sábado, 31 de janeiro de 2009

M52 - O autor em reportagem de Carlos Ferreira, do jornal Correio da Manhã, de 25 de Janeiro de 2009.

Reportagem de Carlos Ferreira, do jornal Correio da Manhã, de 25 de Janeiro de 2009.














1 comentário:

bravomike disse...

Recebido, com o registo de «coisasdomr»:
Digo apenas que as guerras ou se perdem ou se ganham.
Isto não é como o Benfica que perde o jogo no campo e vai ganhar na secretaria ou como a selecção que ganhava sempre moralmente.
A guerra subversiva é um fenómeno sociológico em que está em jogo a população e a sua maneira de sentir e de pensar. E a mentalidade das pessoas não se muda por encanto. Acredito que se Op. Mar Verde se tivesse tido mais êxito poderia ter abrandado o ritmo da guerra. Mas depois?
Acredito que alguns guineenses não aceitassem bem os cabo-verdeanos, mas daí até uma rendição em massa?... Poupem-me!
Admito que um corpo de exército do PAIGC - unidade-base do seu modo de actuar - e a população que lhe estivesse próxima se rendessem, ou entregassem, ou desertassem ou..., mas seriam 1000 pessoas(?), não mais e era preciso termos sorte.
Mas que isso significasse uma vitória, por favor!
E as tais operações na Suiça... Kum caneco! Nessa altura combatia-se furiosamente no Cantanhês e noutros sítios. E Guileje? E Guidaje? E Gadamael? E o abate dos aviões? E as emboscadas na estrada para Farim?
Apostava que, quando o Nino se encontrou na Suiça com os PIDEs, estava num lugar qualquer da Guiné.
Claro que perder, nem a feijões!
Por favor não se culpem da derrota, nem procurem justificações esfarrapadas para o sucedido. Não temos - profissionais ou obrigados - nada de que nos culpar, envergonhar ou, mesmo, envaidecer. A História é o que é e no tivemos o "privilégio" de sermos apanhados em cheio numa das suas curvas.
Ao aceitarmos a ideia de que "aquilo 'tava quase ganho" estamos a passar-nos um atestado de burrice e de outra coisa pior que foi termos desmoralizado sobre a linha da meta. É ofensivo para mim e para todos nós.
Um Ab
PK (corEx)
Respondido:
«não se culpem da derrota»
Nem pela vitória (moral).
A) Em 2005, após um regresso a Moçambique (duas semanas com 60 nacalas e 30 das respectivas), do relatório da viajem:
Nacala (Maiaia):...Passeios pela cidade, revisitando ruas e locais vividos há três décadas, caixas Multibanco disponíveis, grupos de crianças que nos seguem, descida até ao porto e retorno com passagem por casas e estabelecimentos em tempos frequentados por alguns dos presentes.
Na base aérea e no centro de instrução no antigo quartel, ficam dois exemplares do livro de história do BCP32: “ Uma visão da história militar de quem combateu uma guerra destinada a ser perdida” (da minha dedicatória).
B) Quanto à Guiné, havia de ser bonito.
Mais uns tempos, e um pequeno Dien Bien Fhu à nossa dimensão.
Quanto aos culpados, sentados no terreiro do Paço e em S.Bento,
nunca tiveram tempo para ver o que se passava na margem sul do rio Mediterrâneo,
entre a França e a Argélia francesa, com solução em 1962.
Z