domingo, 24 de dezembro de 2017

M592 - UMA MERDA PIDESCA/CENSURISTA ABJECTA CHAMADA FACEBOOK

FACEBOOK DA CENSURA - VERGONHA DA DEMOCRACIA 

BLOQUEIOS CONSTANTES À PUBLICAÇÃO DE VÍDEOS DE MERDA



ALEGAM QUE UNS VIDEOZECOS DE MERDA QUE TENTEI PUBLICAR, TEM direitos de autor. 

(direitos de autorzeco)
ALGUÉM ME DIZ COMO É QUE SE SABE SE UM VIDEOZECO DE ESTERCO, FEITO POR GAJO DE TRAMPA - SENÃO NÃO O COLOCAVA acessível NESTA ESPELUNCA PÚBLICA -, TEM DIREITOS DE AUTOR?

PEDIRAM-ME PARA ENTRAR em contacto COM ELES - FACEBOOOK -, POR CAUSA DE SEREM PORCOS-escroques CENSURISTAS - E ME METEREM NOJO E REPULSA...
JÁ ENTREI em contacto com eles - VIA MAIL E MANDEI-LHES A SEGUINTE MENSAGEM: " Vão-se foder mais os vossos bloqueamentos censuristas.!"


E bloqueiam porquê? Não bastava avisar que a MERDA do VIDEOZECO, que nem vale um chouriço, tem direitos de merda!


domingo, 30 de abril de 2017

M591 - Colecção de medalhas "Cruz de Guerra"


VALE A PENA VER 

O forum WAR RELICS referentes à colecção da cruz de guerra do Engº Carlos Ribeiro. 


http://www.warrelics.eu/forum/collections-display/portuguese-war-cross-collection-667377-6/#post1730096

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

M590 - CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS (CIOE) - A ESCOLA PRÁTICA DA CONTRAGUERRILHA PORTUGUESA EM ÁFRICA. pelo RANGER TGEN Augusto Monteiro Valente


Augusto Monteiro Valente 

CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS (CIOE) - A ESCOLA PRÁTICA DA CONTRAGUERRILHA PORTUGUESA EM ÁFRICA  

1. AS ORIGENS DO CIOE

No final da década de cinquenta a situação internacional prenunciava dificuldades graves para os então designados “territórios ultramarinos” portugueses em África. A guerra anunciava-se no horizonte. A defesa militar daqueles territórios estava entregue, na sua quase totalidade, a unidades de recrutamento local, enquadradas por alguns, poucos, oficias e sargentos da Metrópole, organizadas em regimentos ou batalhões/grupos independentes, deficientemente treinadas, mal equipadas e instruídas segundo o modelo convencional. 
A partir de então, a organização de forças militares para operações do tipo não convencional naqueles territórios (contraguerrilha) passa a constituir uma preocupação prioritária para o Governo e chefias militares. Neste contexto, surge a ideia da criação de um Centro de Instrução destinado à preparação de “unidades terrestres que, pela sua organização, apetrechamento e preparação, possam ser empregadas, sem perda de tempo, na execução das operações do tipo especial, previsíveis: operações de segurança interna, de contra-subversão e de contraguerrilha”, conforme directiva de 22 de Abril de 1959 do então ministro do Exército, brigadeiro Almeida Fernandes.
 
As características da nova unidade, bem como os programas, métodos e técnicas da instrução a ministrar são primeiramente inspirados na doutrina e experiência dos militares franceses. A guerra da Argélia, iniciada em 3 de Novembro de 1954, tornara-se o modelo da guerra subversiva e o laboratório das técnicas de contraguerrilha. Os franceses haviam começado por empregar pequenos grupos de combate constituídos por militares altamente treinados, do tipo “comandos”, apoiados na sua anterior experiência na guerra na Indochina. Assim, a mesma directiva de 22 de Abril de 1959, determina ainda que um pequeno grupo de oficiais siga para aquela colónia francesa, com a finalidade de estagiar nas unidades francesas envolvidas em operações de combate à guerrilha da Frente de Libertação Nacional e recolher ensinamentos com vista à preparação em Portugal de unidades especiais para a luta de contraguerrilha nas colónias africanas, que se admite então como certa, sendo apenas uma questão de tempo.  
Anteriormente, em 1956, uma primeira missão militar portuguesa de seis oficias do Exército, constituída pelos major Franco Pinheiro e capitães Costa Matos, José Basto Correia, Nuno de Almeida Frazão, Emiliano Quinhones de Magalhães e José Almiro Canelhas [1]  contactara já, durante cerca de um mês e meio, a Escola de Guerra Psicológica e Subversiva, na Argélia; seguira depois para França, onde os oficias que integravam a missão frequentaram o curso de Guerra Psicológica, ministrado pela Escola Superior de Guerra de Paris. Na Argélia estiveram mais tarde também, como observadores, os majores Hermes de Araújo Oliveira e Joaquim da Luz Cunha. Na nova missão de 1959 seguem, entre outros, os capitães Mário Lemos Pires, Sérgio Carvalhais, Luz Almeida e Vaz Antunes. 
Os ensinamentos recolhidos nestas várias missões servem de fundamento à introdução no Exército das novas doutrinas, tácticas e técnicas de combate de pequenas unidades em operações de contraguerrilha e à criação do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), formalizada pelo Decreto-Lei 42926, 16 de Abril de 1960.

“Considerando a necessidade imperiosa de intensificar e, até certo ponto, centralizar a instrução dos quadros e forças do Exército nas modalidades de «operações especiais»;
Usando da faculdade conferida pela 1 ª parte do n º 2 do artigo 109 º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1 º. É criado o Centro de Instrução de Operações Especiais (C.I.O.E.), com a missão de:
a)    Instruir os quadros do Exército nas várias modalidades de «operações especiais»;
b)    Realizar estágios de subunidades, tendo em vista aperfeiçoar a sua actuação numa ou mais modalidades destas operações;
c)    Levar a efeito estudos que, de qualquer modo, possam contribuir para melhorar a eficiência das Forças Armadas, no que diz respeito à sua actuação em «operações especiais», designadamente nas de maior interesse para a defesa do território nacional.
Art. 2 º O C.I.O.E. fica aquartelado em Lamego, nas actuais instalações do regimento de infantaria n º 9.
…………………………………………………………………………...”

A cidade de Lamego é escolhida para sede da nova unidade do Exército, depois de analisadas todas as hipóteses admitidas, por se concluir que a região onde se insere reúne um conjunto de factores geográficos e demográficos que a tornam particularmente recomendada para as características do novo tipo de instrução que se pretende incrementar, designadamente: isolamento, disponibilidade de uma vasta área utilizável para exercícios de campo, rigor do clima, orografia variada e dificuldade do terreno, diversidade da cobertura vegetal, hidrografia e proximidade de rios de caudal variável, reduzida densidade populacional associada a pequenos e dispersos aglomerados humanos em locais ermos. As outras hipóteses consideradas foram Covilhã, Lagos e Guarda. O subsecretário de Estado do Exército na altura é o tenente-coronel Francisco da Costa Gomes. 
A primeira proposta fora no sentido de instalar o CIOE no Batalhão de Caçadores   N º 5 (BC 5), em Lisboa, com a designação de Centro de Instrução das Tropas de Assalto. Mas esta unidade ficará reservada para a missão de selecção, organização e preparação inicial das companhias, seguindo estas depois para Lamego para a fase da instrução complementar especial.
 
Assim nasce a única unidade militar do Exército Português, durante todo o período da guerra colonial, primariamente vocacionada para a elaboração da doutrina e para o treino de forças e graduados para operações especiais de contra-insurreição, contra-subversão ou contraguerrilha nos territórios portugueses em África. Os manuais militares passarão a designar globalmente estas operações por “operações irregulares ou não convencionais”.

2. A FORMAÇÃO DAS PRIMEIRAS COMPANHIAS DE CAÇADORES ESPECIAIS E COMPANHIAS DE COMANDOS.

Companhias de Caçadores Especiais

As Companhias de Caçadores Especiais constituem as primeiras unidades instruídas e organizadas pelo CIOE.
Vindas do BC 5, chegam a Lamego, a 27 de Abril de 1960, as primeiras tropas destinadas à frequência da instrução complementar de contraguerrilha e à formação das primeiras Companhias de Caçadores Especiais (CCE). A cidade recebe-as em festa. A 6 de Junho, terminada a instrução e envergando pela primeira vez uniformes de combate camuflado, juram bandeira e recebem as boinas castanhas, símbolo das novas tropas especiais. No dia seguinte regressam ao BC 5 e, em 10 de Junho, embarcam para Angola (CCE N º 61, 62 e 63) e Moçambique (CCE N º 64). 
Nos termos da directiva de 22 de Abril de 1959, as Companhias de Caçadores Especiais são “Unidades terrestres que pela sua organização, apetrechamento e preparação, possam ser empregues sem perda de tempo na execução de operações de tipo especial: operações de segurança interna, de contra-subversão e de contraguerrilha”.
Quando, em 16 de Março de 1961, eclode a luta armada em Angola, as CCE N º 61, 62 e 63, e uma Companhia de Polícia do Exército, são as únicas unidades de combate metropolitanas presentes naquele território. Neste mesmo ano de 1961 são ainda apressadamente instruídas no CIOE mais quatro Companhias de Caçadores Especiais (CCE N º 74, 78, 79 e 80), precisamente as últimas formadas integralmente naquele Centro, as quais de seguida embarcam rapidamente para a Guiné (CCE N º 74), Angola (CCE N º 78) e Moçambique (CCE N º 79 e 80). Nestes territórios, todas estas unidades actuam como forças de intervenção directamente subordinadas aos respectivos Comandos-Chefes.
 
Mas o alastramento da luta armada naquelas três colónias impõe uma crescente necessidade de unidades militares, obrigando à alteração do conceito de formação daquelas companhias. Por outro lado, as chefias militares são pouco favoráveis à criação de forças especiais. A solução encontrada é a generalização da preparação e treino dos Caçadores Especiais a todas as Companhias de Caçadores. O CIOE passa, então, a ser um centro de formação de graduados dos quadros permanentes (capitães e subalternos), os quais, terminados os cursos, organizam e treinam as Companhias de Caçadores Especiais nas respectivas unidades territoriais mobilizadoras. Assim se constituem, nos anos de 1961 e 1962, mais vinte e cinco CCE. [2]
De então em diante, o CIOE começa a especializar-se como escola de formação de graduados para as operações de contra-subversão, contraguerrilha ou contra-insurreição nas colónias portuguesas em África.

Companhias de Comandos

As condições excepcionalmente favoráveis para o treino de operações irregulares e a experiência entretanto recolhida levaram a que o CIOE tenha igualmente sido escolhido para nele serem também treinadas algumas Companhias de Comandos.
Os primeiros grupos de “Comandos” nascem em Angola, dando origem, em 1965, à criação do Centro de Instrução de Comandos (CIC) em Luanda [3]. Mas a crescente necessidade deste tipo de especial de forças obriga a que ao CIOE seja transitoriamente também atribuída missão de as instruir. 
Durante todo o período da guerra colonial passaram pelo CIOE um total de vinte Companhias de Comandos, doze das quais receberam nele toda a instrução complementar, e as restantes oito apenas permanecido num curto período de tempo para organização inicial [4].  Com o agravamento da guerra, e a exemplo de Angola, também Moçambique e a Guiné passam a dispor dos seus próprios Centro de Instrução de Comandos

3. OS «RANGERS»

Em 1962 o Estado-Maior do Exército decide enviar o capitão Rodolfo Bacelar Begonha frequentar o curso «Ranger» nos EUA. Depois de regressar a Portugal, o capitão Begonha recebe a missão de organizar um curso similar no CIOE. Terminada a guerra na Argélia (3 de Julho de 1962), o Vietnam é agora o laboratório militar da guerra de contraguerrilha. As afinidades das características do terreno, vegetação e população com as de Angola, Guiné e Moçambique justificam também a preferência pela experiência dos militares americanos no Vietnam.

Em 29 de Abril de 1963 inicia-se no CIOE o primeiro dos cursos de “Instrutores e Monitores de Operações Especiais (tipo ranger)”. Daqui deriva o nome de «Rangers» porque passam a ser conhecidos daí em diante os militares de “Operações Especiais”. Entretanto, outros oficiais são nomeados para frequentar nos EUA o curso de «Rangers», designadamente os capitães Fernando Augusto Gomes, Henrique de Carvalho Morais e António Dinis Delgado da Fonseca.

Os cursos de Operações Especiais mantêm-se continuamente no CIOE até ao final da guerra colonial. Até 1968, são frequentados sobretudo pelos futuros alferes e sargentos milicianos (aspirantes a oficial e cabos milicianos durante os cursos), como especialidade complementar, e, a partir do início daquele ano, por instruendos dos Cursos de Oficiais e Sargentos Milicianos (COM/CSM), como especialidade base, primeiramente apenas durante o 2 º ciclo de instrução e, posteriormente, nos dois ciclos de instrução.

A instrução privilegia o conhecimento das técnicas de “infiltração profunda, orientação, ocultação, combate e sobrevivência de pequenos grupos de combate, com vista a detectar, surpreender e destruir objectivos rebeldes” .[5] O programa contempla diversas matérias, nomeadamente: preparação psicológica, treino físico, navegação fluvial, técnicas expeditas de travessia de cursos de água, tiro instintivo e manuseamento de engenhos explosivos. A ênfase é colocada no planeamento táctico, organização e conduta de patrulhas de longo raio de acção, montagem de emboscadas e execução de golpes de mão sobre objectivos sensíveis. A preparação psicológica e o treino físico visam sobretudo o desenvolvimento da capacidade de resistência em esforços violentos e prolongados e em condições particularmente adversas. Toda a instrução é conduzida com características próximas da realidade e em condições de dureza, incomodidade, fadiga, sobressalto, imprevisibilidade, irregularidade de horário, prontidão permanente e rigorosa disciplina [6].

Os graduados habilitados com o curso de “Operações Especiais” são posteriormente atribuídos às unidades mobilizadas, em regra um oficial e um sargento por cada companhia operacional. Têm por missão a organização, a instrução e o comando de grupos especiais para a execução de acções de maior delicadeza e risco nos territórios onde vão actuar. 



Ao contrário do que acontecera com as Companhias de Caçadores Especiais e do que sucede com as Companhias de Comandos, Batalhões e Companhias de Pára-quedistas e Destacamentos de Fuzileiros, ou com as unidades regulares, os militares de Operações Especiais não formam unidades de organização fixa; actuam normalmente em grupos especiais, de efectivo reduzido e composição variável, com base em pessoal seleccionado de acordo com a missão específica a executar e as aptidões técnicas e físicas exigíveis. Alguns deles, todavia, não respeitam esta regra geral, como acontece com os Grupos Especiais formados com base em militares do recrutamento africano, conhecidos por “GEs”, particularmente adaptados à contraguerrilha pelo conhecimento que têm do meio.

A dispersão dos militares de Operações Especiais pela generalidade das companhias e batalhões operacionais em todos os territórios coloniais, a natureza delicada e, por vezes, o secretismo das acções que realizam, associadas à discrição de comportamento que lhes é exigido, tornam-nos pouco conhecidos, mesmo quando morrem em operações. As várias histórias da guerra colonial pouco falam deles. O CIOE tem procurado fazer o levantamento dos militares de Operações Especiais mortos em combate nas três frentes de guerra. Até ao momento, tem identificados 1 capitão e 1 sargento dos quadros permanentes e 30 oficiais, 28 sargentos e 1 primeiro-cabo milicianos, não contabilizando as baixas ocorridas nas CCE.

4. OUTROS CURSOS

Além da formação destes especialistas em operações de contraguerrilha, que constitui a missão primária do CIOE, a unidade ministra ainda instrução especial, de duração reduzida (simples estágios) a oficiais e sargentos milicianos destinados aos pelotões de reconhecimento e informação e de defesa imediata atribuídos aos comandos de batalhão e agrupamento mobilizados. Igualmente, a quase totalidade dos comandantes destes batalhões e agrupamentos e respectivos oficiais de operações frequenta no CIOE cursos de “contra-subversão”, também conhecidos por “contra-insurreição”.

Ao longo dos treze anos de funcionamento do curso de Operações Especiais, estima-se que tenham sido instruídos no CIOE cerca de doze mil oficiais e sargentos «Rangers», na sua grande maioria milicianos.

Em conclusão, ao longo de todo o período da guerra colonial, o CIOE afirma-se como a autêntica “Escola Prática da Contraguerrilha Portuguesa em África”.

5. EXTINÇÃO E REORGANIZAÇÃO

Na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974 e do fim da guerra colonial, o CIOE é extinto em 31 de Julho de 1975, nos termos do Despacho n º 37/REO, de 14 de Julho de 1975, do Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), sendo criada nas suas instalações a Escola de Formação de Sargentos.

Em 01 de Fevereiro de 1981, nos termos do Despacho 101/REO de 22 de Janeiro de 1981, do Chefe do Estado-Maior do Exército, e no âmbito das novas missões das Forças Armadas, o CIOE é reactivado em Lamego. Para além da instrução de graduados, recebe agora também a missão de preparar forças de Operações Especiais com elevado grau de prontidão, intervenção e autonomia, visando o seu emprego prioritário em todo o tipo de acções de grande dificuldade e risco e no âmbito das Operações Não Convencionais, no quadro Nacional, da NATO ou da UE.

Em 1 de Julho de 2006, no âmbito de nova reorganização do Exército, o CIOE passa a designar-se por Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE) e a integrar a Brigada de Reacção Rápida.
.

Bibliografia:

António José dos Santos Silva, “CIOE – Da Guerra do Ultramar aos Dias de Hoje”, Nova Arrancada – Sociedade Editora, SA, Lisboa, 2002.
Artigos diversos publicados na revista “Ponto de Reunião”, 1993, 1994.
Artigos diversos publicados pelo jornal “Ranger”, órgão de comunicação social da
Associação de Militares de Operações Especiais.
Documentos de arquivo do CIOE.

[1] António José dos Santos Silva, “CIOE – Da Guerra do Ultramar aos Dias de Hoje”, Nova  Arrancada – Sociedade Editora, SA, Lisboa, 2002, p. 43.
[2] Para mais pormenores, consultar a obra de António José dos Santos Silva, “CIOE – Da Guerra do Ultramar aos Dias de Hoje”, Nova Arrancada – Sociedade Editora, SA, Lisboa, 2002, p. 52.
[3]  Decreto-Lei n º 46410, Diário do Governo n º 142, 1 ª Série, de 29 de Junho de 1965.
[4]  Para mais informação ver a obra citada de António José dos Santos Silva, p. 56 e 57.
[5] Segundo texto de apoio à instrução.
[6] Idem.

Nota em 2012: Escrito em 2010, por Augusto Monteiro Valente com o pseudónimo de Carlos Dias de Sousa, para publicar a página WEB do CD25A.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

M589 - GUERRA DO ULTRAMAR. Filme CARTAS DA GUERRA - Estreia em Setembro

GUERRA DO ULTRAMAR 

Filme CARTAS DA GUERRA - Estreia em Setembro

Marta León

DIVULGAÇÃO

O filme CARTAS DA GUERRA de Ivo M. Ferreira, vai ser apresentado em estreia mundial na Competição Oficial da Berlinale 2016, terá estreia comercial em Portugal no dia 1 de Setembro 2016, e achamos que o filme é do interesse dos ex-combatentes do Ultramar.

Colaborem na divulgação deste filme?

O filme estará em várias salas pelo país fora, me breve se publicará uma lista das salas, assim que ela estiver fechada (deverá ocorrer durante o mês de Agosto).

Todas as informações sobre o filme:

Sinopse:

CARTAS DA GUERRA adapta uma obra do escritor António Lobo Antunes, composta por cartas que este escreveu à mulher, Maria José, durante o período em que esteve em serviço na Guerra Colonial.
Longe de tudo que ama, escreve cartas à mulher à medida que se afunda num cenário de crescente violência. Enquanto percorre diversos aquartelamentos, apaixona-­se por África e amadurece politicamente.
A seu lado, uma geração desespera pelo regresso. Na incerteza dos acontecimentos de guerra, apenas as cartas o podem fazer sobreviver.



Link do trailer e imagens do filme:
http://osomeafuria.com/films/3/70/

Agradece-se desde já a vossa atenção.
Cumprimentos,
------------------------------------
Marta León
O SOM E A FÚRIA
Av. Almirante Reis, 113 – 5º, Esc. 505
1150-014 Lisboa, PORTUGAL
tel +351 213 582 518
tel +351 919 299 133
fax +351 213 582 520
www.osomeafuria.com

quarta-feira, 6 de abril de 2016

M588 - Vídeo do Desfile em Lamego das primeiras tropas do CIOE - Lamego

Abril de 1960 – Chegavam os primeiros instruendos para o CIOE – Centro de Instrução de Operações Especiais. 

Clique no seguinte link:

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

M587 - FACEBOOK - USA CENSURA PIDESCA

EM PLENO SÉCULO XXI 
FACEBOOK - USA CENSURA PIDESCA

A PIDE VOLTOU - NO FACEBOOK -, E CENSUROU-ME UM VÍDEO DOS ASSASSINOS DA DAESH - RADICAIS ISLÃMICOS. JÁ NÃO É A PRIMEIRA VEZ E HÁ MAIS GENTE QUE SE QUEIXA.

PARA QUE NÃO HAJAM DÚVIDAS AQUI FICA O VÍDEO.

A BEM DA DEMOCRACIA E DA VERDADE DOS FACTOS, VAMOS DENUNCIAR E COMBATER ESTA NOVA CENSURA, QUER AQUI, POR E-MAIL E TUDO ONDE EU TIVER ACEITAÇÃO.

AJUDEM-ME A DENUNCIAR ESTA NOVA E INADMISSÍVEL PIDE! 

FACEBOOK = PIDES! 

NEM RESPONDEM ÀS PERGUNTAS QUE LHES PONHO SOBRE COMO É QUE JUSTIFICAM A ELIMINAÇÃO DA PUBLICAÇÃO E O MEU BLOQUEIO.

QUE OFENDESSEM OS PADRÕES DA COMUNIDADE DO FACEBOOK - REGRAS DELES? 

https://www.youtube.com/watch?v=WhFTIaRwSCwS 




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

M586 - Oficiais da Guarda Nacional Republicana - Uma Análise Sociológica. NOVO LIVRO DE UM RANGER.

Apresentação do meu livro na Cidade Porto

Fernando Bessa (Coronel GNR/RANGER)

Camaradas Rangers, Familiares e Amigos,

No próximo dia 26 de Novembro de 2015, pelas 18h00, será efectuada a apresentação do meu livro: Oficiais da Guarda Nacional Republicana - Uma Análise Sociológica.

Assim, tenho o grato prazer de convidar todos os Rangers, Familiares e Amigos, a estarem presente no evento e de expressar que a vossa presença será uma grande honra para mim.

Um forte abraço.
Fernando Bessa

Confirmações para o meu e-mail pessoal: a15277@hotmail.com 


domingo, 17 de agosto de 2014

M584 - FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS! Sr. GEN. António Elísio Capelo Pires Veloso

FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS!
PORTUGAL E A FAMÍLIA RANGER ESTÃO DE LUTO! 

FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS! Sr. GEN. António Elísio Capelo Pires Veloso 


FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS!

1ª COMPANHIA INTEGRALMENTE CONSTITUÍDA POR RANGERS, POR ORDEM DO SR. GENERAL.
 OS HOMENS DA COMPANHIA OPERACIONAL DE LEIXÕES QUE SE REÚNEM E CONVIVEM TODOS OS ANOS
 UMA PRESENÇA INDISPENSÁVEL
 JAMAIS O ESQUECEREMOS
 MEU GENERAL ESTE ANO NÃO PODERÁ ESTAR FISICAMENTE MAS ESTARÁ O SEU ESPÍRITO JOVIAL E FRATERNO
 QUE DEUS O MANTENHA COMO SEU BRAÇO DIREITO...
ATÉ BREVE MEU GENERAL...

M583 - FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS! Sr. GEN. António Elísio Capelo Pires Veloso

PORTUGAL E A FAMÍLIA RANGER ESTÃO DE LUTO! FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS!



António Elísio Capelo Pires Veloso (Gouveia, 10 de agosto de 1926Porto, 17 de agosto de 2014) foi um major-general do Exército português.

Frequentou o Liceu Nacional Alexandre Herculano, no Porto, até 1944, ano em que se matriculou no Curso de Preparatórios Militares da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Aos vinte anos ingressou na Escola do Exército, concluindo o curso de Infantaria, a que se seguiu o tirocínio na Escola Prática de Infantaria. Em 1949 iniciou efetivamente a sua carreira militar, como alferes em Macau, onde permaneceu até 1951. Em 1961, com o eclodir da Guerra do Ultramar, prestou serviço em Angola, até 1964, e em Moçambique, de 1965 até 1974.

Após o 25 de Abril de 1974, Pires Veloso foi nomeado governador de São Tomé e Príncipe, até 18 de Dezembro do mesmo ano, data em que passou a alto comissário, função que manteve até à independência do território, a 12 de julho de 1975.1 Em Setembro de 1975, na era do PREC, foi designado comandante da Região Militar do Norte, com quartel-general no Porto, dando por terminada a sua missão em 1977. Na sequência do Golpe de 25 de Novembro de 1975, foi nomeado membro do Conselho da Revolução, até 1977. Com a frequência do Curso Superior de Comando e Direcção do Instituto de Altos Estudos Militares, ascendeu em 1988, à patente de oficial general.

Pires Veloso candidatou-se a Presidente da República Portuguesa, como independente, nas eleições de 1980, nas quais foi reeleito Ramalho Eanes.2

No dia 25 de Abril de 2006 foi agraciado pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio com a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), pelo seu «desempenho militar» e «papel fundamental na consolidação da democracia nacional durante o período em que comandou a Região Militar do Norte».3 Publicou o livro Vice-Rei do Norte - Memórias e Revelações,4 em 2009. Pires Veloso era irmão mais novo de Aureliano Veloso, o primeiro presidente da Câmara Municipal do Porto eleito democraticamente após o 25 de Abril de 1974, e tio do cantor Rui Veloso.

Faleceu a 17 de agosto de 2014, no Hospital Militar do Porto, com 88 anos. 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_El%C3%ADsio_Capelo_Pires_Veloso 


terça-feira, 12 de agosto de 2014

M582 - PROTOTIPO DE EMBLEMA PARA A EQUIPA DE AIRSOFT-RANGERS DO PORTO.

PROTOTIPO DE EMBLEMA PARA A EQUIPA DE AIRSOFT-RANGER DO PORTO.


A SER APROVADO POR MAIORIA DOS ELEMENTOS QUE CONSTITUEM A EQUIPA!


quinta-feira, 24 de abril de 2014

M581 - RANGER Lino Ribeiro do 2º Curso de 1971 - Aspectos de Penude

Continuação das mensagens M462, M464, M465, M485 e M496. 



RANGER Lino Ribeiro
2º Curso de 1971
Angola 1971/74 - 7

Penude 1971 

O RANGER Lino cumpriu a sua comissão militar em Angola, 1971 a 1974, integrado na CART 3454 / BART 3861 (Companhia de Artilharia 3454 / Batalhão de Artilharia 3861), nas zonas de Zala e Quinguengue. 

Nesta mensagem apresentam-se 3 raras fotos da velha parada do quartel de Penude, em Maio/Junho de 1971. 


 O velho emblema do portão do quartel
Esta é mesmo para a foto
Aqui arranjando a boina

quarta-feira, 12 de junho de 2013

M580 - Porque não vou ao 10 de Junho! por Manuel Barbosa (Combatente por Portugal - GE)

Porque não vou ao 10 de Junho!

por Manuel Barbosa (Combatente por Portugal, em Moçambique nos Grupos Especiais) 


SE A MEMÓRIA NÃO ME DEIXA FICAR MAL, PELO HÁ TRÊS ANOS CONSECUTIVOS QUE ANUNCIAM :

- SALTO DE PARA-QUEDISTAS E NADA DISSO ACONTECE.

- PASSAGEM DE AERONAVES E NADA DISSO ACONTECE.

Em primeiro lugar estou farto que me enganem e de propaganda barata. Para isso já temos a casta politica há 40 anos.

Para cúmulo este ano pôem alguém a discursar que quer que os portugueses comam CAPIM e disso já tive suficiente quando estive em Moçambique e NÃO QUERO E ESTOU DISPOSTO A LUTAR para que os PORTUGUESES actuais não saibam o que isso é.

Posto isto e pela primeira vez não vou a Lisboa ao "10 de Junho". 

Voltarei a ir quando os ideais pelo que lutei: PORTUGAL LIVRE, SOBERANO E INDEPENDENTE estiverem presentes.
Não vou, porque:


Estou farto de escória! 

Estou farto de escumalha! 

Estou farto de ser roubado, gozado, ludibriado! 

Estou farto destes gandulhos pós-abrilada. 

E para cúmulo, este ano põem a discursar uma não sei quem é que disse que os portugueses têm de comer "capim". QUE O COMA ESSA MULHERZINHA!!!!!!!!!!!!!!!! DOUTORA EM QUÊ????? 

E porque em vez desta gente que não diz nada aos Combatentes não põem gente do MOVIMENTO NACIONAL FEMENINO a falar? 

O MOVIMENTO NACIONAL FEMININO sim que foi uma mais valia para PORTUGAL E PARA AS TROPAS!!!!!!!!!! 

Porque insistem em escolher para falar energúmenos com ligação ao poder a arengar à gente???? QUE VÃO A BORDA-MERDA!!!!!!!!!!!!!! 

Já basta de tanto servilismo com esta gentuça ladrona, inútil, incompetente e parasitária!!!!!!!!!!!!!! 

ESTOU FARTO DESTA ESCUMALHA ABRILEIRA. BANDO DE TRAIDORES E COBARDES. 

EU NÃO QUERO SER COLABORADOR DESTA ESCUMALHA DE "VICHY". QUEM QUISER QUE O SEJA! 

EU SÓ PENSO EM LIBERTAR PORTUGAL DESTA ESCUMALHA.

REPITO, LIBERTAR PORTUGAL DESTA ESCUMALHA. DESTE ESTERCO HUMANO QUE NOS QUER CONVERTER EM ESCRAVOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

NUNCA mais estarei presente num "10 DE JUNHO" promovido ou patrocinado ou apoiado por ESCÓRIA ABRILEIRA. 

E TENHO MEUS RECEIOS QUE A MINHA ASSOCIAÇÃO, A ASSOCIAÇÃO DOS GE'S/GEP'S, O SUPRA-SUMO DAS TROPAS ESPECIAIS DE PORTUGAL, DO PORTUGAL LIVRE, SOBERANO E INDEPENDENTE, ESTEJA A APOIAR/PATROCINAR ESTA ESCÓRIA. 

MAS EU, REPITO EU, MANUEL BARBOSA, NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

SE O SAUDOSO CORONEL COSTA CAMPOS ESTIVESSE VIVO DUVIDO, MELHOR, TENHO A CERTEZA, DE QUE ISTO NÃO PASSARIA. 

OU NOS MANTEMOS FIRMES OU ESTA ESCÓRIA, ESTA ESCUMALHA DE COBARDES E TRAIDORES ABRILEIROS ACABARÁ MESMO DE TERMINAR COM PORTUGAL!!!!!!!!

VIVA PORTUGAL SOBERANO, INDEPENDENTE E LIVRE DE ESCUMALHA E TRAIDORES ABRILEIROS!!!!!!!!!!!!!!!!! 

ESTOU FARTO, FARTO, FARTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

M579 - 10 de JUNHO em Belém - Junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar



COMUNICADO À IMPRENSA

XX ENCONTRO NACIONAL DE HOMENAGEM AOS COMBATENTES

10 DE JUNHO DE 2013

A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2013 promove no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, Lisboa, o seu XX Encontro Nacional. As cerimónias que ali terão lugar têm por objectivos comemorar o Dia de Portugal e prestar homenagem a todos aqueles que tombaram em defesa dos valores e da perenidade da Nação Portuguesa. 

Por esta razão, ali se reúnem sempre um tão grande número de Portugueses, não só os que foram combatentes no ex-Ultramar e os que mais recentemente serviram em missões de paz no estrangeiro, mas também todos aqueles que, amantes da nossa História e envolvidos na construção de um futuro mais próspero para a sociedade portuguesa, querem ser participantes activos nesta homenagem. 

O programa é o seguinte:

10H30 – Missa no Mosteiro dos Jerónimos presidida pelo Senhor Bispo D. Nuno Brás;

11H30 - Concentração para a cerimónia;

12H00 - Abertura pelo Presidente da Comissão, Almirante Melo Gomes;

12H05 - Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana);

12H10 - Discurso de homenagem aos combatentes pela Sra. Dra. Isabel Jonet;

12H20 - Homenagem aos mortos e deposição de flores;

12H40 - Hino Nacional (salva protocolar por navio da Marinha);

12H45 - Passagem de aeronaves da Força Aérea;

12H50 - Passagem final pelas lápides;

13H10 - Salto de pára-quedistas do Exército;

13H20 - Almoço-convívio.

Serão convidados de honra a Câmara Municipal de Lisboa, todas as Chefias Militares, os militares agraciados com a Ordem Militar da Torre e Espada, o Comando Geral da GNR, a Direcção Nacional da PSP, os Presidentes das Associações de Combatentes, o Secretário Executivo da CPLP e os Adidos Militares ou Culturais junto das embaixadas da CPLP. 

Todos os portugueses são convidados a participar nesta homenagem aos que deram a vida pela Pátria e, desta maneira, celebrarem o Dia de Portugal.

Pomo-nos desde já à disposição para prestar mais esclarecimentos ou, inclusivamente, para participar numa entrevista sobre a matéria, em data e hora a combinar. Em anexo se envia um programa-convite das cerimónias e uma foto do local.

Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2013 (CPHM)

Palácio da Independência - Largo de S. Domingos, 11 - 1150-320 Lisboa

Tmóvel: 937 026 693 encontro.combatentes@gmail.com 10dejunho.org 


M578 - Em vésperas do "10 de Junho dos Combatentes". por Jonathan Llewellyn

Em vésperas do "10 de Junho dos Combatentes"

(publicado em 01Jun2013 por Jonathan Llewellyn, em "Publicações recentes de outras pessoas") 

A insurgência nos territórios ultramarinos portugueses, não tinha nada a ver com movimentos nacionalistas. Primeiro, porque não havia (como ainda não há) uma nação angolana, uma nação moçambicana ou uma nação guineense, mas sim diversos povos dentro do mesmo território. E depois, porque os movimentos de guerrilha foram criados e financiados por outros países.

ANGOLA – A UPA, e depois a FNLA, de Holden Roberto foram criadas pelos americanos e financiadas (directamente) pela bem conhecida Fundação Ford e (indirectamentre) pela CIA.
O MPLA era um movimento de inspiração soviética, sem implantação tribal, e financiado pela URSS. Agostinho Neto, que começou a ser trabalhado pelos americanos, só depois se virando para a URSS, tinha tais problemas de alcoolismo que já não era de confiança e acabou por morrer num pós-operatório. Foi substituído por José Eduardo dos Santos, treinado, financiado e educado pelos soviéticos.
A UNITA começou por ser financiada pela China, mas, como estava mais interessada em lutar contra o MPLA e a FNLA, acabou por ser tolerada e financiada pela África do Sul. Jonas Savimbi era um pragmático que chegou até a um acordo com os portugueses.

MOÇAMBIQUE - A Frelimo foi criada por conta da CIA. O controleiro do Eduardo Mondlane era a própria mulher, Janet, uma americana branca que casou com ele por determinação superior. Mondlane foi assassinado por não dar garantias de fiabilidade, e substituído por Samora Machel, que concordou em seguir uma linha marxista semelhante à da vizinha Tanzânia. Quando Portugal abandonou Moçambique, a Frelimo estava em tal estado que só conseguiu aguentar-se com conselheiros do bloco de leste e tropas tanzanianas e guarda pessoal da Zâmbia.

GUINÉ – O PAIGC formou-se à volta do Amílcar Cabral, um engenheiro agrónomo vagamente comunista que teve logo o apoio do bloco soviético. Era um movimento tão artificial que dependia de quadros maioritariamente caboverdeanos para se aguentar (e em Cabo Verde não houve guerrilha). Expandiu-se sobretudo devido ao apoio da vizinha Guiné-Conakry e do seu ditador Sekou Touré, cujo sonho era eventualmente absorver a Guiné Portuguesa.

Em resumo, territórios portugueses foram atacados por forças de guerrilha treinadas, financiadas e armadas por países estrangeiros.
Segundo o Direito Internacional, Portugal estava a conduzir uma guerra legítima. E ter combatido em três frentes simultâneas durante 13 anos, estando próximo da vitória em Angola e Moçambique e com a situação controlada na Guiné, é um feito que, militarmente falando, é único na História contemporânea.

Então, porque é que os Portugueses parecem ter vergonha de se orgulhar do que conseguiram?

(publicado em 01Jun2013 por Jonathan Llewellyn, em "Publicações recentes de outras pessoas")

segunda-feira, 20 de maio de 2013

M577 - Combater por Portugal, Hoje e Sempre - Colóquio na Universidade Católica



Combater por Portugal, Hoje e Sempre - Colóquio na Universidade Católica


No dia 22 de Maio, realizar-se-á um Colóquio, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, pelas 18:00, na sala de Exposições, subordinado ao tema: “Experiências pessoais desde a Índia aos nossos dias”.

Neste colóquio, os sobreviventes da guarnição da Lancha “Vega”, que combateu e foi afundada em Diu, em 1961 pela União Indiana, irão fazer um relato emocional, na primeira pessoa, das experiências vividas e do testemunho dos que pereceram nesse dia combatendo pela pátria.

Seguidamente, o Major António Lobato, prisioneiro do PAIGC entre 1963/70, falará da sua experiência, das circunstâncias da sua captura, de como resistiu a sete anos de cativeiro e como foi libertado na operação Mar-Verde em 1970.

A fechar este colóquio um combatente recente, falará da sua experiência nos teatros actuais do Kosovo e Afeganistão.

Veja o convite neste link...

Convidam-se os OCS que desejem participar e acompanhar este evento, significativo, principalmente neste período de incerteza nacional, a comparecer no dia 22 de Maio pelas 18:00, na Sala de Exposições no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. 

Este evento é promovido pela Comissão Executiva para a XX homenagem aos ex-combatentes do dia 10 de Junho de 2013, presidida pelo Sr Almirante Melo Gomes, ex-Chefe do Estado-Maior da Armada. 

Para mais informações convida-se os OCS a visitarem o sítio 10dejunho.org

A Comissão Executiva para o XX encontro de Homenagem aos ex-combatentes no próximo dia 10 de Junho de 2013. 

domingo, 5 de maio de 2013

M576 - Combatentes por Portugal. Vergonha e traição!


Os Combatentes da Guerra do Ultramar - COMBATENTES POR PORTUGAL -, são ignorados pela politicalhada nacional e pseudo-intelectuais da treta apenas por culpa própria.

Governados desde 1974, por políticos irresponsáveis, incapazes, incompetentes e corruptos, muitos deles também ex-Combatentes, nunca a maioria desses ex-militares se soube fazer respeitar.

Com os PRECs e outras tretas abjectas e amorfas, pós-25 de Abril de 1974, foi incutida na maioria dos ex-combatentes a  ideia de que a guerra foi culpa do povo português e que Salazar e Caetano é que nos arranjaram umas territas em África para nos entretermos a matar uns "pretitos".

IGNORANTES!

Toda a culpa é dos ex-combatentes e de mais ninguém por nunca se fazerem respeitar.

Pior é que a mentalidade de, digamos 90%, sofre do Síndroma de Calimero.

Quando Paulo Portas disse que ia dar algum dinheiro aos Combatentes da Guerra do Ultramar, foram aos milhares os que ocorreram junto  das associações para se associarem e logo a seguir deixaram de pagar cotas e desistiram.

Depois, também várias associações "morreram", abandonadas pela força que haviam tido à data da inscrição massiva de associados e outras causas, essencialmente políticas.

Um excelente exemplo, são as cerimónias do 10 de Junho, onde é visível que dos cerca de 650 mil Combatentes, só ali aparece uns 3 a 5 mil. Poucos levam as suas bóinas, guiões e insígnias para mostrar e gritar ao país:

ESTAMOS AQUI, JUNTO DOS LÁPIDES COM OS NOMES DOS NOSSOS MORTOS NA GUERRA! HOMENAGEANDO-OS E ORGULHANDO-NOS DELES COM COMBATENTES POR PORTUGAL!

Muitos preferem ir para Fátima, que ajudando a dividir celebra "O dia da criança", como se não houvessem mais 363 dias no ano para isso.

Depois são as desculpas habituais: não pude ir, não tive tempo, prefiro ir à pesca, na praia estou melhor, etc.

UM NOJO! VERGONHA!

Os ex-combatentes só têm o que merecem e assim morrerão, como cães OSTRACIZADOS e desprezados!

Digo eu a esses 90% só têm o que merecem, mais as suas vergonhas!

Mesmo entre aqueles que ali se deslocam, alguns olham com desdém os que levam as suas bóinas e insígnias, com ar infeliz, néscio, idiota, traidor, cobarde, etc. 

Em contra-partida dá gosto ver imagens das comemorações realizadas pelos Combatentes PORTUGUESES na diáspora, nomeadamente daqueles que se encontram, no Canadá e nos Estados Unidos. Imagine-se o desgosto daqueles ao verem como se comportam os "calimeros" em Portugal.  

segunda-feira, 18 de março de 2013

M575 - MAIS REFLEXÕES SOBRE FORÇAS ARMADAS (II PARTE). por João J. Brandão Ferreira (Oficial Piloto Aviador)


MAIS REFLEXÕES SOBRE FORÇAS ARMADAS (II PARTE) 




por João J. Brandão Ferreira 
(Oficial Piloto Aviador) 
11/3/13 

“Os militares, pela sua formação, pelo seu espírito de missão e sentido do Dever, em tempo de guerra, são capazes de arriscar a vida cem vezes no mesmo dia; em tempo de paz não dão um passo que possa pôr em risco a sua carreira” 

Pedro Canavarro 

(Deputado do PRD, discurso na AR, algures nos anos 80). 

Voltando à “cassete” que o Sr. MDN anda a debitar ultimamente, repetindo “ad nauseam” que quer poupar 218 milhões de euros e reduzir 8.000 efectivos para permitir aumentar as verbas disponíveis para “operações”, em vez do orçamento se exaurir em mais de 80% com gastos em pessoal. 

Já tivemos a caridade de lhe explicar, em anterior escrito, que não parece verosímil que vá investir na operação quando fala em poupar (arrecadar) – aliás na senda do que fizeram todos aqueles que aqueceram o lugar (significativamente, sempre por pouco tempo) antes da sua pessoa; e também acrescentámos que se poderia até gastar 100% em pessoal desde que o orçamento destinado às FA apenas desse para pagar ao pessoal… 

Como, aparentemente, S. Exª não entendeu nada do que fui dizendo – culpa certamente minha por não seguir o acordo ortográfico – ainda me obrigo a acrescentar algo mais, centrado no lema de que “a esperança, ao contrário do cabelo, nunca morre”. 

Dos actuais 38.000 efectivos (eles mudam todos os dias), só 32.600 são militares; os restantes são civis e militarizados, assim distribuídos: Força Aérea 6.600 militares e 1000 civis; Marinha, 6.000 militares e 3.000 civis e militarizados e Exército, 20.000 militares e 2100 civis.[1]

Ou seja para se cumprirem as missões atribuídas aos três Ramos – que se mantêm, sem sofrerem qualquer redefinição – restam para a componente operacional, logística, administração, instrução, planeamento, etc., 32.600 homens (qualquer dia são mais mulheres que homens…) dos quais a maioria são oficiais e sargentos. Tudo isto porque as reduções na classe de praças têm sido de tal monta, que passaram à categoria de espécie em vias de extinção![2]

Encontrar um soldado ou um cabo numa unidade militar não é hoje uma tarefa fácil!... 

Ou seja o Dr. Aguiar Branco quer aumentar a verba para a operação e vamos supor (ah, ah, ah), que o consegue. E a seguir, pergunto eu, para que é que isso serviria se já não tem pessoal para … operar? 

A não ser que queira constituir subunidades só com oficiais e, ou, sargentos… 

Daqui salta-se para outra idiotia demagógica que por aí é apresentada com foros de escândalo: haver muitos oficiais generais e oficiais superiores, relativamente ao número de praças! 

Chega-se, até, a dizer que há um oficial para dois sargentos e uma ou duas praças. 

Também já desmontei estas barbaridades seguindo o lema “explica-me como se eu fosse muito burro”... Hoje vou ater-me apenas ao seguinte exercício: 

Vamos supor que em 1982, por ex., havia “X” oficiais, “Y” sargentos e “Z” praças. Daí para cá foram sendo admitidos, anualmente, às Academias Militares e às Escolas de Formação de Sargentos um número de candidatos em função das vagas tidas por adequadas (e aprovadas pelo MDN) a fim de prover à estrutura e Sistema de Forças em vigor. Número que tem vindo sempre a diminuir, mas que se manteve estável durante períodos de tempo. 

Estas militares desde que entram para o Quadro Permanente (QP), não podem ser despedidos (a não ser em casos muito raros do foro criminal, como foi o caso do então Capitão Valentim Loureiro), e vão sendo promovidos em função das vagas existentes nos quadros orgânicos superiormente definidos – os quais também foram sendo reduzidos. 

Trata-se da chamada “carreira militar”, carreira que é exclusiva das FA. Isto é, não dá para mudar de “empresa” nem emigrar…[3]

Ora não havendo incentivos para o abandono do serviço activo, ou quaisquer outras opções, os oficiais e sargentos só abandonam as fileiras quando atingem o limite de idade no posto, ou perfazem o tempo de serviço que entendem adequado às suas expectativas de pensão (e se não tivessem 36 anos de serviço ficavam dependentes de autorização superior, a não ser se optassem pelo abate ao quadro – perdendo o direito a quaisquer benefícios). 

Convém ainda referir que os limites de idade no posto são um constrangimento que não creio existir em mais nenhuma outra profissão… 

Quer tudo isto significar que os militares do QP têm um tempo médio de permanência nas fileiras de entre 20 a 36 anos. Ora quando se quer à viva força reduzir as estruturas/meios/efectivos/etc., cada vez que se muda de ministro, sem se harmonizar o impacto que tal acarreta na gestão do pessoal, tudo fica em tribulação e distorcido. 

E como não houve, nos últimos 30 anos qualquer factor minimamente estável de planeamento, a gestão de pessoal há muito que ficou e está, caótica! 

E como é muito mais difícil e demorado reduzir o número de oficiais e sargentos do QP (a não ser que os matem) corta-se nas praças, ou não os recrutando e, ou, não renovando contratos. 

Em face do descrito qualquer indigente mental percebe as causas do rácio entre os oficiais, sargentos e praças está distorcido relativamente ao desejável. 

Só que as conclusões que o vulgo tem sido induzido a tirar são falsas, pela simples razão que não há “generais a mais, mas sim soldados a menos”!… 

E o senhor arvorado em MDN terá que explicar uma última coisa: para que quererá um dia, oficiais superiores e generais, se estes nunca tiveram oportunidade de comandar uma companhia; conseguiram juntar umas escassas centenas de horas de voo, ou almirantes especializados em cruzeiros entre o mar da palha e Portimão e apenas tenham visto mar de “Sudoeste rijo”, no cinema. E todos saibam muito de “ouvir dizer” ou de leitura com prática de simulador…[4]

É isso, não servem para nada e até são um perigo, logo um custo escusado. 

Daqui à extinção total vai apenas um passo…[5]

Para finalizar apenas um equivoco em que a maioria dos militares teima em acreditar, sobretudo desde que foram congeladas as promoções: a de que ainda têm carreira… 

O dito, aliás, certeiro de Pedro Canavarro vai, por fim, deixar de fazer sentido.

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[1] Reparem: Para defender e interditar as fronteiras terrestres, aéreas e marítimas, vigiar e controlar a Zona Económica Exclusiva e as Regiões de Informação de Voo, à responsabilidade do Estado Português, etc., existem 38.600 cidadãos; mas para a segurança interna existem cerca de 55.000 distribuídos pela GNR,PSP,PJ,SEF,SIS,SIED e ASAE. Isto sem entrar em linha de conta com as polícias municipais. 

Ou seja, parece que afinal o inimigo está cá dentro… 

[2] Espera-se que um destes dias, e por causa disso, as praças passem para a tutela da Secretaria de Estado do Ambiente… 

Aguarda-se, ainda, que estas preocupações cheguem ao conhecimento de todos os grupos ecologistas e, quiçá, à Amnistia Internacional!


[3] Esta questão de fundamental importância, não aparece nas preocupações, públicas, de ninguém… 

[4] Ainda vou gostar de saber com é que o MDN vai “descalçar a bota” do milhão de euros a que um tribunal condenou o seu ministério a pagar, por ter sido acusado de não vigiar convenientemente as águas dos Açores… 

[5] “Técnica” idêntica foi utilizada para acabar com o Serviço Militar Obrigatório.