quarta-feira, 13 de novembro de 2013

M1190 - ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS - XI ALMOÇO DE NATAL - 7 de dezembro



ASSOCIAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS 

XI ALMOÇO DE NATAL 

FÁTIMA, 7 DE DEZEMBRO DE 2013 

PROGRAMA

ATENÇÃO RANGERS: 

Como é tradicional, o nosso Almoço de Natal vai-se realizar-se no dia 7 de Dezembro. 

PROGRAMA 

10h30: Formatura será junto da Azinheira;

12h00: Cerimônia na Capelinhas das Aparições;

12h30: Missa. Com o Guião da AOE e no fim leitura da Prece RANGER. 

13h30: Almoço no HOTEL STEYLER - Pr. Luís Kondor.

O hotel tem estacionamento privado. Ao chegares deverás estacionar lá e deslocar-te para o Santuário a pé. É perto. 

Se pretenderes podes marcar alojamento por 41 EUROS.

O Almoço será precedido da apresentação e entrega dos primeiros novos cartões de associado .

O preço é de € 16,00 por pessoa. 

Importante: Não deves esquecer a tua lembrança para a habitual troca de prendas. 

Para te inscreves envia mail para:  aoe.geral@gmail.com


domingo, 21 de julho de 2013

M1085 - Fundação dos USA RANGERS. Major RANGER Robert Rogers




Spencer Tracy foi o actor americano que deu corpo ao Major Robert Rogers - fundador dos RANGERS dos E.U.A. -, num espectacular filme cujo título original é: NORTWEST PASSAGE, baseado no livro de Kenneth Roberts e  rodado em 1940Technicolor, com um elenco de elite: Spencer Tracy, Robert Young, Walter Brennan, Ruth Hussey e outros

Com o apoio de mosquetes, pólvora e facas, a aventura na Passagem do Noroeste é um luxuoso Technicolor ®, releitura de heroísmo Guerra Franco-Indígena, onde Tracy interpreta a vida real do explorador major Robert Rogers, líder intrépido do Rangers - força célebre quie ficou conhecida por Rogers Rangers- , luta que aconteceu em uma das expedições mais difíceis na história militar dos EUA. 

O retrato de Tracy capta brilhantemente o espírito pioneiro americano, mas ele teve que reunir a sua própria vontade para executá-lo. "Não é exactamente divertido trabalhar no frio e ser chapinha na lama o dia todo", disse ele. Por 12 semanas exaustivas de filmagens, ele suportou perambulando através de pântanos, atravessando corredeiras e escalar montanhas. 

Deste épico vibrante (lançado pouco depois de Gone with the Wind), The New York Times escreveu: "Agora que o 'vento' parou despenteando seu cabelo, você pode tê-lo levantado, couro cabeludo e tudo, na Northwest Passage". 










Na Wikipédia - enciclopédia livre -, pode ler-se:
http://en.wikipedia.org/wiki/Northwest_Passage_(film)

Northwest Passage é um filme de 1940 em Technicolor, estrelado por Spencer Tracy, Robert Young, Walter Brennan, Ruth Hussey, entre outros. Ele é baseado em um romance de Kenneth Roberts intitulado Northwest Passage (1937).
Ele é definido em meados do século 18, durante a Guerra Franco-Indígena (como a Guerra dos Sete Anos na América do Norte é geralmente conhecido em os EUA). É um relato parcialmente ficcionado do St. Francis Raid, um ataque de Rangers de Rogers em São Francisco (o Odanak atual Quebec), a resolução do Abenakis, uma tribo indígena norte-americana. O objetivo do ataque é para vingar os muitos ataques contra colonos britânicos e impedir mais ataques.
O título é uma espécie de equívoco, uma vez que este filme é uma versão truncada da história original, e só no final é que vamos achar que Rogers e seus homens estão prestes a entrar em uma busca para a Passagem do Noroeste.

O filme começa no ano de 1759 com a chegada de Langdon Towne (Robert Young), em Portsmouth, New Hampshire. O filho de um cordame (corda) - fabricante e rigger navio, ele retorna da Universidade de Harvard depois de ter sido expulso por reclamar alimentos faculdade e desenhar um retrato pouco lisonjeiro do presidente da Harvard College. Apesar de desapontado, a família de Langdon cumprimenta-lo com amor, assim como Elizabeth Browne (Ruth Hussey), a filha de um clérigo observou. O pai de Elizabeth (Louis Hector) é menos de boas-vindas, no entanto, e denigre aspirações de Langdon para se tornar um pintor. Naquela noite, enquanto bebe na taberna local com o amigo Sam Livermore (Lester Matthews), Langdon faz comentários indiscretos depreciativos Wiseman Clagett (Montagu amor), o advogado do rei, eo agente indígena, Sir William Johnson, sem saber que Clagett está sentado no próximo quarto com outro oficial. Diante prisão por seus comentários, Langdon luta contra os dois homens com a ajuda de "Hunk" Marriner (Walter Brennan), um lenhador local e amigo, antes de ambos fuga para a floresta.
Como eles fogem para o oeste, Langdon e Marriner parar em uma taverna sertão de algo para beber. Lá eles encontram um homem em um uniforme verde que os trata de uma bebida chamada "Flip", que é semelhante ao rum manteiga quente, depois de ajudá-lo com um índio bêbado americano. Depois de uma noite de bebedeira, os dois homens acordam em Fort Crown Point, onde é dito que o homem que conheceu foi o Major Rogers (Spencer Tracy), o comandante do Rangers de Rogers. Precisando de habilidades cartografia de Langdon, Rogers recruta os dois homens para a sua mais recente expedição, um para destruir o inimigo Abenakis tribo e sua cidade de São Francisco até o norte.
Partindo ao anoitecer, as linhas de força de Rogers norte usando barcos de baleias no Lago Champlain. Viajar de noite, eles com sucesso fugir patrulhas fluviais pelas forças francesas, mas são forçados a enviar vários soldados de volta para o forte depois de um confronto com Mohawk escuteiros que foram demitidos por Rogers. Durante o confronto, um pó explode barril que fere um pouco de sua força. No entanto, Rogers não só envia de volta os feridos para Crown Point, mas o Mohawks desleal forneceu-lhe por Sir William Johnson (Frederick Worlock), e vários de seus homens que não obedecer às ordens para evitar um confronto com o cabelo moicano. Apesar de sua força se esgotar, o rangers mover-se em seu objetivo. Escondendo seus barcos para um retorno muito mais tarde, a força de marcha para o norte através pântano, evitando a terra seca, sempre que possível para esconder seus movimentos. Quando informado por seu Stockbridge indiano escuteiros esquerda para vigiar os barcos que os franceses capturaram os seus barcos e materiais extras, Rogers revisa seu plano e envia um oficial ferido de volta para Crown Point Fort solicitando os britânicos para enviar suprimentos para a antiga Fort Wentworth, onde os rangers retornando vai encontrá-los.
Depois de fazer uma corrente humana para atravessar um rio sem ponte, o rangers chegar St. Francis. A força de sucesso em seu ataque, incendiando as casas e cortando a Abenakis fora do retiro. Quando a batalha acabou, no entanto, o rangers encontrar apenas algumas cestas de trigo tostado com que reabastecer suas provisões diminuindo. Pior, como Marriner está à procura da aldeia destruída, ele se depara com um Langdon prostrado sofrendo de uma ferida de bala em seu abdômen. Enfrentando as forças hostis e uma longa marcha com apenas suprimentos escassos, os guardas partiu em seu curso de Wentworth, tentando iludir os franceses e os índios a persegui-los. Seu objetivo inicial é o Lago Memphremagog, com Langdon feridos na retaguarda.
Dez dias mais tarde, os homens de Rogers alcançar as colinas acima Lake Memphremagog, onde esperam encontrar comida, parando para caçar e pescar. O encontro com sinais de atividade francês, Rogers prefere insistir para Fort Wentworth uma centena de quilômetros de distância, mas os homens votar para dividir em quatro partes e se espalham em busca de caça para comer. Jogo prova assustar, porém, pior, dois dos destacamentos são emboscados pelos franceses ea maioria dos homens mortos.
Depois perseverante por condições adversas, Rogers e os restantes cinquenta homens, finalmente, chegar ao forte, apenas para encontrá-lo desocupado e em estado de abandono. O tão esperado alívio coluna britânico não chegou. Embora, pessoalmente, desesperado, Rogers tenta reunir os homens, que estão à beira do colapso. Como Rogers tenta animar seus espíritos cansados ​​com uma oração, ouvir os pífaros e tambores de abordar barcos britânicos com os suprimentos. Relatando que o Abenakis são destruídos, os britânicos os homens Rogers a honra de apresentar suas armas e gritando "Hurra". Depois de voltar a Portsmouth, Langdon se reúne com Elizabeth enquanto o Rangers de Rogers é dada uma nova missão: encontrar a Passagem do Noroeste. Roger dispara-los com um breve discurso dizendo-lhes de todas as maravilhas que eles vão ver, enquanto eles marcham em direção ao primeiro ponto de embarque, um pouco forte chamado "Detroit". Ele passa por Langdon e Elizabeth de dizer adeus, onde Elizabeth lhe informa que ela e Langdon estão indo para Londres, onde ela tem esperança de que ele vai aprender a se tornar um grande pintor. Rogers pede-lhes adeus e marcha na estrada e no pôr do sol.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

M1062 - 13 de JULHO 2013. 21h30 - Sobre o livro do RANGER Froufe Andrade

13 de JULHO 2013. 21h30 - Sobre o livro do RANGER Froufe Andrade

Queres ouvir histórias verídicas da guerra colonial? Queres contar a tua? Não estiveste em África, mas desejas, mesmo assim, dizer algo sobre o tema, fazer perguntas? Então aparece!

Abraço solidário
Jaime Froufe Andrade 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

M1053 - AOE (Associação de Operações Especiais) – Espaço de TODOS os RANGERS - 33º Jantar/Encontro/Convívio - 6 de Julho de 2013

AOE (Associação de Operações Especiais) – Espaço de TODOS os RANGERS - 33º Jantar/Encontro/Convívio - 6 de Julho de 2013


Uma mão cheia de RANGERS persistentes e voluntariosos, que se dedicam com alma e coração à Associação de Operações Especiais, teimam em manter aberto e dar vida a um excelente e airoso Espaço que nos foi cedido, na zona das Antas - Cidade do Porto -, pela DOMUS Social - Câmara Municipal do Porto. 

É óbvio que manter um local destes custa sempre alguns euros. Não tem sido fácil manter esta área cedida aos militares e ex-militares das Operações Especiais, associados na A.O.E., de uma tropa considerada ao nível das melhores em todo o mundo, no melhor doas funcionamentos, devido principalmente ao desinteresse geral demonstrado pela estima e manutenção deste nosso cantinho.

"Que os muitos por ser poucos não temamos." é o nosso lema.

Apesar de tudo, todos os sábados à noite ali se juntam uns tantos RANGERS que podem, querem, e assim o desejam, e, nos primeiros sábados de cada mês, levam a efeito animados e divertidos jantares/convívios, com saborosas ementas tradicionais, seleccionadas e confeccionadas pelo RANGER Lopes.

Após os repastos, o pessoal conversa, joga poker de dados, cartas e dominó num convívio ameno e saudável. 

Infelizmente, continua a não aparecer mais pessoal que tanto diz (apenas da boca para fora) orgulhar-se de ser mais um dos bravos elementos das Operações Especiais, para podermos engrandecer e garantir a continuidade deste nosso "quartel", e, consequentemente, assegurar o futuro deste belo Espaço que tanto custou rechear, decorar e conquistar!

Bons cozinhados à moda do RANGER Lopes! Linguadinhos fritos e petinga frita e de escabeche, com arroz malandrinho... tripas à moda do Porto, rancho típico de Penude... etc. etc.

Apesar do desinteresse e da crise a sala costuma estar bem arranjada

RANGERS, ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS... NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS 

SAIAM DE CASA E APAREÇAM TAMBÉM!

RANGER não é qualquer um... não é quem quer... não se compra! É quem pode... quem tem Valor e Vontade de VENCER... quem arranhou em Penude e deixou nas Meadas o seu suor e, por vezes, algum do seu sangue! É acima de tudo uma condição e opção de vida! É uma vacina para o resto das nossas vidas!

Reserva já para o próximo jantar no dia 6 de Julho de 2013 (1º sábado do mês de Julho), através de: RANGER Lopes - 220 931 820 / 964 168 857 ou RANGER Ribeiro - 228 314 589 ou 965 059 516 

NOTA: O emblema que encabeça esta mensagem não é oficial. É apenas um prototipo. 

Fotos: © MR (2012). Direitos reservados.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

M1028 - Porque não vou ao 10 de Junho! por Manuel Barbosa (Combatente por Portugal - GE)

Porque não vou ao 10 de Junho!

por Manuel Barbosa (Combatente por Portugal, em Moçambique nos Grupos Especiais) 


SE A MEMÓRIA NÃO ME DEIXA FICAR MAL, PELO HÁ TRÊS ANOS CONSECUTIVOS QUE ANUNCIAM :

- SALTO DE PARA-QUEDISTAS E NADA DISSO ACONTECE.

- PASSAGEM DE AERONAVES E NADA DISSO ACONTECE.

Em primeiro lugar estou farto que me enganem e de propaganda barata. Para isso já temos a casta politica há 40 anos.

Para cúmulo este ano pôem alguém a discursar que quer que os portugueses comam CAPIM e disso já tive suficiente quando estive em Moçambique e NÃO QUERO E ESTOU DISPOSTO A LUTAR para que os PORTUGUESES actuais não saibam o que isso é.

Posto isto e pela primeira vez não vou a Lisboa ao "10 de Junho". 

Voltarei a ir quando os ideais pelo que lutei: PORTUGAL LIVRE, SOBERANO E INDEPENDENTE estiverem presentes.
Não vou, porque:

Estou farto de escória! 

Estou farto de escumalha! 

Estou farto de ser roubado, gozado, ludibriado! 

Estou farto destes gandulhos pós-abrilada. 

E para cúmulo, este ano põem a discursar uma não sei quem é que disse que os portugueses têm de comer "capim". QUE O COMA ESSA MULHERZINHA!!!!!!!!!!!!!!!! DOUTORA EM QUÊ????? 

E porque em vez desta gente que não diz nada aos Combatentes não põem gente do MOVIMENTO NACIONAL FEMENINO a falar? 

O MOVIMENTO NACIONAL FEMININO sim que foi uma mais valia para PORTUGAL E PARA AS TROPAS!!!!!!!!!! 

Porque insistem em escolher para falar energúmenos com ligação ao poder a arengar à gente???? QUE VÃO A BORDA-MERDA!!!!!!!!!!!!!! 

Já basta de tanto servilismo com esta gentuça ladrona, inútil, incompetente e parasitária!!!!!!!!!!!!!! 

ESTOU FARTO DESTA ESCUMALHA ABRILEIRA. BANDO DE TRAIDORES E COBARDES. 

EU NÃO QUERO SER COLABORADOR DESTA ESCUMALHA DE "VICHY". QUEM QUISER QUE O SEJA! 

EU SÓ PENSO EM LIBERTAR PORTUGAL DESTA ESCUMALHA.

REPITO, LIBERTAR PORTUGAL DESTA ESCUMALHA. DESTE ESTERCO HUMANO QUE NOS QUER CONVERTER EM ESCRAVOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

NUNCA mais estarei presente num "10 DE JUNHO" promovido ou patrocinado ou apoiado por ESCÓRIA ABRILEIRA. 

E TENHO MEUS RECEIOS QUE A MINHA ASSOCIAÇÃO, A ASSOCIAÇÃO DOS GE'S/GEP'S, O SUPRA-SUMO DAS TROPAS ESPECIAIS DE PORTUGAL, DO PORTUGAL LIVRE, SOBERANO E INDEPENDENTE, ESTEJA A APOIAR/PATROCINAR ESTA ESCÓRIA. 

MAS EU, REPITO EU, MANUEL BARBOSA, NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

SE O SAUDOSO CORONEL COSTA CAMPOS ESTIVESSE VIVO DUVIDO, MELHOR, TENHO A CERTEZA, DE QUE ISTO NÃO PASSARIA. 

OU NOS MANTEMOS FIRMES OU ESTA ESCÓRIA, ESTA ESCUMALHA DE COBARDES E TRAIDORES ABRILEIROS ACABARÁ MESMO DE TERMINAR COM PORTUGAL!!!!!!!!

VIVA PORTUGAL SOBERANO, INDEPENDENTE E LIVRE DE ESCUMALHA E TRAIDORES ABRILEIROS!!!!!!!!!!!!!!!!! 

ESTOU FARTO, FARTO, FARTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 9 de junho de 2013

M1021 - 10 de Junho - Dia de Portugal



Os Combatentes da Guerra do Ultramar estão completamente divididos, para gozo de uns e tristeza de outros.

No dia 10 de Junho - Dia de Portugal -, uns vão para a cerimónia presidida pelo Sr. Presidente da República, outros para Belém/Lisboa, outros para diversas cerimónias espalhadas por todos o país, outros vão à pesca e outras distracções, e outros a lado nenhum pois ficam em casa. 

Como é que uma classe destas pode querer ser respeitada e admirada?

Como se não bastasse, as cerimónias junto ao Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar, estão a ser altamente contestadas e abandonadas por inúmeros Combatentes. 

A Direcção do Núcleo de Setúbal da Liga dos Combatentes, vai estar presente nas cerimónias do 10 de Junho em Belém mas não leva o Estandarte do Núcleo e às 12 horas e 10 minutos abandona a cerimónia em sinal de protesto à oradora convidada.

Em causa estão os comentários feitos na terça-feira dia 06 de Novembro de 2012, na Sic Notícias, às 23 horas e 45 minutos, em que a Srª Drª disse, e passo a transcrever:

“... nós vivemos duma maneira totalmente idiota... ”

“Vamos ter que empobrecer muito, mas sobretudo vamos ter de reaprender a viver mais pobres”

"... estamos a empobrecer porque vivíamos acima das nossas possibilidades... "

"... cá em Portugal podemos estar mais pobres, mas não há miséria... "

"... há que fazer uma lógica quase doméstica, de contabilidade doméstica, se não temos dinheiro para comer bifes todos os dias, não podemos comer bifes todos os dias."

E ainda pelas as declarações prestadas à RPT1, a oradora, Srª Drª Maria Isabel Jonet disse: 

“que basta um refeição por dia para uma criança ficar bem”

Muitas outras dezenas de Combatentes também não vão estar presentes nestas cerimónias.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

M1019 - 10 de JUNHO em Belém - Junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar



COMUNICADO À IMPRENSA

XX ENCONTRO NACIONAL DE HOMENAGEM AOS COMBATENTES

10 DE JUNHO DE 2013

A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2013 promove no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, Lisboa, o seu XX Encontro Nacional. As cerimónias que ali terão lugar têm por objectivos comemorar o Dia de Portugal e prestar homenagem a todos aqueles que tombaram em defesa dos valores e da perenidade da Nação Portuguesa. 

Por esta razão, ali se reúnem sempre um tão grande número de Portugueses, não só os que foram combatentes no ex-Ultramar e os que mais recentemente serviram em missões de paz no estrangeiro, mas também todos aqueles que, amantes da nossa História e envolvidos na construção de um futuro mais próspero para a sociedade portuguesa, querem ser participantes activos nesta homenagem. 

O programa é o seguinte:

10H30 – Missa no Mosteiro dos Jerónimos presidida pelo Senhor Bispo D. Nuno Brás;

11H30 - Concentração para a cerimónia;

12H00 - Abertura pelo Presidente da Comissão, Almirante Melo Gomes;

12H05 - Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana);

12H10 - Discurso de homenagem aos combatentes pela Sra. Dra. Isabel Jonet;

12H20 - Homenagem aos mortos e deposição de flores;

12H40 - Hino Nacional (salva protocolar por navio da Marinha);

12H45 - Passagem de aeronaves da Força Aérea;

12H50 - Passagem final pelas lápides;

13H10 - Salto de pára-quedistas do Exército;

13H20 - Almoço-convívio.

Serão convidados de honra a Câmara Municipal de Lisboa, todas as Chefias Militares, os militares agraciados com a Ordem Militar da Torre e Espada, o Comando Geral da GNR, a Direcção Nacional da PSP, os Presidentes das Associações de Combatentes, o Secretário Executivo da CPLP e os Adidos Militares ou Culturais junto das embaixadas da CPLP. 

Todos os portugueses são convidados a participar nesta homenagem aos que deram a vida pela Pátria e, desta maneira, celebrarem o Dia de Portugal.

Pomo-nos desde já à disposição para prestar mais esclarecimentos ou, inclusivamente, para participar numa entrevista sobre a matéria, em data e hora a combinar. Em anexo se envia um programa-convite das cerimónias e uma foto do local.

Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2013 (CPHM)

Palácio da Independência - Largo de S. Domingos, 11 - 1150-320 Lisboa

Tmóvel: 937 026 693 encontro.combatentes@gmail.com 10dejunho.org 


M1017 - Em vésperas do "10 de Junho dos Combatentes". por Jonathan Llewellyn

Em vésperas do "10 de Junho dos Combatentes"

(publicado em 01Jun2013 por Jonathan Llewellyn, em "Publicações recentes de outras pessoas") 

A insurgência nos territórios ultramarinos portugueses, não tinha nada a ver com movimentos nacionalistas. Primeiro, porque não havia (como ainda não há) uma nação angolana, uma nação moçambicana ou uma nação guineense, mas sim diversos povos dentro do mesmo território. E depois, porque os movimentos de guerrilha foram criados e financiados por outros países.

ANGOLA – A UPA, e depois a FNLA, de Holden Roberto foram criadas pelos americanos e financiadas (directamente) pela bem conhecida Fundação Ford e (indirectamentre) pela CIA.
O MPLA era um movimento de inspiração soviética, sem implantação tribal, e financiado pela URSS. Agostinho Neto, que começou a ser trabalhado pelos americanos, só depois se virando para a URSS, tinha tais problemas de alcoolismo que já não era de confiança e acabou por morrer num pós-operatório. Foi substituído por José Eduardo dos Santos, treinado, financiado e educado pelos soviéticos.
A UNITA começou por ser financiada pela China, mas, como estava mais interessada em lutar contra o MPLA e a FNLA, acabou por ser tolerada e financiada pela África do Sul. Jonas Savimbi era um pragmático que chegou até a um acordo com os portugueses.

MOÇAMBIQUE - A Frelimo foi criada por conta da CIA. O controleiro do Eduardo Mondlane era a própria mulher, Janet, uma americana branca que casou com ele por determinação superior. Mondlane foi assassinado por não dar garantias de fiabilidade, e substituído por Samora Machel, que concordou em seguir uma linha marxista semelhante à da vizinha Tanzânia. Quando Portugal abandonou Moçambique, a Frelimo estava em tal estado que só conseguiu aguentar-se com conselheiros do bloco de leste e tropas tanzanianas e guarda pessoal da Zâmbia.

GUINÉ – O PAIGC formou-se à volta do Amílcar Cabral, um engenheiro agrónomo vagamente comunista que teve logo o apoio do bloco soviético. Era um movimento tão artificial que dependia de quadros maioritariamente caboverdeanos para se aguentar (e em Cabo Verde não houve guerrilha). Expandiu-se sobretudo devido ao apoio da vizinha Guiné-Conakry e do seu ditador Sekou Touré, cujo sonho era eventualmente absorver a Guiné Portuguesa.

Em resumo, territórios portugueses foram atacados por forças de guerrilha treinadas, financiadas e armadas por países estrangeiros.
Segundo o Direito Internacional, Portugal estava a conduzir uma guerra legítima. E ter combatido em três frentes simultâneas durante 13 anos, estando próximo da vitória em Angola e Moçambique e com a situação controlada na Guiné, é um feito que, militarmente falando, é único na História contemporânea.

Então, porque é que os Portugueses parecem ter vergonha de se orgulhar do que conseguiram?

(publicado em 01Jun2013 por Jonathan Llewellyn, em "Publicações recentes de outras pessoas")

quarta-feira, 29 de maio de 2013

M1016 - Moçambique, Inhamacolomo, fins do ano de 1975. por RANGER Mesquita Almeida



Moçambique, Inhamacolomo, fins do ano de 1975. 


Orgulho-me deste feito histórico, em fins do ano de 1975, que relato pela 1ª vez por escrito, muito por alto, gesto que havia realizado apenas em conversas de café, a pouca gente, já que dou e continuo a dar pouco crédito à maioria das pessoas que (fazem de conta) me escutam. 

Dos fracos não reza a história, dos fortes reza os que merecem. No meu caso, acredito, tratar-se apenas de mais um soldado incógnito que, no tempo da guerra, acreditou, inocentemente, que lutava pela Pátria e pela Mátria. 

Adoro ser mais um “desconhecido” que amou Portugal com a paixão do peito Lusitano, que ama ainda e amará desde as suas raízes, pelos que vivem e pelos que se foram, mas que abomina os que traíram a saga de tanta e sacrificada juventude. 

Com o decorrer das conversações do Mário Soares com os grupos beligerantes inimigos em Lusaka, assim como as problemáticas indefinições oriundas de Lisboa, entendi que a guerra deixara de ter sentido na minha área de actuação - Inhamacolomo, Moçambique. 

Fomos reconhecendo que a implosão militar provocada pelos nossos políticos inexperientes nas negociações intercedidas pelo conselho da revolução e acobardados por tomadas de decisão ditas Democráticas num PORTUGAL às avessas, nos entregavam pouco e pouco às potências de leste, sobressaindo eles - os protagonistas -, como os heróis da liberdade. 

Este era o assunto das minhas conversas com os camaradas mais chegados da minha companhia, desde os soldados à chefia - o Alferes Miliciano Guerreiro, 2º Comandante -, pois não tínhamos Capitão que desertara nas vésperas da nossa partida para Moçambique, cerca de um ano antes. 

Fundamentados em conceitos da moda: pão, paz e educação, que reputo de essenciais e desejáveis, não lhes perdoarei jamais a fórmula encontrada para nos entregarem aos países comunistas. 

Tomei então a meu cargo terminar a guerrilha na minha zona. 

Para isso, mandei formar a Companhia na parada e explanei uma operação de declinação, a título voluntário, para que todos se inteirassem dos propósitos em terminar as hostilidades sem sentimentos de derrota, antes pelo contrário. 

Pedi 2 voluntários dos pelotões alinhados numa paupérrima parada, bem próxima do arame farpado para que parte da população local pudesse “coscuvilhar”, pois era do meu interesse “divulgar” as minhas ideias rapidamente. 

Para meu contentamento deram o passo á frente dezenas deles, mas eu optei pelo mecânico - Cabo Miliciano Oliveira. 

O Alferes Guerreiro - 2º Comandante da Companhia -, era um homem de coragem, desde sempre solidário com as minhas competências de chefia, entendeu seguir-me, pelo que foi necessário pedir desculpas aos demais voluntários que se quiseram conjugar com esta minha decisão. 

Espetei um lençol na frente de um jipe e dei ordens aos rádio-telegrafistas para difundirem informações descodificadas, noticiando a nossa saída rumo ao nosso destacamento de Inhamacolomo - 15 km a Norte -, para um encontro com a Frelimo na picada ou no mato. 

Com uma granada defensiva – na posse de cada um de nós -, escondidas debaixo dos assentos da viatura, que seriam as nossas únicas armas de defesa para uma eventual situação crítica. Era pois minha intenção pessoal, em caso de última defesa, mandarmos alguns pelos ares (hoje acho que foi um acto de estupidez e não de coragem). 

Fomos então emboscados a cerca de 5 km do destacamento inimigo, rodeados por todos os lados pelos bandoleiros da FRELIMO. 

Paramos o Jipe lentamente, colocámos as mãos no ar. 

De armas toscas, excepto uma ou outra Kalashnikov, os “turras” com roupagem pouco militar e, em alguns casos, até andrajosa, acercaram-se de nós pacificamente com sorrisos e uma “aborrecida mania” de nos tentarem abraçar. 

Terminou ali mesmo a nossa guerra. 

Contra os meus princípios de amor á Pátria, traído pelos novos ventos dos ideais de Abril, um ano antes, fi-lo por entender que a carne para canhão acabaria ali mesmo, sem no entanto entregar as armas ao IN até ao último dia. 

No regresso à base - obriguei os Frelimos a seguirem-nos até ao nosso quartel -, quer comigo no Jipe, quer em camiões emprestados por machambeiros da região. 

Nas fotos em que levei um chapéu de palha na cabeça, conduzi os chefes principais sentados atrás e na frente da coluna, ainda com o lençol branco espetado na frente. 

Fomos recebidos em delírio pela população local, para quem as agruras da guerra terminaram nesse dia memorável. 

Por fim, para rematar a festa, ambas as partes proferiram discursos inflamados, na varanda do quartel. 

Nota-se na foto que obriguei o chefe guerrilheiro, de raça Macua do norte de Moçambique, de dentes aguçados á lima, que entoava gritos de: ABAIXO SALAZAR, ABAIXO CAETANO, ABAIXO KAÚLZA DE ARRIAGA e VIVAS Á FRELIMO, VIDA OU A MORTE, VENCEREMOS, exigindo-lhe, perante a população, que gritasse também bem alto, várias vezes: VIVAS AOS MILITARES PORTUGUESES e VIVAS A PORTUGAL. 

Ele acedeu, depois de muita insistência minha, como transparece na foto. 

Sem a bravura Ranger, não seria capaz de tomar iniciativas desta índole pois utilizei argumentos calculistas, com organização militar pré concebida durante semanas, o quanto bastasse para não ter de me servir das granadas ofensivas, mas isso é outra história que seria fastidioso explanar agora. 

Hoje pergunto-me que raio jaz em tão pouca glória nas cabeças destes incompetentes políticos que gerem Portugal, com os seus silêncios ensurdecedores de desprezo aos militares de ontem e de hoje. 

Grito para que se reputem a abrirem os olhos, pois ainda estão a tempo de reverenciarem os obreiros de Portugal. 

RANGER Mesquita Almeida 

    

terça-feira, 28 de maio de 2013

M1115 - DEUS É BRANCO? por Isomar Pedro Gomes



Este artigo escrito por um "patrício" angolano de nome Isomar Pedro Gomes. Trago-vos aqui o texto e vejam a coragem dele para ter publicado isto em Angola.

DEUS É BRANCO? 
por Isomar Pedro Gomes - África

Diria mais, de um Benguelense a residir nesta cidade e com excelentes artigos, que merecem ser acompanhados no FACEBOOK.

"A dias a caminho do Hojy-yá-Henda, a bordo (como habitual) de um dos machimbombos da TCUL Viana vila - Cuca, (privilegio este meio de transporte por ser o mais barato e acessível aos pobres para rotas longas, mau grado a 'sardinhada e a catingada'), um dos vários azulinhos que 'palmilham' as nossas estradas, os nossos emblemáticos táxis colectivos, chamou a atenção do público, exibindo no seu 'traseiro' o seguinte dístico; DEUS É BRANCO, MULATO É ANJO, PRETO É DIABO.

Tal dístico é obvio levantou as mais diversas celeumas entre os passageiros do machimbombo e creio entre todos os 'observadores' e transeuntes por onde o dito azulinho (mini mbombó) 'rasgava' o seu 'popó-show'.

Raciocinei com os meus botões e os meus botões comigo, as causas que levaram o proprietário do 'popó' ou do 'chauffeur de praça' a mencionar e exibir tal 'desgraçado ou ditoso (?!)' rótulo. Na busca mental das 'causas', não pude deixar de comparar o modo de vida de hoje e o da administração colonial, quando o País e a grossa maioria dos países do continente Africano, era administrado por indivíduos maioritariamente de raça branca, provenientes da Europa, "os tais colonos", poderia África ser comparada a um paraíso? A quem diga que sim, e eu não discordo dele!

"Colonialismo caiu na lama!" Lembram-se deste célebre estribilho
1974-1977?

A JÓIA COLONIAL

Angola, era mundialmente conhecida como a Jóia do império Português e exibia majestosa, todos os pergaminhos de tal título, o Quénia a par da África do Sul, a joia Africana do império Britânico, Algéria a jóia Africana do império Francês e o antigo Congo-Belga a joia do mini-imperio Belga.
Tais países Africanos - no contexto do outrora - prosperavam a olhos vistos (a maioria deles encontravam-se ainda na idade da pedra), as respectiva comunidades autóctones idem em aspas, os índices de desenvolvimento humano dos autóctones inegavelmente estavam lenta e seguramente subindo, as obras dos colonialistas ainda perduram pela África adentro.

Verdade seja dita, o esclavagismo e as guerras de "kwata-kwata" fizeram irremediáveis estragos em África. Mas também não é menos verdade, que a falta de unidade, ambição, irresponsável individualismo e a sempre necessidade de estúpida e insanamente guerrearem, fazerem verter sangue (entre nós Africanos), tornaram bem-vinda "la pax romana" isto é promulgado a força do chicote e da bala, pelos Europeus.

As então, gerações de jovens africanos instruídos (pelas respectivas franjas ou instituições da administração colonial) organizaram-se politicamente e fizeram soar a acusação de que os Europeus estavam a sugar as riquezas do solo pátrio em benefício exclusivo das nações colonizadoras, desconsiderando totalmente os interesses dos nativos e das colónias, transformando os autóctones em miseráveis na sua própria terra; "eles vieram com a Bíblia, nós tínhamos as terras, no fim eles ficaram com as terras e nós com a "Bíblia" disse Robert Mugabe, nacionalista e guia da libertação do Zimbabwe.

Organizaram-se contra o invasor, protestos, revoltas, guerras, chacinas, a história regista que o movimento e actuação dos 'mau-mau' liderado pelo indomável Jomo Keniata, foi um dos mais cruéis de África e o que chamou a atenção da comunidade internacional, para a necessidade da urgente descolonização de África. Claro a violência gera violência, os resultados hoje fazem parte da história.

A resposta colonial a violência nacionalista africana, sempre foi comedida, por exemplo, se a força policial Portuguesa no 4 de Fevereiro e posteriormente no 12 de Março de 1961, respondesse com o mesmo demonismo com que o MPLA 'respondeu' ao chamado Fraccionismo do 27 de Maio 1977, muitos dos actuais dirigentes, não existiriam, e provavelmente não haveria movimentos de libertação, durante muito tempo.

O ÊXODO

Passado cerca de meio século, que a maioria dos países Africanos 'arrancaram' na ponta da espingarda a independência das potências colonizadoras (seguindo a lição do camarada Mao Tsé-Tung), se fizermos o balanço, quais foram os ganhos que os respectivos países e povos obtiveram, poucos são os Países Africanos que diremos, saíram indiscutivelmente a ganhar.

"Quando é que a independência afinal vai acabar?"- Indagou desesperado/desapontado um septuagenário angolano nos idos anos 78-80, fatigadérrimo da guerra estúpida, de tanta crueldade e injustiça praticada pelos seus patrícios (do regime e da oposição), denominados de nacionalistas de primeira água.

Poderia África ser hoje comparada ao Inferno ou ao Purgatório?
Qualquer um deles serve, Paraíso; NUNCA. Pouquíssimos países Africanos (menos do que os dedos de uma mão) podem aproximarem-se a tal eleição.

"HOJE até a Bíblia tiraram-nos, e as terras continuam a não pertencer ao povo" - sintetizou Morgan Tchavingirai, descrevendo a desgraçada e extrema penúria do povo zimbabweano, respondendo ao guia imortal ainda vivo, que diz ter ressuscitado mais vezes que o próprio Jesus Cristo. Zimbabwe no período citado por Bob Mugabe, era o celeiro de África, o povo era detentor de um dos mais elevados IDH do continente.

Por exemplo em Angola. Por vezes quando nas datas históricas, oiço e vejo pela TV, indivíduos a mencionarem o que o 'colono nos faziam', sinceramente não sei se, choro de raiva ou se me mato de 'risada', "porque o colono fazia.blá-blá-blá" - dizem eles - hoje faz-se o pior. O colono se fez, quase que o desculpo, é ou foi colono, é branco não é meu irmão de raça, etc., agora quando o meu irmão Angolano, preto como eu, (ex-companheiro da miséria e das ruas da amargura) faz o que viva e denodadamente repudiávamos do colono, esta ultima acção dói muitíssimo mais do que a acção anterior, dilacera e mutila impiedosamente a alma.

Por isso, logo após as independências Africanas, verificou-se o segundo êxodo - o primeiro foi dos brancos a abandonarem África - milhões de Africanos, abandonaram com angústia na alma e os olhos arrebitados de descrença a África, a maioria arriscando literalmente as suas vidas (o filme continua até aos nossos dias), seguindo os outrora colonos, porque chegaram a conclusão que afinal não é verdade o que apregoa o político Africano; "eles prometeram-nos o paraíso e dão-nos o inferno a dobrar" disse um jovem africano em Lisboa nos anos 78-80 num programa da RTP.

Há mais africanos hoje na Europa do que Europeus em África, porque?!

A JUSTIÇA EUROPEIA

Os Europeus, muitos deles depois de chacinados em África pelas revoltas africanas, de regresso aos respectivos países embora destroçados de dor e amargura, receberam de braços abertos muitos dos antigos carrascos, dando-lhes um lar e emprego decente e uma vida digna, que jamais tiveram nos países de origem; Paz e sossego duradouro.

O contrario era possível?. Se ainda hoje 37 anos depois do fim da colonização, os dirigentes Angolanos (por exemplo) ainda desculpam-se na presença colonial Portuguesa em Angola, para justificar a Pobreza e outros pesares que "estamos com ele" eles não são, nunca serão culpados, mas o colono (37 anos depois), SIM, estou seguro que, quando Angola festejar o 50º aniversário, os dirigentes Angolanos, ainda estarão a rogar pragas ao colono Português.

HOJE ouvimos falar de relatos arrepiantes de governação de 'preto-para-preto' em muitos países africanos; Incompetência criminosa, bajulação estúpida como doutrina, ganância e egoísmo exacerbado (primeiro eu - sempre), mentira como regra, assassinatos indiscriminados, prisões em massa, inexistência de liberdade de expressão - a 'Bíblia' citado pelo Morgan Tchavingirai - (inclusive, gritar; "estou com fome" é crime passível de perder a vida.
Kamulingue e Kassule, são a prova viva do facto), vida miserável, falta de empregos, corrupção endémica, justiça injusta e totalmente parcial, cadeias (horrorosamente infernais) a abarrotar de jovens provenientes das classes desfavorecidas, hospitais que mais parecem hospícios, escolas que mais parecem pocilgas etc. etc.

O paradoxo, é, se HOJE em África, usufruímos de um bocadinho de liberdade com sabor a vida, é precisamente graças aos Europeus, isto é aos brancos, que desenvolveram uma nova ordem de conduta internacional e instituições internacionais que vigiam sobre o globo incluindo obviamente África.

As sanções internacionais e outras medidas de contenção paira sobre os dirigentes Africanos, e então, estes por sua vez, fingem praticar a democracia, não porque eles gostam da democracia, porque temem o "deus branco e o seu braço punitivo". Porque se dependêssemos totalmente dos governos de "preto-para-preto" seguramente, não seria possível viver, na vasta maioria dos países Africanos.

O protótipo Africano da UE (União Europeia) a chamada UA (União Africana) é uma mentira descabida, a UA é uma instituição falida, decrépita, débil e 'estaladiça' (como a bolacha 'chinesa' de água e sal) que ninguém leva a sério, uns poucos países africanos esforçam-se por dar credibilidade a UA e ao continente, houve até quem propusesse a seguinte designação DUA (DesUnião Africana), por exemplo quando teremos um Tribunal Internacional Africano? Se os tribunais da maioria dos Países membros é do "faz de conta", os Africanos instituíram também uma espécie risível de Parlamento Africano, que ações pratica tal PA já desenvolveu em beneficio dos Africanos?

A UA é um club de "compadres" velhacos ditadores, egoístas que sonham com Paris, Londres, Estocolmo etc, ao mesmo tempo que transformam os respectivos países em autênticos 'buracos negros'. As independências em África foram 'feitas' para algumas centenas de indivíduos africanos, em detrimento de centenas de milhões, cada vez mais miseráveis.

Nunca a Europa 'recebeu' tanta riqueza de África como após a chamada "independência dos Países Africanos", os novos-ricos africanos, apressam-se a 'esconderem' os produtos da sua criminosa delapidação na Europa para o gáudio dos Europeus, contrariando aquilo que eles próprios evocaram e prescreveram na convocação para a luta de libertação nacional.

"Eu ir a Portugal algum dia?.. NUNCA!.. Nem morto!".- (1980 na idade de ouro do partido único) Disse, erguendo o punho direito bem alto em sinal de sacro-juramento, em pleno comício em Benguela, um dos então carismáticos dirigentes da "Revolução Angolana" que prescindo de citar o nome, hoje ele próprio, não só é frequentador assíduo e brioso de Portugal e "empresário português" como também é o orgulhoso presidente de uma agremiação desportiva portuguesa em Angola.

Quase meio século depois, podemos dizer que o IDH dos povos africanos subiu ou regrediu? Somos melhores tratados hoje pelos nossos irmãos dirigentes? Os ideais que nortearam a luta de libertação colonial ainda estão vivos e recomendam-se? Muitos dos nossos jovens usam orgulhosamente tecnologia de ponta os ipod, 'aichatissa' e 'aipad' fazem a banga da juventude, mas o meio que lhes rodeia é nauseabundo e desolador. O Stress agudo e o AVC matam tanto quanto a malária.

FILANTROPOS DA HUMANIDADE

A mais recente iniciativa de alguns dos milionários do planeta, comoveu muita gente. Há algum Africano entre os homens que protagonizaram tal feliz iniciativa? Todos eles (os citados filantropos) são homens que dedicaram a maior parte da sua vida na produção de riqueza, não o 'tiraram' de algum saco azul, nem tão pouco delapidaram o erário público nacional, mas, sentiram-se na necessidade de "repartir com o necessitado" de todo o mundo.

Ontem, os milionários Africanos orgulhavam-se de 'aparecerem' na revista forbes e congéneres, hoje face a iniciativa acima mencionada, publicam como que envergonhados; "não somos milionários" chegam ao ponto alguns de dizerem que o que têm é produto do salário.

ÁFRICA DO SUL

Fiquei arrepiado com as imagens da actuação da polícia Sul-Africana em Dobsonville (será esta a cidade?!) que vitimou o jovem moçambicano Mido Macia (MM), na flor da sua juventude (27 anos). Imagens próprias de uma 'cena' do Faroeste no século XIX ou da era do Drácula no país da Draculândia.

Quando vivi na África do Sul, tinha um medo atroz e justificado da polícia Sul-africana, principalmente dos pretos. A maioria do polícia Sul-africano preto chega a ser muito mais impiedoso e selvático que o mais impiedoso policia Sul-Africano branco. O polícia preto (na sua maioria) é absolutamente xenófobo, perverso, contra a lei, corrupto e desalmado.

O policia branco, estou certo não faria tal coisa, e muito menos os tais policiais pretos fariam isso se MM fosse branco.

A xenofobia na África do Sul, é extremamente incentivada e alimentada pela polícia Sul-africana e é planificada nas esquadras de polícia, um dia hei-de descrever as minhas experiencias com a corporação policial daquele País, que apesar dos pesares amo muito sinceramente.

Fizeram certamente Nelson Mandela, banhar-se em lágrimas. O único Preto que chegou aos patamares dos 'deuses'.

AFINAL QUEM CAIU NA LAMA?

Há em algum país da Europa, a amálgama descriminada e promíscua, esgoto a céu aberto, suja e podre de 'bairros' que vimos e vemos principalmente nas periferias das capitais Africanas (quase todas elas) principalmente dos chamados; País Especial.

Os dirigentes Africanos, nem conseguem combater eficazmente o mosquito, causa do paludismo e malária que dizima há meio século, diariamente milhares de almas (principalmente crianças) pelo continente adentro, as doenças diarreicas (produto da falta de sanidade básica) faz de igual modo uma 'ceifa' aterradora. Doenças que o colono quase já tinha debelado como a mosca do sono, ameaçam 'engolir' povos inteiros.

Tudo isso acontece perante a pecaminosa insensibilidade de um grupinho de "iluminados africanos" (abençoados pelas igrejas) que preferem comprarem castelos de milhões de Euros na Europa e em orgias depravadas (preferem dar de comer os cães), do que ajudar os seus irmãos, que não lhes pede mais do que apenas: BOA GOVERNAÇÃO. Gerirem o erário público para o bem de TODOS e da nação.

E há quem tem o desplante de vir a público protagonizar uma perversa peça teatral, choramingando; "O colono blá-blá-blá".

Quanto ao anjo, prefiro não comentar. Deus é Branco?.. Até posso aceitar, porem de uma coisa estou certo, preto, é que não é de certeza ABSOLUTA!"


segunda-feira, 20 de maio de 2013

M1114 - Combater por Portugal, Hoje e Sempre - Colóquio na Universidade Católica



Combater por Portugal, Hoje e Sempre - Colóquio na Universidade Católica

No dia 22 de Maio, realizar-se-á um Colóquio, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, pelas 18:00, na sala de Exposições, subordinado ao tema: “Experiências pessoais desde a Índia aos nossos dias”.

Neste colóquio, os sobreviventes da guarnição da Lancha “Vega”, que combateu e foi afundada em Diu, em 1961 pela União Indiana, irão fazer um relato emocional, na primeira pessoa, das experiências vividas e do testemunho dos que pereceram nesse dia combatendo pela pátria.

Seguidamente, o Major António Lobato, prisioneiro do PAIGC entre 1963/70, falará da sua experiência, das circunstâncias da sua captura, de como resistiu a sete anos de cativeiro e como foi libertado na operação Mar-Verde em 1970.

A fechar este colóquio um combatente recente, falará da sua experiência nos teatros actuais do Kosovo e Afeganistão.

Veja o convite neste link...

Convidam-se os OCS que desejem participar e acompanhar este evento, significativo, principalmente neste período de incerteza nacional, a comparecer no dia 22 de Maio pelas 18:00, na Sala de Exposições no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. 

Este evento é promovido pela Comissão Executiva para a XX homenagem aos ex-combatentes do dia 10 de Junho de 2013, presidida pelo Sr Almirante Melo Gomes, ex-Chefe do Estado-Maior da Armada. 

Para mais informações convida-se os OCS a visitarem o sítio 10dejunho.org

A Comissão Executiva para o XX encontro de Homenagem aos ex-combatentes no próximo dia 10 de Junho de 2013. 

domingo, 5 de maio de 2013

M1113 - Combatentes por Portugal. Vergonha e traição!


Os Combatentes da Guerra do Ultramar - COMBATENTES POR PORTUGAL -, são ignorados pela politicalhada nacional e pseudo-intelectuais da treta apenas por culpa própria.

Governados desde 1974, por políticos irresponsáveis, incapazes, incompetentes e corruptos, muitos deles também ex-Combatentes, nunca a maioria desses ex-militares se soube fazer respeitar.

Com os PRECs e outras tretas abjectas e amorfas, pós-25 de Abril de 1974, foi incutida na maioria dos ex-combatentes a  ideia de que a guerra foi culpa do povo português e que Salazar e Caetano é que nos arranjaram umas territas em África para nos entretermos a matar uns "pretitos".

IGNORANTES!

Toda a culpa é dos ex-combatentes e de mais ninguém por nunca se fazerem respeitar.

Pior é que a mentalidade de, digamos 90%, sofre do Síndroma de Calimero.

Quando Paulo Portas disse que ia dar algum dinheiro aos Combatentes da Guerra do Ultramar, foram aos milhares os que ocorreram junto  das associações para se associarem e logo a seguir deixaram de pagar cotas e desistiram.

Depois, também várias associações "morreram", abandonadas pela força que haviam tido à data da inscrição massiva de associados e outras causas, essencialmente políticas.

Um excelente exemplo, são as cerimónias do 10 de Junho, onde é visível que dos cerca de 650 mil Combatentes, só ali aparece uns 3 a 5 mil. Poucos levam as suas bóinas, guiões e insígnias para mostrar e gritar ao país:

ESTAMOS AQUI, JUNTO DOS LÁPIDES COM OS NOMES DOS NOSSOS MORTOS NA GUERRA! HOMENAGEANDO-OS E ORGULHANDO-NOS DELES COM COMBATENTES POR PORTUGAL!

Muitos preferem ir para Fátima, que ajudando a dividir celebra "O dia da criança", como se não houvessem mais 363 dias no ano para isso.

Depois são as desculpas habituais: não pude ir, não tive tempo, prefiro ir à pesca, na praia estou melhor, etc.

UM NOJO! VERGONHA!

Os ex-combatentes só têm o que merecem e assim morrerão, como cães OSTRACIZADOS e desprezados!

Digo eu a esses 90% só têm o que merecem, mais as suas vergonhas!

Mesmo entre aqueles que ali se deslocam, alguns olham com desdém os que levam as suas bóinas e insígnias, com ar infeliz, néscio, idiota, traidor, cobarde, etc. 

Em contra-partida dá gosto ver imagens das comemorações realizadas pelos Combatentes PORTUGUESES na diáspora, nomeadamente daqueles que se encontram, no Canadá e nos Estados Unidos. Imagine-se o desgosto daqueles ao verem como se comportam os "calimeros" em Portugal.  

segunda-feira, 18 de março de 2013

M1295 - MAIS REFLEXÕES SOBRE FORÇAS ARMADAS (II PARTE). por João J. Brandão Ferreira (Oficial Piloto Aviador)


MAIS REFLEXÕES SOBRE FORÇAS ARMADAS (II PARTE) 


por João J. Brandão Ferreira 
(Oficial Piloto Aviador) 
11/3/13 

“Os militares, pela sua formação, pelo seu espírito de missão e sentido do Dever, em tempo de guerra, são capazes de arriscar a vida cem vezes no mesmo dia; em tempo de paz não dão um passo que possa pôr em risco a sua carreira” 

Pedro Canavarro 

(Deputado do PRD, discurso na AR, algures nos anos 80). 

Voltando à “cassete” que o Sr. MDN anda a debitar ultimamente, repetindo “ad nauseam” que quer poupar 218 milhões de euros e reduzir 8.000 efectivos para permitir aumentar as verbas disponíveis para “operações”, em vez do orçamento se exaurir em mais de 80% com gastos em pessoal. 

Já tivemos a caridade de lhe explicar, em anterior escrito, que não parece verosímil que vá investir na operação quando fala em poupar (arrecadar) – aliás na senda do que fizeram todos aqueles que aqueceram o lugar (significativamente, sempre por pouco tempo) antes da sua pessoa; e também acrescentámos que se poderia até gastar 100% em pessoal desde que o orçamento destinado às FA apenas desse para pagar ao pessoal… 

Como, aparentemente, S. Exª não entendeu nada do que fui dizendo – culpa certamente minha por não seguir o acordo ortográfico – ainda me obrigo a acrescentar algo mais, centrado no lema de que “a esperança, ao contrário do cabelo, nunca morre”. 

Dos actuais 38.000 efectivos (eles mudam todos os dias), só 32.600 são militares; os restantes são civis e militarizados, assim distribuídos: Força Aérea 6.600 militares e 1000 civis; Marinha, 6.000 militares e 3.000 civis e militarizados e Exército, 20.000 militares e 2100 civis.[1]

Ou seja para se cumprirem as missões atribuídas aos três Ramos – que se mantêm, sem sofrerem qualquer redefinição – restam para a componente operacional, logística, administração, instrução, planeamento, etc., 32.600 homens (qualquer dia são mais mulheres que homens…) dos quais a maioria são oficiais e sargentos. Tudo isto porque as reduções na classe de praças têm sido de tal monta, que passaram à categoria de espécie em vias de extinção![2]

Encontrar um soldado ou um cabo numa unidade militar não é hoje uma tarefa fácil!... 

Ou seja o Dr. Aguiar Branco quer aumentar a verba para a operação e vamos supor (ah, ah, ah), que o consegue. E a seguir, pergunto eu, para que é que isso serviria se já não tem pessoal para … operar? 

A não ser que queira constituir subunidades só com oficiais e, ou, sargentos… 

Daqui salta-se para outra idiotia demagógica que por aí é apresentada com foros de escândalo: haver muitos oficiais generais e oficiais superiores, relativamente ao número de praças! 

Chega-se, até, a dizer que há um oficial para dois sargentos e uma ou duas praças. 

Também já desmontei estas barbaridades seguindo o lema “explica-me como se eu fosse muito burro”... Hoje vou ater-me apenas ao seguinte exercício: 

Vamos supor que em 1982, por ex., havia “X” oficiais, “Y” sargentos e “Z” praças. Daí para cá foram sendo admitidos, anualmente, às Academias Militares e às Escolas de Formação de Sargentos um número de candidatos em função das vagas tidas por adequadas (e aprovadas pelo MDN) a fim de prover à estrutura e Sistema de Forças em vigor. Número que tem vindo sempre a diminuir, mas que se manteve estável durante períodos de tempo. 

Estas militares desde que entram para o Quadro Permanente (QP), não podem ser despedidos (a não ser em casos muito raros do foro criminal, como foi o caso do então Capitão Valentim Loureiro), e vão sendo promovidos em função das vagas existentes nos quadros orgânicos superiormente definidos – os quais também foram sendo reduzidos. 

Trata-se da chamada “carreira militar”, carreira que é exclusiva das FA. Isto é, não dá para mudar de “empresa” nem emigrar…[3]

Ora não havendo incentivos para o abandono do serviço activo, ou quaisquer outras opções, os oficiais e sargentos só abandonam as fileiras quando atingem o limite de idade no posto, ou perfazem o tempo de serviço que entendem adequado às suas expectativas de pensão (e se não tivessem 36 anos de serviço ficavam dependentes de autorização superior, a não ser se optassem pelo abate ao quadro – perdendo o direito a quaisquer benefícios). 

Convém ainda referir que os limites de idade no posto são um constrangimento que não creio existir em mais nenhuma outra profissão… 

Quer tudo isto significar que os militares do QP têm um tempo médio de permanência nas fileiras de entre 20 a 36 anos. Ora quando se quer à viva força reduzir as estruturas/meios/efectivos/etc., cada vez que se muda de ministro, sem se harmonizar o impacto que tal acarreta na gestão do pessoal, tudo fica em tribulação e distorcido. 

E como não houve, nos últimos 30 anos qualquer factor minimamente estável de planeamento, a gestão de pessoal há muito que ficou e está, caótica! 

E como é muito mais difícil e demorado reduzir o número de oficiais e sargentos do QP (a não ser que os matem) corta-se nas praças, ou não os recrutando e, ou, não renovando contratos. 

Em face do descrito qualquer indigente mental percebe as causas do rácio entre os oficiais, sargentos e praças está distorcido relativamente ao desejável. 

Só que as conclusões que o vulgo tem sido induzido a tirar são falsas, pela simples razão que não há “generais a mais, mas sim soldados a menos”!… 

E o senhor arvorado em MDN terá que explicar uma última coisa: para que quererá um dia, oficiais superiores e generais, se estes nunca tiveram oportunidade de comandar uma companhia; conseguiram juntar umas escassas centenas de horas de voo, ou almirantes especializados em cruzeiros entre o mar da palha e Portimão e apenas tenham visto mar de “Sudoeste rijo”, no cinema. E todos saibam muito de “ouvir dizer” ou de leitura com prática de simulador…[4]

É isso, não servem para nada e até são um perigo, logo um custo escusado. 

Daqui à extinção total vai apenas um passo…[5]

Para finalizar apenas um equivoco em que a maioria dos militares teima em acreditar, sobretudo desde que foram congeladas as promoções: a de que ainda têm carreira… 

O dito, aliás, certeiro de Pedro Canavarro vai, por fim, deixar de fazer sentido.

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[1] Reparem: Para defender e interditar as fronteiras terrestres, aéreas e marítimas, vigiar e controlar a Zona Económica Exclusiva e as Regiões de Informação de Voo, à responsabilidade do Estado Português, etc., existem 38.600 cidadãos; mas para a segurança interna existem cerca de 55.000 distribuídos pela GNR,PSP,PJ,SEF,SIS,SIED e ASAE. Isto sem entrar em linha de conta com as polícias municipais. 

Ou seja, parece que afinal o inimigo está cá dentro… 

[2] Espera-se que um destes dias, e por causa disso, as praças passem para a tutela da Secretaria de Estado do Ambiente… 

Aguarda-se, ainda, que estas preocupações cheguem ao conhecimento de todos os grupos ecologistas e, quiçá, à Amnistia Internacional!


[3] Esta questão de fundamental importância, não aparece nas preocupações, públicas, de ninguém… 

[4] Ainda vou gostar de saber com é que o MDN vai “descalçar a bota” do milhão de euros a que um tribunal condenou o seu ministério a pagar, por ter sido acusado de não vigiar convenientemente as águas dos Açores… 

[5] “Técnica” idêntica foi utilizada para acabar com o Serviço Militar Obrigatório.