sexta-feira, 31 de julho de 2009

M137 - RANGERS dos E.U.A. na Operação IRENE, em Mogadíscio - Somália

Operação militar na vida real transformada em filme espectacular.

CERCADOS ("Black Hauk Down" no título original)

O actor Josh Hartnett

CERCADOS ("Black Hauk Down" no título original)

O cinema americano tem produzido nos últimos anos filmes de inegável categoria. Nas minhas 5 décadas e picos de existência, posso afirmar que tive ocasião de apreciar algumas centenas, quem sabe milhares, deles sempre com interesse renovado. Confesso que uns tantos me agradaram de tal modo. que já os visionei repetidas vezes, quer para captar ou interpretar melhor alguns detalhes, que me haviam escapado nas primeiras vezes, quer para tornar a deliciar os olhos com cenas de raríssima beleza.

São muitas as temáticas que me agradam. Dentro dos géneros que prefiro há um que me atrai sobremodo, são aqueles que reconstituem factos históricos.

Poderia, aqui, citar algumas dezenas dos que mais me impressionaram mas, como não é esse a objectivo deste artigo, nomearia, só a título de exemplo: "O dia mais longo", "Patton", "Uma ponte longe demais", "Os heróis de Tobruk", "A batalha do rio de prata", "Hamburguer hill", "Pearl Harbor" ou o "O Resgate do Soldado Ryan".

Na minha opinião pessoal todos eles foram muito bem realizados. Como os argumentos são históricos, logo são indiscutíveis. Mas, nesta curta lista, ainda posso destacar um que, até à bem pouco tempo no meu critério selectivo, elegia como o melhor filme deste género que eu vi.

Realizado por Steven Spielberg - "O Resgate do soldado Ryan" -, demonstra, cruel e realisticamente, dois episódios que doiram as páginas da imensa história da segunda Guerra Mundial. Um é o desembarque das companhias RANGERS - nas praias da Normandia -, destacados para efectuarem a "testa de ponte", durante o decorrer do desembarque no dia D - 6 de Junho de 1944 (ver a mensagem M136).

Bem protegidos nas falésias, e em "bunkers" de betão maciço, os alemães receberam-nos com um monumental e aterrorizante vendaval de artilharia e fuzilaria, impregnando de pedaços de carne e sangue, as até então límpidas águas, dos mares da praida de Omaha.

Foram muitas horas de suplício para conquistar um ponto estratégico, que permitiria o sucesso do desembarque aliado, a quase inacessível o fatídico bico arenoso conhecida por "Point du Hoc".

O segundo, mostra como um punhado de RANGERS, que sobreviveram milagrosamente ao vendaval de chumbo e estilhaços no terrível desembarque, e que logo são designados para a execução uma missão especial que lhes saiu demasiada cara - resgatar o tal soldado Ryan.

Este ano, em Fevereiro, surgiu outro filme, realizado por Ridley Scott, que também me deslumbrou, por estranha que pareça esta coincidência - digo eu -, também ele envolvendo um esquadrão de RANGERS americanos.

Pleno de acção, de princípio a fim, com o título original "Black Hauk Down" - marca dum helicóptero de combate norte-americano -, este filme foi intitulado, em Portugal, por, "CERCADOS".

Os acontecimentos desenrolaram-se em 3 de Outubro de 1993, no sudoeste asiático, na Somália - mais precisamente em Mogadíscio -, então dominada pelo ditador Mohammed Farah-Sadid, em que uma, aparentemente, simples missão dos RANGERS americanos, se transforma num autêntico inferno. Tudo corre bem até que dois dos helicópteros (Black Hawk) são abatidos e os homens em terra ficam cercados por centenas de guerrilheiros somalis. As ordens superiores são claras e concisas: "Regressar com todos os elementos, ninguém fica para trás, morto ou vivo."

Esta batalha terrestre que, para os norte-americanos foi a mais longa desde a conclusão da Guerra do Vietname, envolveu 120 militares e o objectivo - embora alcançado -, resumiu-se a capturar dois dos principais tenentes do referido ditador.

O personagem central, um sargento RANGER (interpretado pelo actor Josh Hartnett) devido a ferimento grave do seu superior directo vê-se, de repente, no comando do seu pelotão.

Numa entrevista que o jornalista Mário Augusto lhe fez, este actor à pergunta, se lhe custou muito os treinos, com os RANGERS - que inclui uma semana de recruta a sério -, respondeu: "Foi uma semana para esquecer... muito dura... Já tinha feito outros treinos militares mas como este... !" (risos dele claro).

Falta dizer que este filme, emotivo e exuberante, foi realizado ao pormenor, com o precioso auxílio de consultores militares que participaram realmente na operação.


Pagela do filme

domingo, 26 de julho de 2009

M136 - RANGERS dos E.U.A. na Dia D - 6 de Junho de 1944 - Operação OVERLORD - 2ª Grande Guerra

2ª GUERRA MUNDIAL
06 de JUNHO de 1944
INÍCIO DA LIBERTAÇÃO DA EUROPA

TROPAS DE DIVERSOS PAÍSES ALIADOS DESEMBARCARAM EM FRANÇA

À FRENTE IAM... OS RANGERS AMERICANOS

O local escolhido para o desembarque aliado para a libertação da Europa do jugo Nazi, ou das "mãos de Adolf Hitler", foi a Praia Omaha Beach, na Normandia Francesa.


Sobre esta praia, com 5 quilómetros de extensão, começou o desembarque propriamente dito.

Às 06h30 da manhã, de 06 deJunho de 1944, uma primeira vaga de 1.455 soldados americanos, saltaram para a água, saídos de lanchas de desembarque, com a cobertura de centenas de navios de guerra, alguns dos quais despejaram centenas de granadas sobre as indestrutíveis casamatas alemãs, robustamente construídas em betão armado.


A hora sabiamente escolhida coincidiu com a maré baixa, para os homens terem pé e poderem correr para atingir eventuais protecções nas abruptas falésias.

Os "G. I's" tiveram que percorrer 300 a 400 metros... carregados de material de guerra, na tão dificultosa areia da praia, a corpo descoberto.

Na "testa de ponte" seguiam 225 RANGERS, dos 2º e 5º BATALHÕES RANGER americanos. No fim dos combates pela tomada do POINT DU HOC somente 90, dos 225 homens que participaram no ataque, ficaram em condições de prosseguir caminho.

Cerca de 80 perderam a vida e 55 ficaram feridos, para conquistar aquele pequeno pedaço de terreno, quase inacessível (o célebre e ensanguentado POINT DU HOC), na praia de Omaha Beach.




Os 2º e 5º BATALHÕES RANGER
“POINTE DU HOC”
NORMANDIA, FRANÇA
Dia D
OPERAÇÃO OVERLORD
Dia 06JUN1944

Para a Operação OVERLORD a Companhia C (Charlie) do 2º Batalhão RANGER dos E.U.A., constituiu a “Task Force B”, que mais não era que um Grupo de Reforço formado pelos 2º e 5º Batalhões Ranger.

Este Grupo de Reforço esteve temporariamente incorporado no 116º Regimento de Infantaria, da 29ª Divisão de Infantaria.

Em apoio a esta Task Force B, nesta missão, esteve uma secção de blindados "DD" da Companhia B do Batalhão Blindado 743º.

A Companhia C embarcou, para esta operação, no navio HMS “Prince Charles”, durante o dia 1 de Junho de 1944 em Weymouth, Inglaterra.

O "Dia D" ou "D-Day" (em inglês), segundo a descrição na Wikipédia foi assim:

No vocabulário militar, o “Dia D” (do inglês D-Day) é um termo usado, frequentemente, para denotar o dia em que um ataque, ou uma operação do combate devem ser iniciados.

A participação francesa na Segunda Guerra Mundial foi decisiva, porém, esquecida. A França no início da guerra foi surpreendida pelos exércitos alemães, e não conseguiu bloqueá-los nem mesmo com a ajuda inglesa. O Dia D, Le jour "J" em francês, foi o início da libertação de Paris e de toda a França.

A expressão Dia-D (D-Day) apareceu, pela primeira vez, nas ordens de batalha do Exército Norte Americano na Primeira Guerra Mundial.

Rangers-pointe-du-hoc.jpg (620×765)

A utilização de um nome em código para o dia de início de uma operação, na fase de planeamento, leva em consideração que várias medidas devem ser tomadas antes, e após o início dos combates, e que devem ser organizadas em função da data e hora precisas da operação.

Entretanto, tendo em vista que vários factores podem alterar o dia de início de qualquer operação militar, seria impossível, e até mesmo inseguro, fazer circular vários documentos contendo a data específica.

Assim o planeamento é estruturado marcando-se o Dia (D), Hora (H) e minuto (M) do começo da acção, calculando-se da seguinte forma:

O dia anterior é dia D - 1, a hora anterior é hora H - 1. O segundo dia de operação é Dia D + 1. E assim por diante.

O Dia D (Operação Overlord) mais famoso da história militar, foi 6 de Junho de 1944 - o dia em que a Batalha da Normandia começou -, iniciando a libertação do continente Europeu da ocupação Nazi, durante a Segunda Guerra Mundial.

Foi a nona operação da Segunda Guerra Mundial, com maior número de baixas - 132.000, (na operação Barbarossa - 1.582.000 mortos; em Estalinegrado - 973.000; no Cerco de Leninegrado - 900.000; em Kiev - 657.000; na Operação Bagration 1944 - 450.000; em Kursk - 325.000; em Berlim - 250.000 e na Campanha Francesa de 1940 - 185.000).

Desembarque na praia Omaha - 06 de junho de 1944.

Devido a isto, as estratégias de certas operações militares posteriores tentaram evitar utilizar o termo.

Por exemplo, a invasão de Leyte pelo Gen. MacArthur começava no "A-day" (dia A), e a invasão de Okinawa no "L-Day" (dia L). 1 de Novembro, 1945. A data proposta para a invasão do Japão, deveria ser "X-Day" (dia X). Uma segunda vaga de desembarques, em Tóquio, seria "Y-Day" (dia Y), a 1 de Março, 1945.

Senhas especiais foram divulgadas pelas rádios na véspera da investida. Tratava-se dos quatro acordes iniciais da Quinta de Beethoven, das palavras “Mickey Mouse” e o verso “Les sanglots longs des violons de l’automne blessent mon coeur d’une langueur monotone”, de Charles Baudelaire.

Consulte o artigo "O Dia D" para uma descrição dos eventos de 6 de Junho de 1944.

Fotos extraídas do site:


Composição final por MR

sábado, 25 de julho de 2009

M135 - A evolução, ao longo dos tempos, da Bandeira Nacional



A Bandeira Nacional

ANTECEDENTES E EVOLUÇÃO





A Bandeira nacional (1)

Segundo a tradição, durante as primeiras lutas pela Independência de Portugal, D. Afonso Henriques teria usado um escudo branco com uma cruz azul, a exemplo de seu pai, o Conde D. Henrique, cujas armas eram simbolizadas pela cruz em campo de prata.

D. Afonso Henriques (1143-1185)
















Bandeira nacional (2)


Nesta época, as armas reais eram representadas por cinco escudetes de azul em campo de prata, dispostos em cruz, os dos flancos deitados e apontados ao do centro.

Cada escudete era semeado com um número elevado e indeterminado de besantes de prata.

Sobre a origem e simbolismo destes escudetes existem muitas teorias.

Segundo as duas mais conhecidas, os escudetes aludem às cinco feridas recebidas por D. Afonso
Henriques na Batalha de Ourique ou às cinco chagas de Cristo.

D. Sancho I (1185-1211)
D. Afonso II (1211-1223)
D. Sancho II (1223-1248)














Bandeira nacional (3)

Com D. Afonso III as armas do reino receberam uma bordadura de vermelho, semeada com um número indeterminado de castelos de ouro, escolhida em lembrança do avô, D. Afonso III de Castela.

A tendência de fixação de números, frequente em heráldica, levou a uma estabilização do número de besantes dos escudetes em cinco, dispostos dois, um, dois.

D. Afonso III (1248-1279)
D. Dinis (1279-1325)
D. Afonso IV (1325-1357)
D. Pedro (1357-1367)
D. Fernando (1367-1383)













Bandeira nacional (4)

As armas reais, durante este período, eram de prata, com cinco escudetes de azul dispostos em cruz, os dos flancos deitados e apontados ao do centro.

O semeado de besantes nos escudetes fixou-se definitivamente no número de cinco, dispostos em aspa. É desta época que se conhecem as primeiras referências designando os escudetes por «quinas».

Tinha também uma bordadura de vermelho semeada de castelos de ouro e sobre ela as pontas da cruz verde floretada da Ordem de Avis.

D. João I (1385-1432)
D. Duarte (1433-1438)
D. Afonso V (1438-1481)


















Bandeira nacional (5)

D. João II mandou que fossem retirados das armas reais os remates de flor-de-lis e que se colocassem verticalmente as quinas laterais no escudo.
A bordadura de vermelho manteve-se semeada de castelos de ouro, embora a tendência do seu número fosse de sete ou oito nas bandeiras usadas na época.

D. João II (1481-1495)
















Bandeira nacional (6)

No reinado de D. Manuel I, as armas reais foram fixadas em fundo branco. Tinham ao centro o escudo português com uma bordadura de vermelho carregada de sete ou oito castelos de ouro e sobre ele foi colocada uma coroa real aberta.

A forma do escudo diferiu nos dois reinados. Enquanto no de D. Manuel predominava o escudo rectangular com a parte inferior terminando em cunha, no reinado de D. João III acentuou–se a forma rectangular com o fundo redondo – o chamado escudo português. O mesmo aconteceu quanto às quinas que acompanharam aquelas formas.

D. Manuel I (1495-1521)
D. João III (1521-1557)













Bandeira nacional (7)

No final do reinado de D. Sebastião a coroa que figurava sobre o escudo foi substituída por uma coroa real fechada. Nas bandeiras desta época figuravam inicialmente coroas fechadas dispondo de um ou de três arcos à vista.

Mais tarde passaram a ter os cinco arcos à vista, os quais se conservaram até ao fim da monarquia.

O aparecimento da coroa fechada relacionava-se com o reforço de autoridade do poder real. Durante o Governo dos reis espanhóis, o escudo português não sofreu alteração, uma vez que as armas dos dois países se mantiveram sempre separadas.

D. Sebastião (1557-1578)
D. Henrique (1578-1580)
Governo dos Filipes, (1580-1640)
Reis de Espanha












Bandeira nacional (8)

Na aclamação de D. João IV, a bandeira branca com o escudo nacional, encimado pela coroa real fechada com os cinco arcos à vista, constituiu o símbolo da Restauração.

Embora neste período a bandeira não tenha sofrido alterações significativas, no reinado de D. João V, o escudo foi modificado com uma fantasia ao gosto da época, terminando o bordo inferior em bico de arco contracurvado e a coroa passou a conter um barrete vermelho ou púrpura.

D. João IV (1640-1656)
D. Afonso VI (1656-1683)
D. Pedro II (1683-1706)
D. João V (1706-1750)
D. José (1750-1777)
D. Maria I (1777-1816)















Bandeira nacional (9)

No reinado de D. João VI foi colocada por detrás do escudo uma esfera armilar de ouro em campo azul, simbolizando o reino do Brasil, e sobre ela figurava uma coroa real fechada.

Após a morte do Rei a esfera armilar foi retirada das armas, remetendo-se o símbolo real à expressão anterior, em que algumas das versões usaram um escudo elíptico, com o eixo maior na vertical.

D. João VI (1816-1826)
D. Pedro IV (1826)
Regências (1826-1828)


















Bandeira nacional (10)

O decreto da Regência em nome de D. Maria II, de 18 de Outubro de 1830, determinou que a Bandeira Nacional passasse a ser bipartida verticalmente em branco e azul, ficando o azul junto da haste e as Armas Reais colocadas no centro, assentando metade sobre cada uma das cores.

D. Miguel (1828-1834)
D. Maria II (1834-1853)
Regência (1853-1855)
D. Pedro V (1855-1861)
D. Luís (1861-1889)
D. Carlos (1889-1908)
D. Manuel II (1908-1910)














Bandeira nacional (11)

Bandeira da República

Após a instauração do regime republicano, um decreto da Assembleia Nacional Constituinte datado de 19 de Junho de 1911, publicado no Diário do Governo nº141 do mesmo ano, aprova a Bandeira Nacional que substituiu a Bandeira da Monarquia Constitucional. Este decreto teve a sua regulamentação adequada, publicada no Diário do Governo n.º 150 (decreto de 30 de Junho).

A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das duas cores, tem o escudo das armas nacionais, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivada de negro.

O comprimento da bandeira é de vez e meia a altura da tralha. A divisória entre as duas cores fundamentais deve ser feita de modo que fiquem dois quintos do comprimento total ocupados pelo verde e os três quintos restantes pelo vermelho. O emblema central ocupa metade da altura da tralha, ficando equidistante das orlas superior e inferior.

A escolha das cores e da composição da Bandeira não foi pacífica, tendo dado origem a acesas polémicas e à apresentação de várias propostas. Prevaleceu a explicação constante do Relatório apresentado pela Comissão então nomeada pelo governo a qual, num parecer nem sempre heraldicamente correcto, tentou expressar de uma forma eminentemente patriótica este Símbolo Nacional.

Assim, no entender da Comissão, o branco representa “uma bela cor fraternal, em que todas as outras se fundem, cor de singeleza, de harmonia e de paz “ e sob ela, “salpicada pelas quinas (...) se ferem as primeiras rijas batalhas pela lusa nacionalidade (...). Depois é a mesma cor branca que, avivada de entusiasmo e de fé pela cruz vermelha de Cristo, assinala o ciclo épico das nossas descobertas marítimas”.

O vermelho, defendeu a Comissão, “nela deve figurar como uma das cores fundamentais por ser a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (...). Lembra o sangue e incita à vitória”.

Em relação ao verde, cor da esperança, dificilmente a Comissão conseguiu justificar a sua inclusão na Bandeira. Na verdade, trata-se de uma cor que não tinha tradição histórica, tendo sido rebuscada uma explicação para ela na preparação e consagração da Revolta de 31 de Janeiro de 1891, a partir da qual o verde terá surgido no “momento decisivo em que, sob a inflamada reverberação da bandeira revolucionária, o povo português fez chispar o relâmpago redentor da alvorada”.

Uma vez definidas as cores, a Comissão preocupou-se em determinar quais os emblemas mais representativos da Nação para figurarem na Bandeira.

Relativamente à esfera armilar, que já fora adoptada como emblema pessoal de D. Manuel I, estando desde então sempre presente na emblemática nacional, ela consagra “a epopeia marítima portuguesa (...) feito culminante, essencial da nossa vida colectiva”.

Por sua vez, sobre a esfera armilar entendeu a Comissão fazer assentar o escudo branco com as quinas, perpetuando e consagrando assim “o milagre humano da positiva bravura, tenacidade, diplomacia e audácia que conseguiu atar os primeiros elos da afirmação social e política da lusa nacionalidade”.

Finalmente, achou a Comissão “dever rodear o escudo branco das quinas por uma larga faixa carmesim, com sete castelos”, considerando estes um dos símbolos “mais enérgicos da integridade e independência nacional”.


VIVA PORTUGAL!

NOTA IMPORTANTE: As fotos e textos das Bandeiras Nacionais aqui expostas, foram retiradas do excelente site:

www.pititi.com/portugal/bandeira_nacional.pdf


M134 - VIVA PORTUGAL - HINO NACIONAL

VIVA PORTUGAL

País que se digne e honre tem as suas fronteiras e os seus símbolos máximos nacionais, a ver: os limites territoriais, a bandeira, o hino, às tradições e cultura (que incluem o passado histórico, bom e menos bom).

É obrigatório e de lei, que todos respeitam, a bem ou a mal, estas representações, por que na prática são os espelhos dessa nação, em todo o universo interplanetário.

Na defesa desses símbolos, o seu povo deve empenhar-se, se necessário, até à morte.

Em qualquer caso fútil? Não!

Mas SIM em sua defesa, essencialmente contra agressões territoriais e de uma parte, ou num todo, de ameaças à integridade física e, ou, liberdade pessoal do seu povo.

Um pergunta frequente entre os jovens é: Que ganho eu se tiver que morrer em nome da Pátria?

Algumas respostas se poderiam dar, mas limito-me a citar uma máxima de um Grande General Português, Grande Patriota e Combatente de Portugal - Carlos Azeredo -, de seu nome:
“Povo que não respeita os seus mortos em defesa da Pátria, nem o oxigénio que respira merece!”

Àqueles que virem um energúmeno com aspecto de ignorante, néscio, cobarde ou traidor, a vilipendiar e, ou, destruir um dos nossos símbolos nacionais, primeiro chamem-lhe a atenção, explicando-lhe o acto que está cometer e, caso ele persista em continuar o seu crime de lesa-Pátria, chamem as autoridades policiais, exigindo a detenção desse infractor/traidor.

Nenhum português está isento desta responsabilidade (chamar as autoridades se testemunharem um crime de lesa-Pátria), excepto como é óbvio, e por motivos à vista: os mentecaptos e, os atrasados e deficientes mentais.

VIVA PORTUGAL!




LETRA DO HINO NACIONAL

A Portuguesa

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo,
O esplendor de Portugal

Entre as brumas da memória,
Ó pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória.

CORO

Às armas! Às armas!
Sobre a terra e sobre o mar!
Às armas! Às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões marchar, marchar!

Composição:
Música: Alfredo Keil
Texto: Henrique Lopes de Mendonça.

A Bandeira Nacional

NOTA INPORTANTE: As fotos da Bandeira Nacional foram retiradas excelente site:
www.pititi.com/portugal/bandeira_nacional.pdf

quarta-feira, 22 de julho de 2009

M133 - Unidades que estiveram no Quartel de Mansoa - Guiné

Aqui está um completo estudo do meu amigo Jorge Canhão, que foi Furriel Miliciano Atirador de Infantaria, na GUINÉ, na 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4612/72, que gramou 23 meses de guerra no quartel de Mansoa e no infernal "vietnamita" Gadamael, entre 1972 e 1974

Esta lista contém dados recolhidos na colecção "Os anos da guerra colonial", da autoria de Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso, distribuida no primeiro semestre do corrente ano, juntamente com o jornal Correio da Manhã.


terça-feira, 21 de julho de 2009

M132 - 32ª Festa Anual 2009 da Associação de Operações Especiais

























Eu venho para cá... e tu vais para lá?

XXXIIª Confraternização Anual - 2009 -, da A.O.E. (Associação de Operações Especiais)
























Não faz mal:

- Eu vou pelo meio...

Diz o Corticinho (à direita):

- Ó Macedo pá, será que a malta de Cavalaria aceita RANGERS, parece que temos jeito para estas coisas "enlatadas" com rodas?

Responde-lhe o Macedo:

- A mim ensinaram-me foi a destruí-las, por isso é melhor não pensarmos nisso!


domingo, 19 de julho de 2009

M132 - 32ª Festa Anual 2009 da Associação de Operações Especiais


Os RANGERS Corky (Corticinho) & Baltazar ambos do 2º Curso de 1973 e o famoso RANGER Lino (instrutor de inúmeros cursos no CIOE)
Da esquerda para a direita: Os RANGERS Valadares (1º curso de 1972) instrutor no CIOE, até ao 4º curso de 1973, MR do 4º curso de 1973, Carvalho (2º curso de 1974), Delgado (1º curso de 1974) e Macedo do 2º curso de 1973 (mais conhecido por "cantiguinhas")
Aqui convivendo na fresca e amena noite de Lamego, durante o decorrer da festa anual da AOE.

Imagens: © José Félix (2009). Direitos reservados

M131 - O grito de Guerra dos RANGERS de Portugal

A pedra que perpetua a festa da AOE em 2009

O C.T.O.E. visto pela objectiva do nosso fotógrafo "oficial" José Félix

Imagens: © José Félix (2009). Direitos reservados

O grito de Guerra dos RANGERS de Portugal

The war scream of Portugal RANGERS

Imagens cedidas por José Félix (Ração Especial de 1987)

Imagens: © José Félix (2009). Direitos reservados

sábado, 18 de julho de 2009

M130 - RANGERS = ESPÍRITO DE CAMARADAGEM




O que é que os RANGERS têm a ver com “isto”? Pega de toiros? Veja o filme que eu vou responder:

É fácil, porque só vi algo assim parecido com "isto" no meu curso de Operações Especiais, quando muitos de nós já haviam dado o "litro" TODO, havia sempre ou ou outro camarada, que arranjava forças sabe-se lá onde e todos juntos de rastos, ou como se podia, seguíamos até ao fim.

Ninguém ficava para trás.

Os RANGERS sabem o que é "isto" por experiência própria, que lhes é incutida durante o decorrer das diversas actividades (algumas delas a exigir TUDO o que um homem tem para dar) dos seus cursos.

Modéstia à parte, este TUDO, para os RANGERS, só é compreensível para aqueles que completaram o curso, com ou sem aproveitamento.

Mas não foram só estes homens que sentiram na pele, e na alma, este sentimento, pois no Ultramar, também se "formaram" muitos camaradas no "espírito" de camaradagem.

Falta a muito ser humano este "curso", pelo que, jamais em tempo algum, seja em que local for, alguns compreenderão o verdadeiro e único sentir, daquele que seria o "motor", ou elo de ligação da humanidade, para a construção de um mundo melhor e mais justo:

"O espírito de camaradagem".

segunda-feira, 13 de julho de 2009

M129 - SNIPER - Atirador especial

S N I P E R S
Na foto podemos ver snipers especializados em guerra na selva ou guerrilha no mato

Uma das especialidades que mais curiosidade desperta, entre várias outras ministradas pelos “top” de especialistas na matéria de tiro "sofisticado", é a relativamente recente SNIPER.

Digo relativamente, porque esta variedade máxima da classe de atirador, existe comprovada e praticamente desde a 2ª Guerra Mundial.

No decorrer da 1ª Guerra Mundial já começaram a surgir armas de excelente precisão e já aí apareceram atiradores com alto poder visual e técnico, que usando o ponto de mira simples, conseguiam efectuar disparos com exactidão surpreendente.
Nesses tempos, nos meios militares, esses homens eram já designados por atiradores especiais.

Na minha opinião pessoal o que veio revolucionar a precisão de tiro, além da sofistifacação moderna da construção das armas, quer pelo estudo das qualidades dos aços e a aplicação de novas e apropriadas ligas metálicas, quer pelo avanço no desenho e concepção ergonómicas, bem como as influências exteriores às trajectórias e efeitos balísticos, e ao próprio atirador, foi a evolução do poder de amplitude da actual mira telescópica e ultimamente a mira por raio laser (não sei se já é aplicada a longas distâncias).

Ao longo dos tempos foram tomando outras designações, tais como Caçador Especial, Atirador de Elite, Atirador Furtivo, Franco-Atirador e Sniper.

Dadas as especificidades que esta especialidade requer, logicamente que um sniper só pode ser um homem, com especiais aptidões, treino e equipamentos adequados à sua função.

Resumidamente, pode dizer-se que as missões para que é designado, têm como objectivos executar discriminadamente tiro com alta precisão contra alvos inimigos, que devido ao alcance, tamanho, local, natureza móvel ou visibilidade não pode efectuado por um atirador normal.
Hoje um bom sniper não dispensa o seu segundo colaborador, que lhe presta no momento de executar um tiro, algumas indicações fundamentais à obtenção em 100% de êxito, tais como a velocidade do vento e a sua orientação.

Uma das descrições sucintas do sniper é que, é um atirador de um tiro só, que pode ser o primeiro, o único e o último contra determinado tipo de alvos.
Porquê?

Porque, como é fácil deduzir, se o alvo for outro ser humano e falhar, e este for inteligente, dinâmico e excelentemente reactivo, pode ou esgueirar-se definitivamente, ou virar o feitiço contra o feiticeiro.

Isto é, o que era alvo pode inclusivamente poder passar a implacável e exterminador caçador do “falhado” sniper.

Fotos: © RANGER/SNIPER Sérgio Fernandes (2009). Direitos reservados




terça-feira, 7 de julho de 2009

M128 - RANGER Casimiro Carvalho & RANGERS Ana, Kikas e Sofia


O RANGER Casimiro Carvalho formou-se em Lamego, no C.I.O.E., no 2º Curso de 1972.

Depois despacharam-no para aquele que ficou conhecido, na guerra da Guiné, como o Corredor da Morte ou do Inferno. Então, aí, no sul daquele país africano, passou as "passas do Algarve" para sair de lá vivo, o que conseguiu com muita sorte e algumas "medalhas" no corpo, em 2 dos locais mais problemáticos e assanhados pelo inimigo, daquele TO (Território Operacional) Guileje e Gadamael.

Aqui o Casimiro posa para a foto junto da faixa do XIV Convívioo da sua Companhia de Cavalaria 8350 (que ele ajudou a baptizar como os Piratas de Guileje), que decorreu em 2008.

Acabada a guerra regressou a Portugal e uns "dias" mais tarde, casou com a sua linda Aninhas, que como podem constactar eu cacei em plena malandrice.

Todos os anos O RANGER Carvalho participa com a sua família, nas festas da nossa Associação de Operações Especiais.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

M127 - RANGER Brandão - Um dos Acidentes mais graves no C.I.O.E. - 3º Curso de 1967

O dia mais triste do 3º curso O. E. de 1967 e, porventura, um dos piores de toda a história do CIOE.

Possivelmente, o dia mais triste do CIOE

Não sei se alguém sabe ao certo em que dia foi, quando tiver coragem de abrir um rolo de cartas que estão não sei onde, talvez descubra o dia, hora e o minuto.

Penso que era Agosto de 1967, como sempre não tínhamos tempo para pensar, melhor dizendo, todo o tempo que havia eram três minutos e, estes, já estavam em contagem decrescente.

Devia ser perto das 14H00, pelo que me recordo era essa a hora da formatura da tarde.

A semana de dureza 11 já anunciava, por conversas apagadas, a sua chegada a poucos dias de vista.
Havia, há(?) um exercício que era o ponto alto do curso, pela sua espectacularidade, por tudo o que exige do instruendo e, porque não dizê-lo, pelo gozo que dava.

Refiro-me ao “grande” slide em que o cabo era montado no cimo de uma encosta, e terminava na contra-encosta passando algures sobre o rio Balsemão.

É evidente que um exercício destes exige uma preparação cuidada.

Nessa altura, parada e “aldeia dos macacos”, situava-se no largo em frente à igreja de Santa Cruz, as quatro turmas A e B de Aspirantes Milicianos, C e D de Cabos Milicianos formavam junto a um muro, com três a quatro metros, que suportavam as terras da parada.

Fazia calor, muito calor.

Entretanto tinham já montado o cabo de aço do slide que serviria para os instruendos se adaptarem ao exercício, apesar de o mesmo já ser familiar para muitos, recordo-me de o ter feito em Mafra, na “aldeia dos macacos” que havia na tapada.

Nesta fotografia de um curso anterior a Junho de 1967, vê-se como estaria montado o cabo de aço, a jusante o mesmo atracaria a uma viatura pesada, possivelmente uma velha GMC, devidamente travada, calçada em suma, bem imobilizada.

Nada fazia prever o drama que alguns minutos a seguir, se desenrolaria.

Dois Cabos Milicianos instruendos, aproveitam os minutos que faltam para a formatura, sobem á torre onde se encontra atracado o cabo do slide, colocam-se, um de pé agarrado às amarras da roldana, o outro sentado no parapeito do campanário entre as pernas do primeiro e, supostamente agarrado às mesmas.

O momento seguinte é o início da tragédia, ambos se lançam, o de cima não aguenta, solta-se das amarras e os dois corpos em queda livre estatelam-se no empedrado tipo estrada romana, que lá havia.

Ainda hoje os vejo, ainda hoje ouço os baques surdos a baterem no chão.

Sei que corri para a enfermaria, não fui o único, alertamos o pessoal de saúde, eu trouxe uma maca que lá havia, era composta por duas varas de madeira com cerca de 5cm de diâmetro, as quais enfiavam nas bainhas que havia em cada lado da lona, era uma maca militar da época.

Tudo que me recordo desse rapazes, um não dava acordo de si, tomei-o como morto, o outro gemia muito, estava em muito mau estado. Pelo que me disseram posteriormente, o que parecia morto acabou por recuperar, não sei em que circunstâncias, o que gemia acabou por falecer, terá sido assim?

Não tinham passado 15 minutos do sucedido quando dois Alferes Instrutores, penso que terá sido o Arnedo e o Moura, se dirigem ao campanário e executam o exercício conforme os camaradas Cabos Milicianos tinham projectado, mostrando que o mesmo era possível e que compete ao instrutor dar o exemplo.

Para terminar, para aqueles que não viveram esses tempos ou não partilharam a vida militar, tudo era feito sem rede, sem arneses, à força de pulsos e com muita determinação.

Para os que assistiram um abraço, CAMARADAS.

FOTOS:

A 1ª é em plena semana da “Dureza 11”, a comer uma latita de ração de combate, recordo-me que não a acabei…
A 2ª é em plena parada do quartel de Santa Cruz – C.I.O.E. - tendo por fundo a Serra da Meadas
A 3ª é recortada de uma fotografia em que estamos vários camaradas a assistir a um jogo de futebol, Angola/68A
4ª estou disfarçado de uma “pessoa de Bem”
A 5ª faz parte do bilhete do meu Bilhete de Identidade Militar

Fotos e legendas: © António Brandão (2009). Direitos reservados

RANGER António Brandão
3º Turno de 1967