sábado, 21 de março de 2009
M69 - Fotos do RANGER Rosa Rodrigues - 3º Curso de 1972
sábado, 14 de março de 2009
M68 - Fotos do RANGER Fernandes - 4º Curso de 1971
4º Curso de 1971
Cumpriu a sua comissão em Angola, na CART 3881 - Companhia de Artilharia 3881, - Quitapa/Nova Gaia, Lutembo, Luanguinga, Mucanda e Lufuta, no Leste de Angola, 1972 a 1974 e é um dos Homens que se Orgulha e Honra, assumindo como bom português de ter cumprido com o seu melhor esforço e sacrifício que a Pária na altura lhe pedia, partindo 

M67 - Fotos do RANGER Magalhães Ribeiro - 4º Curso de 1973
M66 - Fotos de instrução do C.I.O.E. nos anos 60 (RANGER Henriques)
terça-feira, 3 de março de 2009
M65 - QUERES SER RANGER? Vê as Condições de Admissão



Homens que,
São a plenitude da Vontade
Indómitos… d’imenso Valor
Dobram qualquer adversidade
Sob as agruras do frio ou do calor
Homens que,
Vencem vales e montanhas
Ostracisam a sede e a fome
E nas missões mais estranhas
Não têm número... nem nome
Homens que,
Actuam no seio do perigo
Insensíveis ao incómodo e à dor
E embora respeitem o inimigo
Desconhecem o que é o temor
Homens que,
No combate são implacáveis e sagazes
Avançam firmes e determinados
E como Deus protege os audazes
São divinamente abençoados
Mas, afinal…
Quem são estes HOMENS colossais…
Que no mundo não têm igual…
Que têm Camões e a Pátria com’ideais?
São os RANGERS de Portugal!
Tu que despontas por bandas de Lamego,
no seio do rude pó das esteiras de Penude,
qu’emerges pleno das neblinas do Balsemão,
e és temperado nas agrestes lezírias do Távora.
Tu que rasgas as brumas das duras giestas,
que dominas as penumbras dos receios,
e vences o frio, as geadas, os ventos...
o calor e as demais agressivas adversidades.
Tu que resistes à fome, à sede, ao cansaço...
que desafias e cumpres a missão impossível,
e dobras as mil tormentas das Meadas,
esmiuçando, uma a uma, as pedras da calçada.
Tu que te moves no silêncio… de surpresa...
que, em acção, deslizas sublime como a brisa,
e no combate és o mais terrível predador,
implacável, eficaz, audaz e fatal.
Tu que repudias a desditosa e vil hipocrisia,
que abjuras a cobardia e a traição,
e à Pátria és felino fidedigno e feroz,
pronto a aniquilar seja qual for o inimigo.
Tu que provas o teu valor na paz e na guerra,
tal que faz eco a constância da tua veterania,
lés a lés p’la honra deste Portugal que amas,
cujo nome retumba por mares e terras além.
RANGER...
Tu és por ínfimo e fino detalhe um predestinado,
eleito por Deus sentinela desta Pátria,
Homem d’armas atento à conspiração infiel,
e, se for caso tal, até ao suspiro derradeiro.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
M64 - ANGOLA 1967-69. Recordações do 2º Sarg. Júlio Pinto da CArt. 1769, do BArt. 1926
Júlio Pinto (ver mensagem M63) recorda duas histórias da sua comissão em Angola e um poema dedicado a todos os combatentes que não regressaram.
BANHO FORÇADO
Um belo dia numa picada que não era utilizada havia vários anos, seguia o meu GC (Grupo de Combate) em coluna motorizada e, a dada altura, procedemos à troca de posições, tendo-me tocado a mim ir para a cabeça da coluna num Unimog 406.
Lá íamos abrindo caminho quando, de repente, nos surge uma ponte com muito bom aspecto (já que os madeiros do tabuleiro se apresentavam muito certinhos), enfim tudo muito bem parecido.
Dada a minha preparação de Lamego, onde frequentei o 2º curso de Operações Especiais/RANGERS em 1967, havia-me tornado mais perspicaz, pelo que, quando olhei melhor para a ponte desconfiei que algo não “batia” certo e disse ao condutor, de nome Assis, que hoje vive nos U.S.A. (estive com ele em Abril último):
- Oh Assis avança devagar na ponte, para ver como ela se comporta.Mal ele encostou as rodas do Unimog na ponte, esta começou a ranger ameaçando cair.
- Pára pá e faz marcha-atrás! - disse eu.
Ele assim fez e eu disse então ao pessoal para se apear.
- Passa lá agora.
O Assis, que era um pouco gago, virou-se para mim e disse:
- Pois o condudududutor ééééééééé que se fofofofofofofode se isisisisisttototo cacacacair".
Vai daí digo-lhe eu:
- Se caíres não cais sozinho.
Saltei para cima da viatura e atrás de mim veio o Cabo Maia (camarada este que eu nunca mais o vi até aos dias de hoje).
O Assis mais apoiado moralmente torna a avançar com a viatura para a ponte.
Deu-se então a previsível queda da ponte, que nos atirou a todos para o rio com uma velocidade fulminante. Felizmente ninguém se feriu, porque a viatura ficou de lado e eu e o cabo saltamos logo para fora dela. O Assis ficou agarrado ao volante e, como o rio não era fundo, ficou meio dentro de água, meio fora de água.
Ainda hoje passados estes 40 anos, parece que estou a ver no ar, à minha frente, aí a uns dois palmos do meu nariz, os pés do Cabo Maia, que voou literalmente para o rio.
E pronto, lá endireitamos a viatura e seguimos viagem. Eu, o Cabo e o Assis íamos encharcados, tal como os pintos caídos à água.
Este incidente, hoje recordado com muita piada, podia ter sido bem mais grave mas, felizmente, não foi.
COMO QUASE MATEI UM CAMARADA
Uma bela noite de África quente, com aquele cheiro maravilhoso daquela terra vermelha, que ainda hoje sentimos nas narinas, estávamos sentados à conversa, quando de repente se ouviu uma rajada de G3, ou de arma parecida, mais ou menos a uns 80 metros de nós.
O relógio rondava as 22h00, não se via nada, pois não havia luz pública e a das casas era fraca.
Lá foi a cadeira, onde estava sentado, não sei para onde, corri porta adentro do meu quarto, peguei a minha FN e duas granadas ofensivas.
Pedi ao Furriel Carneiro, encarregado do gerador para ir apagar a luz, entretanto saio a correr de FN em punho para trás de um muro, que circundava o edifício onde dormíamos.
Por entre o intervalo dos tijolos do muro enfiei a FN e comecei a perscrutar o mato, no meio da escuridão da noite, a ver se via algum movimento suspeito. Atrás de mim vieram os outros Furriéis e o Alferes, tomando posições idênticas à minha.
Pensei: “Venham os gajos, que eu estou pronto!”
De repente aparecem-me dois vultos na frente, surgidos do meio da escuridão, não sei que me deu ou que “bateu” cá dentro e contra todas a regras gritei: “Quem vem lá?"
Respondeu-me um camarada, o Furriel Milº Soares: "Estai quietos, sou eu e o soldado (não me lembra o nome dele)".
Eu respondi-lhe: "Ainda bem que não gaguejaste, senão furava-te todo."
O que se tinha passado: O Soares foi passar uma ronda aos postos das sentinelas e já no regresso passou no posto policial, onde havia 5 ou 6 polícias.
Conversa para ali, conversa para aqui, um dos polícias tinha uma FBP e, sem querer puxou o gatilho, enfiando junto às pernas do Soares 20 balas no chão.
Incrivelmente, não se feriu ninguém, mas podia ter sido uma tragédia. O Soares quando chegou à nossa beira vinha branco como a cal da parede, pudera!
Claro que, excepcionalmente nessa noite, tivemos direito a mais um tempo extra de luz (pois o gerador só aguentava trabalhar 4 horas consecutivas - e esse habitualmente era entre as 18 às 22 horas).
Passado o alarme, fomos “apagar” o susto no bar, bebendo uns copos e relembrando o acontecido, coisa que, ainda hoje a esta distância, recordamos alegre e sadiamente.
POEMA AOS QUE NÃO REGRESSARAM
Homenagem que dediquei a todos aqueles que deram a vida pela Pátria, em África, com um grande abraço para todos os restantes ex-Combatentes do Júlio Pinto.
O MENINO
Como sorria
Quando acordava,
Ao ver a Mãe, que o amava
Como sorria.
A Mãe, com ele ao colo, sorrindo,
Ao tempo que o mimava,
Rezava a Deus pedindo,
Se do mundo o guardava.
Cresceu. Veio a tropa, veio a guerra.
Á pressa num homem se tornou,
Teve que deixar a terra,
Um dia, uma bala a vida lhe roubou
E voltou de novo, à terra,
E a Mãe, que o amava, chorou, chorou...
Autoria Júlio Pinto (09/03/1998)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
M63 - Angola - Apresenta-se o 2º Sargento Mil.º Júlio Pinto, da CArt. 1769, do BArt. 1926.
A * N * G * O * L * A Após uma paragem no Grafanil/Campo Militar, por um curto período de 3 dias, seguiram para Sanza Pombo, sede do BArt. 1926, e posteriormente a CArt. 1769 foi para Quimbele, a Cart. 1770 para Massau e a Cart. 1771 para a Quicua.
Foto 2 - Dois obuses (14 ou 15 cm), foram adquiridos à Krups depois da 2ª ou 1ª guerra, e colocados no destacamento em 1968. Enviados de Luanda, em coluna militar, estavam em bom estado de conservação e funcionamento. O pessoal foi instruído sobre a sua utilização. Passados 5 anos, em que foi tirada esta foto, é triste ver o estado de degradação dos mesmos.
Foto 3 - A D.O. que nos levava o correio e a carne para o rancho, e a pista improvisada no capim. Esta aeronave visitava-nos todas as terças-feiras.
(As fotos 1, 2 e 3 foram retiradas do site www.prof2000.pt elaborado por um ex-Alferes Miliciano que esteve na zona de actuação do Júlio em 1972/73).
Foto 4 - Esta pacassa foi morta por um soldado de transmissões, que era ao mesmo tempo um exímio caçador. Usava uma Mauser afinada por ele e abateu a peça com um só tiro. Muitos quilos de carne que tão bem souberam à rapaziada. O Júlio posa para a "posteridade" com a garrafa na mão.
Entre as suas memórias há um episódio que o Júlio Pinto jamais esqueceu, e que dá bem a ideia como o terreno e as condições de deslocação em solo angolano, também não eram "pêra doce" para as nossas tropas, e que ele nos conta assim: Um belo dia, seriam umas 3 ou 4 horas da manhã quando ao fim de três dias de permanência na mata chegamos ao aquartelamento da Cabaca, tínhamos vindo a fazer o reconhecimento de uma picada desactivada, que em alguns trechos tivemos que reconstruir manualmente com sacholas, machados e catanas.
Mas, diz ele: Chegamos ao fim, missão cumprida.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
M62 - Os 10 MANDAMENTOS DO RANGER

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
M61 - RANGERS DE LAMEGO - Artigo da Revista Tribuna Douro Nº 3, de Julho 2003, saído com o Jornal de Notícias
de Notícias.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
M60 - "Ilustração Portuguesa", edição do Jornal "O Século" de 9 de Abril de 1917
domingo, 8 de fevereiro de 2009
M57 - Heróis de Portugal - RANGERS/G.E.s pelo jornalista Dr. Jorge Ribeiro






































