terça-feira, 21 de dezembro de 2010

M293 - Convívio de NATAL - 26 de Dezembro - das 11h30 às 13h30




NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS
26 de Dezembro de 2010
(domingo das 11h30 às 13h30)
Convívio de Natal
APAREÇAM RANGERS... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS...NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS26 de Dezembro de 2010
(domingo das 11h30 às 13h30)
....se Deus quiser

domingo, 19 de dezembro de 2010

M292 - NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS - Próximo dia 8 de Janeiro de 2011 (sábado)...

ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS
Próximo dia 8 de Janeiro de 2011 (sábado)...
4º Jantar/Convívio


Fotografias: © FernandoAraújo (2010). Direitos reservados.
ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS...
NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS
ATÉ ao próximo dia 8 de Janeiro de 2011 (sábado)...
se Deus quiser

M291 - Profissão: Sniper

Profissão: Sniper  

Carlos Abreu (texto), Ana Baião (fotos), João Roberto (grafismo vídeo) e Expresso (vídeo) 
16 de março de 2015

O Expresso foi ver como são selecionados, que armas usam, para que missões estão preparados os snipers da Força de Operações Especiais do Exército. São uma elite dentro da elite. Um pelotão restrito. Anónimo. Treinam diariamente com um único objetivo: eliminar um alvo à primeira, mesmo que esteja a centenas de metros. Humano ou material. Sem dramas morais, dizem. 

É através da luneta que o atirador identifica o alvo, estático ou em movimento, e introduz as coordenadas que hão de resultar num tiro fatal
Fogo! Uma bala viaja a 860 metros por segundo em direção a um alvo a 900 metros de distância. Nove campos de futebol. Baliza a baliza. Acerta em cheio. Foi disparada por um sniper da Força de Operações Especiais do Exército. Deitado no chão, imóvel, apesar dos quatro graus abaixo de zero. Vento gelado. Alto da serra. Noite cerrada. Ao seu lado está um spotter. O homem que calculou a trajetória. Dupla inseparável. Heróis é coisa de Hollywood.

O tiro de precisão exige treino constante. Físico, técnico e mental. Arte e ciência. Para que, quando for preciso, o alvo seja neutralizado. "Em 90% das missões sniper, senão mesmo em 100%, o desejável é fazê-lo à primeira, com o cano a frio", explica o capitão responsável pelos cursos de formação de snipers. Não são reveladas as identidades. Nas operações especiais o anonimato é regra de ouro. Em nome da segurança. Sua e de quem lhe está próximo. Rosto sempre protegido por um gorro passa montanhas. Só as divisas indicam a patente. "Não há um terceiro disparo", sublinha. Se revelar a sua posição, a parelha, infiltrada em território inimigo, é uma presa fácil. 


"Muitos países perderam parelhas sniper em teatros como o Iraque e o Afeganistão por projetarem para o terreno apenas o binómio. Chegou-se à conclusão que estes homens não podiam ir sozinhos e decidiu-se enviar também mais um homem para garantir a segurança do grupo e outro para assegurar as comunicações com o escalão superior. Assim, também conseguem distribuir melhor a carga que, se fosse apenas a parelha, podia chegar aos 40 quilos por militar consoante o tempo que terão de passar no terreno", explica o capitão.

"Quando um sniper é abatido, para além da vida humana que se perde e de tudo o que isso significa, perdem-se também imensas horas despendidas com o seu treino" acrescenta o oficial responsável pelos cursos do principal centro de formação de snipers das Forças Armadas Portuguesas. Carreiras de tiro no quartel de Penude, alvos em movimento e a curta distância, e na Serra da Gralheira, a 1200 metros de altitude, alvos estáticos a longa distância. Rangers de Lamego.

Todo o sniper começa por fazer o fato que o há e tornar praticamente invisível numa mata ou num areal. Mas o Exército já adquiriu alguns ghillie suit mais sofisticados, com capacidade antitérmica infravermelha. Para ver sem ser visto, rasteja-se até ao local do disparo onde se ficará imóvel o tempo que for preciso. Na boca do cano da AW 7.62 está um supressor de ruído que permite eliminar o som do disparo até 70%. Saem discretamente como entraram, levando consigo as cápsulas das balas. Sem deixar rasto

O sniper é, antes de mais, um militar de operações especiais. No duríssimo curso em que conquistou a boina verde musgo a sua capacidade de resistir à dor, física e psicológica, foi levada ao limite. Fome, sede, frio. Stresse total. Seis meses para oficiais e sargentos e doze semanas para praças. Irmãos de armas. Depois de passarem cerca de um ano numa das unidades táticas, podem candidatar-se ao curso de sniper. Todos os anos há dez novas vagas. Cinco chegarão ao final.

Para serem admitidos, terão de marchar quinze quilómetros com dez quilos às costas, prestar duas provas de tiro de precisão com diferentes espingardas automáticas e apresentar uma visão perfeita. Dez em dez. "A cada candidato é também feito um inquérito para saber se tem vícios, isto é, se fuma, se é um indivíduo nervoso, impulsivo. Não fumar e manter a calma nos momentos mais críticos é fundamental. Estas provas de seleção destinam-se a reduzir as possibilidades de insucesso no curso de sniper, sempre acima dos 50% nos últimos anos", explica o capitão.

Quem já é sniper também tem de cumprir, todos os anos, entre janeiro e fevereiro, o exercício de certificação operacional. Lamego abaixo de zero. Para continuar a fazer parte deste pelotão, cada militar tem de obter, pelo menos, 80% em cada um dos exercícios. "Se um operacional não atingir essa taxa terá de dar lugar a um outro que consiga. Estamos a falar do desenvolvimento de técnicas de tiro de precisão a longas distâncias", insiste o capitão. Mas os cursos vão muito para além do tiro. E nem é aí que os militares enfrentam o seu maior desafio. Mas já lá vamos.

O sniper é, antes de mais, um mestre da dissimulação. Ver sem ser visto. No curso de sniper os instruendos começam por construir o seu próprio fato. Dão-lhe 48 horas. O ghillie suit nasce de pequenas tiras de camuflado fixadas com uma pistola de cola quente. Dezenas de retalhos que hão de torna-lo invisível. Ou quase. "Deve-se camuflar as formas características do corpo para fiquem dissimuladas entre a vegetação. Os cotovelos e os joelhos são protegidos para que se consiga estar mais tempo em posição", revela um sniper. No exercício de certificação operacional, os homens têm apenas 20 minutos para vestirem o fato e camuflar a arma. Apenas o supressor de ruído da longa espingarda AW 7.62 da britânica Accuracy International ficará de fora. "Aquilo que se pede ao sniper é que rentabilize ao máximo a sua arma. Como permitem fazer tiro de precisão até aos 900 metros, quanto mais longe estiver do alvo melhor garante a sua segurança", lembra o capitão.

Apesar de levarem consigo um GPS, os snipers têm de saber determinar a sua localização. Pode ser a diferença entre a vida e a morte, sempre que precisem de pedir apoio aéreo. Em missão, protegem-se contra qualquer eventualidade recorrendo à espingarda automática HK416 com uma cadência de fogo superior a 600 tiros por minutos. Para efetuar disparos sobre alvos até 900 metros usam a Arctic Warfare, calibre 7.62 milímetros, da Accuracy International.

Durante as dez semanas do curso de sniper, os militares realizam ainda diversos exercícios de observação para estimar, à vista desarmada, a distância a que está o alvo ou, já com recurso a aparelhos óticos, que tipo de armamento tem o inimigo. Aprende ainda a determinar a sua posição por triangulação numa carta topográfica. Apesar de levarem sempre um GPS, os operacionais sabem que o aparelho pode avariar-se no preciso momento em que tenham de pedir, por rádio, apoio aéreo. Resgate. "Quando há fortes indícios de que o militar vai ter sucesso no curso aprende a usar a estação meteorológica portátil ou os binóculos para medir distâncias e identificar o armamento na posse do inimigo", explica o capitão.

Um tiro certeiro até aos 900 metros não é fruto de sorte. Resulta da medição rigorosa da temperatura do ar, altitude, pressão atmosférica, direção e velocidade do vento. "Tudo isto influencia a trajetória do projétil", explica o tenente que comanda o pelotão sniper. "As condições meteorológicas variam constantemente. Consegue-se, por exemplo, ter a perceção do vento que está no nosso local e no local do alvo, mas entre a nossa posição e a do alvo pode haver ventos cruzados. Daí a necessidade do spotter efetuar todos os cálculos que permitam minimizar um erro eventual", insiste.

"A partir do momento em que o sniper dispara, o spotter deve fazer o seguimento do projétil para determinar o ponto de impacto. Se eventualmente falhar o alvo, o spoter rapidamente dá as correções ao sniper que as volta a introduzir na luneta da arma. Este remunicia e rapidamente executa o segundo disparo", conta o tenente.

"Todo o tiro é feito para o centro de massa do ser humano, a zona do peito, a parte que confere maior área. É a primeira zona de impacto. Existe uma segunda, a cabeça", revela o capitão. E se estiver a usar um colete à prova de bala? "Se o alvo estiver a usar proteção balística teremos de disparar munições perfurantes para poder atingir os órgãos vitais", esclarece.

Mas o maior desafio que estes homens dizem enfrentar em cada missão, nem é o tiro mas a infiltração. Chegar à base de fogos, o local de onde será feito o disparo, sem ser visto exige perícia. Força. "Numa operação poderemos fazer uma infiltração de vinte quilómetros durante a qual passamos por intempéries, adversidades. Daí a condição psicológica e física do sniper ser crucial e por isso muito trabalhada, quer nos cursos, quer na componente operacional. Não somos chamados só quando está bom tempo, mas quando é necessário", conta o tenente. Sempre que possível progridem no terreno junto a linhas de água. "Permitem uma aproximação dissimulada, sem expor a silhueta", acrescenta o comandante do pelotão sniper. Afastados de dia. À noite juntos. Sempre em silêncio. "A infiltração sem ser detetado é a parte mais estimulante. Vem da essência da caça: aproximarmo-nos de presa sem sermos detetados", resume um operacional.

Sobre missões concretas ninguém fala. Informação classificada. Top-secret. O Expresso sabe, no entanto, que os snipers da Força de Operações Especiais estiveram em Lisboa, a 19 de 20 de novembro de 2010, na última cimeira da NATO. Treinados para intervir também em meio urbano podem apoiar as forças policiais, apesar de não ser a sua principal missão. Os comandantes garantem que estes homens treinam diariamente para serem chamados, onde e quando forem precisos.

Sem dramas morais nem telemóveis durante uma missão, como no filme em que Clint Eastwood conta a história Chris Kyle, o sniper americano a quem o Pentágono confirmou 160 mortes, incluindo uma criança, e que lhe conferiu o estatuto do mais letal da história militar dos EUA. "A nossa missão é chegar à altura e fazermos o nosso trabalho, independentemente do que esteja do lado de lá", garante um sniper português.

Carlos Abreu (texto), Ana Baião (fotos), João Roberto (grafismo vídeo) e Expresso (vídeo) 
16 de março de 2015

Ler mais:
http://expresso.sapo.pt/profissao-sniper=f913423 

https://www.youtube.com/watch?v=kM5L6vCyXbw&feature=youtu.be

M290 - RANGER Francisco Baltazar, 2º CURSO de 1973. Alferes Miliciano

RANGER Francisco Baltazar
Curso: 2º de 1973
Posto: Alferes Miliciano
Comissão militar em: Angola
Unidade: 1ª CART do Batalhão de Artilharia 6222/73
Locais por onde transitou em Angola: Quibaxe
Anos em que cumpriu o sua comissão: 1974 a 1975

Emblema e guião de colecção: © Carlos Coutinho (2011). Direitos reservados.
Fotografias: © Francisco Baltazar (2011). Direitos reservados. 


















quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

M289 - A.O.E. - Associação de Operações Especiais. Encontro/Convívo de Natal 2010 em Fátima

A.O.E. - Associação de Operações Especiais
Encontro/Convívo de Natal em Fátima
11 de Dezembro de 2010



A leitura da prece RANGER pelo Coelho
RANGERS de 1972 > Bigotte e Inverno, do 2º, e Folha do 3º RANGER Rocha 1º/74, Sampaio 4º/73 e Delgado 1º/74RANGER Pais do 2º/71, RANGER Couto, RANGER Palma e RANGER Vaz
(continua)

domingo, 5 de dezembro de 2010

M288 - 3º Jantar/Convívio RANGER – 4 de Dezembro de 2010


3º Jantar/Convívio RANGER – 4 de Dezembro de 2010
Não há frio, nem chuva… nem NADA!
Qu’arrede estes HOMENS duma missão
Neste caso p’ra comer e conviver
Venham raios e coriscos pois então!
Não há nada que quebre esta GENTE!
A sua alegria, camaradagem e união
Ontem já éramos mais de trinta
O que prós RANGERS é um batalhão
Pasmam desta sã fraternidade!
Esposas, Familiares e Amigos
Venham também juntar-se a nós!
Só não cabem cá os inimigos
Do grande Porto e arredores
Afluiu malta de fino timbre e de bem
Desde Paços de Ferreira a Lousada
E até de Braga e Santarém
Dois Rochas, Araújo e Miranda
Duarte, Lopes, Barbosa… é verdade!
Abílio, Carvalheira e Magalhães
Albano, Avelino e Andrade
Grelhados, azeitonas, pimentos
Arroz, carapaus, muita broa
Fruta vinhos, refrigerantes
E pudins “marcharam” numa boa
Enfim… comeu-se e bebeu-se
Entre mil conversas e risadas
E depois do cafezinho e do bagaço
Seguiram-se as habituais jogadas
A próxima festa é dia 8 de Janeiro!
Juro qu’então seremos muitos mais
Ainda que o repasto mais não seja
Que um simples arroz com pardais

E apesar das várias gerações
O grito de guerra têm como elo
RANGER… YAAAA!... um terror!
Bombástico… demolidor… BELO!

Fotografias: © Abílio Rodrigues (2010). Direitos reservados.

ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS...
NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS
ATÉ ao próximo dia 8 de Janeiro de 2011 (sábado)... se Deus quiser

sábado, 4 de dezembro de 2010

M287 – Os soldados portugueses em África, na Guerra do Ultramar (2), pelo RANGER António Barbosa

O soldado português, pela sua valentia, bravura e poder de sacrifício, vencendo todos os obstáculos que lhe são levantados, são considerados por muitos peritos e estudiosos mundiais destas matérias, entre os melhores do mundo.
Já na mensagem M284 apresentei uma resumida descrição da preparação e instrução ministrada aos jovens portugueses, com 21/22 anos de idade, nos anos 60 e 70, transformando-os em soldados portugueses, para combater em África, na Guerra do Ultramar, num dos piores cenários conflituosos: a selva africana.
Também falei em algumas das condições de vivência e convivência com as populações locais, com que os mesmos se deparavam no meio das mais profundas matas africanas.
A guerra arrastou-se entre 1961 (início das hostilidades em Angola) e 1975 (retirada dos últimos soldados portugueses de Angola), tendo provocado cerca de 10.000 mortos entre as tropas portuguesas, derivados de várias origens desde acidentes a doenças, minas anti-pessoais e anti-carro e ferimentos em combates.
Ao iniciar estas novas considerações vamos saber quantos tipos de Homens existiam naquele período:
- os que fugiram da guerra (em relação aos quais apenas vou tecer um comentário);
- os que se apresentaram nos quartéis e cumpriram o melhor que souberam e puderam;
- os que se apresentaram nos quartéis e sabiam que estavam bem protegidos por altas e seguras cunhas (fossem de carácter militar ou civil e em relação aos quais, do mesmo modo, apenas vou tecer um comentário).
Em relação àqueles que fugiram cobardemente da guerra, e em menor grau de cobardia aqueles que estiveram sempre na certeza, comodidade e tranquilidade de estarem bem protegidos por altas e seguras cunhas, excluindo-se de se solidarizarem com os seus restantes conterrâneos no esforço conjunto do cumprimento daquilo que sempre se chamará, em qualquer país do mundo, ontem, como hoje e amanhã, o dever de um cidadão para com a sua Pátria, apenas registo um desejo é que continuem a viver sem remorsos, nem problemas de consciência, com toda a comodidade e tranquilidade que a vida lhes possa permitir!
Sobre aqueles que se pronunciam e escrevem sobre a Guerra do Ultramar, ou de África, infelizmente constata-se que há também vários tipos de Homem:
- os idiotas e, ou, ignorantes, que não sabem o que dizem;
- os traidores e cobardes que deturpam os factos e acontecimentos, e inventam fantasiosas e ofensivas cenas, e falsas declarações para fins pessoais, jornalísticos ou políticos;
- os “calimeros”, que se reconhecem facilmente em frases como: “Eu fui um desgraçadinho, coitadinho de mim, fui obrigado a fazer tropa… infeliz… ao frio… à chuva… ao sol… fui obrigado a ir pr’à guerra.” Não apresentam sequer um qualquer beliscão desse tempo!
- os honestos, leais, verdadeiros.
Os idiotas e ignorantes, que não sabem o que dizem, mais lhes valia estarem quedos e mudos, informarem-se e estudarem melhor este capítulo da nossa história recente, para puderem fazer jus aos factos e acontecimentos, em nome da verdade, lealdade e justiça.
Estes imbecis ainda podem merecem as nossas piedosas desculpas, pois mais não atingem intelectualmente que a sua reduzida visão e saber dos factos históricos, podem provocar pequenas mossas históricas (mesmo assim torpes), em quem lhes dá credibilidade, quem é da mesma conveniência, cobarde, traidor à Pátria e, ou, serve interesses politicamente nojentos e obscuros.
Outros há bem mais perigosos, os cretinos ressabiados, e destes já não se pode dizer o mesmo. Distorcem os factos e andam sempre à procura nas entrelinhas de falhas e, ou, incorreções para explorarem e dissecarem, a fim de se servirem deles para os seus miseráveis e execráveis interesses - principalmente políticos -, usam e abusam da mentira, da falsa fé, da deturpação criminosa, do mal-dizer, etc.
A finalidade é avespinhar a Pátria e, ou, destruí-la como Nação, jamais pensam nos nossos mortos e nos nossos heróis, que tudo deram de si e nada pediram em troca.


Muitos ignoram, não lhes interessa sequer saber, ou deturpam, basicamente aquilo que os verdadeiros portugueses atentos e estudiosos SABEM, foi que:

O ULTRAMAR PORTUGUÊS ERA UM LEGADO HISTÓRICO DA EXPANSÃO PORTUGUESA, ANCESTRAL, REGADA COM O SACRIFÍCIO, SUOR E SANGUE DE REIS, DESCOBRIDORES, AVENTUREIROS E GUERREIROS, DESTEMIDOS, OUSADOS E VALENTES, QUE PERCORRERAM O MUNDO, LÉS A LÉS, DESCOBRINDO NOVOS MUNDOS, NOVOS POVOS, NOVOS PRODUTOS, MATERIAIS, ETC. E QUE, AO LONGO DOS SÉCULOS, FOI SENDO POVOADO E DESENVOLVIDO POR MILHARES DE PORTUGUESES, OUSADOS E DESTEMIDOS TAMBÉM ELES, À PROCURA DE UMA TERRA QUE LHES DESSE O QUE NÃO ERA DADO NO CONTINENTE, PARA SI E SEUS FILHOS E, ACIMA DE TUDO, MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA.

Uma das matérias mais evitadas pelo pessoal que foi mais operacional é a parte que respeita às decisões políticas (incorrectas e erradas), que levaram à origem desta guerra.
Muitos portugueses culpam o 1º Ministro que em 1962 governava o país - Prof. Dr. António de Oliveira Salazar -, por ele não ter tomado a decisão de, um vez posto ao corrente do início do terrorismo em Angola, a que se seguiu Moçambique e a Guiné, não ter tentado uma solução política optando pela via da guerra.


Uma das medidas preconizadas pelos agentes práticos que acompanhavam a evolução dos factos no terreno, era simplesmente o de integrar (arranjar empregos decentes), para os nativos oriundos de Angola, Moçambique e Guiné, que concluíam nos nossos institutos e faculdades, com sucesso, os seus cursos superiores.


Sabe-se que os movimentos de libertação foram altamente reforçados e até comandados por indivíduos com cursos superiores, de que são exemplos: na Guiné – Engº Amílcar Cabral, em Angola - Dr. Agostinho Neto, que muito notabilizaram e credibilizaram as acções anti-portugueses.
Outra medida teria sido o da autodeterminação das populações locais, em que, atempadamente e com clama, se tivesse, através de eleições políticas, decidido um futuro melhor para aquelas ex-províncias ultramarinas.
Assim não foi e ao fim de 12 anos de guerra, em 3 frentes, com milhares de mortes de ambas as partes, foi um povo desgastado e cansado de ver os seus filhos a morrer, que em 25 de Abril de 1974 saiu para as ruas a festejar e reforçar irreversivelmente um golpe que depôs o regime de Salazar e Caetano, de que resultou o imediato fim da guerra.


Entregaram-se à sua sorte, veloz (a fugir de quem? uma interrogação que muitos portugueses hoje gostavam de saber uma resposta), e incondicionalmente, as ex-províncias portuguesas, sem auscultar minimamente o pulsar e inclinações das populações e o resultado foi o que se sabe… os diversos movimentos digladiaram-se selvática e intestinamente em sanguinárias e mortíferas guerras civis, levando à morte milhares de pessoas.
3 incontestáveis e historicas fotos da terrível guerra civil que assolou Luanda (Angola), vendo-se corpos de pessoas brancas, mulatas e negras
Desta matéria fala-se pouco, ou quase nada, pois não interessa ao poder político em Portugal, um parte porque sempre apoiou a retirada total dos portugueses de África, outra porque após o 25 de Abril pactuaram com tudo o que fosse feito para “livrar-nos” daquelas possessões.
Recorde-se que viviam e tinham a sua vida completamente organizada (toda e qualquer riqueza que tinham estava investido naquelas terras), perto de 200 mil pessoas em Angola, 100 mil em Moçambique e algumas centenas na Guiné.
Com a “cavalgada” da fuga dos militares, a quase totalidade desta gente ficou sem nada, de um dia para o outro, e foram despachados aos molhos, em barcos e aviões, para o Continente, apenas com a roupa que tinham vestida.
Muitos fugiram para países vizinhos que os acolheram, sendo o mais escolhido a África do Sul.
Resumindo e concluindo: o povo e os soldados estavam cansados e desgastados pela guerra, que durou mais ou menos 13 anos em Angola, 12 em Moçambique e outros tantos na Guiné, levando-os a juntarem-se aos revoltosos no 25 de Abril de 1974.
Foi este onda que reforçou sobremodo o dispositivo dos militares que constituiam o golpe militar e que viria a concretizar-se nas ruas de Lisboa.
Além da dezena de milhar de mortos na guerra, muitos foram aqueles que ficaram estropiados e com stress pós-traumátrico de guerra, que só serão sanados com a morte.

Mas mesmo assim os militares portugueses sabiam improvisar, adaptar-se, desenrascar-se e deram lições de valentia, dureza e de grande esforço, unidos pela camaradagem que ainda hoje perdura e é bem latente entre os ex-Combatentes vivos.

VIVA PORTUGAL!


Emblema de colecção: © Carlos Coutinho (2010). Direitos reservados.
Fotografias: © António Barbosa (2010). Direitos reservados.