segunda-feira, 17 de agosto de 2009

M140 - RANGERS dos U.S.A. em acção: "O resgate do Soldado Ryan"


Os RANGERS norte-americanos superiormente comandados pelo Capitão John Miller, em plena e heróica acção numa história dramática e excepcional, passada durante o dia D (ver M136) e dias seguintes, na aguerrida e mortífera 2ª Guerra Mundial.
O produtor cinematográfico Steven Spielberg teve a genial ideia de refazer em filme os factos então vividos, e relatados por um dos poucos sobreviventes da operação levada a efeito para lhe salvar a vida, que é senão o homem que deu o seu nome ao título do filme - Soldado Ryan.
Uma vez que encontrei descrições fiéis e soberbas da idealização e construção do filme em Webcine e Wikipédia, reproduzo com os devidos agradecimentos as referidas descrições:

O Resgate do Soldado Ryan
(Webcine)
Sinopse: Dia 6 de Junho de 1944, o famoso "Dia D", o Capitão John Miller (Tom Hanks) tem a missão de desembarcar na praia de Omaha e livrá-la dos alemães, para que as tropas aliadas possam usá-la como ponto de entrada para a guerra. Depois de muitas mortes, John Miller consegue tomá-la, mas não sem perder quase todo o seu pelotão, do qual só lhe restaram seis soldados : Soldado Reibben (Edward Burns), Sargento Horvath (Tom Sizemore), Soldado Caparzo (Vin Diesesl), Soldado Mellish (Adam Goldberg), Soldado Jackson (Barry Pepper) e Médico Wade (Giovanni Ribisi).
Ao mesmo tempo nos EUA – Uma secretária percebe nos papéis de baixas de guerra que o sobrenome Ryan se repetia 3 vezes, logo encaminhou a papelada ao Chefe deo Estado Maior, este lendo uma carta de Abrahan Lincon diz que vai salvar o quarto membro da família, e trazê-lo de volta, mesmo sem saber se este ainda está vivo.
A missão é entregue ao Capitão John Miller, que teria como recompensa se conseguissem resgatar o Soldado James Ryan (Matt Damon), ele e o seu pelotão, ganhar o direito de retornar à casa. Para isso Capitão John Miller recruta o Cabo Upham (Jeremy Davies), pois este era um ótimo tradutor, embora sem experiência em combate.
No caminho o pelotão começa a questionar se é justo arriscar oito vidas, para salvar apenas uma, ao que o Cap. Miller diz, que se fosse preciso isso para voltar para casa, ele o faria.
De cidade em cidade o pelotão vai passando e procurando Ryan, sem muita sorte, durante o caminho, acontecem baixas, o Soldado Carpazo e o Médico Wade morrem em lutas, essas baixas levam o pelotão a brigar entre si questionando-o se é justo o preço de uma vida.

Dias depois o pelotão encontra-se com Ryan, ele estava defendendo uma ponte (coisa preciosa numa guerra), o Capitão John Miller dá-lhe a notícia de que Ryan já perdera os 3 irmãos na guerra, e que lhe foi incubida a missão de levá-lo para casa vivo. Ryan não aceita e diz que quer continuar junto dos seus camaradas.
Depois de muito se discutir, o Capitão John Miller decide que o pelotão dele vai unir-se a outro, para emboscar os alemães que se aproximavam, o único problema é que eles contavam com pouca artilharia pesada e os inimigos, que se aproximavam, pareciam vir munidos de tanques.
Então começa a corrida contra o tempo, a única vantagem que Miller e seu pelotão têm, é de estarem no meio de uma cidade em ruínas, ele decide aproveitar essa vantagem e armar armadilhas, preparando assim uma emboscada para os alemães que se aproximavam.
Depois de armadas as armadilhas e com todos a postos, Jackson dá sinais do alto da torre, eles são em 30 a 50 e ainda dois tanques, nesse momento todos se desesperam, mas nada de desistir, todos vão para os seus lugares e a batalha começa, muitos alemães tombam perante a emboscada armada por Miller.
Mas os que sobram ainda são muito e com poder de fogo mais alto, uma MD-11 aparece no meio dos alemães e faz a diferença, Miller e seus soldados começam a recuar, Jackson morre, depois Mellish morre também e Upham com medo não fez nada para ajudá-lo. Em seguida quem tomba é o sargento Horvart, recuados para o outro lado da ponte, para que essa seja explodida Miller é baleado e não consegue detonar a ponte. Um tanque vem em sua direção, ele vai ser atropelado, quando do céu surgem bombardeiros americanos que vêm em seu resgate, logo tudo é resolvido. Mas a que preço?
Prêmios:
Óscar: Vencedor dos Prêmios de Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Som e Melhor Montagem de Efeitos Sonoros.
Indicado aos Prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator (Tom Hanks), Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem, Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora de Drama.
Globo de Ouro: Vencedor dos Prêmios de Melhor Filme em Drama e Melhor Diretor - Indicado aos Prêmios de Melhor Ator em Drama (Tom Hanks), Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro.
Grammy: Vencedor do Prêmio de Melhor Composição Instrumental feita para Cinema.
Dados recolhidos in site Webcine: http://www.webcine.com.br/filmessi/ryan.htm
O Resgate do Soldado Ryan
(Wikipédia)
O Resgate do Soldado Ryan é um filme norte-americano de 1998 da Paramount Pictures, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Hanks no papel do capitão John Miller e Matt Damon no de soldado Ryan. Tornou-se muito falado pelas suas realistas cenas de batalha e foi inspirado numa história real.
Recebeu cinco Óscars e um Globo de Ouro. Faturou US$ 479 milhões e é uma das 50 maiores receitas de bilheteira de sempre.
A história desenrola-se durante a Segunda Guerra Mundial, começando com o desembarque das forças aliadas na Normandia no Dia D, na Praia de Omaha.

Após o ataque, descobre-se que três irmãos de Ryan morreram em combate. Ao capitão John Miller (Tom Hanks) e seus homens é designada a missão de resgatar o último filho de uma mãe destroçada, James Francis Ryan, que era parte do pelotão de paraquedistas que caiu no lugar errado, podendo estar em qualquer lugar da França. O soldado Ryan (Matt Damon) pertencia à 101ª Company do 506º Regiment.
Era um airborne, ou seja um paraquedista altamente treinado para combater, mas acima de tudo para defender pontos e objetivos estratégicos, como pontes, estradas, vilas e aldeias. A 101ª Airborne Company desempenhou um papel muito importante durante a invasão da Normandia, porque foram lançados por detrás das linhas inimigas, e conseguiram reter o avanço alemão que se dirigia para as praias. Combateram também em dezembro de 1944 nas Ardenas.
© As imagens são propriedade dos seus respectivos produtores.

domingo, 16 de agosto de 2009

M139 - Os Rangers americanos

Os Rangers americanos

A presença de Rangers americanos em território afegão foi confirmada a 20.10.2001 pelo general Richard Myers, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA.

Apenas foi divulgada até ao momento uma operação envolvendo estas forças: um ataque simultâneo a "um aeroporto no Sul do Afeganistão" e a outro objectivo "perto de Kandahar" que foi identificado como "um centro de comando e controlo taliban", "de grandes proporções", que é "um dos locais onde o mullah Omar vive". O Pentágono divulgou vídeos desta operação, alguns deles filmados através de um sistema de visão nocturna, que mostram as tropas a preparar-se para o embarque, o embarque e lançamento de pára-quedas e, depois, já no interior do complexo.

Conhecidos também pela designação de Boinas Pretas ou "Black Berets" (ainda que o Pentágono queira alargar o uso da boina preta a todo o exército, o que está a dar origem a uma onda de contestação), estes soldados orgulham-se de ser, nas suas próprias palavras, "a melhor unidade de infantaria do mundo".

O que fazem os Rangers? Em princípio, qualquer acção militar de infantaria que apresente uma particular dificuldade, aquilo a que os militares chamam "acção directa". As operações típicas incluem raids para conquistar instalações de grande importância estratégica (um aeroporto, por exemplo) através de ataques nocturnos de surpresa, acções de reconhecimento em áreas perigosas, infiltração em território inimigo (através de terra, mar ou ar), preparação de emboscadas, etc.

Os Rangers são uma unidade de infantaria ligeira, de grande mobilidade, mas que possuem limitações: a sua capacidade de fogo é relativamente limitada (nomeadamente contra blindados) e, em certas operações, precisam de fogo de apoio, que tem de ser fornecido por helicópteros de assalto ou aviões como os AC-130. Por outro lado, os soldados só transportam mantimentos para cinco dias.

As suas armas são canhões anti-tanque de 84 mm, morteiros de 60 mm, metralhadoras pesadas e ligeiras, lançadores de granadas e espingardas de precisão.

Os veículos de eleição dos Rangers são Land Rovers transformados (e eriçados de metralhadoras, à Mad Max) e motas de 250 cc.

Existe um único regimento de Rangers nos EUA (o 75th Ranger Regiment), que está dividido em três batalhões, cada um com 580 elementos, instalados em três regiões distintas (Hunter Army Airfield e Fort Benning, na Georgia; e Fort Lewis, em Washington). Cada batalhão possui três companhias, de 152 Rangers cada uma, e inclui atiradores de precisão ("snipers"). É possível que seja uma destas companhias que se encontra de momento no Afeganistão.

Os batalhões de Rangers estão preparados para partir em missão para qualquer ponto do mundo com um pré-aviso de 18 horas e uma companhia deve estar sempre de prevenção e pronta para entrar em acção no espaço de 9 horas. As missões dos Rangers tanto podem ser levadas a cabo a partir do território dos EUA, como a partir de uma base intermédia.

Os Rangers estiveram entre as primeiras forças a participar na invasão de Granada (Operação Urgent Fury), em Outubro de 1983, tendo na ocasião sido largados de pára-quedas; participaram na Operação Just Cause, no Panamá, em 1989; na Operação Desert Storm, em 1991; na Somália em 1993.

Antes de poder integrar o Regimento de Rangers dos EUA um soldado tem de se voluntariar por três vezes: da primeira vez para o Exército, da segunda vez para a Escola de Pára-Quedismo e só à terceira ganha o direito a candidatar-se aos Rangers.

Os Rangers orgulham-se da rudeza da sua formação, que dizem ser "extremamente árdua".

No sítio Internet da associação dos elementos do 75th Ranger Regiment avisa-se que "não é invulgar que ocorram mortes [durante o treino] devido à realização de exercícios com fogo real e às extremas condições ambientais usadas para reproduzir as violentas condições da guerra".

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

M138 - Operação IRENE - Homenagem a 2 "Operações Especiais - SNIPERS", Heróis dos E.U.A.


1. Na mensagem “M137” fala-se de um filme de extrema acção e violência, que resultou numas largas centenas de mortes em combate, ocorridas durante a execução de uma Operação muito especial, a que foi dado o nome de código IRENE.

O filme mais não é que uma reconstituição real, dramática e comovente, que envolveu, a Task Force RANGER que prestava serviço, integrada na força de paz da ONU, com tropas de outros países, em Mogadíscio na Somália.

Para além do filme e seus excelentes actores, regista-se aqui uma homenagem a 2 Homens, ali falecidos em combate, que receberam Medalhas de Honra.

Não pode deixar de impressionar, até os menos sensíveis, a coragem destes 2 sargentos que, conhecedores de que não tinham qualquer hipótese de saírem vivos daquele “formigueiro” inimigo, voluntariaram-se, mesmo assim, para tentar socorrer 4 camaradas, que se encontrariam eventualmente feridos, dentro de um dos 2 helicópteros “Falcões Negros”, que haviam sido derrubados pelo fogo hóstil momentos antes.

Já lá vão 16 anos sobre esta efeméride (1993), mas é caso para dizer: Ainda há Homens que, para protegerem e tentarem salvar os seus Camaradas, tudo dão até a vida se necessário…
Este sim é um valor que define os seres invulgares e supremos desta vida terrena, e estes sim é que são os Homens que merecem o rótulo de... Heróis!

Foi muita pena não terem sobrevivido. Mas, uma das negras hipóteses na Vida de um militar... que nenhum deseja mas que NENHUM deles está livre é, caso assim seja chamado pelos seus superiores aocumprimento de uma missão... morrer em combate!
Paz às suas almas!

2. Fichas e menções militares de 2 dos Heróis que receberam Medalhas de Honra, no seu país, os Estados Unidos da América:

GARY IVAN GORDON (1960-1993)



Posto, Especialidade e Unidade à data da acção: Sargento-Mor, Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos, Líder da Equipa de Snipers na “Task Force Ranger”.

Organização: Sargento-Mor do Exército dos Estados Unidos.

Lugar e data: 3 de Outubro de 1993, Mogadíscio na Somália.

Nascido em: Lincoln no Maine.

Citação: o Sargento-Mor Gordon, das Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos, distinguiu-se em acções mais do que o dever obriga, no dia 3 de Outubro de 1993, servindo como Líder de Equipa de Snipers na Task Force de RANGERS, em Mogadíscio na Somália.

A equipa de snipers do Sargento-Mor Gordon forneceu fogo de precisão a partir do helicóptero principal, durante o assalto e nos dois locais das quedas dos 2 helicópteros, enquanto submetido a fogo intenso de armas automáticas e “roquetadas” disparadas por lança-granadas do inimigo.

Quando o Sargento-Mor Gordon compreendeu que as forças de terra não foram imediatamente disponibilizadas, para assegurar a defesa do segundo local de queda, ele e outro camarada sniper, sem hesitação, pediram para ser apeados e seguirem para o local, afim de protegerem os quatro militares feridos criticamente, apesar de estarem bem cientes do número crescente de pessoal inimigo que se aproximava do sítio.

Depois do seu terceiro pedido de autorização, o Sargento-Mor Gordon recebeu a permissão de executar esta missão voluntariamente.

Quando o entulho e os fogos de terra inimigos, no sítio, causaram a abortagem da primeira tentativa, o Sargento-Mor Gordon foi deixado a cem metros a sul do local da queda. Equipado só com o seu rifle de longo alcance e uma pistola, o Sargento-Mor Gordon e o seu colega, abriram caminho sob fogo intenso do inimigo, por um labirinto denso de barracos e cabanas, para conseguir alcançar os membros da tripulação que estavam criticamente feridos.

O Sargento-Mor Gordon imediatamente alcançou o piloto e os outros membros de tripulação do helicóptero, estabelecendo um perímetro de segurança colocando-se ele e o seu colega sniper, na posição mais vulnerável. O Sargento-Mor Gordon usou o seu rifle para eliminar um número indeterminado de atacantes até ficar sem munições.

O Sargento-Mor Gordon voltou então ao aparelho caído, recuperando algumas armas e munições da tripulação. Apesar das poucas munições, ele ainda forneceu algumas ao piloto ferido. O Sargento-amor Gordon continuou segurando o perímetro e protegendo a tripulação derrubada.

Depois do seu membro de equipa ter sido fatalmente ferido e as suas próprias munições de rifle se esgotarem, o Sargento-Mor Gordon voltou novamente ao aparelho caído, recuperou um rifle com cinco carregadores de munições e deu-os ao piloto, com as palavras, 'boa sorte.'

Então, armado só com a sua pistola, o Sargento-Mor Gordon continuou a lutar até ser fatalmente ferido. As suas acções salvaram a vida do piloto.

O heroísmo extraordinário de Sargento Gordon e a sua devoção ao dever, estiveram de acordo com os padrões mais altos do serviço militar, e reflectem um grande crédito sobre a sua pessoa, a sua unidade e o Exército de Estados Unidos.


RANDALL D. SHUGHART (1958-1993)


Posto, Especialidade e Unidade à data da acção: Sargento de Primeira Classe, Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos e membro da Equipa Sniper na Task Force RANGER.

Organização: Sargento de Primeira Classe do Exército dos Estados Unidos. Lugar e data: 3 de Outubro de 1993, Mogadíscio na Somália.

Nascido em: Newville na Pensilvânia.

Citação: o Sargento de Primeira Classe, Shughart, do Exército dos Estados Unidos, distinguiu-se por acções mais do que o dever obriga no dia 3 de Outubro de 1993, servindo como Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos e Membro da Equipa Sniper, integrada na Task Force RANGER em Mogadíscio, na Somália.

O Sargento de Primeira Classe Shughart forneceu fogo de sniper de precisão do helicóptero principal, durante o assalto a um edifício e em dois locais de queda de helicópteros, enquanto submetido a intenso fogo de armas automáticas e “roquetadas” disparadas por lança-granadas.

Forneceu fogos supressivos críticos no segundo local de queda de um dos helicópteros, quando o Sargento de Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa compreenderam que as forças de terra não estavam imediatamente disponíveis para segurar o local.

O Sargento de Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa, sem hesitação, ofereceu-se para ser apeado e proteger os quatro camaradas feridos criticamente, apesar de estar bem consciente do número crescente do pessoal inimigo que se aproximava do sítio.

Depois do seu terceiro pedido para ser apeado, o Sargento de Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa receberam a permissão de executar esta missão voluntariamente.

Quando o entulho e os fogos de terra inimigos na zona causaram a abortagem da primeira tentativa, o Sargento Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa foram deixados a cem metros a sul do local da queda.

Equipado só com o seu rifle de longo alcance e uma pistola, o Sargento Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa, enquanto debaixo do fogo intenso do inimigo, abriram caminho por um labirinto denso de barracos e cabanas, para conseguir alcançar os membros de tripulação criticamente feridos.

O Sargento de Primeira Classe Shughart protegeu o piloto e outros membros de tripulação do avião, estabelecendo um perímetro, que o colocava a ele próprio e ao seu colega sniper na posição mais vulnerável.

O Sargento de Primeira Classe Shughart usou o seu rifle de sniper para eliminar um número indeterminado de atacantes, em volta do perímetro, protegendo a tripulação derrubada.

O Sargento de Primeira Classe Shughart continuou o seu fogo protector até que lhe acabaram as munições e fosse fatalmente ferido. As suas acções salvaram a vida do piloto.

O Sargento de Primeira Classe Shugart demonstrou heroísmo extraordinário e devoção ao dever de acordo com os padrões mais altos do serviço militar e reflectem um grande crédito sobre a sua pessoa, a sua unidade e o Exército de Estados Unidos.

Textos das Citações retirados de:

http://prweb0.voicenet.com/~lpadilla/blackhawk.html

http://www.history.army.mil/html/moh/somalia.html

sexta-feira, 31 de julho de 2009

M137 - RANGERS dos E.U.A. na Operação IRENE, em Mogadíscio - Somália

Operação militar na vida real transformada em filme espectacular.

CERCADOS ("Black Hauk Down" no título original)

O actor Josh Hartnett

CERCADOS ("Black Hauk Down" no título original)

O cinema americano tem produzido nos últimos anos filmes de inegável categoria. Nas minhas 5 décadas e picos de existência, posso afirmar que tive ocasião de apreciar algumas centenas, quem sabe milhares, deles sempre com interesse renovado. Confesso que uns tantos me agradaram de tal modo. que já os visionei repetidas vezes, quer para captar ou interpretar melhor alguns detalhes, que me haviam escapado nas primeiras vezes, quer para tornar a deliciar os olhos com cenas de raríssima beleza.

São muitas as temáticas que me agradam. Dentro dos géneros que prefiro há um que me atrai sobremodo, são aqueles que reconstituem factos históricos.

Poderia, aqui, citar algumas dezenas dos que mais me impressionaram mas, como não é esse a objectivo deste artigo, nomearia, só a título de exemplo: "O dia mais longo", "Patton", "Uma ponte longe demais", "Os heróis de Tobruk", "A batalha do rio de prata", "Hamburguer hill", "Pearl Harbor" ou o "O Resgate do Soldado Ryan".

Na minha opinião pessoal todos eles foram muito bem realizados. Como os argumentos são históricos, logo são indiscutíveis. Mas, nesta curta lista, ainda posso destacar um que, até à bem pouco tempo no meu critério selectivo, elegia como o melhor filme deste género que eu vi.

Realizado por Steven Spielberg - "O Resgate do soldado Ryan" -, demonstra, cruel e realisticamente, dois episódios que doiram as páginas da imensa história da segunda Guerra Mundial. Um é o desembarque das companhias RANGERS - nas praias da Normandia -, destacados para efectuarem a "testa de ponte", durante o decorrer do desembarque no dia D - 6 de Junho de 1944 (ver a mensagem M136).

Bem protegidos nas falésias, e em "bunkers" de betão maciço, os alemães receberam-nos com um monumental e aterrorizante vendaval de artilharia e fuzilaria, impregnando de pedaços de carne e sangue, as até então límpidas águas, dos mares da praida de Omaha.

Foram muitas horas de suplício para conquistar um ponto estratégico, que permitiria o sucesso do desembarque aliado, a quase inacessível o fatídico bico arenoso conhecida por "Point du Hoc".

O segundo, mostra como um punhado de RANGERS, que sobreviveram milagrosamente ao vendaval de chumbo e estilhaços no terrível desembarque, e que logo são designados para a execução uma missão especial que lhes saiu demasiada cara - resgatar o tal soldado Ryan.

Este ano, em Fevereiro, surgiu outro filme, realizado por Ridley Scott, que também me deslumbrou, por estranha que pareça esta coincidência - digo eu -, também ele envolvendo um esquadrão de RANGERS americanos.

Pleno de acção, de princípio a fim, com o título original "Black Hauk Down" - marca dum helicóptero de combate norte-americano -, este filme foi intitulado, em Portugal, por, "CERCADOS".

Os acontecimentos desenrolaram-se em 3 de Outubro de 1993, no sudoeste asiático, na Somália - mais precisamente em Mogadíscio -, então dominada pelo ditador Mohammed Farah-Sadid, em que uma, aparentemente, simples missão dos RANGERS americanos, se transforma num autêntico inferno. Tudo corre bem até que dois dos helicópteros (Black Hawk) são abatidos e os homens em terra ficam cercados por centenas de guerrilheiros somalis. As ordens superiores são claras e concisas: "Regressar com todos os elementos, ninguém fica para trás, morto ou vivo."

Esta batalha terrestre que, para os norte-americanos foi a mais longa desde a conclusão da Guerra do Vietname, envolveu 120 militares e o objectivo - embora alcançado -, resumiu-se a capturar dois dos principais tenentes do referido ditador.

O personagem central, um sargento RANGER (interpretado pelo actor Josh Hartnett) devido a ferimento grave do seu superior directo vê-se, de repente, no comando do seu pelotão.

Numa entrevista que o jornalista Mário Augusto lhe fez, este actor à pergunta, se lhe custou muito os treinos, com os RANGERS - que inclui uma semana de recruta a sério -, respondeu: "Foi uma semana para esquecer... muito dura... Já tinha feito outros treinos militares mas como este... !" (risos dele claro).

Falta dizer que este filme, emotivo e exuberante, foi realizado ao pormenor, com o precioso auxílio de consultores militares que participaram realmente na operação.


Pagela do filme

domingo, 26 de julho de 2009

M136 - RANGERS dos E.U.A. na Dia D - 6 de Junho de 1944 - Operação OVERLORD - 2ª Grande Guerra

2ª GUERRA MUNDIAL
06 de JUNHO de 1944
INÍCIO DA LIBERTAÇÃO DA EUROPA

TROPAS DE DIVERSOS PAÍSES ALIADOS DESEMBARCARAM EM FRANÇA

À FRENTE IAM... OS RANGERS AMERICANOS

O local escolhido para o desembarque aliado para a libertação da Europa do jugo Nazi, ou das "mãos de Adolf Hitler", foi a Praia Omaha Beach, na Normandia Francesa.


Sobre esta praia, com 5 quilómetros de extensão, começou o desembarque propriamente dito.

Às 06h30 da manhã, de 06 deJunho de 1944, uma primeira vaga de 1.455 soldados americanos, saltaram para a água, saídos de lanchas de desembarque, com a cobertura de centenas de navios de guerra, alguns dos quais despejaram centenas de granadas sobre as indestrutíveis casamatas alemãs, robustamente construídas em betão armado.


A hora sabiamente escolhida coincidiu com a maré baixa, para os homens terem pé e poderem correr para atingir eventuais protecções nas abruptas falésias.

Os "G. I's" tiveram que percorrer 300 a 400 metros... carregados de material de guerra, na tão dificultosa areia da praia, a corpo descoberto.

Na "testa de ponte" seguiam 225 RANGERS, dos 2º e 5º BATALHÕES RANGER americanos. No fim dos combates pela tomada do POINT DU HOC somente 90, dos 225 homens que participaram no ataque, ficaram em condições de prosseguir caminho.

Cerca de 80 perderam a vida e 55 ficaram feridos, para conquistar aquele pequeno pedaço de terreno, quase inacessível (o célebre e ensanguentado POINT DU HOC), na praia de Omaha Beach.




Os 2º e 5º BATALHÕES RANGER
“POINTE DU HOC”
NORMANDIA, FRANÇA
Dia D
OPERAÇÃO OVERLORD
Dia 06JUN1944

Para a Operação OVERLORD a Companhia C (Charlie) do 2º Batalhão RANGER dos E.U.A., constituiu a “Task Force B”, que mais não era que um Grupo de Reforço formado pelos 2º e 5º Batalhões Ranger.

Este Grupo de Reforço esteve temporariamente incorporado no 116º Regimento de Infantaria, da 29ª Divisão de Infantaria.

Em apoio a esta Task Force B, nesta missão, esteve uma secção de blindados "DD" da Companhia B do Batalhão Blindado 743º.

A Companhia C embarcou, para esta operação, no navio HMS “Prince Charles”, durante o dia 1 de Junho de 1944 em Weymouth, Inglaterra.

O "Dia D" ou "D-Day" (em inglês), segundo a descrição na Wikipédia foi assim:

No vocabulário militar, o “Dia D” (do inglês D-Day) é um termo usado, frequentemente, para denotar o dia em que um ataque, ou uma operação do combate devem ser iniciados.

A participação francesa na Segunda Guerra Mundial foi decisiva, porém, esquecida. A França no início da guerra foi surpreendida pelos exércitos alemães, e não conseguiu bloqueá-los nem mesmo com a ajuda inglesa. O Dia D, Le jour "J" em francês, foi o início da libertação de Paris e de toda a França.

A expressão Dia-D (D-Day) apareceu, pela primeira vez, nas ordens de batalha do Exército Norte Americano na Primeira Guerra Mundial.

Rangers-pointe-du-hoc.jpg (620×765)

A utilização de um nome em código para o dia de início de uma operação, na fase de planeamento, leva em consideração que várias medidas devem ser tomadas antes, e após o início dos combates, e que devem ser organizadas em função da data e hora precisas da operação.

Entretanto, tendo em vista que vários factores podem alterar o dia de início de qualquer operação militar, seria impossível, e até mesmo inseguro, fazer circular vários documentos contendo a data específica.

Assim o planeamento é estruturado marcando-se o Dia (D), Hora (H) e minuto (M) do começo da acção, calculando-se da seguinte forma:

O dia anterior é dia D - 1, a hora anterior é hora H - 1. O segundo dia de operação é Dia D + 1. E assim por diante.

O Dia D (Operação Overlord) mais famoso da história militar, foi 6 de Junho de 1944 - o dia em que a Batalha da Normandia começou -, iniciando a libertação do continente Europeu da ocupação Nazi, durante a Segunda Guerra Mundial.

Foi a nona operação da Segunda Guerra Mundial, com maior número de baixas - 132.000, (na operação Barbarossa - 1.582.000 mortos; em Estalinegrado - 973.000; no Cerco de Leninegrado - 900.000; em Kiev - 657.000; na Operação Bagration 1944 - 450.000; em Kursk - 325.000; em Berlim - 250.000 e na Campanha Francesa de 1940 - 185.000).

Desembarque na praia Omaha - 06 de junho de 1944.

Devido a isto, as estratégias de certas operações militares posteriores tentaram evitar utilizar o termo.

Por exemplo, a invasão de Leyte pelo Gen. MacArthur começava no "A-day" (dia A), e a invasão de Okinawa no "L-Day" (dia L). 1 de Novembro, 1945. A data proposta para a invasão do Japão, deveria ser "X-Day" (dia X). Uma segunda vaga de desembarques, em Tóquio, seria "Y-Day" (dia Y), a 1 de Março, 1945.

Senhas especiais foram divulgadas pelas rádios na véspera da investida. Tratava-se dos quatro acordes iniciais da Quinta de Beethoven, das palavras “Mickey Mouse” e o verso “Les sanglots longs des violons de l’automne blessent mon coeur d’une langueur monotone”, de Charles Baudelaire.

Consulte o artigo "O Dia D" para uma descrição dos eventos de 6 de Junho de 1944.

Fotos extraídas do site:


Composição final por MR

sábado, 25 de julho de 2009

M135 - A evolução, ao longo dos tempos, da Bandeira Nacional



A Bandeira Nacional

ANTECEDENTES E EVOLUÇÃO





A Bandeira nacional (1)

Segundo a tradição, durante as primeiras lutas pela Independência de Portugal, D. Afonso Henriques teria usado um escudo branco com uma cruz azul, a exemplo de seu pai, o Conde D. Henrique, cujas armas eram simbolizadas pela cruz em campo de prata.

D. Afonso Henriques (1143-1185)
















Bandeira nacional (2)


Nesta época, as armas reais eram representadas por cinco escudetes de azul em campo de prata, dispostos em cruz, os dos flancos deitados e apontados ao do centro.

Cada escudete era semeado com um número elevado e indeterminado de besantes de prata.

Sobre a origem e simbolismo destes escudetes existem muitas teorias.

Segundo as duas mais conhecidas, os escudetes aludem às cinco feridas recebidas por D. Afonso
Henriques na Batalha de Ourique ou às cinco chagas de Cristo.

D. Sancho I (1185-1211)
D. Afonso II (1211-1223)
D. Sancho II (1223-1248)














Bandeira nacional (3)

Com D. Afonso III as armas do reino receberam uma bordadura de vermelho, semeada com um número indeterminado de castelos de ouro, escolhida em lembrança do avô, D. Afonso III de Castela.

A tendência de fixação de números, frequente em heráldica, levou a uma estabilização do número de besantes dos escudetes em cinco, dispostos dois, um, dois.

D. Afonso III (1248-1279)
D. Dinis (1279-1325)
D. Afonso IV (1325-1357)
D. Pedro (1357-1367)
D. Fernando (1367-1383)













Bandeira nacional (4)

As armas reais, durante este período, eram de prata, com cinco escudetes de azul dispostos em cruz, os dos flancos deitados e apontados ao do centro.

O semeado de besantes nos escudetes fixou-se definitivamente no número de cinco, dispostos em aspa. É desta época que se conhecem as primeiras referências designando os escudetes por «quinas».

Tinha também uma bordadura de vermelho semeada de castelos de ouro e sobre ela as pontas da cruz verde floretada da Ordem de Avis.

D. João I (1385-1432)
D. Duarte (1433-1438)
D. Afonso V (1438-1481)


















Bandeira nacional (5)

D. João II mandou que fossem retirados das armas reais os remates de flor-de-lis e que se colocassem verticalmente as quinas laterais no escudo.
A bordadura de vermelho manteve-se semeada de castelos de ouro, embora a tendência do seu número fosse de sete ou oito nas bandeiras usadas na época.

D. João II (1481-1495)
















Bandeira nacional (6)

No reinado de D. Manuel I, as armas reais foram fixadas em fundo branco. Tinham ao centro o escudo português com uma bordadura de vermelho carregada de sete ou oito castelos de ouro e sobre ele foi colocada uma coroa real aberta.

A forma do escudo diferiu nos dois reinados. Enquanto no de D. Manuel predominava o escudo rectangular com a parte inferior terminando em cunha, no reinado de D. João III acentuou–se a forma rectangular com o fundo redondo – o chamado escudo português. O mesmo aconteceu quanto às quinas que acompanharam aquelas formas.

D. Manuel I (1495-1521)
D. João III (1521-1557)













Bandeira nacional (7)

No final do reinado de D. Sebastião a coroa que figurava sobre o escudo foi substituída por uma coroa real fechada. Nas bandeiras desta época figuravam inicialmente coroas fechadas dispondo de um ou de três arcos à vista.

Mais tarde passaram a ter os cinco arcos à vista, os quais se conservaram até ao fim da monarquia.

O aparecimento da coroa fechada relacionava-se com o reforço de autoridade do poder real. Durante o Governo dos reis espanhóis, o escudo português não sofreu alteração, uma vez que as armas dos dois países se mantiveram sempre separadas.

D. Sebastião (1557-1578)
D. Henrique (1578-1580)
Governo dos Filipes, (1580-1640)
Reis de Espanha












Bandeira nacional (8)

Na aclamação de D. João IV, a bandeira branca com o escudo nacional, encimado pela coroa real fechada com os cinco arcos à vista, constituiu o símbolo da Restauração.

Embora neste período a bandeira não tenha sofrido alterações significativas, no reinado de D. João V, o escudo foi modificado com uma fantasia ao gosto da época, terminando o bordo inferior em bico de arco contracurvado e a coroa passou a conter um barrete vermelho ou púrpura.

D. João IV (1640-1656)
D. Afonso VI (1656-1683)
D. Pedro II (1683-1706)
D. João V (1706-1750)
D. José (1750-1777)
D. Maria I (1777-1816)















Bandeira nacional (9)

No reinado de D. João VI foi colocada por detrás do escudo uma esfera armilar de ouro em campo azul, simbolizando o reino do Brasil, e sobre ela figurava uma coroa real fechada.

Após a morte do Rei a esfera armilar foi retirada das armas, remetendo-se o símbolo real à expressão anterior, em que algumas das versões usaram um escudo elíptico, com o eixo maior na vertical.

D. João VI (1816-1826)
D. Pedro IV (1826)
Regências (1826-1828)


















Bandeira nacional (10)

O decreto da Regência em nome de D. Maria II, de 18 de Outubro de 1830, determinou que a Bandeira Nacional passasse a ser bipartida verticalmente em branco e azul, ficando o azul junto da haste e as Armas Reais colocadas no centro, assentando metade sobre cada uma das cores.

D. Miguel (1828-1834)
D. Maria II (1834-1853)
Regência (1853-1855)
D. Pedro V (1855-1861)
D. Luís (1861-1889)
D. Carlos (1889-1908)
D. Manuel II (1908-1910)














Bandeira nacional (11)

Bandeira da República

Após a instauração do regime republicano, um decreto da Assembleia Nacional Constituinte datado de 19 de Junho de 1911, publicado no Diário do Governo nº141 do mesmo ano, aprova a Bandeira Nacional que substituiu a Bandeira da Monarquia Constitucional. Este decreto teve a sua regulamentação adequada, publicada no Diário do Governo n.º 150 (decreto de 30 de Junho).

A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das duas cores, tem o escudo das armas nacionais, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivada de negro.

O comprimento da bandeira é de vez e meia a altura da tralha. A divisória entre as duas cores fundamentais deve ser feita de modo que fiquem dois quintos do comprimento total ocupados pelo verde e os três quintos restantes pelo vermelho. O emblema central ocupa metade da altura da tralha, ficando equidistante das orlas superior e inferior.

A escolha das cores e da composição da Bandeira não foi pacífica, tendo dado origem a acesas polémicas e à apresentação de várias propostas. Prevaleceu a explicação constante do Relatório apresentado pela Comissão então nomeada pelo governo a qual, num parecer nem sempre heraldicamente correcto, tentou expressar de uma forma eminentemente patriótica este Símbolo Nacional.

Assim, no entender da Comissão, o branco representa “uma bela cor fraternal, em que todas as outras se fundem, cor de singeleza, de harmonia e de paz “ e sob ela, “salpicada pelas quinas (...) se ferem as primeiras rijas batalhas pela lusa nacionalidade (...). Depois é a mesma cor branca que, avivada de entusiasmo e de fé pela cruz vermelha de Cristo, assinala o ciclo épico das nossas descobertas marítimas”.

O vermelho, defendeu a Comissão, “nela deve figurar como uma das cores fundamentais por ser a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (...). Lembra o sangue e incita à vitória”.

Em relação ao verde, cor da esperança, dificilmente a Comissão conseguiu justificar a sua inclusão na Bandeira. Na verdade, trata-se de uma cor que não tinha tradição histórica, tendo sido rebuscada uma explicação para ela na preparação e consagração da Revolta de 31 de Janeiro de 1891, a partir da qual o verde terá surgido no “momento decisivo em que, sob a inflamada reverberação da bandeira revolucionária, o povo português fez chispar o relâmpago redentor da alvorada”.

Uma vez definidas as cores, a Comissão preocupou-se em determinar quais os emblemas mais representativos da Nação para figurarem na Bandeira.

Relativamente à esfera armilar, que já fora adoptada como emblema pessoal de D. Manuel I, estando desde então sempre presente na emblemática nacional, ela consagra “a epopeia marítima portuguesa (...) feito culminante, essencial da nossa vida colectiva”.

Por sua vez, sobre a esfera armilar entendeu a Comissão fazer assentar o escudo branco com as quinas, perpetuando e consagrando assim “o milagre humano da positiva bravura, tenacidade, diplomacia e audácia que conseguiu atar os primeiros elos da afirmação social e política da lusa nacionalidade”.

Finalmente, achou a Comissão “dever rodear o escudo branco das quinas por uma larga faixa carmesim, com sete castelos”, considerando estes um dos símbolos “mais enérgicos da integridade e independência nacional”.


VIVA PORTUGAL!

NOTA IMPORTANTE: As fotos e textos das Bandeiras Nacionais aqui expostas, foram retiradas do excelente site:

www.pititi.com/portugal/bandeira_nacional.pdf