sábado, 3 de abril de 2010

M200 - História de Portugal - Um trabalho de Vitor Garcia com imagens e textos da Wikipédia

História de Portugal
Um trabalho de Vitor Garcia
(com imagens e textos da Wikipédia)


















História de Portugal
Um trabalho de Vitor Garcia
(com imagens e textos da Wikipédia)
Documento: © Vitor Garcia (2009). Direitos reservados.

M199 - SNIPER EM ACÇÃO - Efeito no corpo humano de um tiro de 50 BMG (Barret)

IMAGENS FORTES
EVITE MOSTRAR A CRIANÇAS E PESSOAS SENSÍVEIS
O local é no Chade, em África, onde um guerrilheiro sudanês, ao rastejar em direção a uma trincheira da Legião Estrangeira, com o intuito de silencia-la, levou um tiro de .50 BMG (Barret) desferido por um sniper, que lhe entrou no corpo à altura da omoplata direita.
O resultado do efeito da bala no corpo está à vista.



quarta-feira, 31 de março de 2010

M198 - Apêlo: Informação sobre O RANGER: JOSÉ MANUEL COUTINHO QUINTAS

APÊLO
AGRADECE-SE A QUEM SOUBER ALGUMA INFORMAÇÃO SOBRE:

O RANGER JOSÉ MANUEL COUTINHO QUINTAS
O Luís Faria, que esteve na Guiné com o Quintas, gostava muito de reencontrar este amigalhaço Ranger.
Após longas e infrutíferas tentativas, ao longo de anos, lembrou-se de recorrer ao blogue.

Dele lembra-se dos seguintes dados pessoais:

  • Nome: José Manuel Coutinho Quintas
  • Posto: Alferes Miliciano
  • N. MEC.: 03618768
  • Poderá ser do último curso OpEsp/RANGER de 1969
  • Foi mobilizado em: Évora - RI 16
  • Unidade: CCAÇ 2791
Em Janeiro de 1971, apanhou 5 dias agravados e saiu da Companhia, mas o Faria não sabe para onde.
Poderá ser natural e até residir em Valença.

Segundo diz o Faria é um RANGER ASSUMIDO E ORGULHOSO de o ser!
Qualquer informação sobre ele, que desde já o Luís Faria muito agradece, deve ser enviada para o seu e-mail pessoal: luis.sampaiofaria@gmail.com

terça-feira, 23 de março de 2010

M197 - Os RANGERS vistos pelo Jornal "O Primeiro de Janeiro" em reportagem de 4 de Março 1991

Reportagem sobre os OpEsp/RANGERS, publicada pelo jornal "O Primeiro de Janeiro", em reportagem de 4 de Março 1991, que nos foi enviada pelo RANGER Abílio Rodrigues






sábado, 13 de março de 2010

M196 - Iniciativas da ADFA em Lisboa: Vítimas de stress pós-traumático da Guerra do Ultramar - Rede Solidária (RANGER Luís Nabais)


Iniciativas da ADFA em Lisboa
Vítimas de stress pós-traumático da Guerra do Ultramar
Rede Solidária
(pelo RANGER Luís Nabais)


Promovendo mais uma das iniciativas da ADFA (Associação dos Deficientes da Forças Armadas), recebemos esta mensagem do nosso camarada Luís Nabais, ex-Alf Mil Op Esp/RANGER, que cumpriu uja comissão militar na Guiné, na CCS/BCAÇ 2885, em Mansoa nos anos 1969 a 1971:
Camaradas,

Queria tornar público, junto dos ex-Combatentes mais vitimados pelas vicissitudes da Guerra do Ultramar, que aproveitem o que nos resta das "esmolas" que este governo, nos vai dando.

Creio que é bem explicativo.

O Porto e Coimbra também têm psicóloga e psiquiatra.

Li, porque me foi também enviado, que a Liga dos Combatentes também tem apoio, pelo que deve também ser publicitada esta iniciativa.

Nós, DFA´s, temos uma possibilidade mais rápida de, para alguns, virem a ser também considerados DFA’s, receber apoio médico gratuito (agora), e, eventualmente, uma reforma, se forem considerados como vítimas de stress de guerra.

Consultem o folheto infra-anexo.

Como sabem faço parte da Direcção da Delegação de Lisboa.

São muitos, como era de prever, os que agora (mais de 35 anos depois do fim da guerra) nos procuram, apenas para que lhes seja prestado apoio psiquiátrico, da Rede Solidária.

A viuvez de alguns, o refúgio na bebida, a vida madrasta, os revezes da vida, etc. têm feito com que muitos se tornem de tal modo marginalizados, solitários e intratáveis, que são as próprias famílias a levá-los lá, quando não os deixam ao puro abandono...

A ideia desta divulgação surgiu-me, quando fui almoçar com o pessoal do meu Batalhão, no passado dia 6 de Março, e vi o estado de degradação psíquica e física, em que se encontram alguns dos meus Camaradas.

Um abraço, e olhem… aproveitem o que ainda nos resta da Rede Solídária.


domingo, 7 de março de 2010

M195 - Agradecimentos do falecido RANGER Humberto Duarte e sua esposa Ana Duarte


A G R A D E C I M E N T O S

A Ana Duarte, esposa do RANGER Humberto Carneiro Fernandes Duarte, falecido no passado dia 28 de Fevereiro, em Lisboa, e era o SMOR mais antigo do Exército Português, até à data citada, enviou-nos hoje a seguinte mensagem:

Camaradas e Amigos do Humberto,

Queria dirigir-vos o meu Agradecimento, com estas palavras, um panfleto que anexo, da minha autoria, para oferecer aos Amigos e Camaradas do Humberto Duarte e uma mensagem que ele escreveu, numa daquelas noites em que não queria dormir, aproveitando-a para deixar mensagens a todos.

O meu OBRIGADA a todos os Camaradas que enviaram mensagens de Solidariedade, Amizade, Carinho.... tudo contribuiu para que estes dois últimos meses de vida do Ranger Humberto Duarte tivessem um pouco mais de qualidade, e, para que, ele e eu, continuássemos a sorrir apesar da difícil picada que estávamos a atravessar.

No sábado, dia 27 de Fevereiro, o último dia em que ele ainda esteve completamente consciente e por sinal até se deitar, manteve-se muito bem disposto, falou nas mensagens, anedotas, vídeos… e, conversamos, rimos…

Acabou o dia com uma frase muito dele: "Só nós, os que estivemos lá fora na Guiné, é que nos percebemos uns aos outros... bem tu também podias ter pertencido ao meu grupo de combate, por isso percebes alguma coisa".

Obrigada a todos, que depois de ele falecer, me enviaram condolências e, essencialmente àqueles, que sem sequer nos conhecerem, estiveram presentes no funeral, bem como ao Camarada que esteve presente na missa na Carregueira.

O meu muito Obrigada, mas, também o muito Obrigado do Ranger Duarte ao Exmo. Sr. Coronel António Feijó, ao Exmo. Sr. COR Sepúlveda Velloso (Comandante do C.T.O.E.) e ao Exmo. Sr. TCOR Valdemar Lima (2º Comandante do C.T.O.E.), pela prestação das Cerimónias Militares, que tanta satisfação e alegria comunicou ao Humberto quando soube, pelos Boinas Verdes Seco dos Op Esp/RANGERS de Portugal.

A todos aqueles que prometeram por várias vezes visitá-lo, e, depois, nem se quer um telefonema lhe dedicaram, ficará apenas nas suas consciências os porquês de não o terem feito.

Bem Hajam e até dia 10 de Junho, em Belém, onde, se Deus o permitir, o Ranger Humberto Duarte estará na minha memória, assim como o nosso neto João Pedro Loureiro o último afilhado (militar) e outros jovens, para que haja uma continuidade na Homenagem a todos os que morreram na Guerra do Ultramar, e àqueles que entretanto também vão partindo pelas vicissitudes desta atribulada vida terrena.


Reiterando os meus Agradecimentos,
Com os melhores cumprimentos Amigos a todos.
(Ana Duarte
)

segunda-feira, 1 de março de 2010

M194 - Homenagem do Grande Amigo Carlos Coutinho ao falecido RANGER Humberto Duarte


HUMBERTO CARNEIRO FERNANDES DUARTE
O último combate do Sargento-Mór Op. Esp./RANGER Humberto Carneiro Fernandes Duarte, que serviu como Furriel Miliciano na CCS do Bat Caç 4514/72, no Catanhêz - Guiné - 1973/74

Conheci o meu amigo e camarada há uns anos largos num jantar de confraternização promovido pela A.O.E., ali prós lados de Rio de Mouro, para o qual tinha sido convidado.
A certa altura, entabulei conversa com o Humberto e apercebemo-nos que haviam lugares comuns no nosso passado - ele tinha sido aluno do LAFOS, eu do PILAO -, e ambos arranhamos em tropas "esquisitas", bem como ambos andamos um bocado fora da mãe etc., etc.

Tendo ficado para o fim do jantar "cravaram-me" para levar o Humberto a casa, mas ele assim que entrou no carro adormeceu, ressonando que nem um leão, e, pior, não me respondia a nada, pelo que tive que abrir o vidro todo do carro. Estavamos em Dezembro e pus-lhe a "carola" de fora da janela do carro a apanhar vento, para ver se ele recuperava um pouco.
Começou então o festival:

- Oh mano, onde é que tu moras?
Resposta:
- Em frente... à esquerda.
E eu lá à esquerda.
- E agora pra onde?
- Em frente... à direita...
E eu lá ia, em frente e à direita, mas não muito convencido pois ele nem os olhos abria, como é que ele havia de saber onde estava?

Bom, após umas tantas esquerdas e outras tantas direitas, decidi sair da IC 19 e passei pra Nacional. Entrei nos bairros da zona, depois numa estrada de terra batida, e, por fim, numa picada pelo meio de um pinhal, ali prós lados de Sintra.
E o meu amigo continuava a dizer:
- Em frente... à esquerda... em frente... à direita...

Eu comecei a ficar f.d.do, voltei á IC 19, e, não querendo mexer-lhe na carteira, pois se o "muadié" acordava ainda me pregava um par de bananos, a pensar que ainda estava lá pelo meio das bolanhas, tive que insistir com ele. No meio daquele breu-breu-breu, percebi uma palavra: RINCHOA. Pensei: "Ah até que enfim algo de concreto."

Enfiei direito à Rinchoa, passei por debaixo da linha do comboio e vi uma placa a dizer GNR.

"Tou safo - pensei -, alguém desta Guarda tem de conhecer este "sócio".
Parei o meu pópó à porta do posto, e aqui, começou a segunda parte deste filme.

Entrei, apresentei-me dizendo ao que ia, e, Alelulia, um dos guardas que estava à civil reconheceu o Humberto. Como o homem tinha uns papéis para tratar, pediu-me para esperar, pelo que, sentamos o amigo Humberto num dos bancos da saleta de entrada (do tipo jardim em ripas bem envernizadas).

O nosso amigo recostou-se e larga a ressonar, enquanto eu fiquei, como devem entender, na palheta com a rapaziada, por sinal todos eles jovens, e, interessados em ouvir o que já tinha passado para ali chegar.
Eu nunca tinha posto os meus "mokotós" para aquelas bandas, nem me sabia sequer orientar bem.

Nisto o amigo Humberto inclina-se para a frente até ficar com o tronco na vertical, mas, não a manteve, e, num movimento digamos uniformemente acelarado para a frente, descendente, prega uma marrada completamente desamparado, numa mesa de vidro que estava em frente ao dito banco, não me dando tempo de o segurar pela gola do casaco.

Só não rachou a tola toda nos vidros, porque havia uma série de revistas e jornais sobre amesa que evitaram que ele cortasse a cara toda. Curiosamente com o choque ele fez ricochete e voltou a recostar-se às costas do banco sem dar por nada.

Escusado será dizer que a dita mesa ficou feita em pedaços com a mocada que ele lhe pregou.

Então, foi ver o GNR conhecido dele a varrer os cacos, e, eu, é claro, tive que me "oferecer" para "chegar á frente" com as despesas, mas, diga-se em abono da verdade, o Sargento do posto (do qual não me recordo do nome infelizmente), no dia a seguir, quando lá voltei para tratar do assunto, fartou-se de rir e não quiz receber nada pelos estragos.

Chegado a casa dele entrei a "matar", um salamaleque à antiga portuguesa dedicado à esposa, e:
- Oh minha Senhora por quem é... não leve a mal... sabe como é a emoção de encontrar camaradas da tropa.
Diz-me o Leitão (o tal amigo da GNR):
- Oh camarada, não há problema esta é das nossas.

Foi assim que conheci tanto o meu amigo Humberto como a esposa, Senhora Dona Ana Mittermeyer, que tem sido, como sempre foi, desde os tempos de Moçambique (onde nasceu), uma Mulher de Armas.

Muitas outras cégadas tivemos, umas mais "contáveis" (se assim se pode dizer, que outras), mas todas elas terminaram bem e com um sentido de camaradagem elevado.

Só contra a "matacanha" no pancrêas o não pude ajudar.

Despeço-me dele, tendo a certeza que o Humberto estará numa mesa, com um jarrinho de branco à frente à minha espera, lá em cima.

Lamento camarada, não poder estar contigo na hora final porque estou na Argélia, mas virarei hoje uma garrafa de JB, e cantarei todas as velhas canções de marcha da velha Legião (que tu tantas vezes já me aturaste).

Até um dia destes camarada!

DANS LA BOUE, DANS LE SABLE BRULENT,
MARCHON L´AME LEGERE ET LE COUER VAILLANT
MARCHON CAMARADE

Carlos Coutinho

M193 - Faleceu o RANGER Humberto Duarte do 4º curso de 1972


A família RANGER está mais pobre
Faleceu o Humberto Carneiro Fernandes Duarte, que era o SMOR Op Esp/RANGER mais antigo do Exército Português na actualidade.

O nosso Camarada Humberto, cumpriu uma comissão militar na Guerra do Ultramar, na Guiné, onde foi Furriel Miliciano no BCAÇ 4514, Cantanhez -1973/74.

Foi Mobilizado para a Guiné, depois de ter frequentado o curso de Operações Especiais / RANGER, no C.I.O.E./Lamego, no 4º turno de 1972.

Tendo sido ferido num dos terríveis combates na zona do Cantanhez, foi muitos anos depois considerado D.F.A. por stress pós-traumático de guerra, tendo vindo a ser reintegrado nas Forças Armadas em 2002.

Estava muito doente desde Outubro de 2009, em que lhe foi diagnosticada uma doença fatal. Soubemo-lo no passado dia 1 de Janeiro do presente ano, pela Ana Duarte (sua esposa) e já o havíamos noticiado nas M191 e M192.

Assim, após doença prolongada, acabou de falecer ontem, dia 28 de Fevereiro de 2010, cerca das 23h00,

O funeral é amanhã, dia 2 de Março, pelas 11h45, no cemitério de Rio de Mouro.À esposa Ana e restante família enlutada, apresenta a família RANGER as mais sentidas condolências pela lamentável perda deste nosso Camarada-de-armas.

M192 - REQUERIMENTO DA Medalha Comemorativa das Comissões de Serviços Especiais - Forças Armadas


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

M191 - RANGER Humberto Carneiro Fernandes Duarte – 4º Curso de Operações Especiais de 1972 (Parte 1)



RANGER Humberto Carneiro Fernandes Duarte – 4º Curso de Operações Especiais de 1972

Parte 1

Repartida em 2 mensagens, apresento a minha homenagem a um RANGER, que se orgulha de o ser em toda a sua dignidade e respeito.

É um dos nossos melhores Homens, que, honrando a nossa Unidade mãe, o C.I.O.E. (Centro de Instrução de Operações Especiais), cumpriu o melhor que sabia e podia, a sua comissão militar em África, na Guerra do Ultramar, tendo no pensamento os dois mais altos desígnios, que são incutidos na instrução de um RANGER Português: Vontade e Valor.

Segue-se a 1ª parte da uma mensagem enviada pelo próprio Humberto, estando a segunda parte no poste a seguir M190:

Em fins de Outubro, início de Novembro de 2009, tive conhecimento que tinha chegado o momento de iniciar a minha última batalha nesta vida.

Sentado, olhando o mar, sempre de cigarro na mão faço aqui, para os meus Amigos e Camaradas, uma retrospectiva da minha passagem por esta vida.

Quem sou eu?

Nasci a 30 de Abril de 1951, em casa, não sou homem de aviário.


Entre os anos de 1962 e 1970/71, estudei no Lar Académico de Filhos de Oficiais e Sargentos - L.A.F.O.S., em Oeiras e, desse tempo, recordo bons tempos e bons amigos.

Adorava correr e fi-lo muitos vezes com a camisola do Sporting, embora eu dissesse em todos os lados que era Benfiquista (tradição de familia), mas o que é certo, é que me empolgava mais, quando ia ao estádio José Alvalade. 

Cerrei presunto, tinhamos um conjunto no Lar e cheguei a tocar com alguns dos que hoje são conhecidos. Cabelo comprido, olhos azuis… as miúdas ficavam loucas.



A Ana (minha actual esposa), que nessa altura vivia lá para as bandas de Moçambique, diz que ainda bem que era assim, porque nessa altura eu era um “Betinho de Oeiras” e ela nunca gostou, nem gosta de “Betinhos”. Além disso, era contra a guerra, só queria viver e deixar viver os outros.

Só que, ensinaram-me desde miúdo, que era preciso defender o País, como ensinaram muitos outros milhares de portugueses, e eu, tal como eles, fui incorporado na tropa, e, já que tinha de ir para o Ultramar, pesnei que fosse ao menos com a melhor preparação possível e escolhi os “Comandos”. 

Enviaram-me então para Lamego (1972), para uma tropa que eu nem sequer tinha ouvido falar alguma vez – Os Rangers. Ingeressei assim no 4ºcurso de 1972, do qual guardo apenas uma fotografia, já bem velhinha.


Muitos anos mais tarde, numa visita que fiz à A.O.E. (Associação de Operações Especiais), constatei no arquivo ali existente que obtive uma classificação final de 15,85 valores (numa escala de 0 a 16).

Já era casado e acabei esse curso em Dezembro.

Como “prémio” nasceu-me a minha filha em Janeiro de 1973.

Fazendo parte da CCS doo BCAÇ 4514, formado no RI15 (Tomar), embarquei em Lisboa para a Guiné (para a qual fui entretanto mobilizado), em 03 de Abril de 1973. Desembarquei em Bissau, no dia 09 de Abril de 1973.




































Seguem-se algumas fotos das minhas “férias” na Guiné”.


Regressei a Lisboa em 08 de Setembro de 1974.

Quem por estes factos, ou fotos, me reconhecer, e quiser entrar em contacto comigo, ligue para 916 716 812.

O texto foi escrito pela Ana Duarte (minha esposa) e “censurado” cá pelo rapaz.

Um Bem Haja para todos e um Abraço Amigo,

Humberto Carneiro Fernandes Duarte


Parte 2 a seguir na M190

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

M190 - O último combate do RANGER Humberto Duarte - 4º Curso de 1972 - Parte 2


(Continuação da mensagem M191)

Parte 2

RANGER Humberto Carneiro Fernandes Duarte – 4º Curso de Operações Especiais de 1972

Como havia dito, ao terminar a mensagem M191, regressei da Guiné para Lisboa, em 08 de Setembro de 1974.

Recomecei novamente a minha vida civil, trabalhando na Mobil Oil Portuguesa, e, posteriormente, fui chefe de Departamento de Pessoal na Jamoral de Lisboa…

Ainda passei pela política, trabalhei por conta própria e, a determinada altura, as coisas começaram a não andar muito bem… começando a minha relação familiar a degradar-se dia a dia (nessa altura já tinha mais um filho).

Tendo ido visitar um dos meus antigos Comandantes - o Sr. Coronel Velasco -, fui por este alertado e informado sobre o Stress Pós-traumático de Guerra, dizendo-me que eu estava nitidamente a sofrer as consequências das minhas “férias” na Guiné.

Felizmente, este atento e grande Homem, encaminhou-me no início de um processo como D.F.A. (Deficiente das Forças Armadas), estávamos nós em 1996. O dito processo data de 25 de Fevereiro de 1997, baseado no Decreto Lei 43 de Janeiro/76.

Entretanto e devido ao martirizante e endoidecedor stress, a minha vida pessoal e familiar continuou a degradar-se...























Alguns dos meus Familiares e Amigos 

Quando dei por mim, vivia numa casa de 4 assoalhadas, tendo como única companhia um… cão!

Em 1998, encontrei a Ana e depois de algumas “discussões” sobre educação, liberdade e libertinagem… a 9 de Abril desse mesmo ano começámos uma relação.

Agora, os dois juntos continuámos a batalha contra a adversidade que me tocou. Eu, com novo ânimo, entrei numa nova etapa da minha vida. Reencontrei os meus velhos camaradas…


Os meus Amigos, com quem tenho convivido sempre que isso tem sido possível, seja nas festas anuais da nossa A.O.E. - Associação de Operações Especiais, seja nos dias 10 de Junho, em Belém /Lisboa, almoços, jantare, ou qualquer outro pretexto, pois todos eles são bons para vivermos e convivermos, com aqueles de que mais gostamos. 



O Tomás Aquino do meu curso RANGER, o TCOR Marcelino da Mata (Homem Grande e Herói da Guiné), Eu e o Vitor Grácio.

Finalmente, depois de uma complicado “combate”, em 2000, fui considerado D.F.A com 40% de desvalorização por stress pós-traumático de Guerra.


Podendo optar em ser, ou não, reintegrado nas F. A. (Forças Armadas), optei pelo sim, e, emAgosto de 2002, ingressei no Quadro Permanente da Arma de Infantaria.


Em Dezembro de 2002, conclui o curso de Promoção a Sargento Ajudante de Infantaria, e, em 2003, fui promovido a Sargento-Mor. Sou, ainda hoje, o Sargento-Mor mais antigo das F.A., no activo. 

E agora que chegou a minha última batalha desta passagem terrestre, e findo o balanço total, dou-me por satisfeito com os meus defeitos e qualidades.

Não me considero melhor, nem pior que ninguém, mas sim que sou igual “a mim mesmo”.

Consegui, o que poucos Homens conseguem, realizar as coisas que penso serem as mais importantes:

- fazer as pazes com o passado;

- reencontrar antigos Camaradas e Amigos;

- conquistar novas amizades;

- ter uma vida familiar estável e recuperar as ligações familiares anteriores;

- voltar às Forças Armadas e ajudar outros ex-Combatentes na elaboração dos seus processos;

- ser um exemplo para os mais novos, que querem seguir a carreira militar, tendo mesmo sido convidado por alguns para lhes impor as Boinas das suas especialidades. 


Eu com o Filipe, e uma monitora do Curso de Promoção de Sargento Ajudantes.

E, finalmente, mas não menos importante: 












Eu e a minha filha (à esquerda) e na Imposição de uma Boina (em Agosto 2009).

- ter convencido a Ana a casar comigo (de papel passado como ela diz), para lhe deixar o futuro assegurado.
















Quem por estes factos, ou fotos, me reconhecer, e quiser entrar em contacto comigo, ligue para 916 716 812.

O texto foi escrito pela Ana Duarte e “censurado” cá pelo rapaz.

Um Bem Haja para todos e um Abraço Amigo,

RANGER Humberto Carneiro Fernandes Duarte