


Homens que,
São a plenitude da Vontade
Indómitos… d’imenso Valor
Dobram qualquer adversidade
Sob as agruras do frio ou do calor
Homens que,
Vencem vales e montanhas
Ostracisam a sede e a fome
E nas missões mais estranhas
Não têm número... nem nome
Homens que,
Actuam no seio do perigo
Insensíveis ao incómodo e à dor
E embora respeitem o inimigo
Desconhecem o que é o temor
Homens que,
No combate são implacáveis e sagazes
Avançam firmes e determinados
E como Deus protege os audazes
São divinamente abençoados
Mas, afinal…
Quem são estes HOMENS colossais…
Que no mundo não têm igual…
Que têm Camões e a Pátria com’ideais?
São os RANGERS de Portugal!
Tu que despontas por bandas de Lamego,
no seio do rude pó das esteiras de Penude,
qu’emerges pleno das neblinas do Balsemão,
e és temperado nas agrestes lezírias do Távora.
Tu que rasgas as brumas das duras giestas,
que dominas as penumbras dos receios,
e vences o frio, as geadas, os ventos...
o calor e as demais agressivas adversidades.
Tu que resistes à fome, à sede, ao cansaço...
que desafias e cumpres a missão impossível,
e dobras as mil tormentas das Meadas,
esmiuçando, uma a uma, as pedras da calçada.
Tu que te moves no silêncio… de surpresa...
que, em acção, deslizas sublime como a brisa,
e no combate és o mais terrível predador,
implacável, eficaz, audaz e fatal.
Tu que repudias a desditosa e vil hipocrisia,
que abjuras a cobardia e a traição,
e à Pátria és felino fidedigno e feroz,
pronto a aniquilar seja qual for o inimigo.
Tu que provas o teu valor na paz e na guerra,
tal que faz eco a constância da tua veterania,
lés a lés p’la honra deste Portugal que amas,
cujo nome retumba por mares e terras além.
RANGER...
Tu és por ínfimo e fino detalhe um predestinado,
eleito por Deus sentinela desta Pátria,
Homem d’armas atento à conspiração infiel,
e, se for caso tal, até ao suspiro derradeiro.









































