quarta-feira, 16 de março de 2011

M317 - Cerimónia de Homenagem aos Combatentes por ocasião do 50º Aniversário do início da Guerra em África

VIVAM OS COMBATENTES POR PORTUGAL
VIVA PORTUGAL


Ainda há alguém na classe política de hoje que recorda e evidencia a dádiva generosa destes jovens servidores da Pátria.

15 de Março de 2011 – Lisboa
Cerimónia de Homenagem aos Combatentes por ocasião do 50º Aniversário do início da Guerra em África, Presidida por Sua Excelência o Presidente da República Junto ao Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar Discurso do Presidente da República na Cerimónia de Homenagem aos Combatentes, por ocasião do 50º Aniversário do início da Guerra em África Forte do Bom Sucesso, Lisboa, 15 de Março de 2011
Evocamos, hoje, o início de um conflito em que as Forças Armadas portuguesas estiveram envolvidas, durante quase 14 anos, em África. Fazemo-lo frente ao monumento “Aos Mortos da Guerra do Ultramar”, numa homenagem sentida àqueles que, entre 1961 e 1974, foram chamados a combater por Portugal e se dispuseram a perder as suas vidas pela Pátria.
Foi um esforço tamanho da Nação.
Foram anos de incorporações sucessivas, envolvendo cerca de um milhão de jovens de todas as regiões do País que, de forma exemplar, cumpriram a sua missão por terras africanas.
Ao percorrer com o olhar a parede em redor do monumento, encontramos os nomes dos cerca de 9 mil portugueses mortos em campanha nessa guerra ainda bem presente para muitos de nós.
Podemos, aí, rever nomes de familiares ou de amigos. E recordar, também, aqueles que, ao longo de quase nove séculos, deram a sua vida para que Portugal seja hoje uma nação livre e independente.
Para lá da memória, impõe-se o reconhecimento de todos os que, pela sua acção na defesa de Portugal, sofreram no corpo e na alma o preço do dever cumprido.
São merecedores de todo o nosso profundo respeito.
Saudamos com especial apreço, pelo muito que lhes devemos, os militares de etnia africana que, de forma valorosa, lutaram ao nosso lado.
Todos, combatentes por Portugal!
Hoje aqui não homenageamos uma época, um regime ou uma guerra.
Trata-se, simplesmente, de uma homenagem da Pátria àqueles que se encontram entre os seus melhores servidores.
É, aliás, de toda a justiça distinguir a intervenção militar que permitiu que um País com a dimensão e os recursos de Portugal pudesse manter o controlo sobre três teatros de operações distintos, vastos e longínquos.
É internacionalmente reconhecida a forma como foi concebida a estratégia da guerra e travados os combates, o que demonstra o esforço do País e dignifica a memória dos seus combatentes.
Os laços e as ligações resultantes da continuada cooperação entre as forças de Terra, Mar e Ar, nas operações em África, são um importante legado para os dias de hoje, devendo constituir inspiração para um emprego conjunto cada vez mais eficaz.
Todos têm presente a importância capital do apoio e da evacuação aérea para as operações terrestres ou, como foi o caso na Guiné-Bissau, da acção conjunta do Exército com a Marinha e os seus fuzileiros.
Combatentes,
Importa reconhecer que os soldados portugueses foram, em África, soldados de excepção. Fizeram da distância e da saudade um desafio a vencer, assumiram a falta de recursos como razão para a iniciativa e para a adaptabilidade, tomaram a juventude e os seus receios, temperados pela camaradagem e pelo patriotismo, como ingredientes para uma conduta digna e, muitas vezes, heróica.
É desta lembrança de uma camaradagem fortalecida em tempos difíceis de guerra que resultam, também, os convívios que anualmente juntam, nos lugares de Portugal, os antigos combatentes e as memórias dos que ficaram em África.
São manifestações com uma dimensão e significado sem precedentes no todo nacional.
É a evocação de um período que deixou uma marca indelével numa geração que herdou, desses tempos, uma consciência aguda das consequências da guerra e do reconhecimento claro das prioridades da vida.
Foi a capacidade de sofrimento e o exemplo de coragem das mulheres de Portugal, a quem tantos sacrifícios foram pedidos, pela ausência ou perda dos seus, e que tudo suportaram na sua solidão e nos seus silêncios, tantas vezes esquecidas.
Foi o enorme desafio vencido por aqueles que, regressados de África, tiveram que refazer as suas vidas, começando tudo de novo, fazendo apelo ao espírito empreendedor e à capacidade de lutar que sempre os caracterizaram.
Foi toda uma rede de apoios e de afectos criada no seio das famílias e do País, que facilitaram a sua integração no tecido laboral e social, ultrapassando as muitas dificuldades criadas pelo ambiente instável que se vivia.A guerra em África materializou, como salientei em 2010, no Dia do Combatente, “o fim violento de um ciclo nacional, mas que deixou, nas picadas sangrentas que trilhou, honra militar capaz de abrir o caminho a uma cooperação fraterna e frutuosa” com aqueles países irmãos.
Temos, hoje, a oportunidade de consolidar esta cooperação num espaço de partilha de valores, de cultura, de língua, de laços familiares e de interesses.
O desafio, agora comum, é o de lutar por um futuro melhor, de desenvolvimento e de paz.
Às gerações mais novas, é importante transmitir o testemunho de quem enfrentou a adversidade ombro a ombro com aqueles a quem confiava a vida e por quem a daria também; o testemunho de quem conhece a relevância de valores como a solidariedade, o profissionalismo, o mérito e a honra, a família e o País.País que será mais bem defendido se contar com a mais-valia da vossa experiência e da vossa participação activa, como exemplo e fonte de motivação para os mais jovens que, tendo crescido num ambiente de maior conforto e de paz, enfrentam o futuro num Mundo incerto, onde as crises e o conflito não deixam de ser uma constante.
Combatentes,A vossa geração criou, também, as condições para que Portugal seja um País democrático, mais livre, mais solidário e mais aberto ao Mundo.
Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar.
Como Portugueses, não haverá causa maior do que dedicarmos o nosso esforço e a nossa iniciativa ao serviço da Nação e dos combates que é necessário continuar a vencer, para promover um futuro mais justo, mais seguro e mais próspero para todos.
Juntos, continuaremos a afirmar Portugal.
O meu bem-haja pela vossa presença, em nome dos Portugueses e de todos aqueles que hoje aqui recordamos.
Foi por eles, por vós e por Portugal que aqui viemos.
Viva Portugal.

Fotografia: © Humberto Reis (2011). Direitos reservados.

domingo, 13 de março de 2011

M316 – AOE (Associação de Operações Especiais) - 6º Jantar Encontro/Convívio - Carnaval -, 5 de Março de 2011 (2)

TODOS OS SÁBADOS
CAFÉ DE SÁBADO A PARTIR DAS 21h30
NOS 1º SÁBADOS DE CADA MÊS JANTAR/CONVÍVIO A PARTIR DAS 19h30
UMA ASSOCIAÇÃO ONDE TODOS TRABALHAM PARA O BEM COMUM


Associação de Operações Especiais (AOE)
ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS
5º Jantar Encontro/Convívio
5 de Março de 2011

(Parte 2 iniciada na mensagem M314)


Fotografias: © José Félix (2010). Direitos reservados.
ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS...
NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERSAté ao próximo dia 2 de Abril de 2011 (sábado) no 7º Jantar/Convívio... se Deus quiser

sexta-feira, 11 de março de 2011

M315 - Travessia de cursos de água & Infiltração por vias aquáticas

Travessia de cursos de água & Infiltração por vias aquáticas







terça-feira, 8 de março de 2011

M314 – AOE (Associação de Operações Especiais) - 6º Jantar Encontro/Convívio - Carnaval -, 5 de Março de 2011 (1)

Associação de Operações Especiais (AOE)
ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS
5º Jantar Encontro/Convívio
5 de Março de 2011
Mais um jantar/convívio – o 6º -, decorreu no ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS, localizado na cidade do Porto.
As fotos melhor que qualquer texto dão uma boa ideia da alegria, camaradagem e convívio vividos neste nosso evento festivo. Cada jantar é uma festa!
Desta feita, enriquecendo a variedade de convivas registamos a presença de um Amigo COMANDO - o Fernando Lopes -, o RANGER Pais Monteiro e Esposa, o RAÇÃO ESPECIAL José Félix, o Amigo Fernando Barbosa, o Rodrigo (filho do RANGER Leonel Rocha) e Esposa Cláudia.
Neste convívio voltou a disputar-se os habituais jogos tradicionais e também houve discurso alegórico pelo RANGER António Barbosa, além de muita conversa e as salutares risadas do pessoal.
O nosso grito de guerra esteve cargo de um dos nossos juniores – o RANGER Coelho.
O pelotão teve que derrotar uns deliciosos aperitivos cedidos pelo RANGER Leonel Rocha e António Barbosa, e vencer uma rojoada à boa moda do Porto e umas excelentes papas de sarrabulho.
Tudo comidas levezinhas por culpa do RANGER Manuel Lopes que é quem manda e selecciona o tacho, como se pode deduzir.
Para regar os rojões voltamos ao precioso auxílio de algumas granadas de bom tinto do Cartaxo (fornecido pelo terrível casal RANGER Barbosa que se desloca todos os 1º sábados aos nossos convívios, raros exemplos de amizade camaradagem invulgar).
Tudo isto complementado por variadas sobremesas oferecidas por várias Senhoras presentes.
A Unidade demolidora de tanto sólido e líquido foi constituída pelos seguintes elementos:
RANGER Pais Monteiro (Jess Pais) 2º/71 & Esposa Lurdes
RAÇÃO ESPECIAL José Félix
RANGER Leonel Rocha1º/74, Esposa Ana, Filho Rodrigo & Nora Cláudia
RANGER Magalhães Ribeiro 4º/73, Esposa Fernanda, Fernando Lopes & Fernando Barbosa
RANGER Manuel Lopes 1ª/86, Paula, João, Sogros, Irene & Cecília
RANGER Rocha 1º/81 e Esposa Lurdes
RANGER Carlos Sousa 2º/67
RANGER Paulo Duarte 1º/01
RANGER Fernando Araújo 4º/72
RANGER Carvalheira 1º/78, Sérgio & Teresa
RANGER Leonel Rocha 1º/74 & Esposa Ana
RANGER António Barbosa 4º/72 & Esposa Luísa
RANGER Coelho 1º/00 & Filho Diogo
O Espaço de Todos os RANGERS visto à noite
A Paula Lopes Esposa do RANGER Lopes demonstrou que o Carnaval não é palavra morta e fardou-se a rigor, modestamente graduada, por umas horas, em 1º Cabo Miliciano
As formiguinhas do Espaço - RANGERS Rocha e Lopes ultimando as "munições" A prestimosa e incansável sogra do RANGER Lopes na sua habitual mãozinha O Diogo Rocha, Filho do RANGER Leonel Rocha apreciando algumas fotos O COMANDO Lopes e o Amigo da A.O.E. Fernando BarbosaO RANGER Pais Monteiro e a sua Esposa Lurdes trocando ideias com o RANGER Leonel Rocha
Fotografias: © José Félix (2010). Direitos reservados.
ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS... NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS
Até ao próximo dia 2 de Abril de 2011 (sábado) no 7º Jantar/Convívio... se Deus quiser

domingo, 6 de março de 2011

M313 - "EXPRESSÕES FACIAIS" pela objectiva do RE José Félix

EXPRESSÕES FACIAIS
pela objectiva do nosso Amigo RE José Félix, fotógrafo amador nos tempos livres


Instantâneos que demonstram bem o grau de cansaço resultante de longas horas de exigente e exaustiva instrução num dos cursos RANGER de Portugal, que é incutida aos aspirantes que ambicionam obter os emblemas e a boina de uma especialidade militar da melhor elite mundial, que muito poucos eleitos conseguem concluir com êxito.


Os objectivos traçados para cumprir no decorrer de um curso de Operações Especiais, são, como não podia deixar de ser, além de específicos para missões no mar, em terra e no ar, tremendamente arriscados, problemáticos e de rara constância na vida regular e "normal" de uma sociedade que alberga todo o tipo de gente e respectivas mentalidades criminosas, amorfas e subdesenvolvidas, extremizadas sobretudo em fanatismos doentios mortíferos, quer de índole política, quer religiosa.


Uma das eventuais pluri-missões para que os RANGERS são treinados, afincada e rigorosamente, ao mais alto nível de programação e preparação é na eliminação de elementos e focos infecciosos, que alguns fanáticos possam oferecer à pacífica e cumpridora sociedade civil.


As faces gravadas pela objectiva do José félix, espelham bem a expectativa em relação ao que lhes estava reservado vencer nos futuros obstáculos que lhe seriam propostos ultrapassar, em cada uma das fases que lhes forma colocadas na rotina diária da sua formação.









No fim do curso estes Homens, tais como todos os que conseguem concluir com aproveitamento os seus cursos desde o ano de 1960, orgulham-se pessoalmente com as suas capacidades vencedoras, com as suas qualidades de VONTADE E VALOR próprios e por terem conquistado o título de RANGER.


Também perante os restantes seres humanos de bem que vêm neles uma salvaguarda das suas seguranças e das suas famílias, sabendo que se, e quando, chamados a intervir em últimas circunstâncias em palcos violentos e agressivos, eles estarão na linha dea frente prontos para as misões mais difíceis, caso o poder político-governativo do país assim o determinar.
mr

M312 - "É uma vergonha" Carta do Sr. Cor. Reformado Vitor Santos

"É uma vergonha"
Carta do Sr. Cor. Reformado Vitor Santos
Para quem quiser ler e saber como vão as coisas neste país, em matéria de tratamento e respeito, pelos sucessivos governos políticos, com o beneplácito e indeferença daquela casa de gente elitista, que se dá pelo nome de Assembleia da República, pelos ex-Combatentes da Guerra do Ultramar.

Para ler melhor clique duas vezes sobre cada uma das partes da carta.






terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

M311 - ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS - Próximo dia 5 de Março de 2011 (sábado)



ESPAÇO DE TODOS OS RANGERSPróximo dia 5 de Março de 2011 (sábado)...



6º Jantar/Convívio

Fotografia: © Fernando Araújo (2010). Direitos reservados.
ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS...
NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS

ATÉ ao próximo dia 5 de Março de 2011 (sábado)...
se Deus quiser

domingo, 20 de fevereiro de 2011

M310 - RANGER Corte real - 2º Curso de 1973 - Instrutor nos 3º e 4º Cursos de 1973 - Comissão militar em Angola


RANGER Corte real - 2º Curso de 1973 - Instrutor nos 3º e 4º Cursos de 1973 - Comissão militar em Angola






RANGER Corte real - 2º Curso de 1973

Instrutor nos 3º e 4º Cursos de 1973

Comissão militar em Angola


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

M309 - 50º Aniversário do iníco da Guerra do Ultramar

50º Aniversário do iníco da Guerra do Ultramar
Em 4 de Fevereiro de 1961, estalaram na baixa de Luanda (Angola) as primeiras acções de terrorismo urbano despoletados por quatro grupos de cerca de 2 centenas de nativos, contra a soberania portuguesa naquele território africano, mais precisamente atacando a esquadra da PSPA e uma esquadra da 1ªCPM" e duas cadeias, onde se encontravam detidos alguns "nacionalistas".
Foi o início de uma Guerra que se prolongou por 13 anos, em que os portugueses demonstraram que apesar de não terem sido melhor armados que o inimigo, estiveram à altura de resposta adequada.
Dizem os entendidos sem conotações político~partidárias, que em Abril de 1974 a guerra em Angola estava praticamente acabada, em Moçambique estava a caminho do fim e na Guiné o P.A.I.G.C. com as notáveis perdas que sofreu em 1973 estava muito perto do fim.
Dedicatória do Jornal "METRO" ao 50º Aniversário do início da Guerra do Ultramar
Pelo nosso país fora notaram-se algumas abordagens à data, umas mais felizes que outras, quase todas ao de leve, já que se denota que entre os mais jovens o desconhecimento deste capítulo da nossa história é notório.
Foram quase 10.000 os mortos na guerra, muitos milhares de estropiados fisicamente e não menos grave os muitos milhares, que ainda hoje sofrem de stress-pós traumático.
Os sucessivos governos movidos por obscuros e infelizes interesses anti-patrióticos, apenas se têm preocupado com o seu bem-estar e enriquecimento, bem como dos seus amigos e protegidos.
75 Euros uns e 100 Euros outros, é quanto acham os políticos portugueses que valem os ex-Combtantes nacionais, que durante meses a fio enfrentaram, em muitos casos, as mais adversas e impensáveis condições de estadia e doenças, além de privações de toda a ordem.
Verdade seja dita que muitos dos ex-Combatentes jamais se fizeram respeitar, mantendo posturas miseráveis de mendigos desgraçados, na tentiva de caçarem mais uns tantos euritos ao governo, dando uma trsite e condenável imagem de si mesmos.
Limpar essa auréola não vai ser fácil, por um lado, e dada a aberrante e amorfa qualidade dos nossos políticos dificilmente, ou nunca, serão os ex-militares da guerra tratados como são admirados e respeitados os seus homónimos nos países a sério. 

E muitos dos ex-Combatentes pedem tão pouco: 

- tratamento adequado e gratuito para todos aqueles que ainda hoje sofrem das mazelas da guerra;
- a contagem do tempo da tropa para efeitos de reforma;
e, acima de tudo:
-RESPEITO!
Os erros, por vezes, pagam-se caros e creio eu os ex-Combatentes estão a pagá-los bem alto.
Artigo redigido com a colaboração do Amigo e Combatente Abreu dos Santos

M308 - C.T.O.E. - Centro de Tropas de Operações Especiais - 06SET2010 – Visita do Exmo. Sr. Presidente da República (3)

CIOE/CTOE
50º aniversário das Operações Especiais
O Sr. Presidente da República Prof. Dr. Cavaco Silva Condecorou o C.T.O.E. - em Lamego -, 6 de Setembro de 2010Com o grau de Membro Honorário da Ordem Militar de Avis

Capa de revista "Jornal do Exército" nº 598 de Agosto/Setembro de 2010, especialmente dedicada a esta efeméride (reprodução com a devida e agradecida vénia a esta centenária instituição)
Discurso do Presidente da República nas Cerimónias de Comemoração do 171º aniversário da presença militar ininterrupta em Lamego e do 50º aniversário das Operações Especiais
Lamego, 6 de Setembro de 2010
Senhor Ministro da Defesa Nacional,
Senhor Presidente da Câmara de Lamego,
Senhor Chefe do Estado-Maior do Exército,
Excelência Reverendíssima,
Bispo de Lamego,
Senhor Comandante do Centro de Tropas de Operações Especiais,
Senhoras e Senhores,
Militares,
É sempre com particular satisfação que visito Lamego, esta histórica, nobre e linda cidade das Beiras. Saúdo calorosamente a população do concelho.
Quando, à chegada, vislumbro o Castelo, no cimo do monte mais alto da cidade, velando ainda pelas suas terras e pelos seus habitantes, penso em Lamego também como um esteio da nossa nacionalidade, no carácter e na alma fortes do seu povo e no heroísmo resistente e humilde dos seus militares.
Neste período das Festas, Lamego engalanada torna-se especialmente acolhedora, com a hospitalidade das suas gentes a ter paralelo apenas na beleza que os olhos podem contemplar e na riqueza das manifestações da sua cultura tradicional, que tão bem a caracterizam e identificam.
Lamego é uma cidade exemplar na forma como recebe e se relaciona com os militares e tem hoje mais um motivo de festa, com as comemorações dos 171 anos de presença militar ininterrupta e do 50º aniversário das unidades de Operações Especiais aqui localizadas.
O Regimento de Infantaria 9, em Lamego desde 6 de Setembro de 1839, foi a primeira unidade do Exército aquartelada nesta cidade. O seu comportamento heróico na I Guerra Mundial, nomeadamente em Neuve Chapelle, em Março de 1918, valeu-lhe o lugar de honra na sua Brigada: a prerrogativa de formar à direita de todos os batalhões.
Participou em várias campanhas na defesa da Pátria, aquém e além-mar. Na década de 60 do século passado, com a evolução da arte da guerra e do contexto estratégico internacional, tornou-se necessário criar uma unidade militar do Exército que dominasse com mestria as novas capacidades exigidas no âmbito das operações especiais e, particularmente, no da contra-subversão.
Surge assim, em 1960, o Centro de Instrução de Operações Especiais, com a divisa «QUE OS MUITOS, POR SER POUCOS, NAM TEMAMOS».
A aposta na qualidade e na excelência dos recursos humanos começou cedo, com alguns militares fundadores das Operações Especiais a visitar a Argélia, onde a França combatia então a insurreição, de onde retiram lições fundamentais para a elaboração dos manuais de contra-subversão do Exército, apreendendo conceitos ainda hoje válidos para aquele tipo de combate, tão presente nos teatros de operações actuais.
Durante 15 anos, saíram de Lamego quadros e subunidades combatentes - Caçadores Especiais e Comandos - que, em África, nos teatros de operações de Angola, Moçambique e Guiné, deram provas inequívocas de heroísmo e demonstraram possuir elevada noção do dever, em toda a sua intensa actividade operacional.
O Centro de Instrução de Operações Especiais, actual Centro de Tropas de Operações Especiais, participou activamente nas operações que, em 25 de Abril de 1974, conduziram à restauração da democracia em Portugal. No passado recente, a actividade desta Unidade continuou a ser notória, com o seu empenhamento em operações de evacuação de cidadãos nacionais e de apoio à paz.
Intensa formação e treino, ministrados por quadros competentes e com grande motivação, permitiram criar e manter um corpo de tropas de elite altamente especializado e de elevadíssima prontidão, que constitui um instrumento de grande valia ao dispor da defesa nacional e da política externa portuguesa, com provas sobejamente dadas em combate e em teatros de operações de elevado risco.
Na Guiné, no Senegal, em Cabo Verde, na República do Congo, em São Tomé, na Bósnia-Herzegovina, no Kosovo e em Timor-Leste, entre outros locais, esta Unidade tem estado sempre presente onde quer que Portugal dela precise.
Os elementos das operações especiais fazem jus à sua divisa, não temendo o inimigo pelo seu número, nem as múltiplas missões que lhes são cometidas, pela sua exigência ou complexidade. Este pequeno grupo de militares cumpre o seu dever com coragem, determinação e patriotismo, pois sabe que está na vanguarda da defesa de Portugal e dos Portugueses.
É, assim, de inteira justiça o público reconhecimento que lhes irei prestar nesta cerimónia, ao conceder ao Centro de Tropas de Operações Especiais o título de Membro Honorário da Ordem Militar de Avis e ao impor o respectivo distintivo no Estandarte Nacional à sua guarda.
Sendo o valor e o profissionalismo das Forças Armadas largamente reconhecidos pelos Portugueses, Lamego é, um dos melhores exemplos de grande afinidade da Instituição Castrense com a população e com as autoridades locais.
O apoio, o respeito e o carinho que os militares sempre sentiram por parte das gentes de Lamego tem sido, certamente, um factor de motivação para o exercício da sua missão em defesa da coesão e segurança nacionais.
Aqui, percebem-se as Forças Armadas como aquilo que na realidade são: não um corpo estranho à sociedade, mas antes parte integrante do povo de que emanam. São os nossos familiares e amigos que se dispuseram dar o seu esforço e a própria vida para que possamos todos cumprir Portugal.
Uma palavra final de louvor aos militares do Centro de Tropas de Operações Especiais que, à semelhança dos seus antepassados do “Nove”, têm deixado pelos caminhos da História um rasto de valor e bravura, mas também de uma profunda humanidade, em todas as campanhas onde têm participado.
Encorajo os presentes, civis e militares, para que continuem a trabalhar em conjunto. Apelo aos portugueses para que ponham de lado as divisões, pois é de coesão e união de esforços que Portugal necessita para fazer face às dificuldades que enfrenta. Juntos somos melhores, juntos somos mais fortes, juntos venceremos os obstáculos que se nos deparam, como sempre o fizemos ao longo da nossa História.
Bem hajam.


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