segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

M1231 - Jantar de NATAL 2014 - 13 de Dezembro de 2014 - Espaço RANGER - Cidade do Porto

                              

Jantar de NATAL 2014

13 de DEZEMBRO de 2014

Espaço RANGER - Cidade do Porto


AOE (Associação de Operações Especiais)

UM ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS PORTUGUESES 

RESERVA OBRIGATÓRIA! 

Coordenadas em graus decimais (DDD): 41.158316 - 8.591208




JAMAIS dispensaremos o nosso habitual, enérgico, inconfundível, indispensável, ÚNICO e TERRÍVEL grito de guerra RANGER... 

Preço: 10 yas

ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE…E JUNTEM-SE A NÓS... NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS.

INSCREVAM-SE JÁ!

RESERVA OBRIGATÓRIA!

Reservas para: RANGER Lopes - 220 931 820 / 964 168 857 ou RANGER Ribeiro - 228 314 589 ou 965 059 516 

domingo, 7 de setembro de 2014

M1209 - ESPAÇO RANGER da Cidade do Porto, vai-se completando!


ESPAÇO RANGER
Cidade do Porto 

Hoje, dia 07 de Setembro de 2014, foi possível graças à preciosa ajuda do Sr. Ernesto Santos - Presidente da Junta de Freguesia de Campanhã -, que muito tem ajudado este nosso cantinho, começar a mobilar e decorar a biblioteca/secretaria, que ficou para já com o aspecto que se vê nas fotos.

Muito obrigado Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Campanhã.




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

M1291 - Hoje apresenta-se mais um RANGER: Alberto Manuel Salvado dos Santos Grácio, foi Alferes Miliciano GUINÉ - CCS do BCAÇ 4615/73 (Teixeira Pinto, 1973/74)







Apresenta-se neste nosso quartel virtual o nosso camarada RANGER Alberto Manuel Salvado dos Santos Grácio, que cumpriu a sua comissão militar na Guiné, como Alferes Miliciano na Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores Nº 4615/73 (Zona Operacional de Teixeira Pinto, em 1973/74).


Passo a fazer a minha apresentação muito singela:

Sou o Alberto Manuel Salvado dos Santos Grácio, do 1º curso de 1973, nascido e residente em Paredes, a 8 de Setembro de 1951.

Fui mobilizado pelo Regimento de Infantaria Nº 16 - Évora, para a Guiné, tendo embarcado no navio NIASSA, em 22 de Setembro de 1973.

Fiz parte da CCS do Batalhão de Caçadores 4615, onde fui incumbido do comando do Pelotão de Reconhecimento.

Cumpri o I.A.O. - Instrução de Adptação Opreracional  no Cumeré - Guiné, partindo depois para Teixeira Pinto, onde cheguei no princípio de Novembro.

A 15 de Agosto de 1974 vim de férias não tendo regressado à Guiné, em virtude de o Batalhão ter regressado a Lisboa, onde fiz a desmobilização a 14 de Setembro.

Envio algumas das minhas fotos.

Um abraço para todos os Camaradas em especial para os do 1º turno de 1973. 

Foto 1 – No Cumeré - IAO
Foto 2 - Em Teixeira Pinto
Foto 3 - Oficial de dia
Foto 4 - Acção psicológica
Foto 5 - Pel Rec
Foto 6 - Pel Rec
Foto 7 - Regresso de uma patrulha
Foto 8 - Pel Rec - Futebol
Foto 9 - Combatente do PAIGC
Foto 10 – Com um combatente do PAIGC
Foto 11 - Oficial dia com Combatente e o Alf Mil David


Foto 12 – Apoiantes do PAIGC

domingo, 17 de agosto de 2014

M1230 - FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS! Sr. GEN. António Elísio Capelo Pires Veloso

FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS!
PORTUGAL E A FAMÍLIA RANGER ESTÃO DE LUTO! 

FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS! Sr. GEN. António Elísio Capelo Pires Veloso 


FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS!

1ª COMPANHIA INTEGRALMENTE CONSTITUÍDA POR RANGERS, POR ORDEM DO SR. GENERAL.
 OS HOMENS DA COMPANHIA OPERACIONAL DE LEIXÕES QUE SE REÚNEM E CONVIVEM TODOS OS ANOS
 UMA PRESENÇA INDISPENSÁVEL
 JAMAIS O ESQUECEREMOS
 MEU GENERAL ESTE ANO NÃO PODERÁ ESTAR FISICAMENTE MAS ESTARÁ O SEU ESPÍRITO JOVIAL E FRATERNO
 QUE DEUS O MANTENHA COMO SEU BRAÇO DIREITO...
ATÉ BREVE MEU GENERAL...

M1229 - FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS! Sr. GEN. António Elísio Capelo Pires Veloso

PORTUGAL E A FAMÍLIA RANGER ESTÃO DE LUTO! FALECEU UM HERÓI NACIONAL E UM GRANDE PORTUGUÊS!


António Elísio Capelo Pires Veloso (Gouveia, 10 de agosto de 1926Porto, 17 de agosto de 2014) foi um major-general do Exército português.

Frequentou o Liceu Nacional Alexandre Herculano, no Porto, até 1944, ano em que se matriculou no Curso de Preparatórios Militares da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Aos vinte anos ingressou na Escola do Exército, concluindo o curso de Infantaria, a que se seguiu o tirocínio na Escola Prática de Infantaria. Em 1949 iniciou efetivamente a sua carreira militar, como alferes em Macau, onde permaneceu até 1951. Em 1961, com o eclodir da Guerra do Ultramar, prestou serviço em Angola, até 1964, e em Moçambique, de 1965 até 1974.

Após o 25 de Abril de 1974, Pires Veloso foi nomeado governador de São Tomé e Príncipe, até 18 de Dezembro do mesmo ano, data em que passou a alto comissário, função que manteve até à independência do território, a 12 de julho de 1975.1 Em Setembro de 1975, na era do PREC, foi designado comandante da Região Militar do Norte, com quartel-general no Porto, dando por terminada a sua missão em 1977. Na sequência do Golpe de 25 de Novembro de 1975, foi nomeado membro do Conselho da Revolução, até 1977. Com a frequência do Curso Superior de Comando e Direcção do Instituto de Altos Estudos Militares, ascendeu em 1988, à patente de oficial general.

Pires Veloso candidatou-se a Presidente da República Portuguesa, como independente, nas eleições de 1980, nas quais foi reeleito Ramalho Eanes.2

No dia 25 de Abril de 2006 foi agraciado pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio com a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), pelo seu «desempenho militar» e «papel fundamental na consolidação da democracia nacional durante o período em que comandou a Região Militar do Norte».3 Publicou o livro Vice-Rei do Norte - Memórias e Revelações,4 em 2009. Pires Veloso era irmão mais novo de Aureliano Veloso, o primeiro presidente da Câmara Municipal do Porto eleito democraticamente após o 25 de Abril de 1974, e tio do cantor Rui Veloso.

Faleceu a 17 de agosto de 2014, no Hospital Militar do Porto, com 88 anos. 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_El%C3%ADsio_Capelo_Pires_Veloso 


terça-feira, 12 de agosto de 2014

M1207 - PROTOTIPO DE EMBLEMA PARA A EQUIPA DE AIRSOFT-RANGERS DO PORTO.

PROTOTIPO DE EMBLEMA PARA A EQUIPA DE AIRSOFT-RANGER DO PORTO.

A SER APROVADO POR MAIORIA DOS ELEMENTOS QUE CONSTITUEM A EQUIPA!


quarta-feira, 25 de junho de 2014

M1204 - XXXVII CONFRATERNIZAÇÃO ANUAL DA AOE - 2014 - PROGRAMA




PROGRAMA

Sexta-feira dia 27 de Junho de 2014 (Manhã)


Local: Quartel de Santa Cruz
C.T.O.E.

07h00 – Alvorada Festiva.
08h00 - Içar da Bandeira Nacional.
09h30 - Celebração da Missa do Dia da Unidade.
10h45 – Guarda de Honra à Alta Entidade (AEnt) que preside (parada Exterior do Quartel de Santa Cruz)
11h10 – Tomada dos lugares na Tribuna pelos Convidados.
11h20 – Forças em Parada prontas
11h30 – Inicio da Cerimónia Militar:
· Honras Militares à AEnt que preside.
· Integração do Estandarte Nacional e sua incorporação na Formatura Geral.
· Homenagem aos Militares Mortos em Combate.
· Alocução pelo Comandante da Unidade.
· Leitura de Mensagem (eventual)
· Imposição de Condecorações.
· Leitura dos Mandamentos do Militar de Operações Especiais.
· Imposição de Boinas e Insígnias aos Militares que concluíram os Cursos de Operações Especiais e Sniper.
· Desfile das Forças em Parada em Continência AEnt.
· Actuação da Banda Militar do Porto.
· Exposição/Demonstração de Capacidades.


Sexta-feira dia 27 de Junho de 2014 (Tarde)

Inicio das actividades da A.O.E.
Local: Sede da A.O.E.

16h00 – Abertura de Secretariado e Tesouraria.
20h00 - Fecho
A partir das 21h00 – Jantar Livre e convívio nocturno a combinar entre os Sócios Presentes (eventual)

Notas:
· Permitida a pernoita de sexta para sábado e para domingo,em Penude sob credencial.
· O acesso nas áreas militares está condicionada a uma credencial emitida no ato de inscrição.
· A circulação de bens e pessoas só se fará mediante esta credencial e a áreas pré-definidas.
· O controlo é efectuado por contingente anexo ao C.T.O.E.
· Na impossibilidade de não estar presente neste horário enviar email para “aoe_ranger@gmx.com” a informar a matricula da viatura e nome das pessoas a aceder ao local.


Sábado dia 28 de Junho de 2014 (Manha)

Local: “Antiga Estrada Nacional 2” >>Ponte de Reconcos>>Quartel de Penude
A.O.E. / Sócio RANGER_927Fonseca

08h00 – “CORRIDA RANGER”. Concentração de atletas no quartel de Penude.
08h20 – Inicio de transporte dos atletas para a ponte de Reconcos.
09h00 – Inicio de Prova

Notas: Esta iniciativa foi solicitada à Direcção da A.O.E. pelo sócio RANGER_927Fonseca, sendo a responsabilidade de inscrições e custos de inscrição inerentes ao mesmo ( contacto rangerfonseca@sapo.pt), assim como toda a organização no próprio dia.. A Direcção deu apoio à logística e em nome dos fundos financeiros dos Sócios da A.O.E. oferece o seguro, os prémios e os meios de sinalização, para o sucesso da prova mediante a Nobre iniciativa conforme os Mandamentos RANGER.

Escalões de Prova : “A”>até aos 35 Anos, “B” dos 35 aos 45 Anos, “C” dos 45 aos 55 Anos, “D” dos 55 aos 65 Anos, “E” maiores de 65 Anos.

PRÉMIOS RANGER PARA TODOS

Sábado dia 28 de Junho de 2014 (Manha)

Local: Quartel de Santa Cruz

C.T.O.E./A.O.E.

10h00 – Concentração na Parada Exterior do Quartel de Santa Cruz.
10h45 – Homenagem aos Militares Mortos em Combate(Parada Interior do Quartel de Santa Cruz).
11h00 – Apresentação de Cumprimentos de todos os Sócios da A.O.E., ao Comando do C.T.O.E. (Parada Interior do Quartel de Santa Cruz).
11h20 - Cerimónia de apresentação de novos Sócios e Entidades Convidados.(Parada Interior do Quartel de Santa Cruz).
11h35 – Leitura dos Mandamentos do RANGER.
11h40 – Alocução pelo Comandante da Unidade.

Sábado dia 28 de Junho de 2014 


Almoço
Local: Quartel de Penude
C.T.O.E./A.O.E.

A partir das 13h00 - Almoço Volante Feira das regiões. Cada sócio traz o seu farnel e partilha com os restantes.

· Porco no espeto e arroz de feijão para reforço. (Iniciativa dos Sócios da Comissão de Trabalhos de Fafe em harmonia com os restantes Sócios da A.O.E.)

Sábado dia 28 de Junho de 2014 Tarde

Local: Quartel de Penude
A.O.E. com as suas Comissões de Trabalhos e iniciativas particulares.

15h00 Continuação do Convívio após Almoço com actividades.

Torneio de Sueca > Iniciativa da comissão de Trabalhos de Viseu. (A Direcção em nome dos fundos financeiros dos Sócios da A.O.E. oferece os prémios e apoio à logística)

Sem a matriz de Convívio e Confraternização paralelamente e por solicitação à Direcção. No seu compromisso dos Mandamentos RANGER, e no seu compromisso de Abnegação e Honra de MISSÃO dos responsáveis haverá DEMONSTRAÇÕES que enobrece a Associação de Operações Especiais de:

Airsoft – Simulação Militar – Com Efeitos Pirotécnico. Local > Campo de Explosivos do C.T.O.E. em Penude. / Responsáveis: Sócio_RANGER_927Fonseca, Ranger Álvaro Barros.

Demonstração de Krav Maga – Local > Zona delimitada em campo aberto anexo ao Campo de Sobrevivência do C.T.O.E. Em Penude. / Responsáveis: Ranger Álvaro Barros e Ranger António Cardoso.

Animação Musical > Iniciativa da Comissão de Trabalhos do Espaço Ranger do Porto.

Nota: JANTAR >>>O convívio musical continuará no refeitório do Quartel de Penude, com o apoio da Direcção da A.O.E. e C.T.O.E. a pedido do Sócio_RANGER_715Ribeiro (organização), num jantar conclusivo dos recursos fornecidos em Almoço.

Noite livre na Cidade de Lamego, convívios nocturnos a combinar.

O Secretariado e Tesouraria funcionará das 16h00 ás 18h00, em local próprio.

Domingo dia 29 de Junho de 2014

Local: Quartel de Santa Cruz
C.T.O.E./A.O.E.

09h00 – Inicio de Assembleia Geral. (consultar convocatória da Mesa da Assembleia Geral).
12h45 – Descerramento da placa evocativa da Confraternização 2014.
13h00 – Almoço Convivo no Refeitório
A partir das 16h00:


DESCONCENTRAÇÃO

quinta-feira, 24 de abril de 2014

M1201 - RANGER Lino Ribeiro do 2º Curso de 1971 - Aspectos de Penude

Continuação das mensagens M462, M464, M465, M485 e M496. 



RANGER Lino Ribeiro
2º Curso de 1971
Angola 1971/74 - 7

Penude 1971 

O RANGER Lino cumpriu a sua comissão militar em Angola, 1971 a 1974, integrado na CART 3454 / BART 3861 (Companhia de Artilharia 3454 / Batalhão de Artilharia 3861), nas zonas de Zala e Quinguengue. 

Nesta mensagem apresentam-se 3 raras fotos da velha parada do quartel de Penude, em Maio/Junho de 1971. 

 O velho emblema do portão do quartel
Esta é mesmo para a foto
Aqui arranjando a boina

quinta-feira, 3 de abril de 2014

M1200 - Apresenta-se o RANGER João Coelho, que foi Alf Mil da 1.ª CART do BART 6522 – GUINÉ

     

HOJE APRESENTA-SE NESTA NOSSA ENORME PARADA VIRTUAL... 



O nosso Camarada João Coelho, QUE FOI Alferes Miliciano 1.ª Companhia de Artilharia do Batalhão de Artilharia 6522, que prestou a sua comissão em S. Domingos, na Guine entre 1972 e 1974). 


Enviou-nos uma mensagem de apresentação e algumas fotos do seu álbum de memórias. 


Camaradas, 

Sou do 2º Curso de Rangers de 1972, onde fui graduado em Aspirante, tendo ficado no C.I.O.E. como instrutor no 3º curso (Adjunto do então Capitão Cardeira Rino). 

Formamos Batalhão de Artilharia 6522.em Penafiel, passando a Alf Mil e chegamos à Guiné em Dez/1972, integrado na 1ª CART, que foi colocada em S. Domingos. 

Regressamos a Portugal em Setembro de 1974.

Envio umas fotos e conto uma pequena história, apesar de não ter grandes histórias. 

Felizmente, não houve baixas na minha companhia e todos os rapazes que foram, regressaram sem um ferimento. 

Então, aqui vai a história do momento em que eu senti que ia morrer na Guiné.

Um dia, depois do jantar, e estando na messe a jogar "King", eis que ao longe ouvimos a saída de um projétil de uma arma pesada. 

Claro que todos correram para os seus postos, menos eu, que continuei sentado a olhar para o meu jogo, chamando nomes ao IN, pois era a minha mão e tinha um jogão para "nulos".

Quando saí da messe já as granadas de canhão sem recuo caíam dentro e fora do aquartelamento(a grande maioria delas).
Como o meu posto de combate ficava nas valas à frente dos 3 obuses 10,5, decidi correr em campo aberto, pois ainda era distante.

Sensivelmente a meio do trajeto, eis que ouço um silvo. Pensei que estava feito e que ia levar com uma granada em cima. Deitei-me no chão e tentei cobrir a cabeça com os braços. Logo a seguir um rebentamento a poucos metros de mim e comecei a levar com terra em cima.

Uns segundos depois, ao ver que nada me tinha acontecido, levantei-me e lá cheguei ao meu destino, são e salvo.

Mais tarde, contarei outra que se passou no dia seguinte, quando fui fazer o reconhecimento, onde se pode ver que a sorte pode muitas vezes decidir quem vive e quem morre.

Oficial de Dia no C.I.O.E.

"Aeroporto " de S. Domingos
Aquartelamento, vestido com um macaco e botas, oferecidos pelo meu amigo 2º tenente Centeno do Destacamento de Fuzileiros Especiais da vila de Cacheu, na companhia do 1º comissário político do PAIGC que visitou S. Domingos.

Um abraço amigo,
João Coelho
Alf Mil Op Esp/RANGER da 1.ª CART do BART 6522
************************************************************** 
O RANGER COELHO É O TERCEIRO ELEMENTO DO MESMO BATALHÃO QUE AQUI SE APRESENTA, JÁ CÁ ESTAVAM NA FORMATURA: 

- O RANGER António Inverno, que foi Alf Mil da 1.ª e 2.ª CARTs e Pel Caç Nat 60; 

- O RANGER Ricardo Pereira de Sousa, que foi Alf Mil da 3ª CART no Sedengal. 

Emblema de colecção: © Carlos Coutinho (2010).Direitos reservados. 

Fotos: © João Coelho (2010). Direitos reservados. 

terça-feira, 25 de março de 2014

M1198 - A HISTÓRIA DO 25 DE ABRIL DE 1974 CONTADA POR QUEM A VIVEU E PODIA TER ABORTADO O GOLPE SE TIVESSE DISPARADO ÀS ORDENS, RECORDA ESSES MOMENTOS A 100%.

NOTA INICIAL: A HISTÓRIA DO 25 DE ABRIL DE 1974 CONTADA POR QUEM A VIVEU E PODIA TER ABORTADO O GOLPE SE TIVESSE DISPARADO ÀS ORDENS, RECORDA ESSES MOMENTOS A 100%.


"Ou dá fogo ou meto-lhe um tiro na cabeça"

ADELINO GOMES (Texto) e ALFREDO CUNHA (Fotos) 

25/03/2014 - 07:20

Pré-publicação do livro Os Rapazes dos Tanques, de Alfredo Cunha (fotografia) e Adelino Gomes (texto).

É lançado nesta terça-feira, às 18h30, no Torreão Poente do Terreiro do Paço, em Lisboa, o livro Os Rapazes dos Tanques (Porto Editora). Durante um ano, os seus autores – Alfredo Cunha e Adelino Gomes, da equipa fundadora do PÚBLICO – andaram à procura dos militares que, no dia 25 de Abril de 1974, estiveram frente a frente, dentro de tanques, com o dedo no gatilho, mas decidiram não disparar. Alguns nunca tinham falado em público sobre esse dia. Um deles visita hoje Lisboa pela primeira vez desde o dia da revolução.

Quarenta anos depois, ainda há notícias e histórias por contar. A que aqui publicamos, integrada no livro, é inédita. José Alves Costa, o cabo apontador que chegou ao Terreiro do Paço dentro de um blindado M47 para defender o regime de Marcelo Caetano, desobedeceu às ordens de abrir fogo contra a coluna de Salgueiro Maia, que descera de Santarém para ocupar o centro do poder e derrubar a ditadura.

O livro é apresentado pelo cadete Amílcar Coelho, trabalhador-estudante de Alcobaça na altura do serviço militar e hoje doutorado em Filosofia Contemporânea e presidente da UGT-Leiria, e pelo coronel Carlos Matos Gomes, autor e historiador militar (sob o pseudónimo de Carlos Vale Ferraz), que em 1974 estava em comissão militar na Guiné e integrava o movimento dos capitães.

Excerto do livro Os Rapazes dos Tanques:

Maia chamou-lhe a insubordinacão mais bela do 25 de Abril – o cabo apontador que desobedeceu às ordens do brigadeiro Junqueira dos Reis para disparar sobre a coluna de Santarém. José Alves Costa vive na aldeia de Balazar, terra onde nasceu em 1951. Tem quatro filhos e quatro netos. Reformou-se como construtor de pneus na Continental Mabor. Militares e jornalistas procuraram-no durante 39 anos.

Tão simples como isto:

"Eu estava em cima, na torre [do M47]. Ele [brigadeiro Junqueira dos Reis, segundo-comandante da Região Militar de Lisboa] subiu a grade do meu carro e foi para cima da grelha. Eu estava em sentido. Ele disse-me:
'Sabe trabalhar com isso, nosso cabo?' Eu disse: 'Pouco.' Tentei compor... 'Fui improvisado para aqui. Sei pouco trabalhar com isto.' O brigadeiro disse: 'Dá fogo já a direito.' 'Dá fogo' era virado pr'aqueles [a coluna da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém]. Eu disse: 'Vou ver se consigo, mas eu não sei.' E ele só me respondeu: 'Ou dá fogo ou meto-lhe um tiro na cabeça!' Pegou na pistola, vinha vestido de brigadeiro, mesmo. E eu então meti-me dentro da torre. Aquilo tem uma porta, fechei-a e disse para o condutor: 'Fecha as portas também.' Eu, fechando-me dentro do carro, ninguém abre, porque aquilo é blindado, entende? Podia marrar lá com a cabeça que não me encontrava."

Julho de 2013. De pé, no quintal da sua casa, na aldeia de Balazar, duas dezenas de quilómetros a norte da Póvoa de Varzim, o ex-cabo apontador de M47 José Alves Costa conta-nos o que se passou naquele momento preciso da manhã do dia 25 de Abril de 1974, que fez exclamar ao comandante da coluna revoltosa, Salgueiro Maia, anos depois: "Aqui é que se ganhou o 25 de Abril."

A sua versão é, em certos aspectos, substancialmente diferente da narrativa que o capitão Maia consagrou, a partir de declarações do alferes miliciano Fernando Sottomayor, comandante dos quatro carros de combate cujas guarnições o ex-cabo apontador integrava.

O alferes fora o primeiro a desafiar a autoridade do brigadeiro, recusando-se a fazer fogo sobre os blindados da EPC. Contará, mais tarde, que o cabo apontador do seu carro respondeu a nova ordem do brigadeiro para que disparasse: "Eu, sem o meu alferes, não faço nada." Em entrevista, 14 anos depois, Salgueiro Maia acrescentou que, depois de enfrentar aquele oficial general, o cabo saltou para o chão, para se juntar aos revoltosos. (Nenhum dos entrevistados nos confirmou esta versão.)



Sabe que eu passei um bocadinho de escravidão. Cheguei a comer meia sardinha e pão bolorento. Graças a Deus, os meus filhos nunca precisaram.José Alves Costa

A nosso convite, ex-cabo e ex-alferes almoçaram num restaurante da Póvoa de Varzim poucas horas depois do nosso encontro. "É ele mesmo", diz Costa, quando o avista a sair do carro. "Há anos que a gente te procura!...", exclama Sottomayor, abraçando-o.

Nunca mais se viram. Fernando Sottomayor esqueceu-lhe mesmo, por completo, não só o nome, mas também a fisionomia. Não é o único. Nenhum dos militares que estiveram no dia 25 de Abril no Terreiro do Paço (de um lado e do outro) lhe sabia, até este momento, o nome, e muito menos lhe conhecia o paradeiro.

O antigo cabo apontador sente dificuldades na cronologia dos acontecimentos. Mas retém um ou outro apelido, algumas frases, gestos que apimentam com genuinidade conversas de várias horas, de que aqui deixamos excertos.
Não se lembra da matrícula do carro de combate M47. Mas não hesita: o seu estava posicionado na "marginal, do lado do mar". Foi de lá que viu o alferes que comandava a força ser "engavetado" pela Polícia Militar; que assistiu à passagem do carro que estava à sua frente para o lado das forças de Maia; e que decidiu fechar-se dentro do blindado, única forma que encontrou de fugir às ordens do brigadeiro para que fizesse fogo.

Começam aqui os pontos de divergência com a narrativa consagrada, de Sottomayor e de Maia. Diz que em momento nenhum afrontou directamente o brigadeiro, e que, até ao fim, não desertou para "o outro lado". Que ficaram ali – ele e os outros membros da tripulação – "sem comandante nenhum, até talvez às 3 da tarde, ou coisa no género”. Até essa altura – sublinha, desafiando mesmo a reconstituição dos factos, a que procederemos num encontro, meses depois, com ele e com vários dos seus camaradas de então –, considerou-se sempre do lado oposto ao da coluna de Santarém.

– Enquanto a PM esteve ao lado do regime anterior, nós funcionámos contra o novo regime. Depois que a PM foi controlada e virou – eu não sei, 3, 4 horas da tarde –, a partir daí nós normalizámos, foi quando nós andámos pelas ruas. Mas nunca nos juntámos aos de Santarém. Nem de manhã nem de tarde. Nós nunca estivemos com eles.

À noite, no Regimento, já controlado pelo Movimento das Forças Armadas, explica ao alferes Sottomayor, entretanto libertado, o que se passou depois de o brigadeiro o mandar prender.

– Você tinha dado ordens cá atrás [ao aproximarem-se do Cais do Sodré]: "Ninguém faz fogo sem minha ordem." E, claro, ficou assim.

– Se queres levar um louvor, a gente escreve – oferecem-se um oficial e um furriel, impressionados.

– Nem pensem nisso. Deixai-me ir em paz. Não quero louvor, quero-me ir embora.

A sua recusa em cumprir as ordens do brigadeiro – tem consciência – tornou-o “um dos autores que fizeram com que as coisas corressem bem naquele dia”. Mas, com a mesma naturalidade com que disse tudo o que ficou para trás, não se inibe de confessar-nos a principal razão que o levou a rejeitar a ideia:


Nunca deu uma entrevista. Nunca cantou a Grândola. Nem uma só vez participou em comemorações do 25 de Abril.

– A gente sabia o regime que tinha. Se calhava as coisas não correrem bem, a minha vida podia ir para o maneta.

– E agora, passado este tempo todo, nunca teve a tentação de dizer: "Eh pá, olhem, sou eu o tal cabo"?!...

– No dia, se eu for ao café e vir as imagens, eu lembro-me: "Eu, há tantos anos, estava lá!" Com um caguefe do caraças...

A noção de que Portugal passara de uma ditadura para uma democracia impôs-se-lhe "quase logo". Do mesmo modo que as mudanças no nível de vida.

– Sabe que eu passei um bocadinho de escravidão. Cheguei a comer meia sardinha e pão bolorento. Graças a Deus, os meus filhos nunca precisaram.

Na adolescência, uma sucessão de mortes e doenças provocou gastos de dinheiro que pesaram enormemente no orçamento familiar. O pai, viúvo, camponês-rendeiro, chegou a recorrer a um bruxo para lhe acudir, paralisado durante seis meses.

Ao sair de tropa, em Outubro de 1974, regressou aos trabalhos do campo, antes de breves experiências em Famalicão, como tractorista (também da lavoura), e numa serração, mais próximo de casa.

Em Março de 1977, inscreveu-se na Mabor Continental, em Lousado. Entrou de imediato – ajudante, nos primeiros anos; depois, construtor de pneus. Chama-lhe a sua "sorte grande", pois evitou-lhe "ter de ir ao estrangeiro", como tantos conterrâneos, para ganhar melhor a vida –, construiu e pagou a casa ("paguei juros a 20 por cento!...") e criou quatro filhos – para um dos quais, “deficiente renal”, chegou a ir metade do salário mensal.

Saiu da empresa como operador químico. Tinha 40 anos de descontos. Reformou-se em 2011, "com direito, talvez, à volta dos 1350 euros". No momento da entrevista, estava com mil. "Já me limparam que chegasse."

O alferes – descobrem no encontro que promovemos – passou junto da sua fábrica anos a fio: teve escritórios nuns armazéns ali ao lado. Nunca se encontraram.

José Alves Costa gosta de se manter informado. Noticiário e agora comentários, na televisão, e uma vista de olhos "pelas letras maiores" de dois jornais – um desportivo e o Jornal de Notícias. É simpatizante do Benfica, "já há muito ano". Olha para a crise com a ideia de que "muita gente começou a ir longe de mais e agora puxam pelas orelhas – acham que lhes estão a tirar aquilo a que não tinham direito, e daí criticam”.

Nunca deu uma entrevista. Nunca cantou a Grândola. Nem uma só vez participou em comemorações do 25 de Abril. Apenas em casa se abriu um pouco mais sobre a sua participação nos acontecimentos militares (ainda que omitindo pormenores mais favoráveis a si mesmo, conforme verificaremos em conversa com a mulher e um dos filhos).

– No 25 de Abril, digo sempre para eles: "Abençoado dia." Para mim, fica-me na história. É um dia que me marca muito. Agora, há coisa de uns oito anos para cá, ainda muito mais.

– Porquê?

– Foi o dia em que o Papa João Paulo II beatificou aqui a irmã Alexandrina, que é considerada santa por nós. Tenho muita fé nela, porque, para mim, foi ela que me livrou de eu ir ao Ultramar. Balazar mandou muitos militares para lá – graças a Deus, só um ou dois tiveram pequeninos ferimentos. Desde que foi beatificada, comemora-se aqui o 25 de Abril, ano da beatificação, e ao mesmo tempo dá-me mais gosto, porque comemora-se também o 25 de Abril da Liberdade.

José Alves Costa
O melhor do 25 de Abril: a liberdade de se poder falar à vontade, desde que não se prejudique ninguém.
O pior: a liberdade de as pessoas chegarem ao ponto de não respeitarem a liberdade delas e do próximo.
Figuras que mais admira: Mário Soares, Ramalho Eanes e Vasco Lourenço. Fora da política e da instituição militar, Carvalho Neto, gerente da fábrica onde trabalhou.


O ENTREVISTADO: 

Sabe que eu passei um bocadinho de escravidão. Cheguei a comer meia sardinha e pão bolorento. Graças a Deus, os meus filhos nunca precisaram.

Nunca deu uma entrevista. Nunca cantou a Grândola. Nem uma só vez participou em comemorações do 25 de Abril. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

M1196 - Jantar de NATAL Encontro/Convívio. Próximo dia 4 de Janeiro de 2014

Jantar Mensal/Convívio

4 de Janeiro de 2014

Espaço RANGER - Cidade do Porto


AOE (Associação de Operações Especiais)

UM ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS PORTUGUESES 


JAMAIS dispensaremos o nosso habitual, enérgico, inconfundível, indispensável, ÚNICO e TERRÍVEL grito de guerra RANGER... 

Preço: 10 tiros

ESTA VIDA SÃO DOIS DIAS E UM JÁ PASSOU... VIVAM A VIDA… CONVIVAM… RIAM… DIVIRTAM-SE…E JUNTEM-SE A NÓS... NO ESPAÇO DE TODOS OS RANGERS.

APAREÇAM!

RESERVA OBRIGATÓRIA!

Reservas para: RANGER Lopes - 220 931 820 / 964 168 857 ou RANGER Ribeiro - 228 314 589 ou 965 059 516