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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

M594 - CONVITE - dia 12 de Outubro de 2018, Coronel RANGER António Bessa, lançamento do seu 2º livro.



CONVITE 
ATENÇÃO PESSOAL 

No próximo dia 12 de Outubro o nosso Coronel RANGER Fernando Bessa, convida-nos a todos, nossos familiares e amigos para o lançamento do seu segundo livro em Vila Real.

É um livro onde nos narra grande parte da sua experiência pessoal durante a sua estadia no C.T.O.E.



Agradece-se a partilha deste convite por todos os Rangers portugueses.

sábado, 26 de maio de 2012

M461 - 2ª edição do Livro "Não Sabes como vais morrer" do RANGER Jaime Froufe Andrade


2ª edição do Livro "Não Sabes como vais morrer" do RANGER Jaime Froufe Andrade

Editora - AJHLP (Assoc. dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto)


O nosso Camarada RANGER Andrade, do 4º Curso de 1967, que foi  Alferes Miliciano de Operações Especiais, vai proferir em Lisboa, no próximo dia 7 de Maio, pelas 19h00, uma Conferência sobre o lançamento da 2ª Edição do seu livro "Não sabes como vais morrer", cuja primeira edição rapidamente se esgotou nos escaparates das livrarias.


Aqui fica o convite, extensível a todas as pessoas que estejam interessadas em estar presentes neste evento.


O livro engloba um conjunto de oito histórias da Guerra do Ultramar, que o autor viveu na primeira pessoa, durante a sua comissão militar de serviço em Moçambique, entre 1968 e 1970.


Oito pedaços da sua memória, que espelham bem o passado de centenas de milhar de jovens portugueses, que viveram a guerra, lá longe onde o sol queima mais, através de infindáveis e tortuosas picadas, entre emboscadas, bombardeamentos, golpes-de-mão, armadilhas, minas, doenças e muito sofrimento.
Eram muitos os perigos camuflados no meio das matas, tarrafo e bolanhas de Moçambique, Angola e Guiné oferecidos aos Combatentes portugueses.

P. F.: transmitam este convite a todos os vossos Amigos e Camaradas. 

Compareçam...



Preço por unidade, nas livrarias: Seis Euros
Preço de venda através do autor: Três Euros (com portes de correio incluídos)

Contactos:

Também no Facebook em: Jaime Froufe Andrade
Telef. -  22 55 00 546

Telemóvel - 93 93 20807


Forma de pagamento sugerida: Transferência bancária para o nib: 0035  0651 0031 2990 2003 4



sábado, 28 de abril de 2012

M443 - RANGER Saúde - Novo livro



Continuando a apresentação  do RANGER Saúde (ver também as mensagens M394, M395 e M414). 

O RANGER José Saúde do 1º curso de 1973,
foi Fur Mil da CCS do BART 6523 e cumpriu a sua comissão militar em Nova Lamego/Gabú, na Guiné - 1973/74, enviou-nos notícias do seu novo livro "O TRILHO". 

Camaradas Rangers

Prometi, um dia, ao camarada Ranger Magalhães Ribeiro, que debitaria neste seu blogue – RANGERS&COISASDOMR – algumas passagens que marcam ainda hoje os tempos da nossa especialidade por terras de Lamego. Para melhor nos localizarmos, Penude. Tal como sempre, considero que os nossos ensinamentos na dita especialidade de Operações Especiais/Ranger, colocaram no púlpito da nossa convicção sinais evidentes de como se preparavam, e preparam, homens na sua condição social e, obviamente, para a vida militar.
 
De Penude guardo inequívocas recordações que jamais esquecerei. Resquícios de pedaços de história que completam o romance de uma vida sempre inacabada. A mística serra das Meadas, de fronte para a parada, estabeleceu, entre nós, laços de união muito fortes. Paralelamente à dureza das provas físicas, da acção psicológica desenvolvida ao longo do curso, o ouvir dos zumbidos das balas reais e a frieza humana constatada na instrução sobre os ilustres candidatos a rangers, formatavam a coesão de um trajecto por alguns de nós sonhado e para outros apresentavam-se como autênticos pesadelos.

Importa porém sublinhar que Lamego foi para todos nós uma escola. Uma escola de vida e sobretudo militar. Reconheço, aliás, que a minha condição como ranger no conflito da Guiné me catapultou, a espaços, para momentos que vincaram a minha eficácia no momento exacto em que o poder de decisão impunha princípios que obrigavam a resoluções imediatas. Lamego ensinou-me (ensinou-nos) isso e muito mais. Ensinou, também, o caminho da solidariedade, bem como trabalhar o espírito de equipa, tendo como fim a segurança de todos.

E foi com este espírito ranger que paulatinamente tenho traçado, em parte, o rumo da minha vida. Além de Funcionário Público (estou aposentado) sou, há mais de 30 anos, jornalista desportivo. Trabalhei para A BOLA e DN – Diário de Notícias – em termos nacionais, para rádios e jornais regionais, fui Director e proprietário do jornal “O ÁS”, único órgão de comunicação social no Alentejo que vingou ao largo de 23 anos, fui, também, pioneiro em televisão por Net em Beja, sendo também escritor. Publiquei dois livros onde relato a evolução do futebol na AF Beja ao longo do Séc. XX, e, em 2009, lancei uma outra obra, em termos nacionais, AVC NA PRIMEIRA PESSOA – edição MEL, Estarreja, que resulta de uma doença, inesperada, que na madrugada de 27 de Julho de 2006 me bateu à porta, seguindo-se, o seguinte projecto:

Antecedendo o lançamento do meu quinto livro – “GUINÉ/BISSAU – AS MINHAS MEMÓRIAS DE GABU 1973/74” – apresento, agora, “O TRILHO. A sua apresentação oficial está agendada para o dia 10 de Maio, pelas 21h30m,  na Biblioteca Municipal José Saramago, em Beja.

“O TRILHO” narra “Um cruzar de épocas em gerações transversais – 1950-2050”. A personagem principal, Jesus, nasce numa aldeia do interior do Alentejo e projecta a sua vida ao longo de 100 anos, trazendo à estampa várias vivências humanas, particularmente a sua vida militar onde relata a passagem por Lamegos, nos rangers, e pela Guiné em tempo de guerra de paz.

O livro aborda duas temáticas: o virtual e o mundo da fixação. São, no fundo, 161 páginas de autêntico frenesim. Personagens míticas que paulatinamente foram desaparecendo com o evoluir dos tempos. Fala-se de valores de outrora que se pulverizam num horizonte onde a temática tecnológica ganha tempo ao tempo e tudo muda.

Fala do contrabando e dos pregoeiros. Da emigração. Da guerra, principalmente do ex-Ultramar. Os anos 60. A sociedade e a sua natural transformação. Enfim, um conjunto de situações que não passam imunes ao cidadão comum.

Os rangers, e naturalmente Lamego, no caso “Lamegos”, não passa ao lado da personagem Jesus. Aqui fica um pequeníssimo estrato da obra.

“… Neste seu percurso por terras de Lamegos, Jesus tinha sempre em conta as diversas operações a que fora submetido. Submeteu-se à “largada”, à “dureza onze”, às “24 horas de Lamegos”, ao “calvário”, à “passagem pelos esgotos da cidade”, ao “cemitério”, às agruras impostas pela pista ranger, ao galho, às noites passadas no rio, - claro que dentro de água, à celebre “piscina ranger”, à luta corpo a corpo com um outro companheiro sendo que o fim era mesmo a doer, à visita, quase diária, a Lamegos, às 7 horas da manhã com a neve a cair, e em tronco nu, ou com uma simples camisola onde se lia “Ranger vontade e valor”, às gélidas e chuvosas noites a ouvir o uivar dos lobos em plena serra, às presumíveis emboscadas, o saber ao pormenor o manuseamento de uma arma de fogo, aprender o contacto com o inimigo e a reacção imediata, enfim, uma panóplia de princípios que tinham como fim o comandar homens em palco de guerra. Este é o resumo de um verdadeiro ranger. Um homem que assimilava princípios capitais para enfrentar as dificuldades em conflitos. Jesus lembra, por exemplo, um samba brasileiro que, ao longo de três dias e outras tantas noites (dureza onze), se fazia ouvir a todo o momento: “É chato que eu sei que é chato este meu samba é muito chato…” A sua audição era perceptível a todo o momento. Acção psicológica, comentava a rapaziada!

A voz de comando era importante. Assim, depois da árdua experiência, Jesus foi mobilizado para a Guiné. Dizia-se que a Guiné cheirava a guerra. Perigo iminente. E foi nesse palco de guerrilha que o jovem Jesus puxou pelo saber e por tudo o que aprendeu naquelas margens do rio Douro. E tão úteis que elas foram!...”

Francisco Moita Flores, meu amigo de infância, escreveu o Prefácio – CAMINHOS – sendo que na contra capa deixo escrito um pequeno estrato do seu parecer sobre a obra.

“… A narrativa que o autor nos apresenta numa escrita simples, idílica, cravada de memórias e de utopias, remete-nos para o confronto com os sinais do tempo que marcam a nossa história recente.

Diria mais, a nossa pequena história recente, aquela que marca de forma significativa a nossa identidade – a imensidão alentejana, do espaço e nostalgia, os contrabandistas e pregoeiros, a escola e o brincar.
O livro aborda uma questão interessante. A prospecção do futuro.
Que virtudes nos trouxe a revolução que acelerou o tempo e reduziu o espaço a uma imagem? Que haverá por detrás dessas imagens quando Jesus morrer? Terá a sua vida o mesmo significado litúrgico e simbólico do outro Jesus que morreu há milénios? Que futuro está escondido debaixo da tecla “enter”?”


Um abraço
Zé Saúde 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

M384 - Recensão do Livro: CIOE/CTOE, OPERAÇÕES ESPECIAIS, 50 ANOS


CIOE/CTOE, OPERAÇÕES ESPECIAIS, 50 ANOS
Com a devida vénia agradecimento publicamos aqui o extracto do site “OPERACIONAL”, cujo link se apresenta a seguir, uma recensão da autoria de Miguel Machado, ao livro dedicado pela nossa querida Unidade aos 50 anos das Operações Especiais:


As Operações Especiais do Exército Português têm agora a sua história publicada! O livro que hoje apresentamos é na realidade a obra mais completa até hoje vinda a público sobre o Centro de Instrução de Operações Especiais.

Trata-se sem dúvida de um interessantíssimo documento que vem fazer luz sobre aspectos pouco conhecidos dos antecedentes, sucessivas organizações e conceitos de emprego e doutrinários que as “Operações Especiais do de Lamego” adoptaram desde a sua fundação até à actualidade, a este tempo do Centro de Treino de Operações Especiais.

Em 2010 assinalaram-se 50 anos da criação do CIOE e em boa hora, pela pena de Hélder da Silva Serrão, também ele militar de Operações Especiais do Exército, a unidade decidiu publicar este livro.

É uma obra corajosa como são os militares de Lamego!

E isto porque sendo um livro claramente institucional - antes da introdução escrevem mensagens o Chefe do Estado-Maior do Exército e dois comandantes da unidade envolvidos no projecto do livro que tem prefácio de um tenente-general antigo comandante - não foge a muitas aspectos da história que habitualmente, nesta como em outras unidades militares, não raramente são “esquecidos”. Mesmo que não escape aqui e ali a um estilo relativamente apologético - afinal de contas o autor é “da casa” - talvez por força da formação académica de Hélder Serrão em História, os factos relevantes, positivos e menos positivos estão lá claramente expressos. Estamos perante um trabalho sério.

Isto não o isenta de um ou outro lapso que abaixo concretizaremos, indo aliás ao encontro do que o autor refere na introdução sobre a necessidade de aprofundar mais alguns aspectos. Segundo Hélder Ferrão, “
Este livro está divido em três partes, correspondendo, cada uma, a um período específico e relativamente distinto da vida da Unidade. A primeira é composta por sete capítulos que abrangem os antecedentes do CIOE até ao 25 de Abril de 1974. A segunda arte, constituída por dois capítulos, centra-se nas convulsões do pós-25 de Abril, na extinção do CIOE e na criação da Escola de Formação de Sargentos (EFS), em seu lugar. A terceira parte, materializada num único capítulo, foca-se na recriação do CIOE em 1981 e na sua evolução e consolidação até aos dias de hoje.

Nesta nossa leitura da obra vamos naturalmente abordar alguns aspectos que mais nos despertaram a atenção. O livro é muito mais do que isto sendo um livro para se ler muito mais do que para se ver! As imagens do livro, com dimensões reduzidas servem apenas para ilustrar um ou outro aspecto pontual ou importante, não para descortinar detalhes ou criar impacto visual.

Na primeira parte é interessante constatar que, ao contrário do que muitos autores querem fazer crer, o Exército estava de facto a preparar-se para o conflito em África. Antes do seu eclodir não só o CIOE foi criado como as primeiras Companhias de Caçadores Especiais deram os primeiros passos. As vicissitudes na formação destas companhias, com uma formação muito exigente para os padrões então vigentes no Exército, são aqui bem referidas e o autor não foge também a abordar os motivos que levaram à sua extinção.

O papel dos militares formados em Lamego na Guerra do Ultramar e as circunstâncias a que estavam sujeitos uma vez que eram colocados nas unidades de quadrícula e sob o comando destas, para melhorar o seu “nível médio”, é um aspecto interessante que o autor gostaria de desenvolver. Diga-se no entanto que muito já aqui está escrito e com interessantes testemunhos de militares das Operações Especiais que combateram em África.

O autor explica também o grande espaço atribuído no livro à participação do CIOE nos acontecimentos do 16 de Março e do 25 de Abril de 1974, facto que sendo naturalmente uma opção legítima, não parece ter muito a ver com a especificidade da unidade e de algum modo confere a esse período uma importância muito desproporcionada na história da unidade.

Segue-se, já na segunda parte, a formação da Companhia Operacional em Leixões no ano de 1975 - força de reserva de elite da Região Militar do Norte do Exército - e posteriormente de um Batalhão de Operações Especiais sediado no Porto - para o qual pela primeira vez praças receberam formação em “operações especiais”. Esta instrução teve lugar em Lamego na Escola de Formação de Sargentos. A sub-unidade operacional “OE” manteve-se no Regimento de Infantaria do Porto vários anos, sendo essencialmente empenhado no “Verão Quente” em missões de manutenção de ordem pública.

O autor deixa também bem claro, a alteração periódica do conceito de Operações Especiais no Exército Português, consoante a realidade do emprego das forças o determinava.

Detalha e bem a questão dos símbolos, quais eram e quando apareceram ao longo dos na mas não refere, embora se possa intuir, a origem da designação “ranger” que os militares de operações especiais portugueses adoptaram e cultivaram anos e anos seguidos.

É ainda interessante a leitura do período relativo à EFS (1975-1981) e à bem sucedida campanha que alguns oficiais incondicionais do CIOE levaram a cabo, culminando no ressurgir em termos modernos (na altura, claro), da formação em Operações Especiais e mesmo na refundação da Unidade e envio da EFS para outro quartel. Se por um lado o Exército voltava a prepara-se para enfrentar o inimigo convencional e as suas Operações Especiais seriam sem dúvida uma componente importante para o Sistema de Forças Nacional, o caminho percorrido e descrito no livro mostra bem como as decisões foram tomadas.

Aborda, embora de modo sintético, a formação das companhias de comandos em Lamego no CIOE e o período da Escola de Formação de Sargentos. Nestes anos da EFS a situação passou a ser a de se ministrar uma formação do “tipo Operações Especiais”, mas só a praças e oficiais e sargentos milicianos (os actuais RV/RC).

Na terceira parte, a partir de 1982, recomeça formação de pessoal do Quadro Permanente e inicia-se uma verdadeira revolução nas Operações Especiais do Exército em Portugal. Esse será o inicio de um “período de ouro” do CIOE em que a unidade vai ganhar uma enorme projecção a nível do Exército e mesmo no contexto das Forças Armadas, lutando pela exclusividade da actividade “Operações Especiais”. Note-se que à data o Corpo de Tropas Pára-quedistas da Força Aérea dispunha de uma Companhia de Forças Especiais (que se manteve até 1993, até à transferências destas tropas para o Exército) e o Corpo de Fuzileiros da Marinha, um Destacamento de Acções Especiais (que se mantém, hoje).

Toda a instrução é revista e o CIOE passa a ter como encargo operacional uma companhia de operações especiais. Parte dos cursos ministrados em Lamego passam mesmo a ser obrigatórios para todos os oficiais e sargentos do Exército Português e a formação de praças e pessoal de complemento mantêm-se para alimentar o encargo operacional. EM 1985 a GNR passa a formar em Lamego militares destinados ao seu Pelotão de Operações Especiais.

O CIOE vai alargando ao longo dos anos as suas capacidades quer em pessoal quer em instalações e mais cursos vão sendo ministrados. Depois dos Curso de Operações Especiais, surgem os Cursos de Sobrevivência (1983), Montanhismo (1984), Operações Irregulares (1985) Patrulhas de Reconhecimento de Longo Alcance (1985), Operações Psicológicas (1989) e ainda outros. É também em Lamego que se ministra o 1.º Estágio de Sobrevivência para Jornalistas (1995).

Em 1986 há um período de alguma indefinição no Exército sobre o papel das Operações Especiais e a sua articulação com os Comandos e isso reflecte-se na organização do CIOE, o qual passa a ter como encargo um Batalhão de Operações Especiais, o qual incluía subunidades de morteiros pesados e armas anti-carro, apontando claramente para outro tipo de combate que não o “puro” de operações especiais como em Lamego as entendiam. Foram os tempos da criação da Brigada de Forças Especiais. Segundo o autor terá mesmo havido a intenção de esbater a diferenças entre comandos e operações especiais com destino à sua integração nesta grande unidade do Exército.

Em 1990 a situação clarificou-se, muito por força, mais uma vez, de uma bem conjugada acção de oficiais oriundos do CIOE, e a aprovação de um novo Regulamento de Operações Não Convencionais, veio recolocar as Operações Especiais do Exército no caminho pretendido, agora melhor sustentadas neste documento doutrinário do ramo. Diz o autor “…a Unidade viu consubstanciados os princípios, missões e formas de actuação das Forças de Operações Especiais, das Actividades Irregulares e das Operações Não Convencionais… …contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento verificado na década seguinte…”.

Nos anos 90 a unidade entra num período de grande actividade de treino operacional, nomeadamente com forças congéneres de vários países aliados, onde muitos portugueses também recebem formação.

É também neste período, certamente o de maior actividade do CIOE desde o fim da Guerra em África, que começa a participação de destacamentos de Operações Especiais em missões internacionais.

Inicialmente com um envolvimento simbólico, como o realizado na Bósnia numa missão a que não foi possível dar seguimento. Aqui o autor comete um lapso referindo o envolvimento do CIOE na missão da Bósnia em 1996, sendo que a unidade apenas em 1997 (09JAN a 17MAR) enviou 2 equipas para este teatro de operações.

Ao abordar a questão do envio para a Noruega, em 1997, de um DOE também comete outro lapso de detalhe: as luvas goretex e polainas do mesmo material foram distribuídas ao Exército na Bósnia logo em 1996 não tendo por isso ligação com a missão do DOE. Aliás o mesmo se passa em relação aos GPS e outro material todo ele adquirido para esta primeira missão de paz na Europa para o Exército Português.

Em 1997 a operação Leopardo, diz o autor, foi “…a primeira sob exclusiva responsabilidade nacional após a Guerra em África, que teve como objectivo a recolha de cidadãos nacionais do Zaire…“. Pois aqui há novo lapso. Em Outubro de 1992 as Forças Armadas Portuguesas realizaram a operação “resgate” em Angola (Luanda, Catumbela, Namibe, Huambo e Lubango) S. Tomé e Brazzaville, tendo inclusive na sequência desta missão falecido um militar português que tem hoje o seu nome no memorial do Forte do Bom Sucesso, como o primeiro militar mortos nas chamas missões de paz. Aliás esta operação “Leopardo”, como se sabe, acabou por não recolher ninguém uma vez que a situação normalizou.

É desta época a aquisição de diverso tipo de armamentos meios de transmissões de elevada qualidade que passaram a equipar os DOE colocando-os, em alguns itens, a um nível sem paralelo no Exército Português.

Exercícios no estrangeiro e mais do que uma operação em África (Guiné, com apoio em Cabo Verde e Senegal) em 1998 e 1999, mantém o CIOE numa actividade operacional bem intensa, demonstrando as suas possibilidades e o valor dos militares das Operações Especiais do Exército.

Em 1999 ainda iniciam uma missão de longa duração - a primeira - no âmbito da NATO, na KFOR (Kosovo), num ciclo semelhante aos das Forças Nacionais Destacadas (6 meses no TO e depois substituição por Destacamento semelhante). Aqui o autor confundiu o nome do primeiro Agrupamento que ali serviu, foi o Bravo não o Alfa, mas explica bem a interessante missão do DOE naquele teatro de operações.

Seguem-se os exercícios da série Felino da CPLP, cabendo ao CIOE acolher o primeiro e ter um papel de primordial importância no seu desenvolvimento. Coube durante anos ao CIOE a representação Nacional neste único exercício da CPLP e, parece-nos, merecia mais desenvolvimento na obra.

Seguiu-se Timor-Leste em 2000 e nova missão “tipo FND” para as OE de Lamego, aqui com a particularidade de “…um Destacamento de Operações Especiais, não declarado mas embebido na unidade portuguesa…” até 2004, apresentando o autor algumas das operações em que o Destacamento participou.

Segue-se a descrição do envolvimento das OE no âmbito das NATO Response Forces, destaque dado ao exercício “Stead Fast Jaguar” em 2006 e o inicio d envolvimento das equipas sniper no Afeganistão em 20º7 e 2008e depois em 2010.

Explica também com detalhe a participação do CIOE na “Comunidade de Operações Especiais - NATO e EU” e o caminho para uma capacidade conjunta de Operações Especiais em Portugal. Interessante porque é um tema pouco abordado fora do meio militar e culmina numa referência ao mais actual conceito nesta área que está em vigor no Exército Português, (de 2007 que o autor classifica de “…verdadeiramente estruturante, vem definitivamente esclarecer as eventuais dúvidas que pudessem persistir quanto ao emprego doutrinário destas tropas (Operações Especiais, Comandos e Pára-quedistas)…“.

A Cooperação Técnico Militar é abordada de modo muito explicativo sobre o seu funcionamento em geral e refere o actual empenhamento do Centro de Treino de Operações Especiais e faz uma retrospectiva do empenhamento do CIOE neste campo.

Termina esta capítulo cronológico com uma referência à transformação do CIOE em Centro de Treino de Operações Especiais e a sua integração na Brigada de Reacção Rápida em 2006.

O livro, como é praxe nestas obras institucionais tem muitos anexos (ver Índice) alguns dos quais bem interessantes, nomeadamente os dos testemunhos que constituem um excelente complemento informativo aos assuntos já abordados na obra.

Não restem dúvidas, estamos perante um livro que é uma mais-valia muito significativa para a história do Exército Português e obrigatório em todas as bibliotecas que se interessem pela temática.

O livro em formato 24X17cm, tem 302 páginas, com fotos a cores e a preto e branco, é uma edição “Edições Esgotadas”, está à venda no mercado livreiro por cerca de 25,00€, e tem o ISBN: 978-989-8502-00-1.

Nota de MR: O livro pode ser adquirido pelos interessados numa das lojas da FNAC.

sábado, 30 de outubro de 2010

M276 - RANGER Andrade - 42 anos depois... quer a reparação de um erro! (2)


ATENÇÃO MOÇAMBIQUE

Já na mensagem com a referência “M217 - RANGER Andrade - 42 anos depois... quer a reparação de um erro!”, havíamos abordado esta matéria que agora refrescamos com uma nova foto que foi enviada pelo autor da mesma.

Recorda-se que o RANGER Jaime Froufe Andrade é o autor do livro "Não sabes como vais morrer", já publicitado neste blogue, nas mensagens M102 e M209, e que decidiu revelar, no Youtube, uma história em que admite não ter tido um comportamento correcto na sequência de um golpe-de-mão a uma base da FRELIMO.

FRELIMO, traduz-se por Frente de Libertação de Moçambique e era o movimento nacionalista armado, que combatia as tropas portuguesas naquele território africano, no período da Guerra do Ultramar entre 1961 e 1974.
40 e alguns anos depois ele não só faz a sua própria autocrítica pessoal ao comportamento de então (recorda-se que nesse tempo, tal como todos os milicianos do SMO – Serviço Militar Obrigatório -, o Andrade tinha apenas 22 anos de idade), como manifesta o desejo de reparar, logo que lhe for possível, esse acto leviano e desajustado.
É uma história de grande humanidade que, eventualmente, servirá para aproximar os dois povos e atenuar as feridas e cicatrizes provocadas pela guerra que ali travamos.
Quanto à forma de se aceder à dita história no Youtube, o link é:http://www.youtube.com/watch?v=KrR0G262dqU, ou então quem quiser tecle uma busca do Youtube com as seguintes palavras: “guerra colonial rádio”.

O RANGER Andrade descobriu a foto do Homem (ex-Guerrilheiro da Frelimo), a quem quer hoje dar um abraço e devolver o rádio!

Será que alguém o reconhece, em Moçambique (sobretudo em Tete) este homem? Se sim, por favor envie um e-mail para: froufe.andrade@yahoo.com

A foto (slide) foi tirada pelo RANGER Andrade, que nunca levava a máquina fotográfica para as operações, mas naquele dia aconteceu. E ainda bem, como ele próprio agora o afirma.

domingo, 12 de setembro de 2010

M260 - Manuel Godinho Rebocho -“AS ELITES MILITARES E AS GUERRAS D’ÁFRICA”, Um Pára-Quedista Operacional da CCP123 do BCP12 - Guiné - XXII


ATENÇÃO: Esta mensagem é a continuação das mensagens M233 a M244, M246, M248, M249, M250, M252, M253, M254, M257, M258 e M259. Para um correcto seguimento de leitura da sequência da narração, aconselha-se a iniciar na mensagem M234, depois a M235… M236... M237… etc.

Manuel Godinho Rebocho

2º Sargento Pára-Quedista da CCP123/BCP12 (Companhia de Caçadores Pára-quedistas 123 do Batalhão Caçadores Pára-quedistas 12)Bissalanca/Guiné

1972 a 1974


O Dr. Manuel Godinho Rebocho é hoje Sargento-Mor na reserva e foi 2º Sargento Pára-Quedista da CCP123/BCP12, Bissalanca, 1972/74, escreveu um excelente livro “AS ELITES MILITARES E AS GUERRAS D’ÁFRICA”, sobre as suas guerras em África (uma comissão em Angola e outra na Guiné combatendo por Portugal) e a sua análise ao longo dos últimos anos, de que resultou esta tese do seu doutoramento.

Nesta mensagem continua-se a publicação de alguns extractos do seu livro, já iniciadas nas mensagens M233 a M244, M246, M248, M249, M250, M252, M253 M254, M257, M258 e M259:

(continuação)

POSFÁCIO / DEPOIMENTOS

3. José Pereira de Casimiro Carvalho
Cumpriu uma Comissão de Serviço, nos anos de 1972 – 1974, como Furriel Miliciano de Operações Especiais, Comandando uma Secção Operacional, no Sul da Guiné.

Numa análise global do trabalho efectuado pelo autor da obra “As Elites Militares e as Guerras D’África” e escudando-me na minha fraca aptidão literária, falando sim o cidadão comum, apraz-me dizer enquanto parte integrante do teatro de guerra que foi a Guiné, no qual fui “convidado” a intervir, que a verdade tarda… mas vem. Pois, após mais de trinta anos, durante os quais me senti como parte da história, que todos queriam esquecer, tal qual o Vietname para os americanos, o autor, qual grilo falante para o Pinóquio, veio relembrar fantasmas do passado, mas também fazer-me acreditar. Estes casos, normalmente, são avivados à posteriori, quando os intervenientes já não estão presentes, ou estão tão velhos que apenas querem que os deixem em paz.

Felizmente não é o caso, e ninguém espera medalhas nem louvores, mas tão só o reconhecimento do sacrifício e da dádiva que nós, os jovens de então, que tão estoicamente lutámos até ao sacrifício supremo, que é dar a vida pela nossa bandeira e pela nossa Pátria, tão vilipendiada hoje em dia.

Ora, quis o autor pôr factos a nu e acordar certas consciências, o que quase ninguém teve a ousadia de fazer nestas décadas que nos separam de uma realidade tão dolorosa como foi a Guerra de África. Factos estes tão desconhecidos, já que o Estado Novo não os deu a conhecer ao Povo Português.

Passando em revista lapsos da minha memória e do que se dizia à surdina, a minha companhia, que era de Cavalaria, a (CCAV 8350/72), teria como destino Bigene. Mas como se dizia então, alegadamente o comandante da companhia, que teria de ir para Guileje, tinha uns “conhecimentos” e a minha companhia foi então enviada para Guileje e a outra “Somos um caso sério” foi então para Bigene.

Passámos uns meses “porreiros” em Guileje, fazendo muitas patrulhas de perímetro alargado, direccionadas para a zona entre Guileje e a fronteira com a Guiné Conakry, e sempre em caminhos novos, como nos era indicado pelo Comandante da Companhia Capitão Miliciano Abel dos Santos Quelhas Quintas. Caminhos abertos à catanada e de difícil progressão. Eram patrulhas extenuantes e que nos desagradavam muito, embora hoje reconheça que foram bastante úteis para afastar o inimigo (IN) das cercanias do nosso aquartelamento.

Para complementar esta segurança e manter o IN afastado, o Capitão e o Alferes Miliciano que comandava o Pelotão de Artilharia faziam periodicamente tiro com as peças 11,4, sobre zonas predefinidas, complementadas com batimento de morteiradas tanto de morteiro 81, sob o meu comando, como de morteiro 10,7.

Pormenorizar, não consigo, mas lembro-me que em Março de 1973 Guileje sofreu um ataque com canhões sem recuo. Não sei se foi pedido apoio aéreo. O que é certo é que vimos, para nosso gáudio, um avião Fiat G91 a sobrevoar Guileje. O Capitão falou, via rádio, com o Piloto (Tenente Pessoa) a quem indicou o rumo do local de onde o IN nos estava a atacar.

Algum tempo depois soubemos que o avião tinha caído. Nem queríamos acreditar que um jacto da nossa Força Aérea houvesse caído. Impossível, para os nossos tenros vinte anos acreditar em tal coisa, mas era verdade.

Entretanto, mobilizaram-se as tropas, para procurar e recuperar o Piloto. Vieram os Pára-Quedistas – a nossa tropa de eleição – e o grupo do “Marcelino da Mata”, tão famoso e tão famigerado.

Quando este grupo se estava a preparar para a operação de resgate, verifiquei que eles ostentavam uma chapa que dizia “OS VINGADORES OPERAÇÕES ESPECIAIS”. Fiquei tão eufórico que me ofereci para fazer parte desse grupo, tendo a anuência do Marcelino da Mata, visto eu ser de Operações Especiais. O Capitão Comandante da minha Companhia não foi em “cantigas” e não autorizou, mesmo tendo o Marcelino garantido que me traria de volta, nem que fosse às costas. A operação realizou-se; eu fui com a minha tropa, os Pára-Quedistas foram também para lá, assim como o grupo de Marcelino.

Recordo-me que andámos muito. Vimos os danos que os nossos obuses faziam nas árvores, todas escavacadas, e soubemos que os Pára-Quedistas e o grupo do Marcelino tinham resgatado o piloto. Regressámos e, ao chegarmos, o Capitão estava a distribuir cerveja em garrafas grandes, a que chamávamos “Bazookas”. Eu peguei na minha e bebi sofregamente enquanto o Capitão Quintas dizia “…bebe devagar, Carvalho, ainda te faz mal”. Eu, sem água havia muito tempo, com sede, cansado, e próprio dos meus vinte anos, não liguei e... “pumba”... caí redondo.

Entretanto fui nomeado para comandar os reabastecimentos a Guileje, para o longo período das chuvas, durante o qual ficávamos isolados, completamente cercados de água. Estes abastecimentos eram desembarcados em Cacine, de onde eram transportados em pequenos barcos para Gadamael, e daqui em viatura para Guileje.

Por esta razão encontrava-me em Gadamael quando a minha Companhia abandonou Guileje. Em Gadamael, através da Estação de Rádio “Conakry”, ouvíamos a “Maria Turra”, programa de acção psicológica da Guerrilha, segundo a qual já tínhamos “levado” em Guileje, e íamos “levar” em Gadamael. Que profecia maldita… meu Deus!

Foram pedidas urnas ao Comando em Bissau e vieram muitas mais do que as supostamente necessárias. Alguns, morbidamente, marcámos com o nosso próprio nome a que queríamos para nós. Mais tarde verificámos que não chegaram!

Posteriormente, e depois de um forte bombardeamento, vi um camarada tombado. Peguei nele e debaixo de morteirada intensa levei-o às costas para a enfermaria. Só aí verifiquei que faltava meia cabeça e os miolos escorriam-me pelo ombro abaixo. Deixei-o então nessa enfermaria, onde eram depositados os corpos e regados com creolina por causa da pestilência dos cadáveres.

Numa dada altura, ouvimos mais uma vez as “saídas” das granadas de morteiros a serem disparados pelo IN e tínhamos entre 22 e 23 segundos para nos pormos “a salvo” até as mesmas caírem em cima de nós; e uma coisa que nos espantava era que se corríamos para o cais, as granadas caíam no cais, se corríamos para o parque auto, as granadas caíam no parque auto, … certinho; eu corri para uma vala (não havia abrigos).

Já lá, senti as costas molhadas. Pus a mão e veio banhada em sangue. Então gritei: “estou ferido”. Fui socorrido e mais tarde evacuado, por uma Patrulha da Marinha para Cacine onde fui tratado, sem necessidade de ir para Bissau, e onde me disseram: “a tua guerra acabou, ficas aqui a comandar a secção de limpeza”.

Em Cacine ouvia-se o “embrulhar” (ser bombardeado) do quartel de Gadamael, de onde chegavam os feridos, que eu ajudava a tirar dos barcos e levava ao colo, vindo um deles a falecer. Fiquei tão transtornado que me equipei, peguei na minha arma que trouxera de Gadamael, aproximei-me de um Oficial e disse-lhe “ou me manda para junto dos meus camaradas ou estouro tudo por aqui.” Esse oficial deu ordens, imediatamente, para que me transportassem de barco para Gadamael. Lá fui, sempre a olhar para as margens à espera de um ataque.

Cheguei a Gadamael, e que confusão! Era tão indescritível que só digo: não havia cadeia de comando, não havia comida, matavam-se patos pequenos dos nativos e cozinhavam-se nuns bidons, com muito piripiri à mistura, e bebia-se vinho que escorria dos barris de 200 litros, esventrados por estilhaços dos ataques do IN.

Lembro-me que após um dos muitos ataques a Gadamael, saiu um Bigrupo de Pára-Quedistas. Passados alguns momentos, ouviu-se um forte tiroteio e viam-se os RPG’s a estourar no ar, durante o que me pareceu uma eternidade. Era uma forte emboscada inimiga.

Regressaram os Pára-Quedistas com dezasseis feridos, um dos quais um Sargento com uma bala numa perna que, olhando para o material capturado ao IN, sorria. Fantástico! Que moral!

Lembro-me que, noutro momento, estávamos a ser atacados com canhões sem recuo e que apareceram os Fiats, picando como nos filmes. Largaram uma bomba e até no quartel de Gadamael os corações tremeram com o som do seu rebentamento – pudera! Os ataques dessa zona acabaram. A bomba havia atingido a base inimiga em “cheio”.

No seguimento dessa minha odisseia, lembro-me que quando éramos atacados o pessoal fugia para o mato, onde era mais seguro estar, e que um Oficial Miliciano formou, em 4 de Junho, uma patrulha “ad hoc” para sair para a zona do antigo aeroporto, onde se presumia haver forças do IN. Saiu uma “espantosa” Força de 16 ou 17 militares, incluindo eu, e da qual faziam parte dois “putos” que tinham vindo voluntários para a tropa. Como tinham chegado à Província havia pouco tempo, obviamente dispensei-os de saírem. Após nos termos afastado cerca de 1200 metros do Quartel caímos numa emboscada e morreu o Alferes Branco, o Cabo Neves, o Anselmo e o Hipólito, além de ferimentos no “pica” homem nativo que ia à frente a picar o chão para detectar minas. Aguentei o fogo com outro camarada e, quando se acabaram as munições fugimos para o quartel onde chegámos num estado psíquico e físico indescritível. Os Pára-Quedistas saíram em socorro dos meus camaradas e regressaram com os corpos, violentados duma forma que me abstenho de transcrever aqui. Eu infelizmente fui autorizado a ver os corpos em cima de uma Berliet.

Hoje sei o nome do que padeço, Stress pós traumático de guerra. E a minha família…

Aqui deixo uns retalhos da vida de um militar de Operações Especiais, no Sul da Guiné, durante os primeiros seis meses do ano de 1973, com os quais e a partir deles compreendo a obra de que tenho a honra de escrever parte do posfácio.

Textos, fotos e legendas: © Manuel Rebocho (2010). Direitos reservados