quarta-feira, 13 de junho de 2012

M473 - 10 de Junho - Dia de Portugal (2)


10 de Junho de 2012
Dia de Portugal
Belém/Lisboa
Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar

(Continuação da mensagem M472)
 








 Cor COMANDO Socorro Folques (Herói de Portugal), MR, MajorPilAv António Lobato (Herói de Portugal), TCorPilAv Brandão Ferreira


Um dos Heróis de Portugal presente nas cerimónias, foi o MajorPilAV António Lobato, que no dia 22 de Maio de 1963, foi vítima de uma colisão entre dois T6 da Força Aérea Portuguesa, quando em missão de ataque ao solo, na ilha do Como – Guiné -, após um deles ter sido atingido por fogo IN. 


Depois do toque, um dos aviões despenhou-se em plena selva, tendo morrido o piloto, e o outro fez uma aterragem de emergência numa bolanha, tendo o piloto sido capturado e maltratado por elementos inimigos - PAIGC.

Foi levado, ferido, para a Guiné Conacri onde lhe foi dada a hipótese de escolher entre a deserção da Força Aérea Portuguesa ou a prisão nas cadeias dos PAIGC.

O MajorPilAV António Lobato, escolheu a prisão em troca da sua liberdade, que lhe era concedida, se traísse os seus princípios e os seus camaradas que lutavam nos céus, nos lodos das bolanhas e nas insondáveis matas da Guiné.

Permaneceu sete longos anos de cativeiro, até à sua libertação em 22 de Novembro de 1970, no decurso da Op Mar Verde. 

Ver narração completa no blogue de Luís Graça e Camaradas da Guiné, mensagem de 26 DE SETEMBRO DE 2008: 



Cor Raúl Socorro Folques, na Guiné ainda com o posto de major, foi o último comandante do Batalhão de Comandos Africanos da Guiné (uma lenda vida e imortal da guerra), antes do 25 de Abril de 1974, mais exactamente entre 28 de Julho de 1973 e 30 de Abril de 1974, tendo sido antecedido pelo então major Almeida Bruno (2 de Novembro de 1972 a 27 de Julho de 1973) e imediatamente seguido pelo então Capitão Matos Gomes (1 de Maio a 12 de Junho de 1974). 

O Major Raúl Folques, o Major Almeida Bruno, o Capitão Matos Gomes, juntamente com o Cap Pára-quedista António Ramos, foram os únicos europeus a participar, com os nossos militares guineenses do Batalhão de Comandos Africanos e o Grupo do Marcelino da Mata (LEGÍTIMOS PORTUGUESES TODOS ELES), na célebre Operação Ametista Real, no assalto à base do PAIGC em Cumbamori - Senegal -, em 19 de Maio de 1973. 

O sucesso alcançado permitiu aliviar a pressão sobre Guidaje, tendo o major Folques ficado ferido. 

Os números oficiosos apontam para 9 mortes, 11 feridos graves e 23 ligeiros, do lado das tropas portuguesas . O número de inimigos abatidos não foi contabilizado, mas segundo alguns depoimentos recolhidos junto de diversos intervenientes nesta acção, foram larguíssimas dezenas. 

Também esteve presente o TCorPilAv Brandão Ferreira, que dada a sua idade (ainda muito jovem) não chegou a participar na guerra, mas na condição de grande Homem de Portugal e assumido Patriota, marcou bem a sua presença 

Fotos: © MR (2010). Direitos reservados

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