domingo, 30 de abril de 2017

M2031 - Colecção de medalhas "Cruz de Guerra"


VALE A PENA VER 

O forum WAR RELICS referentes à colecção da cruz de guerra do Engº Carlos Ribeiro. 


http://www.warrelics.eu/forum/collections-display/portuguese-war-cross-collection-667377-6/#post1730096

sexta-feira, 31 de março de 2017

M2029 - Assembleia Geral da Associação de Operaçoes Especiais - 2 de Julho de 2017 às 09h30



Assembleia Geral da Associação de Operaçoes Especiais 

2 de Julho de 2017 às 09h30 

Caro Sócio:

Por solicitação da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Operaçoes Especiais, solicita-se a melhor divulgação do presente email e do anexo incorporado, de forma a que a informação circule entre os sócios.

Atenciosamente;

Paulo Vaz
Presidente Direcção A.O.E.

"A correspondência transmitida por via eletrónica tem o mesmo valor da trocada em suporte papel, devendo ser-lhe conferida, pela Administração e pelos particulares, idêntico tratamento"
(Art.º 26º do DL 135/99, 22.Abril)









quarta-feira, 29 de março de 2017

M2028 - 75º JANTAR MENSAL RANGER - DIA 1 DE ABRIL - 1º sábado do mês. ESPAÇO RANGER REGIONAL DA CIDADE DO PORTO

75º JANTAR MENSAL RANGER - DIA 1 DE ABRIL - 1º sábado do mês
NO ESPAÇO RANGER REGIONAL DA CIDADE DO PORTO
AOE (Associação de Operações Especiais)
UM ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS PORTUGUESES

O habitual, enérgico, inconfundível e indispensável grito de guerra RANGER... está onde estão os RANGERS de Portugal!
Preço: 10 bazukas
A sua localização é:
Coordenadas em graus decimais (DDD): 41.158316 - 8.591208
Agrupamento Habitacional das Antas
Rua Oliveira Santos, Loja n.º 71
4350 – 006 PORTO
(A cerca de 500 m do Estádio do Dragão)
Também tem acesso pela Rua das Antas.

ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS... NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS.

APAREÇAM!

Reservas para: RANGER Lopes - 220 931 820 / 964 168 857 ou RANGER Ribeiro - 965 059 516

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

M2027 - 40ª CONFRATERNIZAÇÃO ANUAL DA A.O.E. - LAMEGO, 30 DE JUNHO, 1 e 2 DE JULHO

MENSAGEM DA A.O.E.

Bom dia Caro associado:
Saudações Ranger.
Tem a presente mensagem o fim de comunicar aos nossos associados que:



40ª CONFRATERNIZAÇÃO ANUAL DA A.O.E.
LAMEGO, 30 DE JUNHO, 1 e 2 DE JULHO

O programa que coincide com a celebração do dia da Unidade E incluirá uma sessão cultural a realizar no Teatro Ribeiro da Conceição

Outros detalhes serão anunciados brevemente.
A Direcção da A.O.E.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

M2024 - A.O.E. - NATAL 2016 - Jantar de NATAL Encontro/Convívio 10 de Dezembro de 2016 - FÁTIMA

A.O.E. - NATAL 2016

Jantar NACIONAL de NATAL Encontro/Convívio

10 de Dezembro de 2016

(2º sábado do mês)

A.O.E. (Associação de Operações Especiais)

CONCENTRAÇÃO A PARTIR DAS 11H00 junto à capelinha das Aparições,  

Cumprindo a tradição, no final da Eucaristia das 12h30 na capelinha das Aparições, será  recitada a nossa Prece. Para que isto possa acontecer já estamos devidamente  registados  e aprovados pelo Santuário. 

O programa  definitivo será divulgado oportunamente.

Um abraço Ranger 

RESERVA OBRIGATÓRIA!

Marcações de almoços para RANGER José Guimarães (Tesoureiro) 933 258 665 ou 922 022 853 

 Dormidas no Hotel STEYLER: 30, 45 e 60 para quarto simples, duplo ou tripo, respectivamente, no regime de APA. Praça Luís Kondor 33, 2495 Fátima, Telefone249 533 043

Autocarro a partir do Porto: Reservas para: RANGER Lopes 964 168 857 ou RANGER Ribeiro 965 059 516


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APAREÇAM!


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

M2017 - CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS (CIOE) - A ESCOLA PRÁTICA DA CONTRAGUERRILHA PORTUGUESA EM ÁFRICA. pelo RANGER TGEN Augusto Monteiro Valente


Augusto Monteiro Valente 

CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS (CIOE) - A ESCOLA PRÁTICA DA CONTRAGUERRILHA PORTUGUESA EM ÁFRICA  

1. AS ORIGENS DO CIOE

No final da década de cinquenta a situação internacional prenunciava dificuldades graves para os então designados “territórios ultramarinos” portugueses em África. A guerra anunciava-se no horizonte. A defesa militar daqueles territórios estava entregue, na sua quase totalidade, a unidades de recrutamento local, enquadradas por alguns, poucos, oficias e sargentos da Metrópole, organizadas em regimentos ou batalhões/grupos independentes, deficientemente treinadas, mal equipadas e instruídas segundo o modelo convencional. 
A partir de então, a organização de forças militares para operações do tipo não convencional naqueles territórios (contraguerrilha) passa a constituir uma preocupação prioritária para o Governo e chefias militares. Neste contexto, surge a ideia da criação de um Centro de Instrução destinado à preparação de “unidades terrestres que, pela sua organização, apetrechamento e preparação, possam ser empregadas, sem perda de tempo, na execução das operações do tipo especial, previsíveis: operações de segurança interna, de contra-subversão e de contraguerrilha”, conforme directiva de 22 de Abril de 1959 do então ministro do Exército, brigadeiro Almeida Fernandes.
 
As características da nova unidade, bem como os programas, métodos e técnicas da instrução a ministrar são primeiramente inspirados na doutrina e experiência dos militares franceses. A guerra da Argélia, iniciada em 3 de Novembro de 1954, tornara-se o modelo da guerra subversiva e o laboratório das técnicas de contraguerrilha. Os franceses haviam começado por empregar pequenos grupos de combate constituídos por militares altamente treinados, do tipo “comandos”, apoiados na sua anterior experiência na guerra na Indochina. Assim, a mesma directiva de 22 de Abril de 1959, determina ainda que um pequeno grupo de oficiais siga para aquela colónia francesa, com a finalidade de estagiar nas unidades francesas envolvidas em operações de combate à guerrilha da Frente de Libertação Nacional e recolher ensinamentos com vista à preparação em Portugal de unidades especiais para a luta de contraguerrilha nas colónias africanas, que se admite então como certa, sendo apenas uma questão de tempo.  
Anteriormente, em 1956, uma primeira missão militar portuguesa de seis oficias do Exército, constituída pelos major Franco Pinheiro e capitães Costa Matos, José Basto Correia, Nuno de Almeida Frazão, Emiliano Quinhones de Magalhães e José Almiro Canelhas [1]  contactara já, durante cerca de um mês e meio, a Escola de Guerra Psicológica e Subversiva, na Argélia; seguira depois para França, onde os oficias que integravam a missão frequentaram o curso de Guerra Psicológica, ministrado pela Escola Superior de Guerra de Paris. Na Argélia estiveram mais tarde também, como observadores, os majores Hermes de Araújo Oliveira e Joaquim da Luz Cunha. Na nova missão de 1959 seguem, entre outros, os capitães Mário Lemos Pires, Sérgio Carvalhais, Luz Almeida e Vaz Antunes. 
Os ensinamentos recolhidos nestas várias missões servem de fundamento à introdução no Exército das novas doutrinas, tácticas e técnicas de combate de pequenas unidades em operações de contraguerrilha e à criação do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), formalizada pelo Decreto-Lei 42926, 16 de Abril de 1960.

“Considerando a necessidade imperiosa de intensificar e, até certo ponto, centralizar a instrução dos quadros e forças do Exército nas modalidades de «operações especiais»;
Usando da faculdade conferida pela 1 ª parte do n º 2 do artigo 109 º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1 º. É criado o Centro de Instrução de Operações Especiais (C.I.O.E.), com a missão de:
a)    Instruir os quadros do Exército nas várias modalidades de «operações especiais»;
b)    Realizar estágios de subunidades, tendo em vista aperfeiçoar a sua actuação numa ou mais modalidades destas operações;
c)    Levar a efeito estudos que, de qualquer modo, possam contribuir para melhorar a eficiência das Forças Armadas, no que diz respeito à sua actuação em «operações especiais», designadamente nas de maior interesse para a defesa do território nacional.
Art. 2 º O C.I.O.E. fica aquartelado em Lamego, nas actuais instalações do regimento de infantaria n º 9.
…………………………………………………………………………...”

A cidade de Lamego é escolhida para sede da nova unidade do Exército, depois de analisadas todas as hipóteses admitidas, por se concluir que a região onde se insere reúne um conjunto de factores geográficos e demográficos que a tornam particularmente recomendada para as características do novo tipo de instrução que se pretende incrementar, designadamente: isolamento, disponibilidade de uma vasta área utilizável para exercícios de campo, rigor do clima, orografia variada e dificuldade do terreno, diversidade da cobertura vegetal, hidrografia e proximidade de rios de caudal variável, reduzida densidade populacional associada a pequenos e dispersos aglomerados humanos em locais ermos. As outras hipóteses consideradas foram Covilhã, Lagos e Guarda. O subsecretário de Estado do Exército na altura é o tenente-coronel Francisco da Costa Gomes. 
A primeira proposta fora no sentido de instalar o CIOE no Batalhão de Caçadores   N º 5 (BC 5), em Lisboa, com a designação de Centro de Instrução das Tropas de Assalto. Mas esta unidade ficará reservada para a missão de selecção, organização e preparação inicial das companhias, seguindo estas depois para Lamego para a fase da instrução complementar especial.
 
Assim nasce a única unidade militar do Exército Português, durante todo o período da guerra colonial, primariamente vocacionada para a elaboração da doutrina e para o treino de forças e graduados para operações especiais de contra-insurreição, contra-subversão ou contraguerrilha nos territórios portugueses em África. Os manuais militares passarão a designar globalmente estas operações por “operações irregulares ou não convencionais”.

2. A FORMAÇÃO DAS PRIMEIRAS COMPANHIAS DE CAÇADORES ESPECIAIS E COMPANHIAS DE COMANDOS.

Companhias de Caçadores Especiais

As Companhias de Caçadores Especiais constituem as primeiras unidades instruídas e organizadas pelo CIOE.
Vindas do BC 5, chegam a Lamego, a 27 de Abril de 1960, as primeiras tropas destinadas à frequência da instrução complementar de contraguerrilha e à formação das primeiras Companhias de Caçadores Especiais (CCE). A cidade recebe-as em festa. A 6 de Junho, terminada a instrução e envergando pela primeira vez uniformes de combate camuflado, juram bandeira e recebem as boinas castanhas, símbolo das novas tropas especiais. No dia seguinte regressam ao BC 5 e, em 10 de Junho, embarcam para Angola (CCE N º 61, 62 e 63) e Moçambique (CCE N º 64). 
Nos termos da directiva de 22 de Abril de 1959, as Companhias de Caçadores Especiais são “Unidades terrestres que pela sua organização, apetrechamento e preparação, possam ser empregues sem perda de tempo na execução de operações de tipo especial: operações de segurança interna, de contra-subversão e de contraguerrilha”.
Quando, em 16 de Março de 1961, eclode a luta armada em Angola, as CCE N º 61, 62 e 63, e uma Companhia de Polícia do Exército, são as únicas unidades de combate metropolitanas presentes naquele território. Neste mesmo ano de 1961 são ainda apressadamente instruídas no CIOE mais quatro Companhias de Caçadores Especiais (CCE N º 74, 78, 79 e 80), precisamente as últimas formadas integralmente naquele Centro, as quais de seguida embarcam rapidamente para a Guiné (CCE N º 74), Angola (CCE N º 78) e Moçambique (CCE N º 79 e 80). Nestes territórios, todas estas unidades actuam como forças de intervenção directamente subordinadas aos respectivos Comandos-Chefes.
 
Mas o alastramento da luta armada naquelas três colónias impõe uma crescente necessidade de unidades militares, obrigando à alteração do conceito de formação daquelas companhias. Por outro lado, as chefias militares são pouco favoráveis à criação de forças especiais. A solução encontrada é a generalização da preparação e treino dos Caçadores Especiais a todas as Companhias de Caçadores. O CIOE passa, então, a ser um centro de formação de graduados dos quadros permanentes (capitães e subalternos), os quais, terminados os cursos, organizam e treinam as Companhias de Caçadores Especiais nas respectivas unidades territoriais mobilizadoras. Assim se constituem, nos anos de 1961 e 1962, mais vinte e cinco CCE. [2]
De então em diante, o CIOE começa a especializar-se como escola de formação de graduados para as operações de contra-subversão, contraguerrilha ou contra-insurreição nas colónias portuguesas em África.

Companhias de Comandos

As condições excepcionalmente favoráveis para o treino de operações irregulares e a experiência entretanto recolhida levaram a que o CIOE tenha igualmente sido escolhido para nele serem também treinadas algumas Companhias de Comandos.
Os primeiros grupos de “Comandos” nascem em Angola, dando origem, em 1965, à criação do Centro de Instrução de Comandos (CIC) em Luanda [3]. Mas a crescente necessidade deste tipo de especial de forças obriga a que ao CIOE seja transitoriamente também atribuída missão de as instruir. 
Durante todo o período da guerra colonial passaram pelo CIOE um total de vinte Companhias de Comandos, doze das quais receberam nele toda a instrução complementar, e as restantes oito apenas permanecido num curto período de tempo para organização inicial [4].  Com o agravamento da guerra, e a exemplo de Angola, também Moçambique e a Guiné passam a dispor dos seus próprios Centro de Instrução de Comandos

3. OS «RANGERS»

Em 1962 o Estado-Maior do Exército decide enviar o capitão Rodolfo Bacelar Begonha frequentar o curso «Ranger» nos EUA. Depois de regressar a Portugal, o capitão Begonha recebe a missão de organizar um curso similar no CIOE. Terminada a guerra na Argélia (3 de Julho de 1962), o Vietnam é agora o laboratório militar da guerra de contraguerrilha. As afinidades das características do terreno, vegetação e população com as de Angola, Guiné e Moçambique justificam também a preferência pela experiência dos militares americanos no Vietnam.

Em 29 de Abril de 1963 inicia-se no CIOE o primeiro dos cursos de “Instrutores e Monitores de Operações Especiais (tipo ranger)”. Daqui deriva o nome de «Rangers» porque passam a ser conhecidos daí em diante os militares de “Operações Especiais”. Entretanto, outros oficiais são nomeados para frequentar nos EUA o curso de «Rangers», designadamente os capitães Fernando Augusto Gomes, Henrique de Carvalho Morais e António Dinis Delgado da Fonseca.

Os cursos de Operações Especiais mantêm-se continuamente no CIOE até ao final da guerra colonial. Até 1968, são frequentados sobretudo pelos futuros alferes e sargentos milicianos (aspirantes a oficial e cabos milicianos durante os cursos), como especialidade complementar, e, a partir do início daquele ano, por instruendos dos Cursos de Oficiais e Sargentos Milicianos (COM/CSM), como especialidade base, primeiramente apenas durante o 2 º ciclo de instrução e, posteriormente, nos dois ciclos de instrução.

A instrução privilegia o conhecimento das técnicas de “infiltração profunda, orientação, ocultação, combate e sobrevivência de pequenos grupos de combate, com vista a detectar, surpreender e destruir objectivos rebeldes” .[5] O programa contempla diversas matérias, nomeadamente: preparação psicológica, treino físico, navegação fluvial, técnicas expeditas de travessia de cursos de água, tiro instintivo e manuseamento de engenhos explosivos. A ênfase é colocada no planeamento táctico, organização e conduta de patrulhas de longo raio de acção, montagem de emboscadas e execução de golpes de mão sobre objectivos sensíveis. A preparação psicológica e o treino físico visam sobretudo o desenvolvimento da capacidade de resistência em esforços violentos e prolongados e em condições particularmente adversas. Toda a instrução é conduzida com características próximas da realidade e em condições de dureza, incomodidade, fadiga, sobressalto, imprevisibilidade, irregularidade de horário, prontidão permanente e rigorosa disciplina [6].

Os graduados habilitados com o curso de “Operações Especiais” são posteriormente atribuídos às unidades mobilizadas, em regra um oficial e um sargento por cada companhia operacional. Têm por missão a organização, a instrução e o comando de grupos especiais para a execução de acções de maior delicadeza e risco nos territórios onde vão actuar. 



Ao contrário do que acontecera com as Companhias de Caçadores Especiais e do que sucede com as Companhias de Comandos, Batalhões e Companhias de Pára-quedistas e Destacamentos de Fuzileiros, ou com as unidades regulares, os militares de Operações Especiais não formam unidades de organização fixa; actuam normalmente em grupos especiais, de efectivo reduzido e composição variável, com base em pessoal seleccionado de acordo com a missão específica a executar e as aptidões técnicas e físicas exigíveis. Alguns deles, todavia, não respeitam esta regra geral, como acontece com os Grupos Especiais formados com base em militares do recrutamento africano, conhecidos por “GEs”, particularmente adaptados à contraguerrilha pelo conhecimento que têm do meio.

A dispersão dos militares de Operações Especiais pela generalidade das companhias e batalhões operacionais em todos os territórios coloniais, a natureza delicada e, por vezes, o secretismo das acções que realizam, associadas à discrição de comportamento que lhes é exigido, tornam-nos pouco conhecidos, mesmo quando morrem em operações. As várias histórias da guerra colonial pouco falam deles. O CIOE tem procurado fazer o levantamento dos militares de Operações Especiais mortos em combate nas três frentes de guerra. Até ao momento, tem identificados 1 capitão e 1 sargento dos quadros permanentes e 30 oficiais, 28 sargentos e 1 primeiro-cabo milicianos, não contabilizando as baixas ocorridas nas CCE.

4. OUTROS CURSOS

Além da formação destes especialistas em operações de contraguerrilha, que constitui a missão primária do CIOE, a unidade ministra ainda instrução especial, de duração reduzida (simples estágios) a oficiais e sargentos milicianos destinados aos pelotões de reconhecimento e informação e de defesa imediata atribuídos aos comandos de batalhão e agrupamento mobilizados. Igualmente, a quase totalidade dos comandantes destes batalhões e agrupamentos e respectivos oficiais de operações frequenta no CIOE cursos de “contra-subversão”, também conhecidos por “contra-insurreição”.

Ao longo dos treze anos de funcionamento do curso de Operações Especiais, estima-se que tenham sido instruídos no CIOE cerca de doze mil oficiais e sargentos «Rangers», na sua grande maioria milicianos.

Em conclusão, ao longo de todo o período da guerra colonial, o CIOE afirma-se como a autêntica “Escola Prática da Contraguerrilha Portuguesa em África”.

5. EXTINÇÃO E REORGANIZAÇÃO

Na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974 e do fim da guerra colonial, o CIOE é extinto em 31 de Julho de 1975, nos termos do Despacho n º 37/REO, de 14 de Julho de 1975, do Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), sendo criada nas suas instalações a Escola de Formação de Sargentos.

Em 01 de Fevereiro de 1981, nos termos do Despacho 101/REO de 22 de Janeiro de 1981, do Chefe do Estado-Maior do Exército, e no âmbito das novas missões das Forças Armadas, o CIOE é reactivado em Lamego. Para além da instrução de graduados, recebe agora também a missão de preparar forças de Operações Especiais com elevado grau de prontidão, intervenção e autonomia, visando o seu emprego prioritário em todo o tipo de acções de grande dificuldade e risco e no âmbito das Operações Não Convencionais, no quadro Nacional, da NATO ou da UE.

Em 1 de Julho de 2006, no âmbito de nova reorganização do Exército, o CIOE passa a designar-se por Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE) e a integrar a Brigada de Reacção Rápida.
.

Bibliografia:

António José dos Santos Silva, “CIOE – Da Guerra do Ultramar aos Dias de Hoje”, Nova Arrancada – Sociedade Editora, SA, Lisboa, 2002.
Artigos diversos publicados na revista “Ponto de Reunião”, 1993, 1994.
Artigos diversos publicados pelo jornal “Ranger”, órgão de comunicação social da
Associação de Militares de Operações Especiais.
Documentos de arquivo do CIOE.

[1] António José dos Santos Silva, “CIOE – Da Guerra do Ultramar aos Dias de Hoje”, Nova  Arrancada – Sociedade Editora, SA, Lisboa, 2002, p. 43.
[2] Para mais pormenores, consultar a obra de António José dos Santos Silva, “CIOE – Da Guerra do Ultramar aos Dias de Hoje”, Nova Arrancada – Sociedade Editora, SA, Lisboa, 2002, p. 52.
[3]  Decreto-Lei n º 46410, Diário do Governo n º 142, 1 ª Série, de 29 de Junho de 1965.
[4]  Para mais informação ver a obra citada de António José dos Santos Silva, p. 56 e 57.
[5] Segundo texto de apoio à instrução.
[6] Idem.

Nota em 2012: Escrito em 2010, por Augusto Monteiro Valente com o pseudónimo de Carlos Dias de Sousa, para publicar a página WEB do CD25A.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

M2018 - EXCEPCIONALMENTE, ALTERAMOS PARA DIA 10 de SETEMBRO de 2016 - A REALIZAÇÃO DO 68º Jantar/ Encontro/ Convívio NO ESPAÇO RANGER REGIONAL DA CIDADE DO PORTO





ATENÇÃO: 2º sábado de Setembro - 10 DE SETEMBRO - EXCEPCIONALMENTE, PARA PODERMOS JUNTAR 2 FESTAS. O JANTAR MENSAL RANGER E A CELEBRAÇÃO DA BODA DE PRATA - 25 ANOS -, DO CASAMENTO DO RANGER MANUEL E DA PAULA LOPES, ALTERAMOS ASSIM PARA: 

DIA 10 de SETEMBRO de 2016 - A REALIZAÇÃO DO 68º Jantar/ Encontro/ Convívio  


NO ESPAÇO RANGER REGIONAL DA CIDADE DO PORTO
(1º SÁBADO DO MÊS)
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QUEM NÃO APARECER NÃO FAZ FALTA NENHUMA = ZEROOOO!

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

M2007 - GUERRA DO ULTRAMAR. Filme CARTAS DA GUERRA - Estreia em Setembro

GUERRA DO ULTRAMAR 

Filme CARTAS DA GUERRA - Estreia em Setembro
Marta León


DIVULGAÇÃO

O filme CARTAS DA GUERRA de Ivo M. Ferreira, vai ser apresentado em estreia mundial na Competição Oficial da Berlinale 2016, terá estreia comercial em Portugal no dia 1 de Setembro 2016, e achamos que o filme é do interesse dos ex-combatentes do Ultramar.

Colaborem na divulgação deste filme?

O filme estará em várias salas pelo país fora, me breve se publicará uma lista das salas, assim que ela estiver fechada (deverá ocorrer durante o mês de Agosto).

Todas as informações sobre o filme:

Sinopse:

CARTAS DA GUERRA adapta uma obra do escritor António Lobo Antunes, composta por cartas que este escreveu à mulher, Maria José, durante o período em que esteve em serviço na Guerra Colonial.
Longe de tudo que ama, escreve cartas à mulher à medida que se afunda num cenário de crescente violência. Enquanto percorre diversos aquartelamentos, apaixona-­se por África e amadurece politicamente.
A seu lado, uma geração desespera pelo regresso. Na incerteza dos acontecimentos de guerra, apenas as cartas o podem fazer sobreviver.



Link do trailer e imagens do filme:
http://osomeafuria.com/films/3/70/

Agradece-se desde já a vossa atenção.
Cumprimentos,
------------------------------------
Marta León
O SOM E A FÚRIA
Av. Almirante Reis, 113 – 5º, Esc. 505
1150-014 Lisboa, PORTUGAL
tel +351 213 582 518
tel +351 919 299 133
fax +351 213 582 520
www.osomeafuria.com

quarta-feira, 6 de abril de 2016

M3000 - Vídeo do Desfile em Lamego das primeiras tropas do CIOE - Lamego

Abril de 1960 – Chegavam os primeiros instruendos para o CIOE – Centro de Instrução de Operações Especiais. 

Clique no seguinte link:

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

M2009 - 2 de ABRIL de 2016 - VAI-SE REALIZAR O 65º Jantar/Encontro/Convívio no ESPAÇO RANGER CIDADE DO PORTO

2 de ABRIL de 2016 - VAI-SE REALIZAR O 65º Jantar/Encontro/Convívio 


CONTINUAMOS A COMEMORAR O 10º ANIVERSÁRIO DO ESPAÇO RANGER CIDADE DO PORTO


 (1º SÁBADO DO MÊS). 

AOE (Associação de Operações Especiais)

UM ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS PORTUGUESES 

1º SÁBADO DO MÊS


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Preço: 10 fisgadas

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

FACEBOOK - USA CENSURA PIDESCA

EM PLENO SÉCULO XXI 
FACEBOOK - USA CENSURA PIDESCA

A PIDE VOLTOU - NO FACEBOOK -, E CENSUROU-ME UM VÍDEO DOS ASSASSINOS DA DAESH - RADICAIS ISLÃMICOS. JÁ NÃO É A PRIMEIRA VEZ E HÁ MAIS GENTE QUE SE QUEIXA.

PARA QUE NÃO HAJAM DÚVIDAS AQUI FICA O VÍDEO.

A BEM DA DEMOCRACIA E DA VERDADE DOS FACTOS, VAMOS DENUNCIAR E COMBATER ESTA NOVA CENSURA, QUER AQUI, POR E-MAIL E TUDO ONDE EU TIVER ACEITAÇÃO.

AJUDEM-ME A DENUNCIAR ESTA NOVA E INADMISSÍVEL PIDE! 

FACEBOOK = PIDES! 

NEM RESPONDEM ÀS PERGUNTAS QUE LHES PONHO SOBRE COMO É QUE JUSTIFICAM A ELIMINAÇÃO DA PUBLICAÇÃO E O MEU BLOQUEIO.

QUE OFENDESSEM OS PADRÕES DA COMUNIDADE DO FACEBOOK - REGRAS DELES? 

https://www.youtube.com/results?search_query=ISIS+MATA+CRIST%C3%83OS 




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

M2007 - Oficiais da Guarda Nacional Republicana - Uma Análise Sociológica. NOVO LIVRO DE UM RANGER.

Apresentação do meu livro na Cidade Porto
Fernando Bessa (Coronel GNR/RANGER)

Camaradas Rangers, Familiares e Amigos,

No próximo dia 26 de Novembro de 2015, pelas 18h00, será efectuada a apresentação do meu livro: Oficiais da Guarda Nacional Republicana - Uma Análise Sociológica.

Assim, tenho o grato prazer de convidar todos os Rangers, Familiares e Amigos, a estarem presente no evento e de expressar que a vossa presença será uma grande honra para mim.

Um forte abraço.
Fernando Bessa

Confirmações para o meu e-mail pessoal: a15277@hotmail.com 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

M2002 - XXXVIII CONFRATERNIZAÇÃO 2015 - DA ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS - RANGER - LAMEGO - programa

XXXVIII CONFRATERNIZAÇÃO 2015

DA

ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS-RANGER-LAMEGO

Quinta-feira dia 2 de Julho de 2015 (Manhã)

Local: Quartel de Santa Cruz


✔ C.T.O.E.


08h00 - Içar da Bandeira Nacional.


09h30 - Celebração da Missa do Dia da Unidade.


10h30 – Receção dos Convidados.


10h45 – Guarda de Honra à Alta Entidade (AEnt) que preside (parada Exterior do Quartel de Santa Cruz)


11h10 – Tomada dos lugares na Tribuna pelos Convidados.


11h20 – Forças em Parada prontas


11h30 – Inicio da Cerimónia Militar:


Quinta-feira dia 2 de Julho de 2015 (Tarde)


Inicio das actividades da A.O.E.


Local: Sede da A.O.E.


✔ A.O.E.


16h00 – Abertura de Secretariado e Tesouraria.


A partir das 21h00 – Jantar Livre e convívio nocturno a combinar entre os Sócios Presentes (eventual)


➔ Permitida a pernoita a partir de qinta-feira noite até domingo,em Penude sob credencial.


➔ O acesso nas áreas militares está condicionada a uma credencial emitida no ato de inscrição.


➔ A circulação de bens e pessoas só se fará mediante esta credencial e a áreas pré-definidas.


➔ O controlo é efectuado por contingente anexo ao C.T.O.E.


➔ Na impossibilidade de não estar presente neste horário enviar email para “aoe.geral@gmail.com”a informar


a matricula da viatura e nome das pessoas a aceder ao local. 

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Sexta-feira dia 3 de Julho de 2015 (Manha)

Local: Sede da A.O.E.


10h00 – Abertura de Secretariado


12h00 – Fecho e Almoço


Sexta-feira dia 3 de Julho de 2015 (Tarde)


Local: Sede da A.O.E.- Caves da Raposeira


14h30 – Concentração na Sede da A.O.E..


16h00 – Inicio de visita ás Caves da Raposeira.


A partir das 21h00 – Jantar Livre e convívio nocturno a combinar entre os Sócios Presentes (eventual) 

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Sábado dia 4 de Julho de 2015 (Manha)

Local: Quartel de Santa Cruz


✔ C.T.O.E./A.O.E.


A partir da 10h00 – Concentração na Parada Exterior do Quartel de Santa Cruz.


10h45 – Homenagem aos Militares Mortos em Combate.


11h00 – Apresentação de Cumprimentos de todos os Sócios da A.O.E., ao Comando do C.T.O.E. (Parada Interior do


11h20 - Cerimónia de apresentação de novos Sócios e Entidades Convidados.(Parada Interior do Quartel de Santa


11h40 – Alocução pelo Comandante da Unidade.


12:30 - Descerramento da placa evocativa da Confraternização 2015.


Sábado dia 4 de Julho de 2015 Almoço


Local: Quartel de Penude


✔ C.T.O.E./A.O.E.


A partir das 13h00 - Almoço Volante Feira das regiões. Cada sócio traz o seu farnel e partilha com os restantes.


➔ Porco no espeto e arroz de feijão para reforço. (Iniciativa dos Sócios da Comissão de Trabalhos de Fafe em


harmonia com os restantes Sócios da A.O.E.)


Sábado dia 4 de Julho de 2015


Local: Quartel de Penude


✔ A.O.E. com as suas Comissões de Trabalhos e iniciativas particulares.


15h00 - Continuação do Convívio após Almoço com actividades.


19h00 – Jantar Convivio para os Presentes.


21H00 – Concerto da O.L.E. (Orquestra Ligeira do Exercito) 

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Domingo dia 5 de Julho de 2015

Local: Quartel de Santa Cruz


✔ C.T.O.E./A.O.E.


10h30 - Acção de esclarecimento para marcação de Assembleia Geral.


13h00 – Almoço Convivo no Refeitório


A partir das 16h00:


DESCONCENTRAÇÃO