sexta-feira, 26 de setembro de 2008

M5 - ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
BREVE HISTORIAL

A Associação de Operações Especiais (A.O.E.), foi oficializada em 6 de Junho de 1980, através de escritura lavrada no Cartório Notarial da cidade de Lamego.

Tomou assim forma o desejo de manter ligados todos aqueles que frequentaram o Curso em Penude, e que sempre ficaram animados de profundos laços de amizade e sã camaradagem.

As confraternizações anuais dos elementos de Operações Especiais, vulgarmente conhecidos por RANGERS, decorriam já desde o ano de 1978.

Foi na confraternização de 6 de Outubro de 1979, que se decidiu criar esta Associação. Nomeou-se uma comissão e as reuniões começaram.

A 19 de Abril de 1980, em Reunião Geral, discutiu-se e aprovou-se o Estatuto e Regulamento Geral, e procedeu-se à eleição para os órgãos sociais. Estes actos foram noticiados nos principais jornais do país.

São finalidades primordiais desta Associação, incentivar uma maior convivência, uma fraternidade dinâmica e uma solidariedade eficaz entre todos os seus Associados.

Vida associativa

A A.O.E. é uma das associações nacionais do género mais criativa, dinâmica, e activa, promovendo e desenvolvendo diversas iniciativas, das quais se destacam:

- a representação em cerimónias para as quais é convidada, festividades, inauguração de monumentos, exposições, celebrações, etc.
- a participação em reuniões com outras Associações, afim de tratar de assuntos inter-associativos diversos, nomeadamente um fundamental, que é a legislação sobre os problemas de stress pós traumático de guerra, que afectam quer os ex-Combatentes do Ultramar, quer mais recentemente os traumas psíquicos que atingem os militares que cumpriram missões na Bósnia, Timor, Afeganistão, etc.
- a publicação de uma revista denominada "O RANGER", onde se dá prioridade ao tratamento da vida interna e activa da Associação, não menosprezando outro articulado sobre assuntos gerais, enriquecidos com fotos, gravuras, estórias, etc.

Actividades

A A.O.E. organiza vários eventos de grande convívio, desafio, emoção e aventura, nomeadamente:

- em colaboração com a sua estimada e originária unidade, o C.T.O.E., concretiza anualmente uma confraternização entre os seus Associados, convidados, familiares e amigos, que se prolonga por um fim de semana.
- organiza actividades radicais, internacionalizados com a participação de elementos de outras Associações congéneres europeias, que incluem marcha, orientação, tiro com calibres reduzidos, obstáculos diversos, escalada, navegação, rapele, slide, etc. com a duração de um fim de semana. Em 2008, realizaram-se dois importantes encontros desta área: um em Fafe e outro no Marco de Canavezes.
- promove encontros semanais, no Porto, dos seus Associados, convidados, familiares e amigos, no "Espaço RANGER".
- organiza almoços e jantares de convívio nas cidades do Porto, Lisboa, Madeira e Açores, dando espacial primazia e destaque aos tradicional almoço anual de Natal, levado a efeito num local central do país, que é ao mesmo tempo um dos mais significativos e queridos dos portugueses, Fátima.
- tem em estudo a organização de viagens turísticas.

Conclusão

Com os seus 30 anos de existência a A.O.E., é sem dúvida superiormente reconhecida, estimada e respeitada, pelas demais entidades e instituições civis, militares e ex-militares, como uma Associação de grande sucesso e vigor, denotando-se esta apreciação na diversa correspondência que lhe é dirigida e na simpatia e carinho como são recepcionados os seus representantes nas recepções oficiais.

Assim, a A.O.E. pretende, justamente, manter-se colocada no topo do movimento associativo nesta entrada do século XXI.

Dados identificativos

ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAS
Apartado 33
5101 – 909 LAMEGO
NIC: 501 809 260
NIB: 003 503 900 002 583 893 274, da C.G.D. (Lamego)
Telef/Fax: 254 615 654
E-mail: aoe@aoe.pt

M4 - Emblemas do C.I.O.E. hoje C.T.O.E.




Anos 60 - Um dos emblemas mais antigos do Centro de Iinstrução de Operações Especiais (C.I.O.E.)
Anos 70 - Outro dos emblemas mais antigos do Centro de Instrução de Operações Especiais (C.I.O.E.)




Anos 70 - O mesmo emblema anterior, que era usado nas t-shirts do Centro de Instrução de Operações Especiais (C.I.O.E.) 
Anos 70 - Mais um dos emblemas que foi usado no Centro de Instrução de Operações Especiais (C.I.O.E.)
Anos 80 - Emblemas usado pela Companhia de Operações Especiais (C.O.E.), nomeadamente no ano de 1985


M3 - O que são forças de Operações Especiais?

Forças em parada do quartel de Santa Cruz (Lamego) - Foto de José Felix

Com devida vénia e agradecimentos reproduzimos na íntegra um excelente artigo do Jornal “PÚBLICO”, da autoria da jornalista CELESTE PEREIRA, publicado no dia 10 de Dezembro de 2001.

Por definição, as operações especiais são aquelas que são levadas a cabo com meios militares não convencionais com vista à concretização de objectivos políticos, económicos ou psicológicos em terreno hostil. Podem realizar-se em guerra ou fora dela, de forma independente ou coordenadas com forças convencionais. Requerem em geral clandestinidade, encobrimento ou baixa visibilidade.

As forças de operações especiais são a ponta-de-lança das novas missões dos exércitos actuais. Em Portugal, só o Exército e a Marinha têm tropas especiais, treinadas no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE) e no Destacamento de Acções Especiais (DAE), respectivamente. São o equivalente às forças especiais internacionais de que tanto se tem falado nos últimos tempos, como os "Rangers", os "Marines" e os "Boinas Verdes" americanos.

(Os militares de Lamego são frequentemente conhecidos pela alcunha de "Rangers", o que se deve ao facto de os seus instrutores terem recebido formação nos "Rangers" americanos. São contudo tropas diferentes: os "Rangers" são unidades constituídas à base do choque e da força, as forças de operações especiais portuguesas não procuram o confronto directo).

As forças de operações especiais são chamadas para acções militares de natureza não convencional, nomeadamente acções de vigilância, reconhecimento e destruição de determinados alvos, bem como acções de resgate de pessoas. Em termos operacionais, estes militares estão treinados para obter e relatar dados sobre objectivos vitais, preparar a acção de forças convencionais e a aterragem de meios aéreos em zonas controladas pelo inimigo e sabotar ou destruir instalações importantes para as forças adversárias.

Trabalham em pequenos grupos, sobre alvos de elevada complexidade e importância e cada um deles tem uma especialidade em determinada área. Actuam em qualquer terreno, clima e condições atmosféricas.

As operações não convencionais são em geral de baixo custo e não conquistam terreno. Pelo contrário, as operações convencionais são levadas a cabo por unidades de grande volume, que implicam outros custos financeiros, actuam pelo poder de choque e conquistam terreno.

E se os "Rangers" de Lamego fossem para o Afeganistão?

Jornal “PÚBLICO”, Por CELESTE PEREIRA
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2001

Retrato das Operações Especiais

Portugal tem tropas especiais bem preparadas, mas sem a tecnologia e os meios de acção e combate dos EUA, líderes mundiais nesta matéria Imagine-se que o Governo português tinha querido mesmo participar no terreno na luta contra o terrorismo, liderada pelos Estados Unidos, e enviar uma coluna militar para combater os "taliban" no Afeganistão: para um teatro de operações onde o Inverno é terrível; onde, além de condições atmosféricas implacáveis, do frio, da neve e das tempestades, existem cordilheiras de 4000 metros que dificultam qualquer acção no terreno. Será que Portugal está preparado para uma missão internacional com esta envergadura? Estará preparado para enfrentar o duro cenário da primeira guerra do século XXI, uma guerra não convencional que está a pôr à prova as tropas especiais americanas e inglesas? Para um militar das forças de operações especiais portuguesas, não há outra resposta possível: sim.

No Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), uma unidade do Exército sediada em Lamego e treinada especialmente para missões de alto risco, há um armazém cheio de equipamento de guerra para a neve (ver infografia). Há também militares que se dizem treinados para o que, na linguagem das operações irregulares, se chama "situação-limite".

Decisão política

Uma intervenção de Portugal na luta contra o terrorismo depende sempre de uma decisão política, mas a acreditar nos responsáveis do CIOE, do Estado-Maior do Exército e do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), se esta viesse a ocorrer, os militares portugueses não dariam qualquer sinal negativo. "Os militares são profissionais e sentido de dever e de missão não lhes falta. Nós temos uma missão específica e estamos prontos para ir para qualquer lado, desde que haja uma decisão política para isso", sublinha o coronel Delfim Lobão, comandante do CIOE.

Em seu favor, os militares das forças de operações especiais portuguesas apresentam a experiência acumulada nas missões em que têm participado a nível internacional, em teatros de operações como a Bósnia Herzegovina, Kosovo, Timor-Leste, Guiné e República do Congo. "Nas missões [internacionais] em que participámos, temos demonstrado que não ficamos rigorosamente nada atrás dos outros", afirma o tenente-coronel Borlinhas, do gabinete do EMGFA. A mesma confiança mostra Palmo Ferro, o tenente-coronel que chefia o gabinete de relações públicas do Exército: "As nossas tropas especiais estão preparadas para actuar em qualquer teatro de operações".

Treino centrado no homem

No CIOE de Lamego, todo o treino operacional é assente num fundamento: o homem. O homem e o conhecimento dos seus limites. Mais do que a tecnologia, este é o pilar fundamental. O treino operacional dos militares de operações especiais está assim assente em três pontos: o ser, o saber e o fazer. No CIOE, o desenvolvimento das capacidades do indivíduo e o conhecimento dos seus limites consegue-se com instrução e treino. Muito treino. Com privação do repouso, dos bens essências e da alimentação.

"Tem que se olhar para o CIOE como um conjunto de homens bem treinados e bem preparados que se vão juntando para determinadas missões. Nós não trabalhamos com grandes massas, é sempre na base do homem que depois se junta e participa em operações", anota o comandante do CIOE.

Dependendo de cada missão, os militares de operações especiais organizam-se em equipas de dois, cinco ou 12 homens. Todos são generalistas, mas cada um tem a sua especialidade: em comunicações, em transmissões, em saúde, etc.

Preparação rigorosa

Portugal não tem um número elevado de militares de forças de operações especiais, mas os efectivos existentes "têm uma preparação de base semelhante à das tropas americanas que estão no terreno de guerra", garante o tenente-coronel Borlinhas. "Os nossos instrutores vão tirar cursos aos 'Rangers' americanos, portanto, toda a preparação e doutrina de base são idênticas", acrescenta o mesmo responsável. O que Portugal não tem é a mesma tecnologia e os mesmos meios de acção e combate que os EUA, líderes mundiais nesta matéria.

Entre os militares, todos reconhecem que o frio é a área que oferece mais problemas em termos de capacidade de resistência e preparação do ser humano. Mas, aparentemente, este não é um problema. Por um lado, porque o clima na zona de Lamego, onde os militares de operações especiais residem, não é propriamente ameno. Por outro, os militares fazem regularmente treinos específicos em ambientes frios e de montanha.

Treinam todos os Invernos na serra da Estrela e participaram já, em 1997 e 2000, em treinos internacionais no âmbito da NATO no Norte de Noruega a temperaturas que rondam os 40 graus negativos. Em Fevereiro do próximo ano, o destacamento de 48 militares do CIOE que integra a Força de Reacção Imediata (Ace Mobile Force Land) da NATO vai uma vez mais para o Norte da Noruega.

Numa força irregular, o importante é a moral e a predisposição ao sacrifício. E embora defendam uma fase de pré-treino para aclimatação ao frio, os militares do CIOE dizem-se preparados para enfrentar o rigor do Inverno no Afeganistão. E garantem também que o material para o frio que se encontra em armazém é suficiente para fazer face às adversidades do clima afegão.

Tempo de aprontamento

Se, de repente, o Governo português decidisse enviar tropas para terreno afegão, de que tempo necessitariam estas para o seu aprontamento? Apenas escassas horas, garantem os militares. "O grau de prontidão dos nossos militares de operações especiais é muito grande e, por isso, o grau de resposta também. Setenta e duas horas de tempo de preparação é norma para nós, mas quando foi para a Guiné (1998) e para o Zaire (1996) em 48 horas colocámo-nos no aeroporto de Figo Maduro em termos de primeira contingência", afirma o comandante do CIOE.

Entre os militares, quase todos se lembram de férias ou dias de descanso interrompidos repentinamente. "Uma vez, um militar estava de férias no Algarve com a família. Foi chamado e oito horas depois estava aqui, pronto para ir para o teatro de operações", recorda um graduado do CIOE.

"Rangers" "versus" forças de operações especiais portuguesas

Os militares do Centro de Instrução e Operações Especiais (CIOE) de Lamego são frequentemente conhecidos pela alcunha de "Rangers", o que se deve ao facto de os seus instrutores terem recebido formação nos "Rangers" dos EUA. Estas são, contudo, tropas diferentes: os "Rangers" são unidades constituídas à base do choque e da força e as forças de operações especiais portuguesas não procuram o confronto directo.

Material para a Neve

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2001

A falta de preparação para o frio é em si só um factor de risco. Por isso, as forças de operações especiais fazem regularmente treinos específicos em áreas de montanha. Eis algum do equipamento especial para o frio que se encontra armazenado no CIOE de Lamego:

- Várias camadas de vestuário: roupa interior térmica, fatos térmicos, aquecedores de corpo, forros de calças polar, camuflagem branca para mochila, calças e casaco;
- Gorros de dupla face, máscaras faciais para o frio, luvas de lã e luvas à prova de água;
- Meias especiais, botas e sobre-botas;
- Óculos para a neve, skis, localizadores de neve com função de procura em caso de avalanche, macas de neve, cantis de água;
- Sacos cama com braços e abertura na parte inferior que permitem montar segurança a um posto; fato macaco tipo astrounauta altamente quente;
- Climatizadores para tendas insufláveis, fogareiros de alta montanha.

Militares Portugueses Colaboram em Missão Humanitária

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2001

A luta contra o terrorismo no Afeganistão é liderada pelos Estados Unidos da América e pela Inglaterra e a hipótese de o Exército português enviar tropas de combate para esta guerra está afastada. O que ganhou forma foi a possibilidade de o Governo português participar numa missão de ajuda humanitária organizada no âmbito da ONU para a qual se torna necessário a existência de condições de segurança no terreno.

O Governo disponibilizou já um C130 para o transporte de meios humanitários para o terreno, pessoal de apoio na área da ajuda humanitária, cerca de 17 elementos que compõem a tripulação e uma equipa sanitária de oito elementos, médicos, enfermeiros e socorristas. Esta equipa está preparada para permanecer no terreno até seis meses. Portugal colaborará ainda com o envio de dois oficiais superiores para o comando central norte-americano, sediado em Tampa (EUA). A data do envio e o local da missão deverão ficar definidos nos próximos dias, depois do acordo formal dos norte-americanos.

As outras possibilidades de participação de Portugal, incluídas no levantamento prévio feito pelos chefes militares portugueses, eram um hospital sanitário, equipas de engenharia militar ou uma equipa de Operações Especiais. A decisão política coube ao ministro da Defesa. Segundo fonte do ministério, Rui Pena "fez a avaliação do que seria preciso dentro dos interesses norte-americanos".

(Jornal “PÚBLICO”, Por CELESTE PEREIRA Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2001)

Foto de José Félix: © Todos os direitos reservados.

M2 - Descrição de Operações Especiais


As Forças Especiais são preparadas para participar nas chamadas Operações Especiais: aquelas que se dão em um ambiente e circunstâncias não comuns e pouco corriqueiras, que requerem resposta especial por parte das forças de segurança (locais, estaduais ou mesmo nacionais). 

Estas situações incluem a guerra não-convencional, contra-terrorismo, reconhecimento militar e acção directa. 

As Operações Especiais têm sua definição ligada à proximidade com o gerenciamento de crises, como o resgate de reféns como ou sem explosivos, com a incursão em território inimigo, uso de armamento de ponta e tácticas especiais para cada caso.

Descrição segundo origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fotos da capa da revista do CIOE/CTOE "Ponto de Reunião": © Todos os direitos reservados.

M1 - UNIDADE MILITAR DE LAMEGO (do R.I.9 ao C.I.O.E.)

 UNIDADE MILITAR DE LAMEGO (do R.I.9 ao C.I.O.E.)


BREVES APONTAMENTOS HISTÓRICOS

A presença ininterrupta e mais que centenária do Exército em Lamego, remonta ao longínquo mês de Agosto de 1839, data em que na cidade e no velho convento de Santa Cruz (ver a história do convento no anexo I), ficou instalado o Regimento de Infantaria n.º 9 sob o comando do Marechal de campo José Athamásio de Almeida.

Do Regimento de Infantaria n.º 9

O Regimento de Infantaria n.º 9 (ver historial do Regimento no anexo II), criado em 1806, em Viana do Castelo, foi transferido para Lamego, em 1839, depois de ter estado sediado temporariamente em Guimarães, Braga e Bragança.

Várias foram as campanhas em que o Regimento tomou parte, nomeadamente na Guerra Peninsular, nas Lutas Liberais, na Divisão Auxiliar a Espanha e na primeira Guerra Mundial e em todas elas a sua actuação foi sempre prestigiante. Em alusão ao valoroso comportamento no 3.º Sítio de Badajoz, foi-lhe concedida a seguinte legenda camoniana.

“E JULGAREIS QUAL É MAIS EXCELENTE SE SER DO MUNDO REI, SE DE TAL GENTE ”

Pela sua brilhante actuação, quando fazendo parte do corpo Expedicionário Português na primeira Guerra Mundial, (ver resumo da participação no anexo III) foi louvado nos seguintes termos: “Pela bravura com que se bateu, no combate de 14, mantendo-se nas suas posições apesar do violento bombardeamento do inimigo, elevando ainda mais o prestígio da 1.ª Divisão. Em todas as reuniões da sua Brigada o 9 formará á direita”. Por esta sua actuação, trazida neste louvor, foi o R. I. 9 condecorado colectivamente com a Ordem Militar da Torre e Espada.

A cidade esculpiu em granito este louvor, que colocou na base do monumento aos Mortos da Grande Guerra e atribuiu na toponímia da cidade o nome do “seu” regimento, numa das principais avenidas.

Ao Centro de Instrução de Operações Especiais
Em 1960, em consequência da reestruturação então operada no Exército, foi extinto o R.I. 9 e por Decreto-Lei 42926, em sua substituição, criado em 16 de Abril de 1960, o Centro de Instrução de Operações Especiais (ver anexo IV) que do velho e glorioso regimento herdou as suas tradições e património histórico-militar.

Ao C.I.O.E. foi cometida a missão de instruir os Quadros do Exército, nas várias modalidades de “Operações Especiais”, realizar estágios de Subunidades, tendo em vista aperfeiçoar a sua actuação numa ou mais modalidades destas operações; e levar a efeito estudos que, de qualquer modo, contribuíssem para melhorar a eficiência das Forças Armadas, no que diz respeito à sua actuação em “Operações Especiais” designadamente nas de maior interesse para a defesa do Território Nacional.

Aqui foram instruídas as primeiras Companhias de Caçadores Especiais e algumas de Comandos e, aqui, receberam instrução através de estágios diversos e cursos de “Operações Especiais”, mais de quatro mil Oficiais e Sargentos que aqui se impregnaram no espirito do seu lema:

“QUE OS MUITOS POR SER POUCOS NAM TEMAMOS”

Durante cerca de 15 anos, com extraordinária vontade e com reconhecido valor, o C.I.O.E. devotou-se totalmente à sua nova missão de instruir quadros de Operações Especiais e de algumas Subunidades , preparando-os para as campanhas de África, então iniciadas, e que nas três frentes no período compreendido entre 1961 e 1974, demonstraram possuir alta noção do seu dever, e se cobriram de glória em muitas das acções em que tomaram parte.

A extrema dureza e realismo imprimidos á instrução de Oficiais, sargentos e praças, tornou o C.I.O.E. sobejamente conhecido em todo o Exército.

Tendo tomado parte activa no movimento do 25 de Abril de 1974, o C.I.O.E. viria a ser extinto em 31 de Julho de 1975, por despacho n.º 37 de 14 de julho daquele ano, do Gen. CEME (ver anexo V).

À Escola de Formação de Sargentos

Em 1 de Agosto de 1975, no quadro de reestruturação então operada nas Forças Armadas, foi o C.I.O.E. extinto e, em sua substituição, criada a Escola de Formação de Sargentos, cuja missão prioritária foi a de ministrar aos futuros sargentos que desejavam ingressar no QP, os conhecimentos militares essenciais ao desempenho das suas futuras missões, nomeadamente o comando de unidades elementares (secção ou equivalente) e ao exercício de funções em órgãos de serviços técnicos administrativos e logísticos.

Missão nobre e de inegável importância, foi cumprida com elevado espírito de missão junto dos cerca de 1100 instruendos que aqui foram instruídos, com aproveitamento e que, posteriormente, foram distribuídos pelas diferentes Armas e Serviços do Exército.

E novamente, o Centro de Instrução de Operações Especiais

A importância crescente que a instrução de “Operações Especiais” assume nas nossas Forças Armadas foi entretanto reavaliada e, a Unidade de Lamego, novamente foi seleccionada, para no conjunto das Unidades do Exército, instruir especialistas de Operações Especiais.

Assim, em 01 de Fevereiro de 1981, foi extinta a Escola de Formação de Sargentos e, em sua substituição, foi criado o Centro de Instrução de Operações Especiais fiel depositário de tradições e património histórico-militar do R.I. 9 e, também, legítimo possuidor das tradições e património histórico-militar do anterior C.I.O.E.

Heráldica
Introdução: Heráldica é a ciência que tem por objecto o estudo das Armas – Emblemas cromáticos distintivos de uma família, de uma comunidade, de um grupo ou de um indivíduo e, complementarmente, a arte da sua ordenação e descrição escrita e iconográfica.

Heráldica do Exército: Terminado o rescaldo da 1.ª Guerra Mundial, a portaria de 28 de Janeiro de 1924 é o primeiro passo para preencher o vazio legal sobre heráldica então existente no Exército.

Em 1966 foi criado, na dependência directa do CEME, o “Gabinete de Heráldica do Exército”, agora com a missão global de ordenar a Heráldica e a Vexilologia do Exército.

Após trabalho profundo e especializado, culminou com a portaria n.º 24107, de 3 de Julho de 1969, que aprovou as “Normas de Heráldica do Exército” e o “Regulamento da Simbologia do Exército”, primeiros documentos regulamentares da matéria na história contemporânea nacional.

Em 1976, o Gabinete de Heráldica passou a integrar-se na Direcção do Serviço Histórico-Militar.

É baseado neste contexto que:

O Brasão de Armas
Por despacho de 05 de Junho de 1981, do Gen. CEME, foi aprovado o Brasão de Armas do C.I.O.E. (ver anexo VII).

Estandarte

Por despacho de 12 de Fevereiro de 1982, o Gen. CEME, aprovou o modelo do estandarte do C.I.O.E. (ver anexo VIII). 

*********************************************************
Insígnias
- Indicativo de “Operações Especiais” (ver anexo IX)

Por despacho de 19 de Julho de 1970, do Ministro do Exército, destinado a todos os militares com a especialidade, manufacturado em bronze e constituído por dois gládios passados em aspa, acompanhados à dextra e à sinistra por uma folha de louro e uma de carvalho, ambas frutadas, a usar do lado direito do peito acima da pestana da algibeira do dólman ou blusão.

- Emblema de boina (verde seco) do C.I.O.E. (ver anexo X)

Por despacho de 06 de Fevereiro ... do Gen. CEME, PUNHAL em pala, apontado para cima, símbolo generalizado das Forças Especiais, evoca o poder, FOLHA DE CARVALHO simboliza a vontade, FOLHA DE LOURO simboliza o valor, TROMPA DE CAÇA simboliza as Unidades de Caçadores, nomeadamente, as de CAÇADORES ESPECIAIS primeiras Unidades Especiais do Exército com origem no C.I.O.E.

Confecção: Em metal amarelo.

Louvores e Condecorações
A 25 de Maio de 1983, sua Excelência o Presidente da República louvou e condecorou o C.I.O.E. com a medalha de Ouro de Serviços Distintos (ver anexo VI).

E é fiel depositário da medalha de Cruz de Guerra de 1.ª classe, concedida à 3.ª Companhia de Comandos (Guiné 1968).

COMANDANTES DA UNIDADE MILITAR DE LAMEGO

R.I. 9

1837-1842
- Cor. José Athamásio de Almeida
1842-1846
- Cor. Bernardo de Gouveia Pereira
1846-1847
- Cor. Bernardo José de Abreu
1849-1862
- Cor. José Manuel da Cruz
1863-1869
- Cor. João António Marçal
1870
- Cor. Francisco de Sales Machado
1870-1872
- Cor. Luís António Osório
1872-1873
- Cor. Bernardo António de Figueiredo
1874
- Cor. Manuel Gonçalves Pinto Júnior
1875-1876
- Cor. Francisco António de Carvalho
1876-1883
- Cor. João António Ferreira dos Santos
1884
- Cor. Domingos António Gomes
1884-1885
- Cor. Dioclediano Victor Araújo de A. Rodado
1885
- Cor. Domingos Teodoro Magno da Cunha
1885-1886
- Cor. Manuel Joaquim Marques
1886-1889
- Cor. Carlos Augusto Pereira Chaby
1889-1893
- Cor. José Joaquim Ilharco
1893-1898
- Cor. António Cândido Rosado Jara
1898
- Cor. Francisco Gonçalves Costa
1898-1899
- Cor. Júlio Augusto Nascimento e Silva
1899
- Cor. Francisco Augusto Martins Carvalho
1899-1900
- Cor. José Vicente Consulado Júnior
1900
- Cor. José Pedro Kuchenburk Villar
1900-1902
- Cor. José Inácio de Mello P. de Vasconcelos
1902-1903
- Cor. José de Figueiredo
1903-1904
- Cor. José Joaquim Bettencourt da Câmara
1904
- Cor. Bartolomeu Sezinando Ribeiro Artur
1904-1905
- Cor. José Maria de Almeida
1905-1907
- Cor. Luís Maria Teixeira Lopes
1907
- Cor. Joaquim Andrade Pissarra
1907-1908
- Cor. Arsénio da Silva Moreira
1909-1910
- Cor. Abel Augusto Nogueira Soares
1910
- Cor. José Ferreira da Silva Júnior
1910
- Cor. José Júlio Martins Correia
1910-1911
- Cor. Aires Osório de Aragão
1911-1912
- Cor. José Augusto Pinto Machado
1912-1914
- Cor. Joaquim José de Castro Júnior
1914-1915
- Cor. Domingos Beleza da Costa
1915-1916
- Cor. António Aparício Ferreira
1916-1917
- Cor. Gaspar da Cunha Prelada
1918
- Cor. Angelo Leopoldo da Cruz e Costa
1919
- Cor. José Francisco de Barros
1919-1925
- Cor. José Augusto Cardoso
1925-1926
- Cor. António Maria da Costa Zagalho
1927-1931
- Cor. Manuel Teles Amaro
1932-1933
- Cor. José Estevão Cunha Victória Pereira
1934-1935
- Cor. Joaquim Leitão
1935-1936
- Cor. Joaquim Gonçalves Ribas
1936
- Cor. Luís de Nascimento Dias
1937
- Cor. Fernando de Castro Gonçalves
1938-1939
- Cor. José Marques Escrivanis
1939
- Cor. Joaquim Peixoto Martins Mendes Norton
1939
- Cor. Ciríaco José da Cunha Júnior
1939-1940
- Cor. Augusto Martins Nogueira Soares
1940-1941
- Cor. Jaime Rodolfo Morais e Silva
1941-1942
- Cor. Francisco Monteiro de Carvalho Lima
1942
- Cor. Joaquim Maria Neto
1943-1944
- Cor. Malaquias Augusto de Sousa Guedes
1944-1946
- Cor. Henrique Alberto de Sousa Guerra
1947-1950
- Cor. Arnaldo Lopes Ramos
1950-1952
- Cor. Vergílio Pereira Estrela de Oliveira
1952-1953
- Cor. Gervásio Martins Campos de Carvalho
1953-1954
- Cor. Joaquim Cardoso Moura Bessa
1954-1955
- Cor. Afonso Martins Correia Gonçalves
1955-1957
- Cor. Arnaldo Alfredo Fontes
1957-1959
- Cor. Eduardo Pinto Barradas

C.I.O.E.

1960-1961
- Ten. Cor. José Manuel Henriques da Silva
1961-1965
- Cor. Flamínio Machado da Silveira
1965
- Ten. Cor. David Teixeira Ferreira
1965-1967
- Ten. Cor. João A. Teixeira Henriques
1967-1968
- Ten. Cor. António Manuel Baptista de Carvalho
1968-1969
- Cor. João G. Pessanha
1969-1970
- Ten. Cor. António Dias Machado Correia Diniz
1970-1971
- Ten. Cor. Fernando Lisboa Botelho
1971-1972
- Ten. Cor. Mário Hernani V. Mendonça
1972
- Cor. António Dias Machado Correia Diniz
1972-1973
- Cor. António Adelino Antunes de Sá
1973-1974
- Cor. Amilcar José Alves
1974-1975
- Ten. Cor. Alcides José Sacramento Marques
1975
- Cor. Mário Hernani V. Mendonça

E.F.S.

1975-1977
- Cor. Carlos Alberto Gomes Saraiva
1977-1978
- Cor. João de Almeida Bruno
1978-1980
- Cor. Mário Lemos Pires
1980-1981
- Cor. José dos Santos Carreto Curto

C.I.O.E.
1981...

C.T.O.E.
...2008