sexta-feira, 22 de abril de 2011

M330 - RANGER Manuel Abelha do 1º Curso de 1972 e instrutor do 2º curso do mesmo ano



RANGER Manuel Abelha


1º Curso de 1972 e instrutor do 2º curso do mesmo ano


Consoante os nossos Camaradas RANGERS vão tomando conhecimento deste nosso blogue e são convidados a juntar-se neste nosso cano cibernético, mostram logo o seu interesse em dar a cara, quanto mais não seja com a esperança que a malta do seu tempo de tropa dê sinais de vida.


Recordo que para isso basta mandar um e-mail para: magalhaesribeiro04@gmail.com, ou deixar no fundo de cada uma destas mensagens um comentário mostrando esse interesse, que será comunicado atempadamente ao visado.


Assim, mais um RANGER se junta a este nosso clube, desta feita o Manuel Abelha Carvalho, que foi Furriel Miliciano, e cumpriu a sua comissão militar no Pelotão de Reconhecimento da Companhia de Comandos e Serviços do Batalhão de Artilharia nº 6520/72, na zona de Tite – na Guiné -, em 1972 a 1974.
O Abelha enviou-nos várias fotos do seu álbum de memórias, tendo ficado de, brevemente, nos contar alguns dos episódios mais marcantes, de que ainda se lembra, da sua comissão em Tite.

Aquartelamento de Tite





Com elmentos do PAIGC, na fase pós 25 de Abril, aquando da entrega do aquartelamento 

Emblema de colecção particular: © Carlos Coutinho (2011). Direitos reservados.
Fotografias: © Manuel Abelha (2011). Direitos reservados.

M329 – RANGER Jorge Coutinho do 2º Curso de 1973

RANGER Jorge Coutinho
3º Curso de 1973

Fotos do Juramento Bandeira em fins de Setembro de 1973


Mais um Camarada RANGER aceitou o convite para se juntar a nós, neste nosso blogue - o Jorge Manuel Magalhães Coutinho -, que cumpriu a sua comissão militar como Alferes Miliciano na Companhia de Comandos e Serviços do Batalhão de Caçadores Nº 4610/73, que esteve em Piche e Bissau - na Guiné -, em 1974.


Vindo de Mafra, concluiu com êxito, no CIOE, o 3º curso de 1973, tendo seguido para o RI 16, em Èvora, e aí foi mobilizado para o Ultramar.

Embarcou então em Abril de 1974 no navio Niassa e desembarcou em Bissau, tendo seguido para o Cumeré onde o seu batalhão ficou instalado, destinado a frequentar a habitual instrução que era dada a todos os Homens que seriam colocados em zonas de alto risco de combate e que era designado por IAO - Instrução de Aperfeiçoamento Operacional.

Duas semanas depois, deu-se o 25 de Abril e, após alguns dias, foi destacados para fazer a segurança em Bissau, tendo aí acampado durante uns 15 dias.

Em seguida, o pessoal do seu batalhão seguiu para o cumprimento das missões para que tinha sido criado, render as companhias do BCAÇ 3883/72, que se encontravam aquarteladas no sector de Piche e que tinham terminado o seu tempo de serviço.

Porque lhe foram atribuídas funções de adjunto do Capitão - Oficial de Operações -, ficou em Bissau, tentando arranjar transporte para um pelotão da 3ª CCAÇ. A situação ali estava muito complicada devido à grande movimentação de tropa, que se havia gerado com a entrega dos aquartelamentos ao PAIGC e as consequentes retiradas das Unidades para a capital, a fim de aguardarem embarque para a Metrópole.

Ao fim de quase um mês, conseguiu o embarque numa LDG, rumando a Bafatá e, de lá, para Nova Lamego de avião. Daí partiu para Piche em Berliets (diz ele que viu naquele percurso tanta desgraça que jamais esquecerá!).

Em Piche, foi designado para adjunto do Comandante da Companhia e Chefe da Contabilidade (a sua especialidade civil), cabendo-lhe a tarefa de organizar a Cantina, o que lhe levou um mês, até vir de férias em Julho.

Infelizmente não teve muita oportunidade para estabelecer grande camaradagem e união com os homens do seu pelotão, tendo-se dessa parte encarregado os 3 furriéis RANGERS. Diz ele que também no RI 16, quase não conviveu com eles por ter de preparar as operações de instrução.

Quando regressou ao batalhão, este encontrava-se em Bula e, dali, deslocou-se para Bissalanca (nos arredores de Bissau), após o que ficou instalado nos Adidos.

Finalmente, embarcou no Uíge de regresso a Portugal, em 14 de Outubro de 1974.

Em Lisboa, ainda permaneceu mais uns 3 ou 4 meses, a ultimar a comissão liquidatária, juntamente com o 1º Sargento Afonso e com o Alferes Subhashandra Manishanker Bhatt (nome que nunca esqueceu, porque achou sempre interessante ele ser de origem indiana - um homem impecável e de quem lamenta ter perdido o contacto!)

No fim do curso quando regressava a casa, num velho combóio da CP

Já na Guiné - Cumeré -, em Abril de 1974

Fotografias: © Jorge Coutinho (2011). Direitos reservados.


M328 - Transposição de um curso de água com recurso a flutuação artificial



Transposição de um curso de água com recurso a flutuação artificial
Muito útil para quem não sabe nadar ou que, de qualquer modo, esteja impedido de nadar por exemplo por ferimento, transporte de carga, etc.


Vários são os pedidos que recebo no meu e-mail de eventuais candidatos à especialidade de Operações Especiais/RANGERS, que querem saber pormenores sobre as dificuldades a vencer nas diversas fases de instrução durante um dos nossos cursos.


É óbvio que alguns aspectos da especialidade podem ser divulgados, porque não se correr o risco de se expor publicamente à curiosidade e exploração de segredos bem guardados, ao livre acesso de todo o tipo de gente, especialmente a inimiga, a mafiosa e a mal-intencionada.

Divulgar outros aspectos, como os que dizem respeito à programação, à "alma" e à estrutura do nosso curso de Operações Especiais propriamente dito, em Portugal, está fora de questão, nem pensar.


No meu firme e inalterável conceito pessoal, tal divulgação podia e devia ser crime de lesa Pátria, jamais serão por mim divulgados e aconselho todos os nossos Homens que já passaram à "peluda" a não o fazerem também.

Passo a explicar os porquês: hoje andam muitos RANGERS ao serviço do Exército, PSP e GNR, constantemente expostos a inúmeros perigos mortais, quer no estrangeiro, quer no nosso cada vez mais problemático país, em combate ao banditismo e terrorismo.

Imaginem este lixo humano ter acesso aos mais íntimos detalhes da nossa melhor preparação?


Portanto, não será por mim, além do que se encontra divulgado neste blogue, mais informação sobre as provas e nada mais direi (muito menos por escrito), sobre tais pormenores.


Dentro do campo permissivo e não lesivo como acabei de dizer e apenas a título informativo, posso deixar "escapar", com a consciência tranquila, que, para quem quiser ser um dia inabalável e terminantemente ser RANGER, e completar com êxito esta especialidade, precisa acima de tudo: ser bastante inteligente e persistente, possuir uma excepcional estabilidade emocional psíquica, boa compleição e preparação física: em corrida, salto, abdominais e flexões de braços na barra e no solo. Noutras mensagens deste blogue encontram as provas a vencer na fase preliminar de admissão ao CTOE.

Indispensável é ser possuidor de mais algumas qualidades, além das que já foram narradas: grande espírito de sacrifício físico e psíquico, capacidade de camaradagem e convivência humana, muito superiores à média dos índices de resistência em todas as capacidades pessoais dos restantes mortais.


Mais alguns atributos complementam a compleição de um futuro RANGER de excepção: a perspicácia e um bom poder de observação, boas doses pessoais de vontade e valor, carácter, personalidade, e no decorrer de toda a instrução ter como regra séria e fundamental a obediência aos superiores hierárquicos e sntido de cumprimento rigoroso das missões que lhe forem imputadas.


Ao saberem tudo isto alguns têm dito: - Ah, mas isso é quase impossível encontrar estas qualidades todas reunidas num só ser humano… só num super-Homem!

Ao que eu tenho respondido: - Não é não, quase todos nós homens possuímos, em maiores ou menores doses, o desenvolvimento destes atributos.

O problema é que algumas destas qualidades não se compram nem se adquirem numa loja da esquina, em mercado algum, são naturais, natas, isto é nascentes com o indivíduo e espevitadas de modo desigual de uns para outros.

Porém, se umas se desenvolvem menos num indivíduo, outras há que se vão desenvolvendo com o tempo e com ajuda, seja por formação prestada por terceiros, seja por evolução própria pessoal devido à vivência de cada um.


Assim, é filosofia de um BOM RANGER não delatar aquilo que lhe é ensinado por profissionais do mais alto gabarito militar, sob grave e criminosa pena de “virar o feitiço contra o feiticeiro”, isto é, um destes dias corríamos o grave risco de ver os nossos inimigos a treinarem-se tão bem ou melhor que nós, técnica e tacticamente, nas artes da nossa imobilização e, ou, eliminação.


E mais não digo, por desnecessário.


Nesta mensagem passo 5 fotos de um exercício fácil e útil para todos, que pode ser necessário utilizar em qualquer momento da situação exposta, que pode surgir nas nossas vidas numa condição extrema.

Concluo, resumindo que a minha experiência de perto de seis dezenas de anos, permite garantir que um RANGER, é um vencedor na vida, por aplicação no dia-a-dia dos conhecimentos, técnicas e saberes, aperfeiçoados ao longo da aprendizagem apreendida no curso do CIOE/CTOE e que nos são úteis pela vida fora.

Mais acrescento que ser RANGER é um modo de estar nesta vida, uma opção para HOMENS, não acessível a qualquer um.


Só os excepcionais, que dinamizem as suas firmes vontade e valor conseguem os emblemas e a honra de dizer: Eu sou RANGER!


Um apelo final: Jovem, se queres ser diferente para melhor, junta-te aos RANGERS e acredita que vais VENCER NA VIDA!

Termino por dizer uma máxima actual: "Eu podia NÃO ser RANGER? Poder, até podia, mas... não era a mesma coisa!"

Fotografias: © José Félix (2011). Direitos reservados.

domingo, 17 de abril de 2011

M327 - 16 de Abril de 2011 - 51º Aniversário do Centro de Tropas de Operações Especiais - CTOE (CIOE)

16 de Abril de 2011
51º Aniversário do Centro de Tropas de Operações Especiais
CTOE (CIOE)

Camaradas,

O CTOE (CIOE) foi criado há 51 anos. Hoje é, também e sobre tudo, o dia de todos nós, os de "OPERAÇÕES ESPECIAIS", os Rangers de Portugal.

Sempre fieis e leais à PÁTRIA que devotadamente amamos, abnegados no cumprimento das suas missões, os Rangers portugueses, ontem, como hoje, sempre estiveram, estão e estarão presentes e disponíveis por Ela, pela Sua independência, pela a Sua existência soberana.

É a hora de estarmos vigilantes e alerta pela INDEPENDÊNCIA E PERENIDADE DE PORTUGAL.

A nossa Alma, o sangue dos nossos Antepassados e o dos nossos Camaradas que morreram em combate e ao serviço da Pátria, assim o exigem!

VIVA PORTUGAL!

Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a hora!
(Fernando Pessoa)

Um abraço,
Ranger António Feijó

quinta-feira, 14 de abril de 2011

M326 – Lampreiada com visita ao aproveitamento hidroeléctrico de Crestuma-Lever e não só, 30 de Abril às 11h00

O meu grande Amigo e Camarada António Carvalho, que foi Furriel Miliciano Enfermeiro da Companhia de Artilharia nº 6250, e cumpriu a sua comissão militar no tempo da Guerra do Ultramar, em Mampatá – na Guiné -, nos anos de 1972 a 1974, enviou para todos os ex-Combatentes da Guiné conhecidos, suas esposas, filhos, pais, outros familiares e amigos (onde se incluem os RANGERS) um convite para uma:

Fotografia: © António Carvalho (2011). Direitos reservados.

Lampreiada no dia 30 de Abril

Vai realizar-se uma jornada gastronómica e turística no dia 30 de Abril (Sábado), no Restaurante Freitas, localizado à margem da Estrada Nacional nº 108 (R-108) conhecida por estrada Porto - Entre-os-Rios, mesmo junto à ponte/barragem de Crestuma-Lever.

Programa da Jornada

11h00 - Concentração no Parque de Estacionamento do Restaurante;

11h01 - Início da visita às instalações da Barragem Hidroeléctrica guiada por um técnico da barragem, pelo Sr. Engº Costa e Silva (EDP) e o nosso Pira de Mansoa Magalhães Ribeiro, que também integra os quadros profissionais da EDP;

12h30 - Almoço (Prato único - Lampreiada);

15h00 - Visita à nova Ponte sobre o Douro (Ponte de Medas) e hipotética visita à Central de Ciclo Combinado de Produção de Energia Eléctrica a Gás Natural, também em Medas.m mais pormenores desta grande obra da engenharia nacional, situada do Rio Douro acerca de 15 Km do Porto, em: http://cnpgb.inag.pt/gr_barragens/gbportugal/Crestuma.htm

O preço do almoço são 15 flexões e o local do repasto é no Aníbal, dono do restaurante [vd aqui a localização], que também foi combatente na Guiné em 1973/74.O vinho será pago por fora mas é bom (novo da Quinta da Senhora da Graça) e barato.

Por um ou dois euros teremos vinho à fartura para todos.

As confirmações de presença devem ser remetidas para o telemóvel do Magalhães Ribeiro – 965 059 516.

É imperativo confirmar as presenças até ao dia 27.

Se não houver um número mínimo de 20 pessoas, fica tudo sem efeito.

Um abraço,

António Carvalho


M325 – A família RANGER está mais pobre, sem o RANGER Fernando Gaspar Ferreira

A família Ranger perdeu, há dias, o ex-Alferes Miliciano de Operações Especiais Fernando Gaspar Ferreira. Este nosso camarada de armas, vítima de doença incurável, era natural de Tomar. Serviu Portugal durante uma comissão de serviço em Moçambique, integrando o Batalhão de Caçadores nº 2842.

Por impedimento do respectivo comandante, esteve durante vários meses à frente da Companhia de Caçadores nº 2357, sediada em Vila Gamito, província de Tete, tendo passado tempos difíceis que custaram várias baixas, devido à intensa actividade operacional do IN.

O Fernando Gaspar Ferreira deixou uma imagem forte, própria de um ranger. Nos ambientes mais adversos revelou-se sempre como um líder natural, capaz de, serenamente, tomar decisões difíceis.

A personalidade vincada e a extrema determinação que a si próprio se impunha e que aos seus comandados exigia, coexistiam sem atropelos com a sua alegria de viver, o seu riso fácil e franco e o humanismo que revelava para com os seus soldados ou para com a população africana afectada pelas agruras da guerra.

Um dos momentos difíceis por que passou ao comando da Companhia de Caçadores nº 2357 ficou registado em livro intitulado "Não sabes como vais morrer", no capítulo "Uma resma de papel brilhante".

A triste notícia chegou-nos através de outro camarada de armas, o Carlos Nabeiro, seu conterrâneo. «Considerava-o meu irmão», diz o Carlos Nabeiro nascido no mesmo ano, no mesmo mês e no mesmo dia de Fernando Gaspar Ferreira.

A família RANGER apresenta à família enlutada as nossas melhores e mais sentidas condolências.

domingo, 10 de abril de 2011

M324 – AOE (Associação de Operações Especiais) - 7º Jantar Encontro/Convívio - Carnaval -, 2 de Abril de 2011

TODOS OS SÁBADOS


CAFÉ DE SÁBADO A PARTIR DAS 21h30
NOS 1º SÁBADOS DE CADA MÊS JANTAR/CONVÍVIO A PARTIR DAS 19h30

UMA ASSOCIAÇÃO ONDE TODOS TRABALHAM PARA O BEM COMUM


Associação de Operações Especiais (AOE)


ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS


7º Jantar Encontro/Convívio


2 de Abril de 2011


O RANGER Inverno que se deslocou desde Almeirim (Santarém) para aderir a esta confraternização. Um exemplo a seguir por aqueles que acham que vivem longe demais.


O RANGER Rodrigues completou mais um aniversário o que originou o natural festejo a condizer O Filipe filho do RANGER Duarte demonstrando a sua boa bonomia e disposição


Dois convidados que disseram presente, Fernando Barbosa e Engº Costa e Silva, dois altos e superiores técnicos da EDP

O RANGER Rui Souto diz aqui para o RANGER MR: "Ó MR deita-me aí só meio pudim s.f.f."

Dª Luísa Barbosa, Dª Irene, Dª Lurdes e Dº Fernanda


Aspecto geral da sala do convívio comestível


Evidente boa disposição e alegria entre todos os presentes


Completaram o elenco deste convívio os seguintes operacionais e convidados:

RANGER António Inverno 2º/72
RANGER Manuel Abelha 1º/72
RANGER Avelino Pereira 3º/73
RANGER Albano Pereira 1º/81
RANGER Leonel Rocha 1º/74 & Esposa Ana
RANGER Magalhães Ribeiro 4º/73, Esposa Fernanda, Fernando Barbosa & Engº Costa e Silva
RANGER Manuel Lopes 1ª/86, Paula, João, Maria & Irene
RANGER Rocha 1º/81 e Esposa Lurdes
RANGER Paulo Duarte 1º/01, Teresa e Filipe
RANGER Fernando Araújo 4º/72
RANGER Carvalheira 1º/78 & Sérgio
RANGER Rui Souto 4º/70
RANGER Vicente
RANGER António Barbosa 4º/72 & Esposa Luísa


Fotografias: © MR (2011). Direitos reservados.


ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE… E JUNTEM-SE A NÓS... NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS


Até ao próximo dia 7 de Maio de 2011 (sábado) no 8º Jantar/Convívio... se Deus quiser


sábado, 9 de abril de 2011

M323 - Brasil - BOPE para o combate à delinquência perigosa

BOPE (Batalhão de Operações Especiais)

Brasil

O Brasil, como todos os grandes países, tem os seus graves problemas com a bandidagem sem escrúpulos, muitas vezes bem organizada e quase sempre de alto grau de perigosidade.

É lixo sub-humano cada vez mais ousado e, amiudemente bem armado.

Muitas vezes com o beneplácito das leis, juízes e tribunais desta super-permissiva e indiferente democracia, apoiados por gajos de grupelhozecos que dizem falar em defesa dos direitos do homem, e que nunca falam dos deveres desse mesmo homem, movidos por interesses estranhos, tacanhos e obscuros, que se preocupam com os direitos dos bandidos e NADA ligam às martirizadas, desgraçadas e traumatizadas vítimas.

Para o combate à este tipo de energúmenos, que não tem juízo, não quer ter uma vida honesta e só gosta de viver à margem das leis, tem que haver autoridades bem treinadas, armadas e prontas para tudo.
Assim, hajam políticos governantes que apoiem e acarinhem estes Homens, nos seus momentos de intervenção.

Este vídeo enviado pelo nosso Amigo e Camarada Coimbra Pereira, cuja origem está perfeitamente indicada no próprio micro-filme, a quem deixamos o nosso melhor agradecimento pela coragem de nos reportar um trecho da complicada vida de uma tropa de elite que corre muitas vezes sérios riscos de vida.

Uma vénia em sua honra.

domingo, 3 de abril de 2011

M322 - OS HOMENS E AS GRANDES BESTAS QUADRADAS - Um artigo de excelência


HOMENS E BESTAS



HOMENS E BESTAS



Presidente da República, em atitude inédita entre os seus pares, resolveu comparecer numa cerimónia de homenagem aos combatentes do Ultramar, louvando-os e dignificando-os enquanto soldados de Portugal.

Eanes, “o capitão de Abril”, tinha um certo pudor em relação a este tipo de coisas.

Soares, o demagogo, contemplava-as com falsa “tolerância”.
Sampaio, o rasca, tinha-lhes um pó de morte.

O Estado Português ignorou os combatentes, isto quando não lançou o seu anátema contra a geração que sacrificou boa parte da sua juventude a uma guerra que “os ventos da história” condenavam, mas que quinhentos anos de História largamente justificariam.
A “geração de África” foi abandonada a si própria, renascendo de vez em quando nos nossos dias tão só para alimentar as lamúrias e a caça ao subsídio dos patrões de uma “solidariedade” que nada tem a ver com a sua honra nem com o seu sacrifício.


De resto, nada. Ao contrário do que se passa em países civilizados que nos são próximos - Reino Unido e França, por exemplo - em que os combatentes, qual seja a razão ou o resultado das guerras que travaram, merecem reconhecimento, glorificação e compensação moral, quando não de outra natureza, Portugal riscou os combatentes da sua história recente, quando não os acusou de males de que jamais foram culpados.
As guerras do Ultramar perderam razão de ser com o tempo? É possível. O poder político instalado não soube solucionar os problemas com patriótico pragmatismo? Sem dúvida. Que tem isto a ver com a geração que combateu? Nada.


O que fez o politicamente correcto de tais guerras e de tais combatentes?

Um massacre, de contornos duvidosos, propagandeado à exaustão para demonstrar a “crueldade”, a “brutalidade” e a “estupidez” dos soldados portugueses, foi o que conseguiram arranjar para os condenar, depois de vasculhados treze anos de guerra.

O arrastar na lama do “colonialismo português”, ou seja, a santificação das hordas que o quiseram destruir, condenando à miséria, à fome e à doença milhões de indefesos seres humanos, sacrificados à ganância, à fome de poder e de dinheiro de hordas de bandidos, seus “legítimos representantes”, foi o que fabricou sem escrúpulo nem respeito pela verdade.

A mais incrível manipulação da História em favor da ideologia e do oportunismo político, foi o que resultou do politicamente correcto à portuguesa.

Mais nada.Por isso que, das alfurjas onde o ignóbil se junta à desonestidade, surgem a banditagem rasca dos “donos” de verdades que desconhecem e que têm a ver com o que propositadamente ignoram: a dignidade.
O senhor Louça (Pedro Lomba chama-lhe Danton - melhor diria Robespierre) veio à liça dizer que o PR cometeu “um nada responsável exercício de reescrita da história”. A besta defende que os “jovens de hoje não têm nenhum exemplo a recuperar de quem foi para a guerra”.


Isto é, a besta mistura as suas apreciações políticas sobre a tal guerra com o valor, a dignidade, o sacrifício e a humanidade dos que a travaram. Para a besta, se a guerra era mal movida, os que nela entraram em vez de desertar, eram tão maus como ela. Mais não vale a pena dizer.
Outra besta insiste, no “Público”, na crítica ao Presidente, que, com o seu “apelo aos jovens”, dividiu os portugueses.
Como se eles não estivessem já divididos entre homens e bestas.
17.3.11

A. B. C.