








Parte 1 - A mini-prova RANGER
O briefing inicial entre um dos monitores e os atletas
O Celestino trepa para o slide
O Celestino em slide a partir de um ponto elevado
O Celestino e o RANGER Rodrigues, seguindo as indicações da carta de orientação da prova
O ARNGER Rodrigues atravessa um curso de água
Os RANGERS Rodrigues e MR a caminho da carreira de tiro, para a prova de tiro
O Celestino e o RANGER MR com os monitores de tiro, antes de iniciar a prova
O Sr CMDT do CTOE, observa atentamente a seguimento da prova e o escrupuloso cumprimentos das normas de segurança
O RANGER Pinto em plena prova
O RANGER Norberto efectua os seus disparos
O RANGER Rodrigues é um autêntico sniper
Um dos monitores exemplifica a posição mais correcta de execução de um disparo
O homem, a arma e o alvo
O RANGER MR reciclando a pontaria

Com a devida vénia e agradecimento publica-se a seguir, na íntegra, uma Grande Reportagem sobre as Operações Especiais, com o título "Os soldados da noite", excelentemente recolhida pelo jornalista ABEL COELHO DE MORAIS, que veio inserida no jornal Diário de Notícias, no dia 10 de Julho de 2010:
Num curso de seis meses, mais um ano a ano e meio de exercícios contínuos, os efectivos do CTOE têm, primeiro, de se conhecer a si próprios e testarem os seus limites, antes de vencerem os desafios das missões que lhes são entregues.
Elementos do CTOE seguem um longo programa de treinos antes de serem considerados aptos para a acção.
A * N * G * O * L * A
Num determinado período da minha Comissão em Angola, no Destacamento da CART 1769 sediada no Quimbele, Cuango, parte do BART 1926 com sede em Sanza Pombo, Uige, no nordeste, recebi ordem de avançar, com a minha secção, para Sanza Pombo a fim de integrar um grupo e seguir para o Leste (Luso) para fazer escoltas aos MVL, (colunas de reabastecimento, no itinerário Luso, Cangamba, Casssamba e Muié e regresso).
Contactados os outros dois Furriéis Mil, o Ernesto da Cart 1770 (Quicua) e o Nascimento da CART 1771 (Massau), foi-lhes perguntado quem era o Alferes que ia comandar o GC. Ao saber, fiz um comentário do género “ele é tolo mas nós somos três tolos”.
Sem eu saber o porquê, o Alferes foi ter com o Comandante do BART comunicando-lhe que não ia connosco porque não nos conhecia pelo que foi buscar o seu GC, que estava em Santa Cruz.
Assim nos deslocamos para Santa Cruz, onde se iniciou o martírio de sete meses.O Destacamento era comandado por um 2º Sargento do QP, que nunca tinha comandado nada. Melhor eu tivesse ido para o Leste!...
II – Permanência no Destacamento de Sta Cruz – CART 1770 (Quicua)
Santa Cruz era um destacamento da CART 1770 que estava sediada na Quicua a duas horas de viagem, por uma picada perigosa, muita mata e capim e muito pantanosa em ambos os lados. Ficava, igualmente, de duas horas a três da sede do Batalhão, Sanza Pombo, por outra picada perigosíssima.
Chegados, procedemos á nossa instalação em casas alugadas ou cedidas por civis. Havia 5 a seis famílias em Stº Cruz, sede de Administração.
O meu martírio:O Sargento Comandante, começou a por os cornos de fora (salvo seja). Durante a minha vida militar (48 meses) conheci muitos sargentos, mas nenhum tão mau (em todos os aspectos) como este.
Diáriamente, durante as refeições, enchia-me os ouvidos com ditos contra os soldados. Pacientemente ouvia e dizia: olhe que não é bem assim isto é tudo boa rapaziada. Mas ele não aceitava nada.
Para ele, os soldados eram o piorio que podia existir à face da terra. Isto, todos os dias. O saco ia enchendo.
Mas há atitudes que me marcaram. Relato algumas:
Jogar a Bola
- Um dia depois de almoço, formou o pessoal e nós furriéis também estávamos presentes. O homem dirigiu-se-me e perguntou se queria eu jogar futebol.
Respondi-lhe que sim e ele dirigiu-se à formatura e perguntando “Quem quer ir jogar futebol com o Furriel Pinto?”. Toda a gente disse que sim e o “comandante” disse “1º vai toda a gente à água”.
Ora como eu disse que sim saltei logo para o Unimog e ele, então, disse que eu não precisava de ir.
Claro, cheguei-me ao ouvido dele e disse-lhe, que fosse brincar com… outra pessoa mas comigo não.
Azares
-Uma tarde, ordenou-me fosse de imediato à Quicua para tratar de diversos assuntos (já não lembro se seria também para trazer a dinheiro para pagamento ao pessoal).
Quando regressávamos, já começava a ser noite e em determinado ponto do trajecto o condutor descuidou-se e nós ficamos atolados com os dois diferenciais assentes no chão.
Tínhamos guincho, mas era noite escura e não havia arvores que aguentassem o guincho. Ali ficamos toda a noite em que choveu sempre, como só chove em África.
Ficámos molhados até aos ossos. Com o nascer do dia lá conseguimos uns arbustos mais fortes e a muito custo lá conseguimos fazer chegar o guincho.
Seguimos viagem e á vista do destacamento o pessoal começou a cantar de contentamento por não ter acontecido nada. Fomos tomar o nosso banho, fazer a barba etc e não é que lá pelas 10h00 eu vejo o pessoal, que tinha ido comigo, de catana na mão a capinar?
Fui-lhes perguntar o que aconteceu e disseram-me que tinha sido o Sargento que os mandou de castigo por termos entrado, a cantar, no destacamento. Fiquei furioso e fui saber o motivo.
Resposta do individuo: “Que lindo os militares com um comportamento destes!”
Disse-lhe que as divisas que tinha nos ombros eram para ter a responsabilidade sobre alguns jovens e por isso se eles tinham entrado a cantar foi com minha autorização, e perguntei-lhe se era necessário eu ir capinar. Respondeu-me: “Lá está você”.
- Vou contar a última para não ser maçador.
A determinada altura, um qualquer iluminado lembrou-se que fizéssemos umas lagoas para a criação de um peixe, salvo erro de nome tilápias, (estava na moda) e nós estávamos a executar este projecto.
Natal de 1968. Para comemorar o Natal no dia 24 de Dezembro combinou-se que o jantar à hora normal seria ligeiro e à meia-noite de 24 de Dezembro juntamente com o Administrador e a população civil faríamos a ceia de Natal.
Nós dávamos as batatas e o bacalhau e os civis as sobremesas. Tudo combinado e aceite.
Na hora do rancho, um cabo que tinha acabado de chegar e não sabia do combinado, reclamou do rancho, que era pouco, que não prestava, etc.
O “comandante” berrou com ele, ameaçou, pintou a manta e, claro, sobrou para mim.
Veio ter comigo, quando estava a conversar com um civil, e vociferou, “eu faço, eu aconteço, eu amanhã, dia de Natal, ponho o cabo… a cavar o tanque para as tilápias”, etc.
Veio ao de cima o CACIMBO e saltou-me a tampa. Voltei-me para o ele e disse-lhe que para me dar ordens dessas, só com um tiro.
Ele respondeu-me: “… E dava!”.
Olhei-o nos olhos e disse-lhe que não se esquecesse que estava a ter esta conversa diante de uma pessoa estranha à guerra. Virou costas e foi embora.
Quando passei diante do seu gabinete , ele chamou-me dizendo-me que eu não devia ter-lhe dado aquela resposta diante de um estranho. Retorqui que tinha razão mas ele, “comandante”, não devia ter dito o que disse em frente a essa mesma pessoa.
Se me queria dizer algo tinha-me chamado ao gabinete e conversado comigo.
Só lhe lembrei que, brevemente, iria ser promovido a 2º Sargento Milº.
Estas são algumas das situações e relacionamentos, vividos por aquelas terras de Angola.
Passadas que dêem para reflectir.
XXXIII CONFRATENIZAÇÃO ANUAL DA AOE

A batalha de Montes Claros (perto de Borba), constitui o último episódio relevante da guerra de 28 anos que Portugal manteve contra a monarquia dos Habsburgos espanhóis.2. Descrição da mesma batalha na Wikipédia (enciclopédia livre):

Local: Montes Claros perto de Borba (Portugal)
Calculando que a tentativa de invasão seria feita através das fronteiras do Sul, isto é pelo Alentejo, foi nessa província que se tomaram as maiores precauções. Três mil e quinhentos homens foram sem demora enviados de Trás-os-Montes, constituindo quatro terços de infantaria e catorze companhias de cavalaria.
Simão de Vasconcelos e Sousa levou de Lisboa trezentos cavaleiros e dois mil infantes e Pedro Jacques de Magalhães apresentou-se com mil e quinhentos soldados de infantaria e quinhentos de cavalaria.
O conjunto representava um reforço de sete mil e oitocentos homens, o que dotava António Luís de Meneses, Marquês de Marialva com o comando total de vinte mil e quinhentos combatentes.
O Marquês de Caracena havia planeado nada menos do que ocupar Lisboa, tomando em primeiro lugar Vila Viçosa e a seguir a cidade de Setúbal. Então pôs em movimento o seu exército, que se compunha de quinze mil infantes, sete mil e seiscentos cavaleiros e as guarnições de catorze canhões e dois morteiros.
Tendo ocupado Borba que encontraram despovoada, os espanhóis atacaram Vila Viçosa que embora mal fortificada, ofereceu aos ataques do inimigo uma resistência inquebrantável.
Entretanto, o exército português avançava para socorrer a praça, mas foi resolvido pelo comando que as tropas se detivessem em Montes Claros, a aproximadamente meio caminho entre Vila Viçosa e Estremoz.
O general espanhol ao saber da proximidade do exército português, deu ordens imediatas para que as forças de que dispunha marchassem ao encontro do adversário.
Carregando em massa, a cavalaria espanhola abriu brechas nos terços de infantaria da primeira linha, mas foi recebida com uma chuva de metralha disparada pela artilharia comandada por D. Luís de Meneses.
Os esquadrões de Castela, obrigados a recuar refizeram-se e lançaram segunda carga sobre o terço de Francisco da Silva Moura, causando a morte deste e de mais trinta soldados portugueses.
O Marquês de Marialva não estava disposto a ceder terreno ou a perder o ânimo. Sob as suas ordens, as brechas abertas pela cavalaria espanhola foram colmatadas, enquanto a artilharia não cessava de fazer fogo sobre os castelhanos.
Uma segunda carga igualmente impetuosa, conseguiu no entanto levar os cavaleiros espanhóis até ao mesmo ponto onde fora detida a primeira, mas as perdas sofridas foram de tal ordem que tiveram de deter-se também, sem que a segunda linha portuguesa comandada pessoalmente pelo Marquês de Marialva, tivesse sequer sido molestada.
O Conde de Schomberg esteve prestes a cair em mãos espanholas, quando um tiro abateu o cavalo que ele montava.
O espanhóis que pareciam ter contado com a fúria dos primeiros ataques em massa, executados em especial pela cavalaria, viram-se em situação de perigo. Deram ainda uma terceira carga, mas o ímpeto inicial tinha-se perdido e o desânimo apoderava-se deles.
Ao cabo de sete horas de luta, os atacantes começaram a debandar, e o próprio general Caracena, reconhecendo que a batalha estava perdida, fugiu para Juromenha, de onde seguiu depois a caminho de Badajoz.
Pode considerar-se que a batalha de Montes Claros decidiu definitivamente a independência de Portugal, que seria reconhecida pela Espanha três anos mais tarde, ao firmar-se entre os dois reinos a paz no Tratado de Lisboa de 1668.
A batalha de Montes Claros foi a última das cinco grandes vitórias que Portugal contra os espanhóis na Guerra da Restauração, sendo as restantes: Montijo, Linhas de Elvas, Ameixial e Castelo Rodrigo.

A bandeira de Portugal descendo dos céus
A corveta João Roby disparando uma salva de 21 tiros em honra dos nossos mortos na guerra
2 velhinhos Alouettes III do mesmo tipo utilizado nas 3 frentes da Guerra do Ultramar (Moçambique, Angola e Guiné) - África 1962 a 1974O majestoso monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar, situado na margem direita do Rio Tejo, a poucos quilómetros da sua foz e frente ao belíssimo Forte do Bom Suceeso em Belém, Lisboa.
O Forte é neste momento instalação do Museu da Liga dos Combatentes, tendo já muitas e memoriais peças utilizadas durante o período da guerra.
No seu exterior e no perímetro do lado norte, estão afixdas as placas de mármore com cerca de 10.000 nomes de Combatentes falecidos nas três frentes da guerra (Moçambique, Angola e Guiné), que decorreu entre 1962 e 1974.
Os elementos convivas de 2010 - RANGERS, Comandos, Grupos Especiais e Amigos (Ex-Militares que serviram na Guiné)
O grupo de RANGERS (Brandão, Grilo, Fernandes, Fitas, Santos, MR, Miranda), que desfilou e dedicou um sentido e afinado grito RANGER aos falecidos na guerra
O Sérgio Ribeiro também marcou a sua presença e reforçou a ala da nossa juventude, que vem todos os anos juntar-se aos "velhinhos" neste dia e prestar a sua homenagem aos Combatentes do Ultramar, em especial aos que por lá tombaram, em solo africano, em nome desta nosa Pátria - Portugal.

Parte da equipa que, na rectaguarda, foi organizando e preparando o "acampamento", e o necessário e indispensável abastecimento, em nome da sobrevivência geral, deste animado e aconchegado convívio, estava o staff de "apoio", constituído por vários e eficientes operacionais, que garantiram que nada faltasse aos que, entretanto, faziam parte da guarda avançada que asseguravam a nossa comunhão nas cerimónias.
Fotos do RANGER Mário Fitas.

Momento em que o RANGER Andrade oferece um dos exemplares da sua obra ao Sr. Cor RANGER Feijó
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.