sexta-feira, 31 de julho de 2009

M137 - RANGERS dos E.U.A. na Operação IRENE, em Mogadíscio - Somália

Operação militar na vida real transformada em filme espectacular.

CERCADOS ("Black Hauk Down" no título original)

O actor Josh Hartnett

CERCADOS ("Black Hauk Down" no título original)

O cinema americano tem produzido nos últimos anos filmes de inegável categoria. Nas minhas 5 décadas e picos de existência, posso afirmar que tive ocasião de apreciar algumas centenas, quem sabe milhares, deles sempre com interesse renovado. Confesso que uns tantos me agradaram de tal modo. que já os visionei repetidas vezes, quer para captar ou interpretar melhor alguns detalhes, que me haviam escapado nas primeiras vezes, quer para tornar a deliciar os olhos com cenas de raríssima beleza.

São muitas as temáticas que me agradam. Dentro dos géneros que prefiro há um que me atrai sobremodo, são aqueles que reconstituem factos históricos.

Poderia, aqui, citar algumas dezenas dos que mais me impressionaram mas, como não é esse a objectivo deste artigo, nomearia, só a título de exemplo: "O dia mais longo", "Patton", "Uma ponte longe demais", "Os heróis de Tobruk", "A batalha do rio de prata", "Hamburguer hill", "Pearl Harbor" ou o "O Resgate do Soldado Ryan".

Na minha opinião pessoal todos eles foram muito bem realizados. Como os argumentos são históricos, logo são indiscutíveis. Mas, nesta curta lista, ainda posso destacar um que, até à bem pouco tempo no meu critério selectivo, elegia como o melhor filme deste género que eu vi.

Realizado por Steven Spielberg - "O Resgate do soldado Ryan" -, demonstra, cruel e realisticamente, dois episódios que doiram as páginas da imensa história da segunda Guerra Mundial. Um é o desembarque das companhias RANGERS - nas praias da Normandia -, destacados para efectuarem a "testa de ponte", durante o decorrer do desembarque no dia D - 6 de Junho de 1944 (ver a mensagem M136).

Bem protegidos nas falésias, e em "bunkers" de betão maciço, os alemães receberam-nos com um monumental e aterrorizante vendaval de artilharia e fuzilaria, impregnando de pedaços de carne e sangue, as até então límpidas águas, dos mares da praida de Omaha.

Foram muitas horas de suplício para conquistar um ponto estratégico, que permitiria o sucesso do desembarque aliado, a quase inacessível o fatídico bico arenoso conhecida por "Point du Hoc".

O segundo, mostra como um punhado de RANGERS, que sobreviveram milagrosamente ao vendaval de chumbo e estilhaços no terrível desembarque, e que logo são designados para a execução uma missão especial que lhes saiu demasiada cara - resgatar o tal soldado Ryan.

Este ano, em Fevereiro, surgiu outro filme, realizado por Ridley Scott, que também me deslumbrou, por estranha que pareça esta coincidência - digo eu -, também ele envolvendo um esquadrão de RANGERS americanos.

Pleno de acção, de princípio a fim, com o título original "Black Hauk Down" - marca dum helicóptero de combate norte-americano -, este filme foi intitulado, em Portugal, por, "CERCADOS".

Os acontecimentos desenrolaram-se em 3 de Outubro de 1993, no sudoeste asiático, na Somália - mais precisamente em Mogadíscio -, então dominada pelo ditador Mohammed Farah-Sadid, em que uma, aparentemente, simples missão dos RANGERS americanos, se transforma num autêntico inferno. Tudo corre bem até que dois dos helicópteros (Black Hawk) são abatidos e os homens em terra ficam cercados por centenas de guerrilheiros somalis. As ordens superiores são claras e concisas: "Regressar com todos os elementos, ninguém fica para trás, morto ou vivo."

Esta batalha terrestre que, para os norte-americanos foi a mais longa desde a conclusão da Guerra do Vietname, envolveu 120 militares e o objectivo - embora alcançado -, resumiu-se a capturar dois dos principais tenentes do referido ditador.

O personagem central, um sargento RANGER (interpretado pelo actor Josh Hartnett) devido a ferimento grave do seu superior directo vê-se, de repente, no comando do seu pelotão.

Numa entrevista que o jornalista Mário Augusto lhe fez, este actor à pergunta, se lhe custou muito os treinos, com os RANGERS - que inclui uma semana de recruta a sério -, respondeu: "Foi uma semana para esquecer... muito dura... Já tinha feito outros treinos militares mas como este... !" (risos dele claro).

Falta dizer que este filme, emotivo e exuberante, foi realizado ao pormenor, com o precioso auxílio de consultores militares que participaram realmente na operação.


Pagela do filme

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