terça-feira, 28 de outubro de 2008

M34 - Sobre Mikhail Kalashnikov - O homem que inventou a AK-47

Mikhail Kalashnikov

Por DURMO DESCANSADO (in Pública, Segunda-feira, 03 de Novembro de 2003)
Nick Paton Walsh

Para um homem cujo nome está tão inextricavelmente ligado à morte, Mikhail Kalashnikov não podia ter aspirado por um fim de vida mais calmo. Ele passa os seus dias de verão numa casa de campo na margem de um lago cristalino, no coração da planície sul dos Urais, a algumas milhas do coração industrial de Izhevsk. Aqui, entre pinheiros que tocam o céu e mosquitos do tamanho de pombos, ele e a sua endiabrada neta de sete anos, Ilona, brincam juntos nas clareiras do bosque, inspirando o ar puro e rico.

No entanto, para aqueles que rodeiam Mikhail a vida não é assim tão pacífica. Anos de testes de tiro das armas automáticas que têm o seu nome deixaram este velho, de 83 anos praticamente surdo. Se se quiser que ele nos ouça, tem que se colocar a boca a escassa distância da sua orelha e falar muito alto.

Em 1947, a "Avtomatni Kalashnikova" ganhou um concurso soviético para a concepção da mais moderna metralhadora para o vitorioso Exército Vermelho. Cinquenta e seis anos, mais de 100 milhões de armas e muitos milhões de mortes mais tarde, ela permanece a mais prolífica máquina de morte do mundo. Mas Kalashnikov não mostra qualquer reticência em mostrar o amor e orgulho que ainda sente pela sua criação.

"Com [o desenho] das armas, passa-se o mesmo do que com uma mulher que cria um filho", explica. " Durante meses ele transporta o bebé e pensa nele. Um 'designer' faz quase o mesmo com um protótipo. Sinto-me como uma mãe - sempre orgulhoso. É um sentimento especial, como se tivesse recebido um prémio especial. Fartei-me de disparar. Ainda o faço. É por isso que sou duro de ouvido".

Segundo Aaron Karp, consultor da Base de Pequenas Armas, sediada em Genebra, os sucedâneos da Kalashnikov "poderão ter causado mais de 300 mil baixas anuais em combate nas guerras da década de 90. Elas são as armas principais de um ou de mais lados em praticamente todas as mais de 40 guerras registadas na última década". Foi talvez a principal exportação da União Soviética: existem agora 10 vezes mais AK-47 no mundo do que M16, a sua rival americana, já que os soviéticos as deram quase de borla a qualquer movimento por que sentissem empatia ou que pudesse ter uso para elas.

A chave para o seu sucesso reside num desenho simples, destinado a assegurar que mesmo as mulheres e crianças sem experiência que encheram as fábricas soviéticas durante o período de guerra as podiam produzir em massa e assim abastecer os seus pais e filhos deslocados na frente. É tão simples que versões rústicas têm sido produzidas em oficinas de aldeia no Paquistão. "Comparadas com outras espingardas automáticas, a sua produção, uso e manutenção é muito simples. Tem oito partes móveis. Desta simplicidade resulta que mesmo um soldado mal treinado a pode desmontar em cinco segundos e limpá-la facilmente".


Mas Kalashnikov parece ter encontrado uma forma de se absolver a si próprio de qualquer culpa ou responsabilidade pelo seu brinquedo de morte. Ele apresenta uma simples, mas aguçada defesa de modo a convencer-se tanto a si próprio, como aos que o interpelam, da sua inocência: "Fiz isto para proteger a pátria mãe. E depois eles espalharam a arma (pelo mundo)- não porque eu o quis. Não foi escolha minha. Foi como um génio que saísse da garrafa e começasse a andar pelos seus próprios pés e em direcções que eu não queria".

Mesmo assim "o lado positivo ultrapassou o negativo", insiste, "porque muitos países usam-na para se defender. O lado negativo é que por vezes fica fora de controlo. Os terroristas também querem usar armas simples e fáceis. Mas eu durmo descansado. O facto de haver pessoas que morrem por causa de uma AK-47 não é culpa de quem a concebeu, mas sim por causa dos políticos".

Para perceber este orgulho perene, tem que se perceber a forma de pensar caracteristicamente soviética que ainda é a de Mikhail. Antes, Kalashnikohv tinha-nos contado jovialmente como, nessa tarde, ele e Ilona se dedicaram a substituir pedaços de floresta morta. A sua alegria deixa a claro a adoração soviética pelo "trud"- um misto de trabalho e produtividade, que, em 1976, o levou a ganhar a medalha de Herói Socialista do Trabalho pelas suas invenções, e que alimenta as suas ideias. Para ele, é apenas o seu trabalho, sendo este uma pequena peça na grande engrenagem soviética.

Foi apenas quando ele viu como o grande projecto comunista eventualmente perverteu o objectivo original do seu "bebé" que Kalashnikov começou a sentir algum desconforto. Ele e a sua filha referem os dois momentos principais em que tal aconteceu. O primeiro ocorreu quando, em 1992, centenas de azerbeijanis foram massacrados em Nagorno-Karabakh pelos arménios, que contavam com o apoio do regimento 366 do exército russo.
Kalashnikov admite que ver as imagens do massacre na televisão foi "obviamente desagradável". O segundo foi quando, em 1993, Boris Ieltsin ordenou às tropas que atacassem a sede do parlamento russo.

A vida tranquila de Kalashnikov nos bosques da periferia de Izhevsk pode ser vista como uma tentativa para se distanciar daquilo em que a sua invenção se transformou. A sua calorosa e carismática filha olha por ele desveladamente. Elena organiza entrevistas, adora traduzir - ou gritar – as minhas perguntas, irradiando atenção, entusiasmo e orgulho. Nos olhos da neta Ilona brilha uma centelha.

Entretanto, a alguma milhas deste santuário, a arma continua a sua carreira Izhevsk, profusamente anunciada no site da empresa Izhmash. Num hotel, um turista americano enverga uma t-shirt com um "Roteiro de Destruição no Mundo" da AK-47. É um roteiro onde figuram a Chechénia, o Afeganistão, a faixa de Gaza, o Congo, Nagorno-Karabakh, etc. Mais abaixo na rua, num das lojas de venda de armas da cidade, Lilya, 12 anos, e um seu amigo, olham atemorizados para a exposição de Ak-47. "Foi a primeira vez que aqui viemos", conta ela. "Apenas queríamos ver".

A história de como esta ideia original apareceu está profundamente misturada com a história da vida de Kalashnikov. Nascido numa família de camponeses pobres em Novembro de 1919, pouco depois da revolução de Outubro, Mikhail Yefimiyevich Kalashnikov viu a sua família obrigada a sair da região do Altai para o exílio na Sibéria, onde arrastaram uma dura existência de camponeses. Mas foi o exílio - a vergonha de ter a família proscrita do sonho da Rússia soviética - que empurrou Kalashnikov para dar o seu melhor. "Tentei que o meu desempenho fosse o melhor possível. Era um rapaz na altura, mas trabalhava bem com os doentes".

Ele inventaria qualquer coisa pata tornar mais fácil a vida da sua família, e dos trabalhadores comunistas. "Tínhamos trigo, mas não moinhos, por isso inventei uma espécie um moinho de madeira para que pudéssemos fazer farinha. Provavelmente nasci com alguns talentos para desenho". Cedo foi enviado para trabalhar nos caminhos de ferro, como amanuense. Aqui as suas ambições criativas começaram a florescer. "Queria inventar uma máquina que pudesse correr para sempre. Podia ter desenvolvido um novo comboio, se tivesse continuado nos caminhos de ferro. Teria sido parecido com a Ak-47", brinca.

Com 19 anos de idade, foi incorporado no exército para combater na II Guerra Mundial. Integrado numa divisão de tanques, depressa descobriu uso para os seus talentos de 'designer'. Primeiro foi uma máquina para contar o número de projécteis disparado pela metralhadora do tanque - "para que soubéssemos quantos restavam". Depois foi uma engenhoca que permitia que as pistolas disparassem através das aberturas dos tanques; depois ainda um método para calcular a distância percorrida por estes.

A vida da AK-47 começou quando Kalashnikov se viu num hospital de guerra a recuperar de ferimentos e do choque nervoso provocado pelas explosões, cismando como era injusto que os alemães tivessem armas automáticas, e os seus colegas russos apenas espingardas de um só tiro. "Experimentei uma dúzia de modificações que foram rejeitadas, mas todas elas abriram caminho ao esboço final. Tinha que adquirir experiência porque não tinha preparação técnica". O processo foi longo e competitivo, com Kalashnikov a trabalhar numa série de institutos e as ideias alvo de críticas desde que nasciam e à medida que iam sendo desenvolvidas. "O departamento de artilharia forneceu esboços para uma nova arma. Tínhamos que os melhorar ou então éramos eliminados da corrida".

Em 1946, nasceu o protótipo AK-46. Um ano, a arma verdadeira foi aprovada. Ele atribui o seu sucesso à "sorte que teve em encontrar pessoas simpáticas e prestáveis" durante toda a sua vida. Teve um bom manager, o capitão Vladimir Daikin, um encorajador chefe de departamento, Vladimir Glukhov, e um mentor, Anatoly Blagonravov, que foi o primeiro a informar os seus superiores, em 1941, da "excepcional capacidade de Kalashnikov em resolver problemas técnicos complicados".

Mikhail apresenta o produto final como se de uma verdadeira conquista comunista se tratasse - um triunfo colectivo que salvou a pátria mãe. Para ele, a arma quase que surgiu de um processo equivalente à selecção natural, fruto da necessidade e para garantir a sobrevivência - o empurrão de um jovem homem à guerra em curso. "O homem continua sempre a inventar coisas", diz. " A vida é feita de diferentes invenções. Continuei a trabalhar em diferentes coisas, reconstrui toda a minha casa. Fi-lo pela satisfação de fazer alguma coisa. Fi-lo porque aconteceu estar onde estava". Acima de tudo, ele parece orgulhoso de ter sido capaz de fazer algo, independentemente do que esse algo possa fazer: "A vida pode levar-nos a fazer muitas coisas. Até a beijar um homem com o nariz a pingar".

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

M33 - MEMÓRIAS DE UM EX-FURRIEL G.E. (GRUPOS ESPECIAIS)




A mais alta de todas as traições
 Muitos africanos foram os nossos melhores amigos
Tinham orgulho em envergar uma farda portuguesa
Na instrução eram afincados, cumpridores, e...
No combate davam tudo... até a vida... com nobreza!


Após a revolução dos cravos
Reinava no país a anarquia
Assaltavam-se as Instituições
O povo em “partidos” se dividia

Gente a falar do que não sabia
Ou que não sabia do que falava
Que ora dizia uma coisa
E passados minutos... negava

No meio de todas as convulsões
O poder político era “restaurado”
Os governos tomavam decisões
Aos repelões... uns p’ra cada lado

E assim, no meio deste “arraial”
Foi assinado, se bem me lembro
O acordo p’ra descolonização
Nesse ano, em 9 de Setembro

Só para se ter uma leve ideia
Do resultado deste “processo”
Olhe-se para o drama de Timor
O grotesco de um insucesso

Mas se Timor é a “cara” da moeda
A “coroa” anda envergonhada
Vamos virá-la e falar nela
Iluminar uma traição abafada

Uma ignóbil e cobarde traição
A história qu’aqui se vai contar
Parte do povo ignora... naturalmente
Outra sabe... mas prefere não falar

Assim, começando pelo princípio
Na “nossa” África colonial
Os africanos eram baptizados, e…
Registados... em nome de Portugal

Portugueses para todos os efeitos
Eram convertidos ao burgo cristão
Eram detidos, julgados e punidos
Por leis e juízes da nossa Nação

Pois era, muitos desses africanos
Nas nossas escolas estudavam
Dignos de respeito e estima, e…
No nosso meio trabalhavam

Eram tratados com igualdade
E cumpriam serviço military
Prestavam juramento de bandeira
Juravam, também, a Pátria honrar

Na tropa ostentavam com orgulho
As mesmas insígnias e fardas
Tornavam-se aprumados, vaidosos
Seguravam firmes as espingardas

Combatiam fiéis ao nosso lado
Ao nosso lado feridos tombaram
Alguns estropiados p´ra sempre
Outros... a vida sacrificaram

Em Angola, Moçambique e Guiné
Foram louvados e condecorados
Foram graduados do Exército
E, como Heróis foram saudados

Logo após a descolonização
Estes “pretos” foram abandonados
Portugal deixou de os considerar “seus”
Os “deles” acusavam: “- São renegados!”

Votados ao desprezo e à humilhação
Fria e cruelmente torturados
Apátridas ao “seu” novo “Partido”
Foram sumariamente executados!

Odiados por um simples facto
Que nunca lhes foi perdoado
Gostarem e lutarem pelos “portugas”
Seu único e último... pecado

Perante a velada indiferença
Dos políticos e das Nações
É tempo da História julgar
A MAIS ALTA DE TODAS AS TRAIÇÕES

Haverá porventura... gesto humano mais divinal…
Q’um homem possa fazer para outro auxiliar…
Que disponibilizar o seu mais supremo bem... a vida?
Jamais deixemos a sua memória alguém desonrar!

domingo, 12 de outubro de 2008

M32 - FLECHAS, GE.s e MILÍCIAS (in JORNAL DE NOTÍCIAS de 15FEV1996 - Jorge Ribeiro)







 FLECHAS, GE.s GEP.s e MILÍCIAS 
(in JORNAL DE NOTÍCIAS de 15FEV1996)
Pelo jornalista Jorge Ribeiro








sábado, 11 de outubro de 2008

M31 - Instantâneos da XXXI CONFRATERNIZAÇÃO ANUAL da ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

 Instantâneos da XXXI CONFRATERNIZAÇÃO ANUAL - 2009
 da 
ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

M30 - RANGER Casimiro Carvalho - CCAV 8350 (PIRATAS DE GUILEJE) - Guiné 1972/74

RANGER Casimiro Carvalho
Companhia de Cavalaria 8350 ou CCAV 8350 (PIRATAS DE GUILEJE) - Guiné 1972/74


Mix com as fotos do RANGER Carvalho que cumpriu missão na Companhia de Cavalaria 8350 (baptizada por PIRATAS DE GUILEJE), na Guiné entre 1972 e 1974.

De Guileje a Gadamael-Porto criou-se um mito, que hoje aqueles que bateram tal caminho, conhecem pelo "Corredor da morte".

O nome diz tudo, mas o RANGER C.C., um dia destes vai-nos contar algo mais!


Uma saudação muito especial para todos estes "piratas", que tão bem me acolheram e trataram no seu almoço anual que, em 2008, decorreu na Trofa, no passado dia 7 de junho.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

M29 - "HOLOCAUSTO EM ANGOLA" livro da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega), visto por António Barreto.

'Portugal País de homens sem HONRA e sem Vergonha que nunca julgou Rosa Coutinho e outros seus iguais.

"HOLOCAUSTO EM ANGOLA" livro da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega), visto por António Barreto.


domingo, 13 de Abril de 2008
Angola é nossa!


"Holocausto em Angola" não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudoSó hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. 


E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. 


Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. 


O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer. 


O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.


A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. 


O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. 


Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.


Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. 


Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.


Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. 


Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. 


Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.
Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam.


Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?


Sociólogo



M27 - SNIPER - UM ATIRADOR ESPECIAL (pelo Sr. General Lemos Pires)


SNIPER - UM ATIRADOR ESPECIAL
(pelo Sr. General Lemos Pires)


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

M26 - RANGER desaparecido em combate em Moçambique

Enviado pelo Carlos Vardasca, que foi soldado condutor da Companhia de Caçadores 3309 (estacionada no Aquartelamento de Nangade), recebi em 04 de Maio de 2008, acompanhado de 1 foto e um mapa esquematizado, o texto que a seguir se transcreve:

RANGER desaparecido em combate em Moçambique

"O comunicado tinha acabado de chegar do Quartel General da Região Militar de Moçambique, situado na cidade de Porto Amélia (Pemba), e o seu destino era o Aquartelamento do Nhica do Rovuma no norte de Moçambique, onde estava estacionado o agrupamento de GEs 212 (1) comandado pelo Furriel Pinto (2) da Companhia de Caçadores 3309 e para ali destacado para aquela zona, Aquartelamento situado em Cabo Delgado a cerca de nove quilómetros da fronteira com a Tanzânia e das margens do rio Rovuma.

A circular, de categoria confidencial, dizia da necessidade de se fazer deslocar para junto da fronteira um grupo de Combate daquele destacamento para vigiar movimentações junto ao rio, dado que, e por informações recebidas e não confirmadas, poderiam existir populações moçambicanas a trabalhar na Tanzânia em machambas (3) comunais junto da povoação tanzaniana de Kytaia (4), cujos produtos alimentares serviam para abastecer os guerrilheiros da FRELIMO (5), que com bastante regularidade ali se abasteciam para reentrarem em Moçambique e efectuarem as suas operações contra o exército português.

Efectuados os preparativos para a operação que ficou denominada por Operação “BAGA 6” que teve a duração de 14 a 16 de Novembro de 1972, foi enviado um pequeno grupo para o local indicado comandado pelo Furriel Guimarães (6), recentemente chegado da Metrópole (7) em rendição individual. 


Chegados ao local junto ao rio Rovuma e devido ao adiantado da hora, o grupo de GEs 212 decidiu ali emboscar e iniciar as observações de qualquer movimentação que viesse a ocorrer do outro lado da fronteira no dia seguinte.

Em 15 de Novembro de 1972 e ainda o cacimbo flutuava por cima do capim, iniciaram-se as observações que deram origem aquela operação, com as águas do rio Rovuma em maré baixa, deixando emergir do seu leito vastos bancos de areia, permitindo alguns deles o acesso fácil ao outro lado da fronteira.

Talvez por inexperiência e desconhecimento da realidade ou por simples espírito de aventura, o Furriel Guimarães, depois de ser advertido pelos seus soldados africanos dos perigos em que ia incorrer, decidiu percorrer um dos bancos de areia que se estendia até à outra margem tendo mesmo pisado território tanzaniano.

Inesperadamente e perante a angústia dos companheiros que o avistavam ao longe embora naquele local as duas margens fossem relativamente perto, ouvem-se dois tiros de arma de precisão e o corpo do Guimarães tombou de imediato ficando inerte, prostrado sobre o areal. Fez-se um silêncio tremendamente ensurdecedor no seio do Grupo de Combate, tendo alguns dos seus elementos iniciado os preparativos para irem resgatar o corpo, sem se aperceberem dos perigos que decerto os esperava.

Outros, mais experientes e conhecedores das tácticas de guerrilha, advertiram que era perigoso ir lá alguém resgatar o corpo pois seriam alvo de uma emboscada e sujeitos a ficarem lá todos, dado que os autores dos disparos decerto que ainda se encontravam nas imediações aguardando por essa oportunidade.

Tendo em conta a gravidade da situação, o destacamento do Nhica do Rovuma e o Coordenador da operação e comandante dos GEs 212 Furriel Pinto foram informados via rádio, tendo sido enviado para o local um novo Grupo de Combate onde aquele militar já ia integrado, no sentido de coordenar e dar resolução à situação.

Foi decido então pedir apoio aéreo com a intervenção de helicópteros e de um bombardeiro T6 para dar protecção ao grupo que iria resgatar o corpo do Guimarães, apoio esse que foi rejeitado pelo Comando estacionado no Aquartelamento de Mueda, por se considerar uma operação perigosa e de elevado risco, mas também por implicar a violação do espaço fronteiriço de um pais vizinho que decerto seria denunciado pela Tanzânia e condenado a nível internacional.

Com o corpo permanecendo no mesmo lugar e sem possibilidades de o poderem resgatar, foi anoitecendo e o grupo de GEs permaneceu no local, emboscado de novo, com o objectivo de aguardar novas ordens para o prosseguimento da operação.

No dia seguinte, logo pela madrugada, um dos soldados que estava de sentinela acordou os restantes informando que o corpo do Guimarãres já não se encontrava no local onde tinha sido baleado. Os motivos de preocupação aumentaram sem se saber o que teria ocorrido, levantando-se entre os soldados várias hipóteses; a mais pessimista é de que teria sido levado pelos tanzanianos, o que, mais tarde se veio a comprovar (sendo certo que nunca mais se soube do seu paradeiro).

Já no aldeamento de Nhica do Rovuma e por ser frequente no seio daquelas forças de GEs alguém andar sempre munido de um rádio portátil e quando este foi sintonizado, ouviu-se um comunicado difundido por uma rádio tanzaniana que noticiava em dialecto Swahili:

" — As nossas forças fronteiriças abateram e capturaram um mercenário branco, de farda negra, armado de G3, que tentava penetrar no nosso espaço territorial”, alertando de seguida todos os postos de fronteira para uma iminente invasão de tropas portuguesas em face do ocorrido.

Com aquela informação oficial, ficou claro para todos, que o corpo do Furriel Guimarães tinha sido retirado do local por quem o abateu, sendo mais tarde sepultado em território tanzaniano, local que ainda hoje se desconhece mas provavelmente nas imediações da aldeia mais próxima do local, ou seja na aldeia tanzaniana de Kytaia.

Passados que são hoje 36 anos daquele acontecimento, aqui fica este testemunho (contrariando a versão oficial) que confirma a existência (para além de militares sepultados em cemitérios abandonados nas diversas frentes de batalha) de soldados do exército português desaparecidos em combate durante o conflito Colonial, que urge, por respeito pelos seus familiares que ainda hoje e debaixo de uma grande angústia reclamam o corpo do seu ente querido à muito desaparecido, mas também, para restituir a dignidade ao falecido Furriel Guimarães pelo exército português, dado que, sabendo das circunstâncias do ocorrido em 1972, não se dignou colocar o seu nome nas listagens dos falecidos em combate (8), ou ainda muito mais grave, não fazendo constar o seu nome no Panteão Nacional de homenagem aos combatentes falecidos na Guerra Colonial junto à Torre de Belém em Lisboa.

Findado aquele conflito de má memória para a juventude que nele participou e que agora, sem qualquer complexos se sucedem encontros de ex-combatentes com ex-guerrilheiros dos movimentos de libertação, seria de todo interessante que o Estado português e outras instituições; nomeadamente a Liga dos Combatentes, se interessassem por este assunto, devolvendo à pátria um dos seus filhos que jaz algures em território da Tanzânia mas em lugar incerto; devolver à sua mãe e restantes familiares a tranquilidade e o sossego merecido, assim como colocar o nome daquele ex-combatente junto aos restantes que o estado português muito dignamente homenageia e que também ele é justamente merecido.

Decerto que naquela aldeia tanzaniana de Kytaia, junto ao rio Rovuma, alguém (ex-guarda fronteiriço, ex-guerrilheiro da FRELIMO, responsáveis pela administração local da aldeia naquele tempo e membros da população local) se lembrará daquele acontecimento ocorrido em 15 de Novembro de 1972 e decerto se lembrará onde o corpo terá sido sepultado, localizá-lo, para uma possível exumação e o regresso à pátria dos seus restos mortais.

Quando falo sobre este assunto com o meu amigo ex-Furriel Miliciano Pinto da Companhia de Caçadores 3309, mas que na altura comandava os GEs 212 em Nhica do Rovuma a que pertencia o Furriel Guimarães, vejo nele as lágrimas inundarem-lhe o rosto quando se recorda daquele dia, ou quando refere que um dia quis pelo telefone contar à mãe do Guimarães (na altura professora na Escola Secundária de Fafe) o que verdadeiramente ocorreu e que o seu filho não era nenhum desertor mas sim um desaparecido em combate, mas que alguém, do outro lado da linha, funcionária da mesma escola que atende o telefone e se apercebe da noticia, desabafa:

“ — Não me diga que o filho da Srª Doutora vai aparecer!”

Notas:

1 - Grupos Especiais, essencialmente formados por militares africanos mas comandados por graduados oriundos das Companhias do exército vindas da Metrópole.

2 - Filipe Manuel Cardão Pinto, ex-Furriel Miliciano NM 14172170 da Companhia de Caçadores 3309 e comandante dos GES 212, estacionados no Aquartelamento de Nhica do Rovuma.

Foi graças ao seu depoimento que foi possível elaborar este documento.

3 - Terreno de cultivo.

4 - Aldeia situada no sul da Tanzânia junto ao rio Rovuma.
5 - Frente de Libertação de Moçambique.

6 - João Manuel de Castro Guimarães. Furriel Miliciano NM 12619071, natural da cidade de Fafe.

7 - Designação atribuída a Portugal no período colonial.

8 - O único documento onde o seu nome consta é num caderno intitulado “Os que não voltaram”, editado pelo jornal Expresso edição nº 1122, no dia 30 de Abril de 1994, mas sem fazer referência às causas da sua morte.

Carlos Vardasca
Ex-Soldado Condutor NM 15263570 da Companhia de Caçadores 3309
(estacionada no Aquartelamento de Nangade)

M25 - 3 panfletos de proganda que o PAIGC espalhava pela Guiné, em 1974




3 panfletos de propaganda politica, que o P.A.I.G.C. (Partido para a Independência da Guiné e Cabo Verde), movimento armado que combatia  as tropas portuguesas na Guiné, no período da Guerra do Ultramar - 1962-1974, espalhava pelo território da Guiné, em 1974.



Este segundo panfleto é o mais polémico, já que, como se pode analisar e concluir facilmente, apelava à unidade/fraternidade entre os guerrilheiros do P.A.I.G.C. e os ex-Combatentes africanos que serviram nas tropas portuguesas.

Este facto era comprovado no terreno pelas últimas tropas lusas, que presenciavam conversas entre as partes prometendo isso mesmo, reconstruir a Guiné conjuntamente, porque todos irmanados não eram muitos.

Como é sabido, pouco tempo depois dos nossos militares terem saído da Guiné, através de impiedosas chacinas, quase todos esses Homens, Soldados Portugueses, baptizados em nome e com B.I. de Portugal, foram sumariamente executados.

Crêem os ainda sobreviventes desta guerra, que um qualquer dia, num qualquer ano, na História deste país, alguém expurgará esta imensa tragédia humana.



M24 - TABACOS USADOS NO ULTRAMAR

TABACOS USADOS NO ULTRAMAR 




O maço de tabaco em baixo, do lado esquerdo, é o celebre NOPINTCHA, usado pelos guerrilheiros do P.A.I.G.C., na Guiné.


M23 - CCAV 8350 (PIRATAS DE GUILEJE) - XIV CONVÍVIO ANUAL - 06JUN2008 TROFA

Companhia de Cavalaria 8350 ou CCAV 8350 (PIRATAS DE GUILEJE) - Guiné
IMAGENS do XIV CONVÍVIO ANUAL - 06JUN2008, na TROFA




Recorda-se que esta é a Unidade em que o RANGER Casimiro Carvalho, do 2º Curso de 1972, prestou a sua atribulada comissão na Guiné.

domingo, 5 de outubro de 2008

M22 - Jornal "A VOZ DA GUINÉ" - SEPARATA DO Nº 203 de 30 de Junho de 1973, dedicada ao "DIA DO COMANDO"



Jornal "A VOZ DA GUINÉ" - SEPARATA DO Nº 203 de 30 de Junho de 1973, dedicada ao "DIA DO COMANDO"


Pode-se ver alguns dos "COMANDOS" mais famosos da Guiné, em 1973.

O então Major Almeida Bruno, o então Major Socorro Folques, o Alferes Carolino Barbosa (impiedosa e cruelmente assassinado, bem como milhares de outros ex-soldados portugueses, após o nosso abandono da Guiné), o então Alferes Marcelino da Mata, etc.

Gente dura, de fibra e valentes como poucos: HERÓIS DE PORTUGAL.




Enfrentavam sem qualquer rebuço o inimigo mais bem armado e com  muitos dos seus guerrilheiros dotados de experiência do início da guerra, portanto de 1962, e ainda por cima ajudados por vários  países do Leste da Europa e Cuba.

M21 - Em Março de 1961 o JORNAL DO EXÉRCITO abordava o início da Guerra do Ultramar: "terrorismo em Angola"


Capa do JORNAL DO EXÉRCITO (uma das mais antigas revistas do género, em todo o mundo), que deu assim o início a várias publicações, noticiando as hostilidades na Guerra do Ultramar.


Estávamos em Março de 1961 e o título dado, era o que andava nas bocas do povo: "terrorismo em Angola".

M20 - "PAIGC ACTUALITÉS" do Movimento de Libertação 1 - Dezembro de 1972 que proclamava o Estado da Guiné-Bissau - Outubro de 1973

GUINÉ
O P.A.I.G.C. (Partido Africano para a libertação da Guiné e Cabo Verde), 
 era o movimento guerrilheiro que combateu as tropas portuguesas, naquela que ficou conhecida como Guerra do Ultramar.


Nesta mensagem mostram-se as faces de 2 panfletos de propaganda desse PAIGC (Partido Africano para a Libertação da Guiné e Cabo Verde).

Um com data de Dezembro de 1972 onde se falava em zonas libertadas (?), e o 2º onde se apregoava a proclamação do Estado da Guiné- Bissau (??).


Recordo que os portugueses os militares que combateram o PAIGC na Guiné, entre 1964 e 1974, nunca conheceram (que eu saiba), qualquer zona libertada e jamais se soube, nem em fontes bem colocadas no estrangeiro, onde é que era o tal Estado da Guiné-Bissau. 


Diziam estes panfletos nas suas primeiras páginas:

Dezembro de 1972 - Uma Delegação da O.U.A. conduzida pelo comandante M'Bita, secretário executivo do Comité de Libertação Africana (Ao centro da foto), visita as regiões libertadas do sul do nosso país.

Outubro de 1973 - Reuniu a 24 de Setembro na região de Boé a primeira Asssembleia Nacional Popular da História do nosso povo. Proclamada às 8H.55 GMT Ó Estado da Guiné-Bissau.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

M17 - Imagens do CIPOE 2008

Imagens do CIPOE 2008

Imagens do Convívio Ibérico de Patrulhas de Operações Especiais - CIPOE 2008, este evento que decorreu nos passados dias 19, 20 e 21 de Setembro, em Favões, no concelho do Marco de Canaveses, foi organizado pela Associação de Operações Especiais, com a especial colaboração da sua Unidade de origem o Centro de Tropas de Operações Especiais e do divertido e dinâmico grupo local "Os ganda malukos".

VÍDEO I - FASE OPERACIONAL (imagens de Miguel Prieto)




VÍDEO II - FESTA DE ENCERRAMENTO (imagens de M.R.)



quinta-feira, 2 de outubro de 2008

M16 - RAMBOS DE CARNE E OSSO - 100% PORTUGUESES

RAMBOS DE CARNE E OSSO - 100% PORTUGUESES

OS TERRORES DE TODAS AS GUERRAS 

GENERAL COMANDO ALMEIDA BRUNO
COMANDANTE FUZO ALPOIM CALVÃO
TCOR COMANDO MARCELINO DA MATA

OS MILITARES PORTUGUESES MAIS CONDECORADOS DE SEMPRE NA HISTÓRIA DE PORTUGAL

Com a devida vénia e agradecimentos publicamos mais um extracto do jornal Tal & Qual, contendo outra excelente e rara reportagem sobre os maiores, mais louvados e condecorados Combatentes por Portugal de todos os tempos, em que Portugal se fundou como país soberano.

Por motivos todos eles classificados de anti-patrióticos, originados por pseudo-portugueses de pacotilha, traidores e cobardes, pouco se fala deste Homens.

Muitos dos mídia lusos (jornais, TVs, revistas, etc.) nunca dedicaram uma única página, uma imagem sequer, a estes Homens.

É bem sintomático do miserável e abjecto país que formamos.

Felizmente á alguns, entre eles o jornal Tal & Qual, que periodicamente lhes dedicam pedaços do seu espaço informativo.




quarta-feira, 1 de outubro de 2008

M15 - O TERROR DE TODAS AS GUERRAS – TCOR COMANDO MARCELINO DA MATA

O TERROR DE TODAS AS GUERRAS 

TCOR COMANDO MARCELINO DA MATA

O MILITAR PORTUGUÊS MAIS CONDECORADO DE SEMPRE NA HISTÓRIA DE PORTUGAL

Com a devida vénia e agradecimentos publicamos um extracto do jornal Tal & Qual, contendo uma excelente e rara reportagem sobre o maior e mais louvado e condecorado Combatente por Portugal de todos os tempos, em que Portugal se fundou como país soberano.


É uma rara entrevista que demonstra bem como o nosso país, anda tacanho, doente e envergonhado desde 25 de Abril de 1974, dominado por seres estranhos (para não dizer aqui outras coisas), não premiando os seus melhores e mais significativos Homens.

Este motivo não impede de modo nenhum, antes pelo contrário, que os restantes portugueses, que sabem, podem e devem, deixem os seus testemunhos doados ao futuro conhecimento dos nosso jovens, de quem foram os Heróis de Portugal.
Devia ser trabalho honroso do Estado, que com certeza reverteria e muito em seu favor em vários aspectos, sim a estimá-los, lisonjeá-los e dar-lhes o devido valor, mas bem sabemos todos os que andamos atentos aos movimentos dos nosso políticos, que muita coisa anda podre em Portugal.

Assim aqui fica alguma história de uma lenda viva da guerra da Guiné. 

RARO E INIGUALÁVEL...






M14 - Moedas mais usadas na Guiné nos anos 1960/70

 Moedas mais usadas na Guiné nos anos 1960/70