperavam a olhos vistos (a maioria deles encontravam-se ainda na idade da pedra), as respectiva comunidades autóctones idem em aspas, os índices de desenvolvimento humano dos autóctones inegavelmente estavam lenta e seguramente subindo, as obras dos colonialistas ainda perduram pela África adentro.

Verdade seja dita, o esclavagismo e as guerras de "kwata-kwata" fizeram irremediáveis estragos em África. Mas também não é menos verdade, que a falta de unidade, ambição, irresponsável individualismo e a sempre necessidade de estúpida e insanamente guerrearem, fazerem verter sangue (entre nós Africanos), tornaram bem-vinda "la pax romana" isto é promulgado a força do chicote e da bala, pelos Europeus.

As então, gerações de jovens africanos instruídos (pelas respectivas franjas ou instituições da administração colonial) organizaram-se politicamente e fizeram soar a acusação de que os Europeus estavam a sugar as riquezas do solo pátrio em benefício exclusivo das nações colonizadoras, desconsiderando totalmente os interesses dos nativos e das colónias, transformando os autóctones em miseráveis na sua própria terra; "eles vieram com a Bíblia, nós tínhamos as terras, no fim eles ficaram com as terras e nós com a "Bíblia" disse Robert Mugabe, nacionalista e guia da libertação do Zimbabwe.

Organizaram-se contra o invasor, protestos, revoltas, guerras, chacinas, a história regista que o movimento e actuação dos 'mau-mau' liderado pelo indomável Jomo Keniata, foi um dos mais cruéis de África e o que chamou a atenção da comunidade internacional, para a necessidade da urgente descolonização de África. Claro a violência gera violência, os resultados hoje fazem parte da história.

A resposta colonial a violência nacionalista africana, sempre foi comedida, por exemplo, se a força policial Portuguesa no 4 de Fevereiro e posteriormente no 12 de Março de 1961, respondesse com o mesmo demonismo com que o MPLA 'respondeu' ao chamado Fraccionismo do 27 de Maio 1977, muitos dos actuais dirigentes, não existiriam, e provavelmente não haveria movimentos de libertação, durante muito tempo.

O ÊXODO

Passado cerca de meio século, que a maioria dos países Africanos 'arrancaram' na ponta da espingarda a independência das potências colonizadoras (seguindo a lição do camarada Mao Tsé-Tung), se fizermos o balanço, quais foram os ganhos que os respectivos países e povos obtiveram, poucos são os Países Africanos que diremos, saíram indiscutivelmente a ganhar.

"Quando é que a independência afinal vai acabar?"- Indagou desesperado/desapontado um septuagenário angolano nos idos anos 78-80, fatigadérrimo da guerra estúpida, de tanta crueldade e injustiça praticada pelos seus patrícios (do regime e da oposição), denominados de nacionalistas de primeira água.

Poderia África ser hoje comparada ao Inferno ou ao Purgatório?
Qualquer um deles serve, Paraíso; NUNCA. Pouquíssimos países Africanos (menos do que os dedos de uma mão) podem aproximarem-se a tal eleição.

"HOJE até a Bíblia tiraram-nos, e as terras continuam a não pertencer ao povo" - sintetizou Morgan Tchavingirai, descrevendo a desgraçada e extrema penúria do povo zimbabweano, respondendo ao guia imortal ainda vivo, que diz ter ressuscitado mais vezes que o próprio Jesus Cristo. Zimbabwe no período citado por Bob Mugabe, era o celeiro de África, o povo era detentor de um dos mais elevados IDH do continente.

Por exemplo em Angola. Por vezes quando nas datas históricas, oiço e vejo pela TV, indivíduos a mencionarem o que o 'colono nos faziam', sinceramente não sei se, choro de raiva ou se me mato de 'risada', "porque o colono fazia.blá-blá-blá" - dizem eles - hoje faz-se o pior. O colono se fez, quase que o desculpo, é ou foi colono, é branco não é meu irmão de raça, etc., agora quando o meu irmão Angolano, preto como eu, (ex-companheiro da miséria e das ruas da amargura) faz o que viva e denodadamente repudiávamos do colono, esta ultima acção dói muitíssimo mais do que a acção anterior, dilacera e mutila impiedosamente a alma.

Por isso, logo após as independências Africanas, verificou-se o segundo êxodo - o primeiro foi dos brancos a abandonarem África - milhões de Africanos, abandonaram com angústia na alma e os olhos arrebitados de descrença a África, a maioria arriscando literalmente as suas vidas (o filme continua até aos nossos dias), seguindo os outrora colonos, porque chegaram a conclusão que afinal não é verdade o que apregoa o político Africano; "eles prometeram-nos o paraíso e dão-nos o inferno a dobrar" disse um jovem africano em Lisboa nos anos 78-80 num programa da RTP.

Há mais africanos hoje na Europa do que Europeus em África, porque?!

A JUSTIÇA EUROPEIA

Os Europeus, muitos deles depois de chacinados em África pelas revoltas africanas, de regresso aos respectivos países embora destroçados de dor e amargura, receberam de braços abertos muitos dos antigos carrascos, dando-lhes um lar e emprego decente e uma vida digna, que jamais tiveram nos países de origem; Paz e sossego duradouro.

O contrario era possível?. Se ainda hoje 37 anos depois do fim da colonização, os dirigentes Angolanos (por exemplo) ainda desculpam-se na presença colonial Portuguesa em Angola, para justificar a Pobreza e outros pesares que "estamos com ele" eles não são, nunca serão culpados, mas o colono (37 anos depois), SIM, estou seguro que, quando Angola festejar o 50º aniversário, os dirigentes Angolanos, ainda estarão a rogar pragas ao colono Português.

HOJE ouvimos falar de relatos arrepiantes de governação de 'preto-para-preto' em muitos países africanos; Incompetência criminosa, bajulação estúpida como doutrina, ganância e egoísmo exacerbado (primeiro eu - sempre), mentira como regra, assassinatos indiscriminados, prisões em massa, inexistência de liberdade de expressão - a 'Bíblia' citado pelo Morgan Tchavingirai - (inclusive, gritar; "estou com fome" é crime passível de perder a vida.
Kamulingue e Kassule, são a prova viva do facto), vida miserável, falta de empregos, corrupção endémica, justiça injusta e totalmente parcial, cadeias (horrorosamente infernais) a abarrotar de jovens provenientes das classes desfavorecidas, hospitais que mais parecem hospícios, escolas que mais parecem pocilgas etc. etc.

O paradoxo, é, se HOJE em África, usufruímos de um bocadinho de liberdade com sabor a vida, é precisamente graças aos Europeus, isto é aos brancos, que desenvolveram uma nova ordem de conduta internacional e instituições internacionais que vigiam sobre o globo incluindo obviamente África.

As sanções internacionais e outras medidas de contenção paira sobre os dirigentes Africanos, e então, estes por sua vez, fingem praticar a democracia, não porque eles gostam da democracia, porque temem o "deus branco e o seu braço punitivo". Porque se dependêssemos totalmente dos governos de "preto-para-preto" seguramente, não seria possível viver, na vasta maioria dos países Africanos.

O protótipo Africano da UE (União Europeia) a chamada UA (União Africana) é uma mentira descabida, a UA é uma instituição falida, decrépita, débil e 'estaladiça' (como a bolacha 'chinesa' de água e sal) que ninguém leva a sério, uns poucos países africanos esforçam-se por dar credibilidade a UA e ao continente, houve até quem propusesse a seguinte designação DUA (DesUnião Africana), por exemplo quando teremos um Tribunal Internacional Africano? Se os tribunais da maioria dos Países membros é do "faz de conta", os Africanos instituíram também uma espécie risível de Parlamento Africano, que ações pratica tal PA já desenvolveu em beneficio dos Africanos?

A UA é um club de "compadres" velhacos ditadores, egoístas que sonham com Paris, Londres, Estocolmo etc, ao mesmo tempo que transformam os respectivos países em autênticos 'buracos negros'. As independências em África foram 'feitas' para algumas centenas de indivíduos africanos, em detrimento de centenas de milhões, cada vez mais miseráveis.

Nunca a Europa 'recebeu' tanta riqueza de África como após a chamada "independência dos Países Africanos", os novos-ricos africanos, apressam-se a 'esconderem' os produtos da sua criminosa delapidação na Europa para o gáudio dos Europeus, contrariando aquilo que eles próprios evocaram e prescreveram na convocação para a luta de libertação nacional.

"Eu ir a Portugal algum dia?.. NUNCA!.. Nem morto!".- (1980 na idade de ouro do partido único) Disse, erguendo o punho direito bem alto em sinal de sacro-juramento, em pleno comício em Benguela, um dos então carismáticos dirigentes da "Revolução Angolana" que prescindo de citar o nome, hoje ele próprio, não só é frequentador assíduo e brioso de Portugal e "empresário português" como também é o orgulhoso presidente de uma agremiação desportiva portuguesa em Angola.

Quase meio século depois, podemos dizer que o IDH dos povos africanos subiu ou regrediu? Somos melhores tratados hoje pelos nossos irmãos dirigentes? Os ideais que nortearam a luta de libertação colonial ainda estão vivos e recomendam-se? Muitos dos nossos jovens usam orgulhosamente tecnologia de ponta os ipod, 'aichatissa' e 'aipad' fazem a banga da juventude, mas o meio que lhes rodeia é nauseabundo e desolador. O Stress agudo e o AVC matam tanto quanto a malária.

FILANTROPOS DA HUMANIDADE

A mais recente iniciativa de alguns dos milionários do planeta, comoveu muita gente. Há algum Africano entre os homens que protagonizaram tal feliz iniciativa? Todos eles (os citados filantropos) são homens que dedicaram a maior parte da sua vida na produção de riqueza, não o 'tiraram' de algum saco azul, nem tão pouco delapidaram o erário público nacional, mas, sentiram-se na necessidade de "repartir com o necessitado" de todo o mundo.

Ontem, os milionários Africanos orgulhavam-se de 'aparecerem' na revista forbes e congéneres, hoje face a iniciativa acima mencionada, publicam como que envergonhados; "não somos milionários" chegam ao ponto alguns de dizerem que o que têm é produto do salário.

ÁFRICA DO SUL

Fiquei arrepiado com as imagens da actuação da polícia Sul-Africana em Dobsonville (será esta a cidade?!) que vitimou o jovem moçambicano Mido Macia (MM), na flor da sua juventude (27 anos). Imagens próprias de uma 'cena' do Faroeste no século XIX ou da era do Drácula no país da Draculândia.

Quando vivi na África do Sul, tinha um medo atroz e justificado da polícia Sul-africana, principalmente dos pretos. A maioria do polícia Sul-africano preto chega a ser muito mais impiedoso e selvático que o mais impiedoso policia Sul-Africano branco. O polícia preto (na sua maioria) é absolutamente xenófobo, perverso, contra a lei, corrupto e desalmado.

O policia branco, estou certo não faria tal coisa, e muito menos os tais policiais pretos fariam isso se MM fosse branco.

A xenofobia na África do Sul, é extremamente incentivada e alimentada pela polícia Sul-africana e é planificada nas esquadras de polícia, um dia hei-de descrever as minhas experiencias com a corporação policial daquele País, que apesar dos pesares amo muito sinceramente.

Fizeram certamente Nelson Mandela, banhar-se em lágrimas. O único Preto que chegou aos patamares dos 'deuses'.

AFINAL QUEM CAIU NA LAMA?

Há em algum país da Europa, a amálgama descriminada e promíscua, esgoto a céu aberto, suja e podre de 'bairros' que vimos e vemos principalmente nas periferias das capitais Africanas (quase todas elas) principalmente dos chamados; País Especial.

Os dirigentes Africanos, nem conseguem combater eficazmente o mosquito, causa do paludismo e malária que dizima há meio século, diariamente milhares de almas (principalmente crianças) pelo continente adentro, as doenças diarreicas (produto da falta de sanidade básica) faz de igual modo uma 'ceifa' aterradora. Doenças que o colono quase já tinha debelado como a mosca do sono, ameaçam 'engolir' povos inteiros.

Tudo isso acontece perante a pecaminosa insensibilidade de um grupinho de "iluminados africanos" (abençoados pelas igrejas) que preferem comprarem castelos de milhões de Euros na Europa e em orgias depravadas (preferem dar de comer os cães), do que ajudar os seus irmãos, que não lhes pede mais do que apenas: BOA GOVERNAÇÃO. Gerirem o erário público para o bem de TODOS e da nação.

E há quem tem o desplante de vir a público protagonizar uma perversa peça teatral, choramingando; "O colono blá-blá-blá".

Quanto ao anjo, prefiro não comentar. Deus é Branco?.. Até posso aceitar, porem de uma coisa estou certo, preto, é que não é de certeza ABSOLUTA!"


segunda-feira, 20 de maio de 2013

M1114 - Combater por Portugal, Hoje e Sempre - Colóquio na Universidade Católica



Combater por Portugal, Hoje e Sempre - Colóquio na Universidade Católica

No dia 22 de Maio, realizar-se-á um Colóquio, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, pelas 18:00, na sala de Exposições, subordinado ao tema: “Experiências pessoais desde a Índia aos nossos dias”.

Neste colóquio, os sobreviventes da guarnição da Lancha “Vega”, que combateu e foi afundada em Diu, em 1961 pela União Indiana, irão fazer um relato emocional, na primeira pessoa, das experiências vividas e do testemunho dos que pereceram nesse dia combatendo pela pátria.

Seguidamente, o Major António Lobato, prisioneiro do PAIGC entre 1963/70, falará da sua experiência, das circunstâncias da sua captura, de como resistiu a sete anos de cativeiro e como foi libertado na operação Mar-Verde em 1970.

A fechar este colóquio um combatente recente, falará da sua experiência nos teatros actuais do Kosovo e Afeganistão.

Veja o convite neste link...

Convidam-se os OCS que desejem participar e acompanhar este evento, significativo, principalmente neste período de incerteza nacional, a comparecer no dia 22 de Maio pelas 18:00, na Sala de Exposições no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. 

Este evento é promovido pela Comissão Executiva para a XX homenagem aos ex-combatentes do dia 10 de Junho de 2013, presidida pelo Sr Almirante Melo Gomes, ex-Chefe do Estado-Maior da Armada. 

Para mais informações convida-se os OCS a visitarem o sítio 10dejunho.org

A Comissão Executiva para o XX encontro de Homenagem aos ex-combatentes no próximo dia 10 de Junho de 2013. 

domingo, 5 de maio de 2013

M1113 - Combatentes por Portugal. Vergonha e traição!


Os Combatentes da Guerra do Ultramar - COMBATENTES POR PORTUGAL -, são ignorados pela politicalhada nacional e pseudo-intelectuais da treta apenas por culpa própria.

Governados desde 1974, por políticos irresponsáveis, incapazes, incompetentes e corruptos, muitos deles também ex-Combatentes, nunca a maioria desses ex-militares se soube fazer respeitar.

Com os PRECs e outras tretas abjectas e amorfas, pós-25 de Abril de 1974, foi incutida na maioria dos ex-combatentes a  ideia de que a guerra foi culpa do povo português e que Salazar e Caetano é que nos arranjaram umas territas em África para nos entretermos a matar uns "pretitos".

IGNORANTES!

Toda a culpa é dos ex-combatentes e de mais ninguém por nunca se fazerem respeitar.

Pior é que a mentalidade de, digamos 90%, sofre do Síndroma de Calimero.

Quando Paulo Portas disse que ia dar algum dinheiro aos Combatentes da Guerra do Ultramar, foram aos milhares os que ocorreram junto  das associações para se associarem e logo a seguir deixaram de pagar cotas e desistiram.

Depois, também várias associações "morreram", abandonadas pela força que haviam tido à data da inscrição massiva de associados e outras causas, essencialmente políticas.

Um excelente exemplo, são as cerimónias do 10 de Junho, onde é visível que dos cerca de 650 mil Combatentes, só ali aparece uns 3 a 5 mil. Poucos levam as suas bóinas, guiões e insígnias para mostrar e gritar ao país:

ESTAMOS AQUI, JUNTO DOS LÁPIDES COM OS NOMES DOS NOSSOS MORTOS NA GUERRA! HOMENAGEANDO-OS E ORGULHANDO-NOS DELES COM COMBATENTES POR PORTUGAL!

Muitos preferem ir para Fátima, que ajudando a dividir celebra "O dia da criança", como se não houvessem mais 363 dias no ano para isso.

Depois são as desculpas habituais: não pude ir, não tive tempo, prefiro ir à pesca, na praia estou melhor, etc.

UM NOJO! VERGONHA!

Os ex-combatentes só têm o que merecem e assim morrerão, como cães OSTRACIZADOS e desprezados!

Digo eu a esses 90% só têm o que merecem, mais as suas vergonhas!

Mesmo entre aqueles que ali se deslocam, alguns olham com desdém os que levam as suas bóinas e insígnias, com ar infeliz, néscio, idiota, traidor, cobarde, etc. 

Em contra-partida dá gosto ver imagens das comemorações realizadas pelos Combatentes PORTUGUESES na diáspora, nomeadamente daqueles que se encontram, no Canadá e nos Estados Unidos. Imagine-se o desgosto daqueles ao verem como se comportam os "calimeros" em Portugal.