Sexta-feira, 16 de Março de 2012

M417 – 38ª Companhia de Comandos – Uma lenda da Guerra do Ultramar



38ª Companhia de Comandos
Uma lenda da Guerra do Ultramar
Guiné – 1972/74

Que o poder político português ostracize e banalize a Guerra do Ultramar, que durou entre 1962 e 1974, e mobilizou quase toda a nossa sociedade de então e a juventude em particular, é um problema que pode ser considerado, alem de uma cobardia inqualificável, alta traição para com todos aqueles que se fardaram com as cores nacionais, juraram bandeira e deram o seu melhor, como podiam e sabiam, por vezes sabe Deus com que sacrifícios.

Suor e Sangue, que vitimaram uns milhares de jovens lusos, voluntariosos e corajosos como poucos por esse mundo além.

Nesta mensagem vamos dar início a uma singela e justa Homenagem a uma das Unidades mais esforçadas e martirizadas de toas as 3 frentes; Angola, Moçambique e Guiiné.

Com os devidos agradecimentos à disposição e colaboração em que nos colocou as suas memórias, ao nosso grande Amigo Amílcar Felício Pereira Mendes, que foi 1º Cabo Comando da 38ª CCmds e à disponibilidade do Dr. Luís Graça, fundador e mentor de um dos blogues dedicados à Guerra do Ultramar – Guiné, onde se encontram narradas também estas memórias e mantém diariamente um grande afluxo de visitas: http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/

A 38ª Companhia de Comandos (CCmds) teve como unidade mobilizadora o CIOE (Centro de Instrução de Operações Especiais) – em Lamego. Esteve no TO da Guiné entre Junho de 1972 e Abril de 1974. Fui a penúltima CCmds, de origem metropolitana, a ser mobilizada para este território. A última CCmds a prestar serviço na Guiné foi a 4041ª, formada também em Lamego, e que ali chegou em Maio de 74, cumpriu a sua fase operacional em Teixeira Pinto.

Apresentamos o 1º Cabo Comando Amílcar Felício Pereira Mendes
1º Cabo Comando
38ª Companhia de Comandos
(Guiné, Brá, 1972/74)
AUDACES FORTUNA JUVATE
[em latim, A Sorte Protege os Audazes]


Vou-vos falar um pouco de mim. Assentei praça no longínquo ano de 1971 no antigo RAL 1, em Outubro. Ofereci-me para os Comandos onde cheguei em Dezembro de 1971 (CIOE/ Lamego). Completei o curso em Junho de 1972, mês a que cheguei à Guiné, a 26. Iniciei a 2ª parte do curso em Mansoa, na mata do Morés, onde tive o primeiro contacto com o IN. Recebi o crachá de Comando em Agosto, com o posto de 1º cabo.

Em Fevereiro de 1974 terminei a comissão mas só regressei a Portugal em Julho de 1974, a minha companhia foi a 38ª Companhia de Comandos, os Leopardos.

A listagem dos camaradas mortos da minha Unidade:

- Soldado Comando Idílio da Costa Moreira, natural do Bonfim, Porto, faleceu no HM 241 em 15JUL72 por motivo de acidente com arma de fogo

- Soldado Comando Francisco José Matos da Silva, natural de Terena, Alandroal, faleceu no HM 241 em 08AGO72 vítima de ferimentos recebidos em combate (Mansoa)

- Fur Mil Comando Artur Jorge Tavares Pignateli Fabião, natural de Seia, faleceu no HM 241em 21NOV72 vítima de ferimentos recebidos em combate (Caboiana)

- Soldado Comando Mário Branco da Costa Chaves, natural de São Sebastião, Setúbal, faleceu no HM 241 em 21NOV72 vítima de ferimentos recebidos em combate (Caboiana)

- Soldado Comando Cecílio Manuel Ferreira Franco, natural de Milharado, Mafra, faleceu em 01FEV73 vítima de acidente com arma de fogo

- 1.º Cabo Comando José Joaquim Teixeira Simão, natural de Rio Maior, faleceu em 01FEV73 vítima de acidente com arma de fogo

- 1.º Cabo Comando Luís Manuel Oliveira Barreiras, natural de Aldeia Velha Santa Margarida, Avis, faleceu em 01FEV73 vítima de acidente com arma de fogo

- Soldado Comando José Luís Inácio Raimundo*, natural de Vila Nova de São Pedro, Azambuja, faleceu em 12MAI73 vítima de ferimentos recebidos em combate (Guidage)

- 1.º Cabo Comando Amândio da Silva Carvalho, natural de Sarzedo, Arganil, faleceu no HM 241 em 10MAR74 vítima de ferimentos recebidos em combate (Sector de Bissau)

- Soldado Atirador José Alexandre Costa, natural de Soio, Vinhais, faleceu no HM 241 em 27ABR74 vítima de ferimentos recebidos em combate (Cantanhês)

A vida de um Comando na guerra


Guiné > Região do Oio > Agosto de 1972 > O 1º Cabo Comando Mendes, em operações no mítico Morés.

Guiné > Região do Cacheu > Guidaje > Maio de 1973 > Cadáveres de soldados africanos da CCAÇ 19, abandonados no campo de batalha. A 38ª Companhia de Comandos participou na batalha de Guidaje. O Amílcar tomou notas, no seu diário, destes longos dias de inferno, em Maio de 1973, e vai-nos dar a conhecer esta terrível e mortífera fase da guerra numa das próximas menagens a publicar aqui.


Nos já longínquos anos 72, 73 e 74, como o tempo era muito, fui escrevendo muita coisa do meu dia a dia na guerra. Como muito do que escrevi poderá ser um pouco violento.

Muito do que tenho está nas mãos de uma jornalista que ainda não sabe o que irá fazer mas isso é outra história. Aqui vão fotos. Atenção, são fotos verdadeiras. São fotos de elementos da CCAÇ 19 que estavam em Guidaje. Foram enterrados na bolanha do Cufeu por nós (2).

Tenho o cuidado DE NÃO MANDAR AS FOTOS DOS PORTUGUESES.

Após regressar a Portugal em 74, voltei ao serviço militar, em 1975, como convocado no Regimento de Comandos da Amadora. Aí estive em todo o chamado período quente até Fevereiro de 1980.

Estive sempre colocado no corpo de instrução onde era instrutor de tiro. Dei vários cursos de Comandos e fui louvado pelo Coronel Jaime Neves várias vezes.


(continua)

Um grande abraço para todos os ex-Combatentes.
Amílcar Mendes
1º Cabo Comando da 38ª CCmds

Texto e fotos: © Amilcar Mendes (2006). Direitos reservados.

Fotos alojadas no álbum de Luís Graça > Guinea-Bissau: Colonial War. Copyright © 2003-2006 Photobucket Inc. All rights reserved.

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

M416 - Polítca actual e factual 1

Detenham-se e JULGUEM-SE os culpados pela pseudo-crise em Portugal! São muito milhares de milhões "desviados" sem se apurarem responsabilidades e se exigir a devolução com juros! 

Sacrifícios e humilhações
por MÁRIO SOARES
21 Fevereiro 2012 
 

Sacrifícios, sim, se houver uma estratégia que os justifique; humilhações, não; somos uma Nação com quase nove séculos de história e com grandes serviços prestados à Europa e invulgar conhecimento do mundo. Vão-se os anéis, se for absolutamente necessário; mas fiquem a honra e a dignidade do nosso Povo...

Vem isto a propósito da situação insegura em que Portugal e a União Europeia se encontram. Nas últimas semanas, com uma agenda complicada e exigente, tenho percorrido uma parte significativa do País. E, consequentemente, tenho falado com muita gente, de todas as condições sociais e opções políticas. Noto que há uma depressão coletiva que se está a generalizar - porque não se vê que futuro será o nosso - e, talvez, mais contido, por enquanto, um descontentamento progressivo, com tendência a transformar-se em revolta.

Penso que o atual Governo não deve menosprezar esta perigosa situação. Para isso, o Governo tem de explicar aos portugueses a estratégia que tenciona seguir e para onde nos conduz. Em palavras simples e claras para serem entendidas. Não pode deixar que as pessoas pensem, como começa a acontecer, que quem nos governa é a troika. Não deve ostentar perante ela uma subserviência chocante. São tecnocratas anónimos os que a representam. E que procedem, na nossa terra, falando alto, dando conferências de imprensa e metendo o nariz em tudo, como se fossem os nossos "patrões", só porque representam os que nos emprestaram dinheiro a juros inaceitáveis. Isto é: fingindo que são nossos simpáticos doadores quando são implacáveis exploradores...

É certo que o argumento sempre utilizado pelo Governo é que "não há dinheiro". Mas talvez não seja bem assim. Há algum dinheiro que tem vindo a escoar-se em "buracos", alguns que são conhecidos, mas que o nosso Zé- -Povinho não soube como aconteceram. Tais como: o BPN, o BPP, e mais recentemente a Caixa Geral de Depósitos, a Madeira, etc., sendo que os presumíveis responsáveis continuam impunes e a Justiça, quanto a estes e a outros casos, mantém-se, silenciosa.

Em suma, pedir "sacrifícios", sim. Alguns são necessários. Mas tornando público o conhecimento de como se esvai o dinheiro dos cortes, quem o gasta e se há uma estratégia coerente para sair da crise. As pessoas precisam de compreender que os sacrifícios não serão em vão e se as vítimas são só os pobres e a classe média, ignorando os especuladores e os poderosos.










Segunda-feira, 12 de Março de 2012

M415 - Homenagem ao CMDT FUZILEIRO ALPOIM CALVÃO – UM HERÓI NACIONAL - UM FUZO IMPLACÁVEL da GUERRA DE ÁFRICA

Homenagem ao CMDT FUZILEIRO ALPOIM CALVÃO – UM HERÓI NACIONAL - UM FUZO IMPLACÁVEL da GUERRA DE ÁFRICA

A revista TABU, do jornal "O SOL" de 9 de Março de 2012, publicou uma justa homenagem a mais este Herói, dos últimos do Império, que foi de Portugal...










Domingo, 11 de Março de 2012

RM414 - GER José Saúde (foi Fur Mil da CCS do BART 6523,

RANGER José Saúde
(foi Fur Mil da CCS do BART 6523, que cumpriu a sua comissão militar em Nova Lamego/Gabú, na Guiné - 1973/74, enviou-nos mais algumas fotos da sua estadia naquela ex-Província Portuguesa.

Continuando a apresentação  do RANGER Saúde (ver também as mensagens M394 e M395) apresentam-se nesta mensagem mais alguns interessantes aspectos da vida e quartel de Nova Lamego - na Guiné.
Fotos retiradas de um armário “secreto”




No espólio da minha bagagem trouxe da Guiné um conjunto de fotos retiradas de um armário tido como “secreto”, asseguravam na altura os superiores hierárquicos, sendo que a aproximação ao dito cujo se afigurava quase inacessível tendo em conta todo o conteúdo que o escaparate continha. Certo era também a simbologia de memórias contidas no interior do respectivo armário e que suscitava, obviamente, a curiosidade daquele(s) a quem inadvertidamente lhe(s) tinha(m) sido confiada a missão de zelar pelo chamado gabinete da acção psicológica.


Ora bem, a primeira vez que, à socapa, descobri o “tesouro”, confesso que debitei pouco tempo a olhar as fotos de uma Guiné em guerra. As imagens reproduzidas continham efeitos reais do conflito no terreno, e dos seus efeitos, a par de outras imagens que passavam entretanto ao lado da guerrilha, sendo disso exemplo os costumes da população civil.

Depois de 25 de Abril de 1974 que ditou o fim da guerra no Ultramar, lembrei-me, um dia revisitar aquele armário “secreto” e pausadamente, agora sem o stress antes constatado, deter-me perante as memórias que o tempo jamais ousará esquecer. Fi-lo convicto de que tal legado poderia, eventualmente, apresentar-se importante sempre que à tona da memória surgem imagens de uma guerra que teimava em não dar tréguas ao mais incauto militar.

Não vou trazer à estampa imagens onde o quadro explicitado do horror da guerrilha ditou epílogos impensáveis porque, creio, que a sua visualização feriria por certo susceptibilidades humanas. A meu ver, julgo que os capítulos dos anais da história da guerra ultramarina disso fariam eco, caso a verdade apurada no terreno não fosse sujeita a um esquisito branqueamento.

Todavia, resta-me a consolação de manter no meu baú memórias inolvidáveis que continuam a fazer parte integrante do meu espólio guineense, reconhecendo porém que as fotos apresentadas foram retiradas (não digo furtadas) do arquivo de um Quartel – Gabu - que se preparava para ser entregue às forças do PAIGC.

Aqui ficam pois no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné imagens (poucas) do tempo da guerra na Guiné, condenadas a ficarem pálidas algures num qualquer esconderijo sem retorno. Camaradas, contemplem as fotografias, opinem sobre a temática visualizada e assumam que fomos de facto irreversíveis protagonistas em cenários que teimam acossar as nossas mentes.


Soldados em operações no mato

Desembarque de tropas operacionais de um helicóptero

Em operações na traiçoeira mata



Elementos de uma povoação organizada em autodefesa

Elementos das milícias nativas penetrando na mata


Mini-guião de colecção particular: © Carlos Coutinho (2011). Direitos reservados. 
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Outras mensagens do RANGER Saúde, podem ser vistas em:

7 de Janeiro de 2012 > 

M395 - Ranger José Romeiro Saúde, do 1º turno de 1973 (2)


5 de Janeiro de 2012 >


M394 - Apresenta-se o Ranger José Romeiro Saúde, do 1º turno de 1973


Esta mensagem pode também ser vista no grande blogue da Guiné:


8 DE MARÇO DE 2012 > Guiné 63/74 – P9585: Memórias de Gabú (José Saúde) (23): Fotos retiradas de um armário “secreto”


Terça-feira, 6 de Março de 2012

M413 - Pior que uma guerra é fazer de conta que ela nunca existiu

Mais terrível que uma guerra, é fazer de conta que ela nunca existiu! 

Pior ainda é esquecer e ostracizar as suas vítimas e os seus Heróis!

FAFE não os esquece e vai comemorar os 50 anos do início da Guerra do Ultramar e homenagear os seus mortos neste conflito.


Programa:


11h00 - Missa na Igreja de S. José em memória dos Combatentes falecidos na Guerra

12h30 - Cerimónia evocativa e deposição de uma coroa de flores junto do Monumento aos Mortos na Guerra do Ultramar

13h30 - Almoço convívio

APÊLO

Apela-se a todos os RANGERS que se puderem deslocar a Fafe neste dia, o façam, para homenagearmos e voltarmos a lembrar o infeliz RANGER/GE João Manuel de Castro Guimarães,  que foi Furriel Miliciano NIM 12619071, natural daquela cidade.

Recordamos que ele faleceu numa operação de rotina junto à aldeia tanzaniana de Kytaia, próxima do rio Rovuma, na fronteira Norte de Moçambique.


O seu corpo foi "capturado" pelo nosso inimigo de então - a FRELIMO -, e nunca foi recuperado.

Continuemos a exigir junto dos políticos nacionais todo e qualquer movimento para que se efectue o resgate dos seus restos mortais e a entrega à sua querida família.

A história completa deste drama está na mensagem:

6 de Outubro de 2008 > M26 - RANGER desaparecido em combate em Moçambique


Segunda-feira, 5 de Março de 2012

M412 - 03MAR2012 - Inauguração do Espaço RANGER de Fafe



03MAR2012

Inauguração do Espaço RANGER de Fafe


A Associação de Operações Especiais - Lamego, tem mais um espaço para os seus associados e para hospitalidade ao público em geral, localizado na antiga Escola do Assento, freguesia de Revelhe, no concelho de Fafe.

A cerimónia solene de inauguração foi presidida pelo Ex. Mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Dr. José Ribeiro, estando também presentes Sua Excelência o Presidente da Câmara Municipal de Fafe - Dr. José Ribeiro -, Sua Excelência o Presidente da Junta de Freguesia de Revelhe - Sr. Albano Novais Peixoto -, Sua Excelência o Comandante do C.T.O.E. - Coronel Gomes Teixeira -, Sua Excelência o Presidente da Assembleia Geral da A.O.E - Coronel António Feijó e muitas dezenas de RANGERS, seus familiares e Amigos.


O Programa foi o seguinte: 

11h00 - Leitura dos Mandamentos RANGER, junto ao mastro da Bandeira Nacional e Depósito de uma Coroa de Flores no mastro da Bandeira Nacional em homenagem simbólica aos Mortos em Combate pela Pátria, seguida da Prece de Operações Especiais.
11h20 - Bênção do NOVA Extensão da Associação de Operações Especiais.
11h30 - Alocuções das Entidades presentes.
12H30 - Descerramento da placa alusiva ao evento.
13h00 - Fim de cerimónia


Imagens do novo Espaço: 

 Sr. Presidente da Câmara e Sr. RANGER Cor. Feijó
 O RANGER Júlio Palma lê os 10 Mandamentos do RANGER, auxiliado pelo RANGER Afonso e RANGER Rocha
 RANGER Rocha usando da palavra
RANGER CMDT do CTOE Gomes Teixeira e RANGER Cor. Feijó, cortando o belíssimo e deliciosos bolo comemorativo
 RANGERS do activo - CTOE - e o SR. Cor. Albano Pereira, convivendo alegremente

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

M411 - PONTO DE SITUAÇÃO SOBRE O desACORDO desORTOGRÁFICO

Quando os entendidos pensarem num novo ACORDO ORTOGRÁFICO consultem o moço que escreveu o seguinte texto. Este sim percebe da poda e fica coisa mais bem realizada.

Composição, Aluno 9º ano das Caldas da Rainha


O pipol adorou!

Composição "O Pipol e a Escola"

Se não entenderem à 1ª... tentem uma 2ª vez...

Lindo futuro escolar... A nova geração Phonix + Zonix + Vodafnix + Uzix + Tmnix + Optimix e outras tantas terminadas em ix...

(Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha, para ler e reflectir...!)

REDAXÃO

'O PIPOL E A ESCOLA'

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.


Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro.

Ah poizé. Tarei a inzajerar?


PONTO DE SITUAÇÃO SOBRE O:

desACORDO desORTOGRÁFICO


Já não é só o Centro Cultural de Belém -- instituição de direito privado, sem tutela pública. Ou Serralves. Ou a Casa da Música. Já não são só a generalidade dos jornais que o ignoram -- Correio da ManhãJornal de NotíciasPúblicoiDiário EconómicoJornal de Negócios, além da revista Sábado.
Já não só os angolanos que se demarcam, ou os moçambicanos. Ou até os macaenses. Sem excluir algunsbrasileiros.

Por cá também já se perdeu de vez o respeitinho pelo Acordo Ortográfico. Todos os dias surge a confirmação de que não existe o consenso social mínimo em torno deste assunto.
São os principais colunistas e opinadores da imprensa portuguesa. Pessoas como Anselmo Borges, António-Pedro Vasconcelos, Baptista-Bastos, Frei Bento Domingues, Eduardo Dâmaso, Helena Garrido, Inês Pedrosa, Jaime Nogueira Pinto, João Miguel Tavares, João Paulo Guerra, João Pereira Coutinho, Joel Neto, José Cutileiro, José Pacheco Pereira, Luís Filipe Borges, Manuel António Pina, Manuel S. Fonseca, Maria Filomena Mónica, Miguel Esteves Cardoso, Miguel Sousa Tavares, Nuno Rogeiro, Pedro Lomba, Pedro Mexia, Pedro Santos Guerreiro, Ricardo Araújo Pereira, Vasco Pulido Valente e Vicente Jorge Silva.
É o ex-líder socialista, Francisco Assis, que se pronuncia sem complexos contra este «notório empobrecimento da língua portuguesa».
É o encenador Ricardo Pais, sem papas na língua.
É José Gil, um dos mais prestigiados pensadores portugueses, a classificá-lo, com toda a propriedade, de «néscio e grosseiro».
É a Faculdade de Letras de Lisboa que recusa igualmente impor o acordo. Que só gera desacordo.
Um acordo que pretende fixar norma contra a etimologia, ao contrário do que sucede com a esmagadora maioria das línguas cultas. Um acordo que pretende unificar a ortografia, tornando-a afinal ainda mais díspar e confusa. Um acordo que pretende congregar mas que só divide. Um acordo que está condenado a tornar-se letra morta -- no todo ou em parte.

M410 - ATENÇÃO RANGERS DE LISBOA & ARREDORES



ATENÇÃO RANGERS DE LISBOA & ARREDORES

16 de Março de 2012

JANTAR / CONVÍVIO LISBOA 
(a cerca de 500 metros do Estádio da Luz)


Camaradas,
 
A pedido do RANGER João Encarnação, mobiliza-se toda a tropa das Operações Especiais, Familiares e Amigos, para o Jantar convívio que vai decorrer em:


"Jantar convívio em 16 de Março 2012, no Restaurante do Camarada Ribeiro, em Lisboa. 
O sítio chama-se "Restaurante O Ribeiro", situado na Estrada da Luz, 161-A; 1600-154 LISBOA.
Confirmar presença ou mais info: 217 268 111 (de 2ª a Sábado, das 09h00 às 21h00).
Sem outro assunto de momento,
Cpts
J. Encarnação
Ranger 4ever


NÃO ESQUEÇAM:

Estrada da Luz, N.º 161 A
1600-154 LISBOA
Telf. - 915 409 199 (RANGER Ribeiro)

Coordenadas:
N 38º 45' 16.00"
W 9º 10' 30.79"

BEM HAJAM !! 


**************

NOTA DE MR:

Estes eventos são programados com muito empenho e 

entusiasmo da parte do organizador, cujo único e óbvio

objectivo é reunir o maior número de Camaradas 

RANGER de todas as gerações.

TODOS OS QUE PUDEREM DEVEM COMPARECER 

E CONVIVER!

APAREÇAM!
 CONVIVAM!

Porque esta vida são dois dias!
A vida é curta, as pseudo-crises são infinitas e jamais acabarão dados os obscuros interesses políticos e capitalistas em jogo.



Assim, o convívio com os nossos Amigos e Camaradas, é e será um dos melhores tónicos para ultrapassarmos as vicissitudes desta vida marada e madrasta, em que nós - RANGERS -, somos mestres a sobreviver, como muito bem sabeis por experiência própria... eheheheheheheh... 

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

M409 - CONTRA ESTE E QUALQUER OUTRO desACORDO desORTOGRÁFICO... HOJE E SEMPRE! - 4


LEIAM E VEJAM A PERSPECTIVA DO QUE VAI SER NO FUTURO A LÍNGUA PORTUGUESA


FAÇA UMA LEITURA RÁPIDA, EM VOZ ALTA. 

Não há acordos ortográficos que resistam:

Redassão

O mano

Cu ando meu mano nas ser, vai chamarce Herrar, porque o meu pai dis que Herrar é o mano.

Amigos PORTUGUESES (que se prezam e sentem orgulho de o ser), mais uma das MUITAS mensagens que me têm sido enviadas para o e-mail engrossando e complementando as cerradas fileiras do pessoal, que apoia o combate implacável e feroz contra mais esta idiotice anti-patriótica.

Também relacionadas com esta matéria, estão as anteriores mensagens deste blogue com as referências: M400, M401 e M406.

Continuaremos a reproduzir mais algumas importantes e interessantes das muitas achegas e contribuições, que entretanto nos chegarem contra a entrada em vigor deste suposto "desAcordo desOrtográfico de 1990".

A favor desta aberração, ou em qualquer tipo de defesa, ainda não nos chegou nenhuma mensagem.

Está visto que apenas é defendido pelos seus autores e os comparsas do costume (meia dúzia no total?), no ataque a tudo quanto, simbolize, sonorize, cheire ou tenha algum sinal da cor de Portugal!


O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa



Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.

É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.

Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?

Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.

Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.

Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”.

O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?

Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!

Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.

Max, em outrox qazos, á alternativax.

Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.

Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.

Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

Baijinhox!

(texto da autoria do blogue "A Biblioteca de Jacinto")