segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

M185 - História da Expansão Portuguesa no Mundo Século XV e XVI


História da Expansão Portuguesa no Mundo

Século XV e XVI

Com a tomada de Ceuta em 1415 e a descoberta das ilhas da Madeira (1418) e das Canárias (1432), que eram territórios de colonização e exploração agropecuária, atestada a sua pobreza mineral, Portugal marcava assim o início da sua expansão territorial.

Os conquistadores portugueses começaram a explorar a costa de África em 1419, impulsionando desenvolvimentos nos campos da navegação, como a cartografia, e nas próprias embarcações, como a caravela, de maneira a encontrar um caminho marítimo que intersectasse o lucrativo comércio de especiarias que se fazia no Oriente.

Conquistam-se mais praças a partir de 1458 em Ceuta - pontos de apoio logístico e material às navegações portuguesas ou mesmo entrave ao corso e pirataria dos mouros. Estabelecendo em Arguim uma feitoria comercial, com guarnição militar, os portugueses fundam uma nova plataforma de acção e comércio em plena área de navegação, sondando e obtendo as riquezas necessárias para o financiamento e continuidade da gesta marítima.

Grandes navegadores como Diogo Cão e Bartolomeu Dias exploraram a costa africana, o último passando, em 1487, o Cabo das Tormentas, mais tarde renomeado para Cabo da Boa Esperança pelo rei João II de Portugal. Mais tarde, Vasco da Gama aproveitou os traçados marítimos para estabelecer uma rota marítima para a Índia, em 1498.

Pouco depois, Pedro Álvares Cabral, em 1500, chegava ao Brasil. Outros navegadores importantes como Fernão de Magalhães, a serviço da Coroa de Castela, Pedro Fernandes de Queirós e Luís Vaz de Torres exploraram o Oceano Pacífico ao serviço do Império Espanhol.

As embarcações portuguesas sulcavam o Oceano Índico, tomando conhecimento de novas terras, conquistando pontos-chave do comércio regional, estendendo-se o domínio de Ormuz, no Golfo Pérsico, ou Quíloa, na África Oriental, até Malaca, Ceilão, Insulíndia, Molucas, alcançando mais tarde a China e o Japão, para além de expedições e viagens no interior asiático e africano e a descoberta do continente australiano.

Construiu-se uma rede de feitorias, entrepostos, e fortalezas, captando riquezas e irradiando a língua portuguesa e a religião católica, num esforço de criação de uma unidade civilizacional portuguesa, quer através da ação missionária quer da miscigenação, e sobretudo pela força das armas.

Do Índico e Extremo Oriente vieram as especiarias, os metais preciosos, os tesouros artísticos, as porcelanas, sedas e madeiras, entre outros produtos para venda na Europa, e Lisboa se tornou o empório da Europa.

O século XVI foi o "século de ouro" para Portugal que se tornou a maior das potências europeias - da economia e do conhecimento científico e geográfico à gastronomia e à literatura. O poeta Luís Vaz de Camões escreveu sua famosa epopeia "Os Lusíadas", em que imortaliza os feitos gloriosos, corajosos e heróicos do povo marinheiro (tenta transformar o povo português num herói que até os deuses têm de os ajudar e temer e até os monstros têm de se inclinar e desaparecer do caminho dos portugueses), exaltando os marinheiros, os guerreiros e os Reis que contribuíram para dilatar o império e a fé (Católica).

Século XVII

Portugal partilhou o mesmo rei com Espanha entre 1580 e 1640.

Os problemas de Espanha com outras potências coloniais de época (Império Holandês, Império Francês, Império Britânico) traduziram-se no constante ataque a possessões coloniais portuguesas, muitas das quais não mais foram recuperadas, nem após a restauração da independência de 1640. Exemplos são Arguim, Cochim, Surate, Ceilão e Nagasaki.

Século XVIII

No século XVIII, as ambições coloniais centraram-se no Brasil.

A princípio abandonado, rapidamente tornou-se a "jóia" do Império Português, com o declínio comercial no Oriente e a ascensão de novas potências da Europa (Inglaterra e Holanda) e após a derrota da Armada Invencível espanhola. Pau-brasil, açúcar, ouro, diamantes, cacau e tabaco alimentaram os cofres do erário nacional durante três séculos.

Século XIX

Com o reconhecimento da declaração de independência do Brasil, em 1825, mediante pagamento, Portugal ficou obrigado a acentuar sua expansão territorial para o interior de África para manter-se a par com as outras potências.

A independência do Brasil, porém, criou uma imensa onda de choque emocional e material, pois era o baluarte do império, símbolo de orgulho nacional.A manutenção dos territórios na Índia, de Macau e de outros pontos-chave do antigo domínio colonial português na Ásia, cada vez mais diluído, era outro ponto de honra.

Mas o desígnio era a África, nomeadamente Angola e Moçambique, para além do imenso e rico território que as separava. Guarnições militares, missões católicas, formas e instituições de governo colonial foram transplantadas para África, assegurando a presença efectiva portuguesa de forma a afastar outros concorrentes. Apesar das dificuldades econômico-financeiras e climáticas, conseguiu-se ampliar alguns aglomerados urbanos e construir outros, já no interior, apoiando plantações ou zonas de mineração.

A expansão colonial africana parou com o Ultimato britânico de 1890. A Grã-Bretanha pretendia criar um grande corredor no sul da África, comunicando esta com seus territórios do nordeste do continente. A Grã-Bretanha, a maior potência do Mundo no séc. XIX, afasta os seus concorrentes menos poderosos e pequenos (no caso de Portugal) com ultimatos, ameaças, pressões econômicas e inclusivamente com alguns conflitos militares.

Século XX

O regime de Salazar designa os territórios d'além-mar como províncias ultramarinas (em teoria, seriam parte contínua do território português) após a Segunda Guerra Mundial (1951), com o intuito de manter os antigos domínios e deter as pressões políticas que condenavam o colonialismo.

Em 1954, a União Indiana anexa os territórios de Dadra e Nagar-Haveli, que desde 1779 faziam parte do Estado da Índia. No início da década de 60 inicia-se a guerra colonial portuguesa em face à recusa de Portugal de garantir a independência de seus territórios africanos.

O restante do Estado Português da Índia é anexado em Dezembro de 1961 à União Indiana. À altura da Revolução dos Cravos, processo revolucionário que ditou o fim do Estado Novo e do colonialismo português, é reconhecida a independência da Guiné-Bissau (10/9/1974) e garantida a independência a Moçambique (25/6/1975), Cabo Verde (5/7/1975), São Tomé e Príncipe (12/7/1975), Angola (11/11/1975).Em Dezembro de 1999 Portugal entrega Macau à República Popular da China, o seu último território ultramarino (após a Revolução dos Cravos, Macau passou a ser designada por "Território Chinês sob Administração Portuguesa" ou simplesmente "Território de Macau").

[editar] Século XXI

Timor-Leste, apesar da independência unilateral em 1975, nunca foi reconhecida por Portugal, já que entretanto foi invadida por forças indonésias. Esteve transitoriamente sob administração indonésia até ao referendo de 1999.

Foi depois administrado provisoriamente pela ONU até 2002, altura em que Portugal reconheceu a sua independência. Com esta entrega, foi ditado o fim do Império Português. [editar] Regiões autónomas de PortugalOs arquipélagos dos Açores e da Madeira tornaram-se em 1976 regiões autónomas de Portugal.

Estes arquipélagos são os dois únicos territórios fora do continente que ainda hoje pertencem a Portugal. O processo de colonização das ilhas começou no início do século XV. A maioria absoluta da população destas duas regiões é de etnia portuguesa.




Territórios do Império Português

A

Acra (Gana) (1557-1578) A sua origem remonta a um forte português que aqui existiu entre 1557 e 1578

Açores - colónia (1427-1766); capitania-geral (1766-1831); antigo distrito além-mar (1831-1976). Região autónoma desde 1976. O que se sabe concretamente é que Gonçalo Velho chegou à ilha de Santa Maria em 1431,

Angola - colónia (1575-1589); colónia real (1589-1951); província ultramarina (1951-1971); estado (1971-1975). Tornou-se independente em 1975. Diogo Cão foi um navegador português do século XV nasceu provavelmente na região de Vila Real em data desconhecida. Enviado por D. João II, realizou duas viagens de descobrimento da costa sudoeste africana, entre 1482 e 1486. Chegou à foz do Zaire e avançou pelo interior do rio, tendo deixado uma inscrição comprovando a sua chegada às cataratas de Ielala. Estabeleceu as primeiras relações com o Reino do Congo. Em 1485 chegou ao Cabo da Cruz (actual Namíbia). Introduziu a utilização dos padrões de pedra, em lugar das cruzes de madeira, para assinalar a presença portuguesa nas zonas descobertas.

Arguim (Mauritânia – Ilha ao Largo da) - Feitoria, foi ocupada pelos Holandeses (1455-1633). Nela localizou-se a primeira feitoria portuguesa na costa ocidental africana, a partir do qual os portugueses trocavam tecidos, cavalos e trigo, produtos essenciais para as populações locais,

B

Bahrein (1521-1602)

Bandar Abbas (Irão) (1506-1615)

Barbados - colónia portuguesa (1536-1620) conhecida como Ilha Os Barbados, invadida pelos Britânicos em 1620 e conquistada em 1662.

Brasil - possessão conhecida como Ilha de Vera Cruz, mais tarde Terra de Santa Cruz (1500-1530); Brasil Colónia (1530- 1714); Vice-Reino do Brasil (1714-1815); Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), tornou-se independente em 1822.

C

Cabinda - protectorado (1883-1887); distrito do Congo (Português) (1887-1921); intendência subordinada a Maquela (1921-1922); dependência como distrito do Zaire (Português) (1922-1930); intendência do Zaire e Cabinda (1930-1932); intendência de Angola (1932-1934); dependência de Angola (1934-1945); restaurada como distrito (1946-1975). Controlada pela Frente Nacional para a Libertação de Angola como parte da Angola tornada independente em 1975 não reconhecida por Portugal nem Angola.

Cabo Verde - colonização (1462-1495); domínio das colónias reais (1495-1587); colónia real (1587-1951); província ultramarina (1951-1974); república autónoma (1974-1975). Independência em 1975. Foi descoberto em 1460 por Diogo Gomes ao serviço da coroa portuguesa, que encontrou as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de anterior presença humana.

Ceilão (Sri Lanka) - colónia (1597-1658). Os holandeses apoderaram-se do seu controlo em 1656, Jaffna usurpada em 1658. Os primeiros europeus a visitarem o Sri Lanka foram os portugueses: Dom Lourenço de Almeida chegou à ilha em 1505, e encontrou-a dividida em sete reinos que guerreavam entre si, incapazes de derrotar um invasor.Cisplatina - colónia (1715-1822) Restituida á Portugal em 1715 pelo Tratado de Utrecht, Capitania do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1817, aderiu como província ao Império do Brasil em 1822 e tornou-se independente em 1827 com o nome de Uruguai.

Costa do Ouro Portuguesa (Gana?)- (1482-1642), cedida à Costa do Ouro Holandesa em 1642 O primeiro contato de Gana com os europeus data do ano de 1470, quando um grupo de portugueses desembarcou e começou a negociar com o Rei de "Elmina". Em 1482, os portugueses construiram o Castelo de São Jorge da Mina e tornou-a uma importante feitoria permanente. Em 1557 a 1578, os portugueses dominaram até Acra. Durante os seguintes 3 séculos, os ingleses, portugueses, suecos, dinamarqueses, holandeses e alemães controlaram várias partes da costa de Gana, naquele tempo chamada de Costa do Ouro. Os portugueses perderam grande parte da sua área de controlo (incorporada na Costa do Ouro Portuguesa) em 1642 e foi cedida aos holandeses.

F

Fernando Pó e Ano Bom (Guiné Equatorial) - colónias (1474-1778). Cedidas à Espanha em 1778. O seu nome foi-lhe dado pelos navegadores portugueses Pedro Escobar e João de Santarém, que a descobriram no dia 1° de janeiro de 1471, dia de Ano-Novo (ou Ano-Bom). Foi colónia portuguesa entre 1474 e 1778, quando, pelo Tratado de El Pardo, foi cedida por Portugal à Espanha em troca de terras espanholas na América do Sul, que seriam posteriormente anexadas ao Brasil (faixas de terras do atual Rio Grande do Sul).

G

Guiana Francesa - ocupação (1809-1817). Restituída à França em 1817. Há presença francesa na Guiana francesa desde pelo menos 1644. No entanto, entre 1809 e 1817, esteve anexada ao Brasil (na época, vice-reino de Portugal.

Guiné Portuguesa (Guiné-Bissau) - colónia (1879-1951); província ultramarina (1951-1974). Independência unilateral declarada em 1973, reconhecida por Portugal em 1974. Cacheu - capitania (1640-1879). União com Bissau em 1879. Bissau - colonização sob Cacheu (1687-1696); capitania (1696-1707); abandonada (1707-1753); colónia separada de Cabo Verde (1753-1879). União com Cacheu em 1879.

I

Índia Portuguesa - província ultramarina (1946-1962). Anexada à Índia em 1961 e reconhecida por Portugal em 1974.
  • Baçaim - possessão (1535-1739) Baçaim (actualmente chamada de Vasai-Virar) foi um antigo território de Portugal entre os anos de 1535 e 1739. Está localizada no Subcontinente indiano, mais precisamente no Estado de Maharashtra, no noroeste da Índia. Fica a 50 km a norte de Bombaim.
  • Bombaim (também chamada de "Mumbai") - possessão (1534-1661) Em 1534, os portugueses tomaram as ilhas do sultão Bádur Xá, do Guzerate. Em 1661, entregaram-nas a Carlos II da Inglaterra como dote de Catarina de BragançaCananor - possessão (1502-1663)
  • Cananor (Kannur em malaiala) é uma cidade do estado de Kerala, na Índia. É um porto no sudoeste do país. Tem cerca de 528 mil habitantes. Foi possessão portuguesa entre 1505 e 1663.
  • Calecute - posto fortificado (1512-1525) Calecute (Kozhikkod em malaiala) é uma cidade do estado de Kerala, na costa ocidental da Índia. Tem cerca de 933 mil habitantes. Movimentado porto comercial na costa do Malabar, foi aí que aportaram Vasco da Gama (1498) e Pedro Álvares Cabral (1500). Este último tentou, sem êxito, erigir uma feitoria para o comércio de especiarias. Em meio a essa construção, pereceu, em combate, Pêro Vaz de Caminha. Em 1510, seria realizada uma tentativa de conquista da cidade, sob o comando do capitão Fernão Coutinho, sem êxito. O objetivo de estabelecimento de uma feitoria só seria alcançado com Afonso de Albuquerque, que lá ergueu a Fortaleza de Diu (1512), abandonada a partir de 1525, em razão do deslocamento do eixo do comércio de especiarias para outros locais, como Diu. O domínio português foi, à época, substituído pelo dos neerlandeses.
  • Cochim - possessão (1500–1663) Cochim (Kochi em malaiala) é a maior cidade do estado de Kerala, na Índia.
  • Chaul - possesão (1521-1740) Chaul foi um antigo território de Portugal entre os anos de 1521 e 1740. Está localizado no Subcontinente indiano, mais precisamente a 60 km a sul de Bombaim. Em 1740, Chaul foi cedida aos indianos Marathas mas ela foi abandonada pelos seus novos soberanos.
  • Chittagong (Bangla Desh9 (1528-1666) Chittagong (Chattagam em bengali, Chatigão ou Chitagongue são formas aportuguesadas da designação desta cidade) é uma cidade do Bangladexe. Localiza-se perto da baía de Bengala. Tem cerca de 4.109.000 milhões de habitantes e é um centro industrial de grande importância, nomeadamente na refinação de petróleo. Tem uma universidade.Fazia parte de um antigo reino hindu quando foi conquistado pelo rei budista de Arakan no século IX. Foi conquistado no século XIII pelos mogóis mas reconquistada no século XVI por Arakan. Em 1528 os portugueses estabeleceram aqui uma feitoria e alfândega, com a designação de Porto Grande de Bengala. Os portugueses foram expulsos em 1666. Voltou a fazer parte do império mogol do século XVII até 1760 quando foi ocupada pelos britânicos.
  • Cranganor - possessão (1536-1662) Cranganor (actualmente chamada de Kodungallur) foi um antigo território de Portugal entre os anos de 1536 e 1662. Está localizado no Subcontinente indiano, mais precisamente no Estado de Kerala, sul da Índia.
  • Damão - aquisição em 1559. União com a província ultramarina em 1946, Anexada à província ultramarina em 1946, Anexada à Índia em 1961 e reconhecida por Portugal em 1974. O primeiro contacto dos Portugueses com Damão deu-se em 1523, quando chegaram ali os navios de Diogo de Melo. Em 1534, o vice-Rei D. Nuno da Cunha enviou António Silveira arrasar os baluartes mouriscos de Damão, por saber que se situavam ali os estaleiros e as demais instalações necessárias ao apetrechamento das frotas maometanas que vinham dar combate às armadas portuguesas. Também seria enviado a Damão o capitão-mor Martim Afonso de Sousa, para bombardear e destruir as fortificações mouriscas. Mas só em 1559 viria a ser definitivamente tomada a cidade de Damão, pelo vice-Rei D. Constantino de Bragança. A zona de Damão Pequeno, na margem direita do rio de Damão, foi ocupada em 1614.Sucessos e insucessos das guerras locais, em que se destacam as lutas contra os sidis (mercenários abissínios) e com os maratas, levaram à perda de territórios de Baçaim, no antigo reino de Cambaia. Nas mãos dos portugueses, desde as lutas do rei de Cambaia com os mogores, Baçaim passará para a posse dos maratas em 1739. E, no ano seguinte, será a vez de Chaúl cair em poder dos mesmos maratas. Entretanto, muitas vilas e aldeias serão perdidas pelos Portugueses, até que, pelo auxílio militar que estes deram a Madeva Pradan, detentor do trono, contra o príncipe Ragobá que, aliado aos ingleses, pretendia derrubar o peshwá e ocupar o seu lugar, Portugal receberia, pelo Tratado de 1780, como restituição, 72 aldeias correspondentes a territórios outrora perdidos. E com essas aldeias se formaram os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli.
  • Dadrá e Nagar Haveli - aquisições em 1779. Ocupadas pela Índia em 1954. Dadrá e Nagar-Aveli (em inglês, Dadra and Nagar Haveli) são territórios da Índia. Pertenceu, entre 1779 e 1954 ao Império Português, tendo sido a primeira colónia a desmembrar-se do Império pela ocupação da União Indiana. Fazia parte do antigo distrito de Damão.
  • Goa - colónia (1510-1946). Tornou-se parte de província ultramarina em 1946, Anexada à Índia em 1961 e reconhecida por Portugal em 1974. Em 1510 Afonso de Albuquerque, ajudado pelo chefe hindu Timoja, tomou Goa aos árabes, que se renderam sem combate, por o sultão se achar em guerra com o Decão. Goa foi cobiçada por ser o melhor porto comercial da região. Os muçulmanos da região foram rechaçados, e em 1553 um quinto da região estava sob domínio português, recebendo o nome de Velhas Conquistas. Os governadores portugueses da cidade pretendiam que fosse uma extensão de Lisboa no Oriente e para tal criaram algumas instituições e contruiram-se várias Igrejas para expandir o cristianismo e fortes para a defender de ataques externos.Com a chegada da Inquisição (1560–1812), muitos dos residentes locais foram convertidos violentamente ao Cristianismo por missionários, ameaçados com castigos ou confisco de terra, títulos ou propriedades. Para escapar a Inquisição milhares de goeses fugiram e estabeleceram-se nas cidades vizinhas de Mangalore e Karwar. A decadência do porto no século XVII foi conseqüência das derrotas militares dos portugueses para a Companhia Holandesa das Índias Orientais dos holandeses, no Oriente, tornando o Brasil e mais tarde, no século XIX; as colónias africanas, o centro econômico de Portugal. Houve dois curtos períodos de dominação britânica (1797-8 e 1802-13) e poucas outras ameaças externas após este período.
  • Hughli (1579-1632) Hughli foi um antigo território de Portugal entre os anos de 1579 e 1632. Está localizado no Subcontinente indiano, mais precisamente no Estado da Bengala Ocidental. Situa-se nas margens do Rio Hooghly, a 39 km a norte de Calcutá.
  • Coulão (1502-1661) Coulão (Kollam em malayalam) é uma cidade do estado de Kerala, na Índia. Existem também as grafias alternativas de Coullam ou Quilon. Em 1505 os portugueses fundaram aqui uma feitoria, tendo em 1518 estabelecido a sua soberania através da construção do Forte de São Tomé. A cidade foi cedida aos Países Baixos em 1661.
  • Masulipatão (1598-1610) Masulipatão (Machilipatnam em hindi) é uma cidade do estado de Andhra Pradesh, na Índia. Localiza-se na foz do rio Krishna, no Golfo de Bengala. Tem cerca de 183 mil habitantes. A cidade foi fundada no século XIV por mercadores árabes. Foi ocupada pelos portugueses entre 1598 e 1610, sendo depois abandonada. Os ingleses estabeleceram-se na cidade em 1611.
  • Mangalore (1568-1659) Mangalore (Mangaluru em canarês) é uma cidade do estado de Karnataka, na Índia. Localiza-se na costa do mar da Arábia. Tem cerca de 571 mil habitantes. Foi possessão portuguesa entre 1568 e 1659.
  • Nagapattinam (1507-1657) Nagapattinam (também conhecida por Negapatam) foi um antigo território de Portugal entre os anos de 1507 e 1657. Está localizado no Estado de Tamil Nadu, no sudeste da Índia.
  • Paliacate (1518-1619) Paliacate (Pulicat em tamile) é uma vila do estado de Tamil Nadu, na Índia. Localiza-se a norte de Madrasta. Foi um estabelecimento português entre 1518 e 1610, quando foi ocupado pelos neerlandeses. Em 1612 os portugueses atacaram a vila e destruíram a feitoria neerlandesa, mas os portugueses nunca mais ocuparam a vila.
  • Salsette (1534-1737) Salsette (do nome em língua marathi Sashti(साष्टी)) foi um antigo território de Portugal entre os anos de 1534 e 1737. É uma ilha localizada no Estado de Maharashtra, noroeste da Índia.A metrópole de Mumbai (antigamente, Bombaim) e a cidade de Thane ficam nesta ilha que, naquele tempo, era formada por várias ilhas, que foram unidas por pontes e aterros durante os séculos XIX e XX. Em 1614 foi atacada por Abas-Kan, sem sucesso.
  • São Tomé de Meliapore - colonização (1523-1662; 1687-1749) São Tomé de Meliapore foi um antigo território de Portugal entre os anos de 1523 e 1662, e também entre 1687 e 1749. Está localizado na costa ocidental da Índia.Surate (1540-1612) Surate (Surat em gujarate) é uma cidade da Índia, no estado de Gujarate. Tem cerca de 3 milhões de habitantes. Foi uma possessão portuguesa entre 1540 e 1612.
  • Thoothukudi (1548-1658) Thoothukudi é uma cidade no distrito de Thoothukudi , no estado indiano de Tamil Nadu. Foi uma possessão portuguesa entre 1548 e 1658.
Indonésia (enclaves) Possessões portuguesas entre os séculos XVI-XIX.
  • Bante - Feitoria portuguesa (Século XVI-XVIII) Bante foi um antigo território de Portugal entre o século XVI e o século XVIII. Era localizado na Ásia Oriental, mais precisamente na actual Indonésia.
  • Flores - Possessão portuguesa (século XVI-XIX)
  • Macassar (Celebes)- Feitoria portuguesa (Século XVI-XVII) Macassar (Makasar em indonésio) é a capital e a maior cidade da província de Celebes Meridional, na Indonésia. Localiza-se no sul da ilha de Celebes. Tem cerca de 1315 mil habitantes. Foi possessão portuguesa entre 1512 e 1665. Designou-se Ujung Pandang entre 1971 e 1999.
L

Laquedivas (ilhas ao largo da União Indiana) (1498-1545) Os portugueses conquistaram-na em 1498, mas, em 1545, os habitantes da ilha revoltaram-se contra os portugueses e conseguiram expulsá-los.

Liampó (Feitoria na China) (1533-1545) Ningbo, Ningpo ou Liampó (forma Portuguesa do século XVI) é uma cidade da província de Zhejiang, na China. Localiza-se no nordeste da província. Tem cerca de 1276 mil habitantes. Foi uma feitoria Portuguesa entre 1518 e 1545.

M

Macau - estabelecimento (1553-1557), território cedido por China subordinado a Goa (1557-1844); província ultramarina conjunta com Timor-Leste (1844-1883); província ultramarina conjunta com Timor-Leste em relação a Goa (1883-1896); província ultramarina em relação a Goa (1896-1951); província ultramarina (1951-1975); território macaense sob administração portuguesa (1975-1999). Restituída à República Popular da China como região administrativa especial em 1999.

Península de Macau - estabelecimento dos portugueses em 1553 ou em 1554
  • Coloane - ocupação em 1864
  • Taipa - ocupação em 1851
  • Ilha Verde - incorporada em 1890
  • Ilhas Lapa, Dom João e Montanha - ocupação oficial (1938-1941). Tomada de novo ao Japão e restituída à China.
Madeira - possessão (1418-1420); colónia (1420-1580); colónia real (1580-1834); distrito (1834-1976). Declarada região autónoma em 1976. Um ano após a descoberta de Porto Santo por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, os dois navegadores em conjunto com Bartolomeu Perestrelo, chegam à ilha da Madeira em 1419. Tendo sido notadas as potencialidades das ilhas, bem como a importância estratégica destas, iniciou-se por volta de 1425 a colonização, que terá sido uma iniciativa de D. João I ou do Infante D. Henrique. A partir de 1440 estabelece-se o regime das capitanias com a investidura de Tristão Vaz Teixeira como Capitão-Donatário da Capitania de Machico; seis anos mais tarde Bartolomeu Perestrelo torna-se Capitão-Donatário do Porto Santo e em 1450 Zarco é investido Capitão-Donatário da Capitania do Funchal.

Malaca (Malásia) - conquistada (1511-1641); perdida para os holandeses. Malaca (br: Málaca) - (Melaka em malaio) - é uma cidade e um estado da Malásia. Fundada por volta do século XIV, transformou-se num importante entreposto comercial. O primeiro contacto entre Portugal e Malaca estabeleceu-se em 1509, através de uma viagem de Diogo Lopes de Sequeira, a mando do rei D. Manuel I. Foi território português entre 1511 e 1641, estando subordinada ao Estado Português da Índia. Em 1641 foi conquistada pelos holandeses e em 1826 foi cedida ao Reino Unido. Em 1946 tornou-se membro da Federação Malaia.

Maldivas - ocupação (1558-1573) No século XVI, os portugueses subjugaram e dominaram as ilhas por quinze anos (1558 - 1573) antes de serem expulsos pelo herói nacional e depois Sultão, Muhammad Thakurufaanu Al-Azam.

Marrocos (enclaves):Ceuta - possessão (1415-1668). Foi cedida à Espanha em 1668.
  • Ceuta entra na história de Portugal quando D. João I a conquistou em 1415 munido de uma grande esquadra. A frota saiu de Lisboa em Julho de 1415, apesar do recente falecimento da rainha D. Filipa de Lencastre, vítima da peste. Fez escala em Lagos e chegou a Ceuta em Agosto, sendo conquistada no dia 21. A cidade foi conservada por ordem do rei e reconhecida como possessão portuguesa pelo Tratado de Alcáçovas (1479) e pelo Tratado de Tordesilhas (1494).Em 1580 Ceuta manteve a administração portuguesa, como Tânger e Mazagão. Todavia, em 1640 não aclamou o Duque de Bragança como rei de Portugal, ficando sob domínio espanhol. A situação foi oficializada em 1668 com o Tratado de Lisboa, assinado entre os dois países e que pôs fim à guerra da Restauração, no entanto, a cidade decidiu manter a sua bandeira que é composta por gomos brancos e pretos, à semelhança da da cidade de Lisboa, ostentando ao centro o escudo real da época.
  • Aguz (1506-1525) Abrigou uma fortificação portuguesa, o chamado "Castelo de Aguz" entre 1508 e 1541. Abrigou uma fortificação portuguesa, o chamado "Castelo de Aguz" entre 1508 e 1541.
  • Alcácer-Ceguer /El Qsar es Seghir (1458-1550) Alcácer-Ceguer (em árabe, القصر الصغير, al-qsar as-Seghir, «cidade pequena») é uma praça marroquina, do estreito de Gibraltar, entre Tânger e Ceuta, ocupada em 1458 por D. Afonso V, "O Africano".Dificilmente acessível por mar, era dominado pela elevação de Seinal. Foi abandonada em 1550 por D. João III devido à sua pouca importância, e totalmente evacuada. Alcácer Ceguer (o pequeno castelo), situada na costa marroquina do estreito de Gibraltar, a meio caminho entre Tânger e Ceuta, este local foi ocupado a 22 de Outubro de 1458 por D. Afonso V. Ainda que tivesse sido solidamente fortificada, levou sempre uma vida precária e difícil perante a hostilidade das tribos berberes vizinhas. Além do mais, a presença dos Portugueses em Arzila e em Tânger, ocupadas em 1471, diminuiu a sua importância e o interesse que tinha pela Coroa. Foi por isso que, a partir de 1533, D.João III pensou abandoná-la, como Azamor e Safim. A evacuação, demorada pela oposição da Santa Sé, só ocorreu em 1550. A partir de então tornou-se um pequeno burgo insignificante.
  • Arzila (1471-1550; 1577-1589). Retituída a Marrocos em 1589. Arzila (Asilah, em árabe) é uma cidade do norte de Marrocos. Foi uma possessão portuguesa entre 1471 e 1550 e entre 1577 e 1589.
  • Azamor (1513-1541). Cidade restituída a Marrocos em 1541. Azamor (Azemmour em língua árabe) é uma cidade situada na margem esquerda do rio Morbea, a cerca de 75 quilômetros a sudoeste de Casablanca, no norte de Marrocos.Embora dependente do rei de Fez, tinha grande autonomia. Reputada pela excelência de seu porto, em 1486 os seus habitantes tornaram-se vassalos e tributários do rei D. João II (1481-1495). o rei D. Manuel I (1495-1521) confirmou o contrato em 1497 e a cidade comprometeu-se a pagar anualmente dez mil sáveis. Mais tarde surgiram desavenças e em 1508 aquele soberano portugês enviou uma pequena armada, sob o comando de D. João de Meneses, para submeter a cidade.Em 15 de Agosto de 1513 uma nova armada partiu, sob o comando de D. Jaime, duque de Bragança e, no dia 1 de Setembro desse ano o exército português avançou sobre a cidade]] que se rendeu sem resistência. Na ocasião notabilizou-se a figura de Henrique de Meneses. Durante o ano seguinte ali actuaram os irmãos Diogo e Francisco de Arruda, onde deixaram o que é considerado como a sua obra mais marcante no Norte d’África: dois baluartes curvilíneos, o de "São Cristóvão", anexo ao Palácio dos Capitães como uma torre de menagem compacta; e o do "Raio", no extremo da fortaleza, decorado por quarenta bandeiras e com espaço para mais de sessenta peças de artilharia fazerem fogo, simultaneamente, em todas as direções. A Praça-forte de Azamor foi abandonada em 1542, por determinação de D. João III (1521-1557), após a queda da Fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué (1541). Todas as gentes que ali viviam foram removidas para uma nova povoação, estabelecida no Brasil para o efeito. Em Azamor, hoje El-Jadida, aida pode ser observada a muralha que circunda toda a cidade, com respectivo fosso, e acesso ao Oceano Atlântico pela chamada "Porta do Mar". A antiga fortaleza portuguesa - hoje um quarteirão no centro da cidade - foi entretanto transformada em cisterna, constituindo um espaço de grande beleza, classificado pela UNESCO como Património mundial.
  • Essaouira (antigamente chamava-se "Mogador") (1506-1525) Os portugueses construíram aqui um forte, designado por Castelo Real de Mogador, em 1506. Em 1525 este castelo foi conquistado pelos marroquinos.
  • Mazagão /El Jadida (1485-1550); possessão (1506-1769). Incorporação em Marrocos em 1769. Mazagão foi uma possessão portuguesa em Marrocos, no norte da África, correspondendo à actual cidade de El Jadida, 90 km para sudoeste de Casablanca. Fundada em 1513 como entreposto comercial, resistiu à soberania dos mouros a custa de grande esforço e investimento da Coroa portuguesa, para servir os navegadores que faziam a Rota do Cabo. A reedificação da fortaleza foi encomendada aos maiores arquitectos italianos e espanhóis, numa altura em que se transitava da guerra neurobalística para a pirobalística, ou seja, das armas de arremesso (como as catapultas, por exemplo) para as armas de fogo. Assim se justifica a inclinação das muralhas, que deste modo repelem impacto das armas de fogo, assim como o alargamento das ameias, para a colocação das colubrinas, canhões e demais dispositivos. No ano de 1541 foram demolidas as estruturas defensivas existentes, que estavam em decadência e desactualizadas, sendo substituídas por outras em molde renascentista, segundo se pensa consoante o plano de Diogo de Torralva e possivelmente outros engenheiros de renome como João de Castilho. A prova da sua inexpugnabilidade foi a resistência a um forte cerco dos Mouros em 1562.Em 1769, o Marquês de Pombal, estrategista durante o reinado de D. José, decidiu que toda a cidade seria transferida para a Amazônia, no Brasil, outra região sob controle português que necessitava de garantias de soberania. Assim, a fortificação foi abandonada e destruída, tendo os seus habitantes partido para o Brasil, onde fundaram a vila de Nova Mazagão (actualmente apenas Mazagão, no Amapá). As fortificações portuguesas de Mazagão foram inscritas na lista do Património da Humanidade pela UNESCO em 2004. Do conjunto, destaca-se a sua antiga Igreja da Assunção em estilo manuelino. No entanto, a fortaleza mostra o cruzamento entre as culturas europeia e marroquina, tanto na arquitectura, como na tecnologia e no urbanismo.
  • Safim (1488-1541) Safim (Asfi em árabe) é uma cidade de Marrocos, com cerca de 285 mil habitantes. Foi possessão portuguesa entre 1508 e 1541.
  • Santa Cruz do Cabo de Gué/Agadir (1505-1541)
  • Tânger (1471-1662). Cedida à Inglaterra em 1662. Os portugueses tentaram conquistar a cidade em 1437, durante o período henriquino, apesar da oposição inicial do Rei D. Duarte e da desaprovação do infante D. Pedro, as cortes reunidas em Évora em Abril de 1436 votaram os créditos para a empresa. Rui de Pina afirma que na armada havia apenas 6000 homens, número insuficiente para atacar a poderosa praça do Magrebe. Em Setembro o infante D. Fernando, embarcou em Ceuta com destino a Tânger e o exército comandado pelo infante D. Henrique tomou, por terra, a mesma direcção. Os mouros defenderam-se comandados por Sala ben Sala, que era o capitão de Ceuta quando D. João I tomara esta cidade em 1415. Os portugueses, derrotados após a tentativa, deixaram ficar o infante D. Fernando como prisioneiro, uma vez que o seu resgate passava pela devolução da praça de Ceuta aos marroquinos, o que não foi aceite pelas Cortes portuguesas. Por este motivo, D. Fernando viria a falecer cativo em Fez, em 1443, às mãos dos mouros, advindo daí a tradição de lhe ver o seu cativeiro como motivo de santidade, passando a ser conhecido como o Infante Santo.Em 1458, e antes de atacar Alcácer Seguer, a armada de D. Afonso V esteve dois dias ancorada na baía de Tânger, tendo o rei planeado a sua conquista no que foi contrariado pelo Conselho. Três vezes tentou atacar a famosa cidade, sempre com mau resultado. Em 1471, com a tomada de Arzila, os habitantes de Tânger compreendendo que o objectivo final era a tomada da sua cidade, abandonaram-na. Foi então ocupada por D. João, filho do duque de Bragança no mesmo ano por ordem de D. Afonso V. As relíquias de D. Fernando só então foram recuperadas e solenemente transladadas para o Panteão Régio na Batalha, onde ainda hoje repousam, na Capela dos Fundadores. No domínio eclesiástico, Tânger pertenceu ao bispado unido de Ceuta e Tânger. Com o início do século XVI, Tânger permaneceria sempre em pé de guerra, interrompida apenas por breves intervalos de tréguas.Surge então o plano de abandono de algumas praças portuguesas de Marrocos exposto por D. João III, em 1532, ao Papa. No entanto, em 1534, num pedido de consulta aos principais conselheiros do Reino, o monarca demonstra a sua vontade em conservar Tânger como base de ataque ao reino de Fez. As Cortes de 1562-63, reunidas depois do cerco de Mazagão, insistiram pela sua defesa e pediram o reforço da guarnição. Em 1578, por alturas da expedição que viria a partir de Arzila para Alcácer-Quibir, o rei encontrou em Tânger Mulei Moamede Almotoaquil, o xerife deposto por Mulei Abde Almélique.A cidade permaneceu em mãos portuguesas até 1661, altura em que, ao abrigo do tratado de paz e amizade firmado com a Grã-Bretanha, a mão da princesa Catarina de Bragança, filha de D. João IV, foi cedida em casamento ao rei Carlos II de Inglaterra, levando no seu dote as cidades de Tânger e de Bombaim (na Índia). Uma esquadra desambarcou ali nesse mesmo ano e a guarnição e quase toda a população portuguesa regressaram ao Reino.
Mascate (Omã) - possessão portuguesa subordinada ao Vice-Reino de Goa (1500-1650). (em em árabe: مسقط) é a capital e a maior cidade do Omã. Localiza-se no golfo de Omã. Tem cerca de 832 mil habitantes. Foi possessão portuguesa entre 1507 e 1650.

Melinde (Quénia) - Feitoria portuguesa (1500-1630). É uma cidade muito antiga, fundada por mercadores suaíles no século XIV. Teve contacto com exploradores chineses, em 1414, e portugueses, a partir de 1498. Tendo Vasco da Gama encontrado resistência em Moçambique e Mombaça, Melinde abriu-lhe as portas na esperança de achar nos portugueses bons aliados para a sua ambição de hegemonia. Melinde era o porto mais concorrido do Oceano Índico e ali Vasco da Gama encontrou o piloto árabe que o conduziu a Calecute e a quem alguns cronistas chamam Melemo Cana, de seiu verdadeiro nome Ahmed Mesjid, de alcunha El-Melindi. Os portugueses estabeleceram aqui uma feitoria em 1500, embora alguns dizem que esta feitoria só foi estabelecida em 1502. Esta feitoria caiu em 1630

Moçambique - possessão (1498-1501); subordinada a Goa (1501-1569); capitania-geral (1569-1609); colónia subordinada a Goa (1609-1752); colónia (1752-1951); província ultramarina (1951-1971); estado (1971-1974); governo de transição integrando representantes de Portugal e da Frelimo (1974-1975). Independência em 1975.

Molucas
  • Amboina - colonização (1576-1605) Amboina é uma ilha do Arquipélago das Molucas descoberta em 1512 pelos portugueses António Abreu e Francisco Abreu. Evangelizada em meados do século XVI por S. Francisco Xavier, passou, em 1605, ao domínio dos holandeses, que se aproveitaram da decadência das forças portuguesas no Oriente, e fizeram da ilha o primeiro ponto de apoio para o desenvolvimento do seu império no Oriente, principalmente no Oceano Índico.
  • Ternate - colonização (1522-1575) Os primeiros europeus a chegar a Ternate faziam parte da expedição portuguesa de Francisco Serrão às Molucas (1511). Tendo partido de Malaca, a sua nau, a Sabaia, encalhou próximo a Ceram, recebendo auxílio dos nativos. O sultão de Ternate, Abu Lais, tendo notícia do incidente, e entrevendo uma oportunidade de aliar-se com uma poderosa nação estrangeira, trouxe os tripulantes para Ternate em 1512. Os portugueses foram autorizados a erguer uma fortificação-feitoria na ilha, cujas obras iniciaram-se em 1522: o Forte de São João Baptista de Ternate.
  • Tidore - colónia (1578-1605). Pilhada pelos holandeses em 1605. Tidore é uma ilha do arquipélago das Molucas, na Indonésia. Foi ocupada por Portugal entre 1578 e 1605, pela Espanha entre 1606 e 1663 e pelos Países Baixos entre 1663 e 1941.
Mombaça (Quénia) - ocupação (1593-1638); colónia subordinada a Goa (1638-1698; 1728-1729). Sob a soberania do Omã desde 1729. Mombaça (Mombasa em suaíle) é a segunda maior cidade do Quénia, localizada na costa do Oceano Índico. Tem cerca de 900 mil habitantes. Foi fundada no século XI por mercadores árabes. Foi ocupada por Portugal entre 1593 e 1698 e entre 1728 e 1729.

N

Nagasaki (1571-1639). Perdida para os Holandeses. Em 1570 os navegadores portugueses — que aportaram pela primeira vez no Japão em 1543 — fundaram a cidade de Nagasaki, na baía do mesmo nome, onde passaram a habitar. Criaram um centro comercial que durante muitos anos foi a porta do Japão para o mundo, um porto comercial para os ingleses, holandeses, coreanos e chineses. Mas em 1637 devido a uma grande reação interna, os portugueses foram expulsos, e também outros povos ao longo do século XVII.

Nova Colónia do Sacramento - colónia (1680; 1683-1705; 1715-1777). Cedida à Espanha em 1777. Colônia do Sacramento (em castelhano Colonia del Sacramento) é uma cidade do Uruguai, capital do departamento de Colonia. Tem origem na antiga cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento fundada por Manuel Lobo, a mando do Império Português no século XVII.

O

Ormuz (Irão) - possessão subordinada a Goa (1515-1622). Incorporada no Império Persa em 1622. Na seqüência da expansão portuguesa na Índia, em Outubro de 1507, Afonso de Albuquerque atacou esta cidade, dominando-a, e quase conseguiu concluir a construção do Forte de Nossa Senhora da Vitória, se não fosse a deserção de três capitães portugueses (Motim dos Capitães). Foi forçado a abandoná-la em Janeiro de 1508.

Em 1 de Abril de 1515, Albuquerque, já governador da Índia, regressou a Ormuz, reconstruiu a fortificação (Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz) e estabeleceu a suserania portuguesa, subordinada ao Estado da Índia. Data desta fase a descrição da cidade, pelo cronista português:
  • "A cidade de Ormuz està situada em hua pequena ilha chamada Gerum que jaz quasi na garganta de estreito do mar Parseo tam perto da costa da terra de Persia que avera de hua a outra tres leguoas e dez da outra Arabia e terà em roda pouco mais de tres leguoas: toda muy esterele e a mayor parte hua mineira de sal e enxolfre sem naturalmente ter hum ramo ou herva verde.
  • A cidade em sy é muy magnifica em edificios, grossa em tracto por ser hua escala onde concorrem todalas mercadorias orientaes e occidentaes a ella, e as que vem da Persea, Armenia e Tartaria que lhe jazem ao norte: de maneira que nam tendo a ilha em sy cousa propria, per carreto tem todalas estimadas do mundo /...../ a cidade é tam viçosa e abastada, que dizem os moradores della que o mundo é hum anel e Ormuz hua pedra preciosa engastada nelle" (João de Barros, Décadas da Ásia II, L. II cap. 2)
No contexto da Dinastia Filipina, as possessões portuguesas em todo o mundo tornaram-se alvo de ataques dos inimigos de Espanha. Após a queda do Forte de Queixome, uma flotilha Persa com mais de 3.000 homens e o apoio de seis embarcações Inglesas, colocaram cerco ao Forte de Ormuz (20 de Fevereiro de 1622. Os Persas ofereceram ao comandante português da praça a ilha de Qeshm em troca de 500.000 patacas e o porto de Julfar, na costa da Arábia, recém-conquistado aos portugueses por uma força combinada de Árabes e Persas. A oferta, entretanto, foi recusada e, em poucos meses, a ilha de Ormuz era perdida para os Persas e seus aliados Ingleses (3 de Maio). A guarnição e a população portuguesa na ilha, cerca de 2.000 pessoas, foram enviadas para Mascate.

Forte de Queixome (Irão) - construído na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz (1621-1622) O Forte de Queixome localiza-se ao Norte da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, atual República Islâmica do Irã.

Esta fortificação foi erguida para dar suporte às operações comerciais portuguesas na área, particularmente ao vizinho Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz, os seus vestígios constituindo-se em um importante testemunho da ocupação portuguesa na região do Golfo Pérsico entre os séculos XVI e XVII.

Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz (Irão) - ilha de Gerun, no Estreito de Ormuz (1615-1622) Na seqüência da expansão portuguesa na Índia, em Outubro de 1507, Afonso de Albuquerque atacou esta capital, dominando-a, e quase conseguiu concluir a construção do Forte de Nossa Senhora da Vitória, se não fosse a deserção de três capitães portugueses (Motim dos Capitães). Foi forçado a abandoná-la em Janeiro de 1508.

Em 1 de Abril de 1515, Albuquerque já governador da Índia, regressou a Ormuz, que reconquistou, fazendo reconstruir a fortificação, que colocou sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, e estabelecendo a suserania portuguesa, subordinada ao Estado da Índia.

A posição conservou-se por mais de um século. No contexto da Dinastia Filipina, as possessões portuguesas em todo o mundo tornaram-se alvo de ataques dos inimigos de Espanha, e no Golfo Pérsico, particularmente dos Ingleses. Em Janeiro de 1619, Rui Freire de Andrada, "General do Mar de Ormuz e costa da Pérsia e Arábia", partiu de Lisboa para a região, com instruções para dispersar os Ingleses, que haviam fundado uma feitoria em Jâsk desde 1616, pressionando os Persas, em parte desalojando-os da guarnição em Qeshm e ali erguendo uma fortificação portuguesa.

Q

Quíloa (Tanzânia,ilhas ao largo da)- possessão (1505-1512) Em 1500, a caminho da Índia, o português Pedro Álvares Cabral também visitou Kilwa e referiu-se às belas casas de coral e seus terraços, pertencentes a "mouros negros", o que atraiu a atenção dos portugueses. Com a presença destes na região, no início do século XVI, a fortuna de Kilwa mudou radicalmente: Vasco da Gama tomou a ilha em 1502 tornando-a tributária de Portugal. Como o sultão cessasse de pagar o seu tributo, em 24 de Julho de 1505, as forças de D. Francisco de Almeida, primeiro Vice-rei do Estado Português da Índia, conquistaram-na e iniciaram a construção da primeira fortificação portuguesa de pedra e cal na África Oriental, no dia seguinte, a 25 de Julho. O Forte tinha como função principal proporcionar abrigo aos passageiros das naus da Carreira das Índias que demandavam aquele porto e apenas secundáriamente a de defesa contra eventuais inimigos. Posteriormente as suas instalações viriam a ser utilizadas como prisão denominando-a, por isso, de "Gereza".

De manutenção dispendiosa, gerando recursos insuficientes para a aquisição de especiarias no Oriente pela Coroa portuguesa, o forte foi abandonado e arrasado (1512), concentrando-se as suas funções na Torre Velha de Moçambique.



S

São João Baptista de Ajudá - (Benin) forte subordinado ao Brasil (1721-1730); subordinada a São Tomé e Príncipe (1865-1869). Anexado a Daomé em 1961. As costas da Mina e a da Guiné foram percorridas por navegadores portugueses desde o século XV, que, com o tempo, aí passaram a desenvolver importante comércio, principalmente de escravos africanos. É desse periodo que data a ascensão do antigo reino de Daomé e a importância de sua capital, Ouidá.

Ao final do século XVIII, o rei D. Pedro II de Portugal (1667-1705) determinou ao Governador de São Tomé e Príncipe, Jacinto de Figueiredo Abreu, erguer uma fortificação na povoação de Ouidá, para proteger os embarques de escravos (1680 ou 1681). Posteriormente abandonado em data incerta, foi sucedido entre 1721 e 1730 por uma nova estrutura, com as obras a cargo do comerciante brasileiro de escravos José de Torres. Sob a invocação de São João Baptista, a construção do forte de Ouidá (Ajudá) foi financiada por capitais levantados pelos comerciantes da Bahia, mediante a cobrança de um imposto sobre os escravos africanos desembarcados na cidade do Salvador.

Concluído, funcionou como centro comercial para a região, trocando tabaco, búzios e aguardente brasileiros, e mais tarde, quando o esquema do tráfico se alterou, oferecendo produtos manufaturados europeus, contrabandeados do Brasil, uma vez que a Coroa portuguesa não permitia que tais itens fossem transportados em navios brasileiros.

No final do século XIX a costa ocidental africana foi ocupada pelos ingleses, que ali estabeleceram importantes entrepostos, que passaram a ser defendidos pelas guarnições das fortificações antes pertencentes a Portugal, entre as quais a de São João Baptista de Ajudá.

O Daomé tornou-se uma colônia francesa a partir de 1892, obtendo independência em 1° de agosto de 1960, quando se transformou em República do Benim. No ano seguinte, tropas do Benim invadiram Ouidá, então uma dependência da colónia portuguesa de São Tomé e Príncipe. Sem condições para oferecer resistência, o governo de Salazar ordenou ao último residente da praça que a incendiasse antes de a abandonar. A anexação foi reconhecida por Portugal em 1985.

O forte português de São João Baptista de Ajudá, foi recentemente reconstruído com recursos da Fundação Calouste Gulbenkian.

São Jorge da Mina (Gana) (1482-1637). Ocupação holandesa em 1637. Em 1469, nove anos após a morte do infante D. Henrique, mentor e dinamizador da gesta marítima e comercial portuguesa, D. Afonso V, seu sobrinho e rei de Portugal, inclinado para as conquistas militares em Marrocos, arrendou a um comerciante lisboeta, Fernão Gomes, a exploração da costa da Guiné, com todo o monopólio comercial, por cinco anos (mais um no fim do contrato). Em troca, para além da renda, exigiu um avanço de 100 léguas por ano ao longo do litoral, a partir da Serra Leoa.

O grande sinal do avanço costeiro e do esforço empreendedor de Portugal na região surgiu com a necessidade de se construir um estabelecimento comercial fortificado no Golfo da Guiné, entreposto esse que seria, para além de placa giratória do trato português, base de apoio para a defesa, em terra e no mar, das rotas e interesses da Coroa. O descobrimento da região da Mina, durante o arrendamento de Fernão Gomes, anunciou a existência de um ponto geográfico estratégico para tais missões.

Assim, em 1482, D. João II, entretanto chegado ao trono, encarregou Diogo da Azambuja da construção de uma fortaleza, sendo a mais antiga construção europeia a sul do deserto do Sara, naquele lugar mais tarde baptizada de S. Jorge da Mina, tornando-se o seu primeiro capitão, lugar que foi ocupado por muitos homens ilustres do reino, nomeados por um triénio. Estes capitães tinham vastos poderes instituídos pela Coroa, ainda que sujeitos a um apertado regulamento, de forma a poderem impedir o contrabando do ouro ou outras actividades ilícitas. A sua autoridade estendia-se aos outros entrepostos da costa como Axim, Osu, Shama, Waddan, Cantor, Benim, fundados principalmente a partir de 1487 e sob domínio português até meados do século XVI. O Forte Duma, em Egwira, foi fundado em 1623 e abandonado em 1636.

Construiu-se também, junto à fortaleza, uma pequena povoação, chamada Duas Partes, para além de outros dois pequenos fortes em Axém e Shamá. Nesta empresa trabalharam mais de quinhentos homens, entre militares e artífices. S. Jorge da Mina recebeu mesmo em 1486 carta de foral. As populações locais rapidamente se colocaram ao serviço da feitoria, auxiliando os portugueses no comércio, nas incursões no interior e na luta contra a pirataria. Rapidamente, a Mina tornou-se o principal estabelecimento português em África, fonte do abastecimento de ouro que se tornara o motor da economia nacional até se iniciar o ciclo da Índia após 1498. Ganhou fama internacional e despertou a cobiça dos europeus, nomeadamente dos Reis Católicos, que só cessaram as pressões para se apossarem da região com o Tratado de Alcáçovas, no qual reconheciam a Portugal o domínio a sul das Canárias.

Porém, ao longo do século XVI, ataques de piratas franceses aos navios portugueses no regresso da Mina começaram a suceder-se, para além de tentativas de tráfico do ouro na Mina. Repelidos estes, chegaram os ingleses, que, depois de conseguirem algum ouro, cessaram as suas operações com o tratado luso-inglês de 1570. Vieram os holandeses no século XVII, durante o domínio espanhol sobre Portugal. Após várias tentativas falhadas, a partir do Brasil, os holandeses, através da sua Companhia das Índias Ocidentais, enfraqueceram lentamente o monopólio comercial português na região, conseguindo dominar as quatro dezenas de militares da guarnição portuguesa de S. Jorge da Mina, a maior parte dos quais doentes e mal armados.

Por volta de 1637, chegavam ao fim 150 anos de domínio português na Mina, período no qual nunca os portugueses dali traficaram escravos, ao contrário dos holandeses. A feitoria exerceu mesmo uma actividade cultural na região, visível nos vocábulos portugueses que se mesclaram nos idiomas locais, para além de melhorias alimentares com a introdução do milho.

Os outros fortes portugueses na região foram também ocupados pelos holandeses em 1642.

São Tomé e Príncipe - colónia real (1753-1951); província ultramarina (1951-1971); administração local (1971-1975). Independência em 1975. União com a Ilha do Príncipe em 1753. As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até à sua independência em 1975.

São Tomé - possessão (1470-1485); colónia (1485-1522); colónia real (1522-1641); administração durante a ocupação holandesa (1641-1648). Ocupação francesa em 1648.

Sete Povos das Missões (Brasil?) - colónia (1750-1808)

Ilha do Príncipe - colónia (1500-1573). União com São Tomé em 1753. A ilha foi descoberta pelos portugueses em 14 de Janeiro de 1471 e denominada Santo António. Em 1502 tornou-se donatária com o nome de ilha do Príncipe. Tornou-se colónia da Coroa em 1573 e esteve ocupada pelos holandeses entre Agosto e Outubro de 1598. Em 1753 uniu-se a São Tomé para formar a colónia de São Tomé e Príncipe.

Socotorá (Iemen) - possessão (1506-1511). Tornou-se parte do Sultanado Mahri de Qishn e Suqutra. O explorador português Tristão da Cunha desembarcou nas ilhas nos começos do século XVI e considerou a Socotra conquistada por Portugal. Naquele tempo o cristianismo havia desaparecido das ilhas, exceto por umas cruzes de pedra que Alvares disse que as pessoas adoravam. Contudo, durante uma visita à ilha por parte de Francisco Xavier, este encontrou um grupo de pessoas que se declaravam ser os descendentes dos convertidos por São Tomé.

As ilhas estiveram debaixo do controle português de 1507 até 1511

T

Timor-Leste - colónia subordinada à Índia Portuguesa (1642-1844); subordinada a Macau (1844-1896); colónia separada (1896-1951); província ultramarina (1951-1975); república e proclamada independência unilateral, anexada à Indonésia (1975-1999), reconhecimento da ONU como território português. Administração da ONU de 1999 até à Independência em 2002. O primeiro contato europeu com a ilha foi feito pelos portugueses quando estes lá chegaram em 1512 em busca do sândalo, madeira nobre utilizada na fabricação de móveis de luxo e na perfumaria, que cobria praticamente toda a ilha. Durante quatro séculos, os portugueses apenas utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha.

Tanganica (Tanzânia) - Estabelecimentos portugueses estabelecidos no litoral (1500-1630).

Z
Zanzibar (Tanzania) - possessão (1503-1698). Tornou-se parte de Omã em 1698. O primeiro europeu a visitar a ilha foi Vasco da Gama, em 1499, acabando os portugueses por estabelecerem aí um entreposto comercial e uma missão católica.

Ziguinchor (Senegal) – Casamansa) (1645-1888). Cedido aos franceses em 1888. Foi fundada pelos portugueses em 1645, tendo sido cedida à França em 1888. Seu nome advém de "Cheguei e choram". Essa expressão remonta à época em que exploradores portugueses vieram à região para firmar tratados de comércio com o governante local. Conta-se que os nativos começaram a chorar, imaginando que seriam escravizados.



(1415-2002)

Norte de África:
Aguz (1506-1525) | Alcácer-Ceguer (1458-1550) | Arzila (1471-1550, 1577-1589) | Azamor (1513-1541) | Ceuta (1415-1640) | Mazagão (1485-1550, 1506-1769) | Mogador (1506-1525) | Safim (1488-1541) | Agadir (1505-1769) | Tânger (1471-1662) | Ouadane (1487-meados do século XVI)



África subsariana:
Acra (1557-1578) | Angola (1575-1975) | Ano Bom (1474-1778) | Arguim (1455-1633) | Cabinda (1883-1975) | Cabo Verde (1642-1975) | São Jorge da Mina (1482-1637) | Fernando Pó (1478-1778) | Costa do Ouro Portuguesa (1482-1642) | Guiné Portuguesa (1879-1974) | Melinde (1500-1630) | Mombaça (1593-1698, 1728-1729) | Moçambique (1501-1975) | Quíloa (1505-1512) | Fortaleza de São João Baptista de Ajudá (1680-1961) | São Tomé e Príncipe 1753-1975 | Socotorá (1506-1511) | Zanzibar (1503-1698) | Ziguinchor (1645-1888)



Ásia Ocidental:
Bahrein (1521-1602) | Ormuz (1515-1622) | Mascate (1515-1650) | Bandar Abbas (1506-1615)

Subcontinente indiano:
Ceilão Português (1518-1658) | Laquedivas (1498-1545) | Maldivas (1518-1521, 1558-1573) | Índia Portuguesa: Baçaím (1535-1739), Bombaim (Mumbai) (1534-1661), Calecute (1512-1525), Cananor (1502-1663), Chaul (1521-1740), Chittagong (1528-1666), Cochim (1500-1663), Cranganor (1536-1662), Dadrá e Nagar-Aveli (1779-1954), Damão (1559-1962), Diu (1535-1962), Goa (1510-1962), Hughli (1579-1632), Nagapattinam (1507-1657), Paliacate (1518-1619), Coulão (1502-1661), Salsette (1534-1737), Masulipatão (1598-1610), Mangalore (1568-1659), Surate (1540-1612), Thoothukudi (1548-1658), São Tomé de Meliapore (1523-1662; 1687-1749)



Ásia Oriental:
Bante (séc. XVI-XVIII) | Flores (século XVI-XIX) | Macau, como estabelecimento portugês, colónia e província ultramarina (1557-1975); como território chinês sobre administração portuguesa (1975-1999) | Macassar (1512-1665) | Malaca Portuguesa (1511-1641) | Molucas (Amboina 1576-1605, Ternate 1522-1575, Tidore 1578-1650) | Nagasaki (1571-1639) | Timor Português (Timor-Leste), como colónia e província ultramarina (1642-1975), invadida pela Indonésia, sobre o nome de Timor Timur (1975-1999), como protectorado (1999-2002).

América do Norte:
Terra Nova (1501–1570?) | Labrador (1501-1570?) Nova Escócia (1519–1570?)

América Central e do do Sul:
Brasil (1500-1822) | Barbados (1536-1620) | Província Cisplatina (1808-1822) | Guiana Francesa (1809-1817) | Nova Colónia do Sacramento (1680-1777) | (Colonização do Brasil)

Madeira e Açores:
Estes dois arquipélagos, localizados no Atlântico Norte, foram colonizados pelos portugueses no início do século XV e fizeram parte do Império Português até 1976, quando se tornaram regiões autónomas de Portugal; no entanto, já desde o século XIX que eram encaradas como um prolongamento da metrópole europeia (as chamadas Ilhas Adjacentes) e não colónias. O estatuto especial dos arquipélagos (região autónoma) continuou até hoje, sem grandes alterações.

Chronology of the Portuguese Voyages of Discovery

• 1147—Voyage of the Adventurers. Soon before the siege of Lisbon by the crusaders, a Muslim expedition left in search of legendary Islands offshore. They were not heard of again.
• 1336—First expedition to the Canary Islands. Another 2 in 1340 and 1341.
• 1412—Prince Henry, the Navigator, orders the first expeditions to the African Coast and Canary Islands.
• 1419—João Gonçalves Zarco and Tristão Vaz Teixeira discovered Porto Santo island, in the Madeira group.• 1420—The same sailors and Bartolomeu Perestrelo discovered the island of Madeira, which at once began to be colonized.
• 1422—Cape Nao, the limit of Moorish navigation is passed as the African Coast is mapped.
• 1427—Diogo de Silves discovered the Azores, which was colonized in 1431 by Gonçalo Velho Cabral.• 1434—Gil Eanes sailed round Cape Bojador, thus destroying the legends of the ‘Dark Sea’.
• 1434—the 32 point compass-card replaces the 12 points used until then.
• 1435—Gil Eanes and Afonso Gonçalves Baldaia discovered Garnet Bay (Angra dos Ruivos) and the latter reached the Gold River (Rio de Ouro).
• 1441—Nuno Tristão reached Cape White.
• 1443—Nuno Tristão penetrated the Arguim Gulf.
• 1444—Dinis Dias reached Cape Green (Cabo Verde).• 1445—Alvaro Fernandes sailed beyond Cabo Verde and reached Cabo dos Mastros (Cape Red)
• 1446—Alvaro Fernandes reached the northern Part of Portuguese Guinea
• 1452—Diogo de Teive discovers the Islands of Flores and Corvo.
• 1458—Luis Cadamosto discovers the first Cape Verde Islands.
• 1460—Death of Prince Henry, the Navigator. His systematic maping of the Atlantic,reached 8º N on the African Coast and 40º W in the Atlantic (Sargasso Sea) in his lifetime.
• 1461—Diogo Gomes and António Noli discovered more of the Cape Verde Islands.• 1461—Diogo Afonso discovered the western islands of the Cabo Verde group.
• 1471—João de Santarém and Pedro Escobar crossed the Equator. So the southern hemisphere was discovered and the sailors began to be guided by a new constellation, the Southern Cross. The discovery of the islands of São Tome and Principe is also attributed to these same sailors.
• 1472—Corte Real and Alvaro Martins Homem reached the Land of Cod, now called Newfoundland.
• 1476—João Coelho visits the West Indies. It seems one of the sailors aboard was called Cristovão Colombo.
• 1482—Diogo Cão reached the estuary of the Zaire (Congo) and placed a landmark there. Explored 150kms upriver to the Ielala Falls.
• 1484—Diogo Cão reached Walvis Bay, south of Namibia.• 1487—Afonso de Paiva and Pero da Covilhã traveled overland from Lisbon in search of the Kingdom of Prester John. (Ethiopia)
• 1488—Bartolomeu Dias, crowning 50 years of effort and methodical expeditions, rounded the Cape of Good Hope and entered the Indian Ocean. They had found the "Flat Mountain" of Ptolomeu's Geography.
• 1489/92—South Atlantic Voyages to map the winds
• 1490—Colombus leaves for Spain after his father-in-law's death.
• 1492—First exploration of the Indian Ocean.
• 1494—The Treaty of Tordesilles (46º 37' W), the pope divided the world into two parts, between Portugal and Spain.• 1495—Voyage of Joao Fernandes, the Farmer, and Pedro Barcelos to Greenland. During their voyage they discovered the land to which they gave the name of Labrador (lavrador, farmer)
• 1494—First boats fitted with cannon doors and topsails.
• 1498—Vasco da Gama led the first fleet around Africa to India, arriving in Calicut.
• 1498—Duarte Pacheco Pereira explores the South Atlantic and the South American Coast North of the Amazon River.• 1500—Pedro Álvares Cabral discovered Brazil on his way to India.
• 1500—Gaspar Corte Real made his first voyage to Newfoundland, formerly known as Terras de Corte Real.
• 1502—Miguel Corte Real set out for New England in search of his brother, Gaspar. João da Nova discovered Ascension Island. Fernão de Noronha discovered the island which still bears his name.
• 1503—On his return from the East, Estevão da Gama discovered Santa Helena island.
• 1506—Tristão da Cunha discovered the island that bears his name. Portuguese sailors landed on Madagascar.
• 1509—The Gulf of Bengal crossed by Diogo Lopes Sequeira. On the crossing he also reached Malacca.
• 1512—António de Abreu discovered Timor island.• 1513—The first trading ship to touch the coasts of China, under Jorge Álvares.
• 1522—Australia discovered by Cristovão de Mendonça (1522) and Gomes de Sequeira (1525). (This assertion is currently awaiting wide acceptance pending the evidence).
• 1526—Discovery of New Guinea.
• 1541—Fernão Mendes Pinto, Diogo Zeimoto and Cristovão Borralho reached Japan.
• 1542—The coast of California explored by João Rodrigues Cabrilho.
• 1557—Macau (Macao) given to Portugal by the Emperor of China as a reward for services rendered against the pirates who infested the China Sea.



Pedras de Ielala – Rio Zaire – Diogo Cão

NOTA: Este magnífico pedaço da História de Portugal, foi retirado de um texto que circula na internete, de autor desconhecido. A quem souber o seu nome, muito agradeço que, por favor, deixe um comentário nesta mesma mensagem com o seu nome, para aqui ser colocado.

1 comentário:

Luis Lob disse...

Falta a referência à pedra de Dinghton: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_de_Dighton

Creio que merece ser referenciada.

Cumprimentos