sábado, 29 de agosto de 2009

M146 - D'Aço temperado


D’aço temperado
1
Homens que o tempo levou
Construíram este país
Em Eras outrora heróicas
Que dele foram a sua raiz
2
No seu peito ostentavam
Orgulhosos... o destemor...
Frente a lutas tremendas
Fartas de sangue e de dor

3
Eram de tal garra patriótica
Que quando chamados à luta
Acorriam e cerravam fileiras
Dando medo tão briosa conduta
4
Homens deste pequeno povo
Qu’impunham enorme respeito
Sobre o resto do mundo
Sem qualquer tipo de preconceito

5
Se davam a “Palavra e Honra”
Mantinham-na a todo o custo
Ainda que lhes custasse a vida
Se disso achassem digno e justo
6
Fundidos nos moldes da vida
De material por Deus estudado
Eram os nossos antepassados
Duros como o aço temperado

7
Filhos d’exemplos ancestrais
P’ra lá da Fundação de Portugal
De lusitanos de tesas fibras
De lendas e mitos sem igual
8
Tomavam a Bíblia como guia, e…
Seu alimento espiritual
Já que preparado p'ra tudo
O corpo corria risco mortal
9
Lançaram barcos aos mares
Cruzaram os horizontes da desdita
Guiados e firmados na fé cristã
E na cruz de Cristo bendita
10
Desbravaram rios e selvas
Ostentando os símbolos lusos
Dando a saber a outras civilizações
As suas artes, culturas e usos

11
Com as mesmas mãos calejadas...
Que manejavam a espada
Davam à terra as sementes
Entre uma guerra e uma cruzada
12
Na terra... único bem de muitos
Semeavam o trigo com gosto
Rezando por boas colheitas
E regando-o com o suor do rosto

13
Pedra a pedra ergueram...
Aldeias, vilas e cidades
Eram de força e querer
Entre vastas outras qualidades
14
Doaram-nos esta Pátria...
Oito séculos de construção
D'árduo e generoso empenho...
De Trabalho, Cultura e Tradição
15
Homens rudes, porventura…
Mas não extintos de todo
Qu’alguns ainda por aí existem
Duros de “roer”... com'um godo
16
Oriundos de raças místicas
Que nos dias de hoje escasseiam
Dadas as novas filosofias de vida
Que na Era moderna s’implementam

17
Uma delas... esclarecedora...
Diz: “Mais vale um cobarde vivo...
Do que um herói morto”... tal e qual!
Agoiro dum futuro destrutivo!
18
Parco em recursos naturais
O que não tínhamos em riqueza
Tínhamos em potencial humano
Esse o segredo da nossa grandeza

Imagens: © Wikipédia, enciclopédia livre & autores desconhcidos (2009). Direitos reservados.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

M144 - RANGER GUIMARÃES, do 1º turno de 1968



O Ranger José Manuel Almeida Guimarães, do 1º turno de 1968, a residir actualmente em Alijó (Favaios), enviou-me uma imagem “scanada” dos emblemas usados no seu tempo, pois verificou que na colecção de emblemas e guiões de Operações Especiais/RANGERS, que eu apresentei no blogue em 10 de Abril de 2009, em mensagem com a referência: (M86 - Emblemas e Brazões do C.T.O.E. (Centro de Tropas de Operações Especiais/RANGERS) ex-C.I.O.E.) ex-C.I.O.E.), faltam um (ou dois) que foram usados em Lamego.



O Guimarães foi incorporado na EPI (Escola Prática de Infantaria), em Outubro de 1967, para tirar o 1º ciclo do C.O.M. (Curso de Oficiais Milicianos). Em Janeiro de 1968 foi colocado no C.I.O.E., em Lamego, para frequentar o 2º ciclo do C.O.M. da especialidade de Operações Especiais/RANGER.



Após a conclusão da especialidade foi colocado no R.I.10 - Aveiro -, na altura Centro de Instrução Básica, onde permaneceu até 30.12.1970, sempre na 1ª Companhia de Instrução, quer como instrutor, Adjunto do CMDT e mesmo como comandante da mesma.



Os emblemas que me enviou são do seu quadro de memórias e inclui todos os emblemas que ele usou:



- O emblema do braço da EPI (Escola Prática de Infantaria)

- O emblema do braço da Região Militar de Tomar (a que em determinada época pertenceu o R.I.10)

- O emblema da boina da EPI

- Os inferiores, são do R.I.10 e C.I.O.E.

- As insígnias das Operações Especiais foram as que lhe deram no final do curso e são em tecido bordado a ouro

- Finalmente o “crachat” (aprovado oficialmente em 1970).



Aqui registo os meus devidos e melhores agradecimentos ao Guimarães, esperando que em breve ele nos envie algumas das suas fotos durante os períodos de instrução, quer no C.I.O.E., quer no R.I.10.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

M143 - Continuar a Pátria - Oxigenar Portugal


A política é o motor da vida humana!

Os políticos portugueses, em geral, é que me enjoam!

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, sobre a qual não vou gastar qualquer palavra, porque cada vez mais o povo português, ao tomar conhecimento do estado de corrupção que o país atingiu descarada, abusiva e criminosamente, a todos os níveis sociais, começa a perguntar-se o que é que trouxe de bom ao país tal “golpada”, além do evidente novo “riquismo”, opulência e exorbitância de alguns políticos e seus acólitos.

Ó meus amigos, não me venham com tretas que isto se desenvolveu muito, europeizou-se, melhorou o nível de vida… blá... blá… blá…

Ide por aí à noite pelos cantos das cidades ver os “sem-abrigo”, e pelo dia fora, os desempregados e os mais desamparados e pobres, e depois falamos sobre isso, ok!

Olhai para a Justiça que temos… está de rastos, a Educação familiar e escolar… completamente destruídas, as Finanças e a Economia que se encontram no estado que todos sabemos, etc. etc.

Que é feito do aparelho produtivo nacional?

Onde estão os velhos cursos escolares industriais que tanto ensinavam da vida prática nos laboratórios, fábricas e oficinas?

Mais não é que os resultados da tomada do poder político em Portugal, no 25A74, por uma geração ressabiada e retrógrada, na generalidade com mentalidades a que chamaram “revolucionárias”, que espanta os seus mais simples críticos rotulando-os, como se tal seja o remédio para as suas incompetências, irresponsabilidades e alarvidades, da bolorenta palavra: faxistas.

Como se tal resolvesse alguma coisa.

Tornou-se assim, nos últimos 35 anos “politicamente correcto”, “bonito”, moda e “obrigatório” ser de esquerda, e quem não é dessa “ala”, por opção ou “abertura de olhos”, é despejado no “caixote faxista”, marginaliza-se, ostraciza-se e, sempre que possível, ridiculariza-se.

Para eles “esquerda” está assim resolvido e arrumado tudo o que lhes cheira a “faxismo”.

Então, brilhantemente, acharam por bem anular e destruir tudo o que pudesse representar e, ou, simbolizar a nossa querida Pátria, porque isso, e qualquer filosofia Patriótica era política do “faxismo”.

Mas então eu vou negar que sei que se cometeram erros, e bem graves alguns, no antes-25A74?

Não vou não senhor, pois seria pura mentira!

E então, Hoje?

Vive-se o culto do supérfluo, de telenovelas que nada ensinam, nem trazem de novo, do discurso estudado e oportunista, do cultivo de métodos de enriquecimento rápido sem olhar a meios nem custos, do calote ao banco e aos credores, de obras fictícias para iludir terceiros, da fuga aos impostos com intencionalidade de perdão futuro, de truques baratos para sacar uns euros aos mais incautos (política esta seguida até por grandes empresas nacionais e multinacionais)... enfim uma panóplia doentia e corrupta, sem conceitos nem presconceitos, completamente isenta de escrúpulos, parasitária, proxenetista e improdutiva que se alimenta da riqueza do Estado e dos pporventos do povinho, como abutres sedentos de poder e bem viver… sem nada fazer de útil.

Nas escolas foram varridos todas as referências à História de Portugal, ao Hino Nacional, à bandeira e outros valores Nacionais, como a Família e o Lar.

A ignorância sobre estas matérias é tão aberrante, que um dos “nossos” putos, questionado sobre quem foi D. Afonso Henriques, respondeu: “Acho que é aquele defesa esquerda do Benfica”.

Depois há aqueles que, confusos e 100% ignorantes, não por culpa própria diga-se, apaixonam-se e deliram pelos novos valores que lhes incutem as TVs, media, revistas, jornais, etc. que Pátria é a selecção de futebol nacional e o Cristiano Ronaldo…

Ainda há por aí uns tantos que dizem, despodurada e descontraidamente, que se fôssemos espanhóis é que era bom!

E mais não digo, porque não quero este blogue seja apontado como veículo anti-político.

Tudo o que disse e reafirmo, isso sim, que: “Não há meios Patriotas, ou se é de TODO… ou não se é… NADA!”

Renegar a Pátria ou maldizer a Terra (Portugal) onde se nasceu… não é digno de seres humanos e, muito menos de se intitularem portugueses. É um insulto aos nossos gloriosos antepassados (Navegadores, Exploradores, Soldados e Combatentes), aos sacrificados, estropiados e mortos em combate.

Abençoado General Português que, numa feliz tirada pessoal disse, um dia a este propósito, sobre os que renegam ou denigram Portugal:

“… NEM O OXIGÉNIO QUE RESPIRAM MERECEM!”

Continuar a Pátria

Há povos e povos por esse mundo for a
Cada um com a sua grandeza e a sua História
Mas como o nosso não há mais nenhum
Pleno de enormes Feitos e de farta Glória

I
Quisera eu uma costela de Camões
Tivesse eu uma musa a m’inspirar
E exaltaria os mais recentes Feitos
Qu’este luso povo prestou além-mar
II
Possuíra eu o dom da clarividência
Soubera eu a arte de bem filosofar
E narraria os actos de Patriotismo
Que em África ficaram por contar
III
Pudera eu ser poeta por uns momentos
Tomara eu o conhecer profundo
P’ra ditar páginas à nossa História
E espalhá-las depois por todo mundo
IV
Qu’assim é também servir a Pátria
Sendo esta uma missão permanente
Um privilégio do «Ser Português!»
Qu’este é modo de sentir transcendente
V
Que ser Patriota é ser digno herdeiro
De argutos e notáveis marinheiros
Que em naus e ventos se fizeram ao mar
Quão ousados e talentosos aventureiros
VI
É honrar a reputação dos nossos avós
Foram eles míticos e destemidos guerreiros
Foram eles os Infantes dos Descobrimentos
Foram eles intrépidos e temidos cavaleiros
VII
Legando-nos tamanho património e Terra
Geridos por Reis senhoris e imponentes
Que entre laivos de fantasia e loucura
Travaram cruzadas epopeicas sem precedentes
VIII
Construindo grão a grão vasto Império
E qu’à nossa Bandeira fiéis se jurassem
Povos doutras raças e doutros credos
E qu'ao som do Hino hirtos se perfilassem
IX
Cinco séculos de ventura africana
Nas matas culminaram em duros combates
Em Angola, Moçambique e Guiné
Onde os portugueses foram magnates
X
Perpetuando o enigma da força lusitana
Como povo de garra, valente e imortal
Que nos seus empenhos cumpre fiel
Conquistando ao mundo respeito sideral
XI
Mas os ares d'Ábril mudaram a política
Democracia, partidos e tremenda confusão
Tudo mandou, tudo geriu, tudo decidiu
Finaram o regime e reviraram a Nação
XII
Que o homem e a História julguem os factos
Dos actos decididos e das concretizações
Que assolaram Portugal de norte a sul
Se foram patrióticos ou desmedidas traições
XIII
Que continuar o nosso passado histórico
Exige sacrifício, lealdade e doação
P'lo sangue vertido ao longo dos séculos
Honrando os que morreram na sua edificação
XIV
Porque os superiores interesses da Nação
Requerem alerta e vigilância total
A denúncia d'oportunismos pessoais
E o seu imediato combate feroz e mortal
XV
Sem hesitações de qualquer espécie
Que em defesa da Pátria a ordem é matar
Qu’outra sorte a traição não merece
E até o ar que respira se lhe deve negar
XVI
A Pátria exige servir a todo instante
Zelar p'la sua integridade e independência
Retaliar o boato... qualquer ameaça, e…
Eliminar a traição sem condescendência
XVII
Serve-se a Pátria em muito empenho
P'lo Trabalho... no seu desenvolvimento
P'la Justiça... na sua democratização
P'la Educação... no seu aperfeiçoamento
XVIII
E... em casos extremos d’ameaça grave
Em defesa dos valores ideais e materiais
Recorramos às armas onde somos hábeis
Lutando com sanha até aos suspiros finais
XIX
Que a vida como bem único seja a eleita
Mas nunca á custa da nossa nacionalidade
Nem da História, da Bandeira ou do Hino
Ou tão pouco da Honra ou da Dignidade
XX
Eduquemos a juventude para a continuidade
No pensar, no sentir e no ser português
Qu'eles prosseguem a História de amanhã
Qu'eles sejam um futuro d'orgulho e altivez

...

Os homens passam mas a História prossegue
Mais rica ou mais pobre consoante o Poder
E quando o tempo passa e nela nada se regista
É porque a Paz e o Progresso estão a acontecer

M142 -LUSA GARRA


Lusa garra

Dos enigmáticos oceanos desbravados
Os portugueses outros mundos deram ver
Quanta ousadia, quanta aventura, quanta nau
Que arte, que engenho, que saber

Dos poetas como Camões s’elevaram
Os portugueses novas prosas deram ler
Quanta luta, quanta bravura, quanto herói
Que garra, que destemor, que vencer

Dos povos dos Continentes descobertos
Os portugueses novos costumes deram ser
Quanta genica, quanta força, quanta honra
Que orgulho, que História, que querer



Dos reinos dos Paraísos conquistados
Os portugueses... Portugal... deram conhecer
Quanta alma, quanta raça, quanto denodo
Que sobranceria, que domínio, que poder

Que ser português está na raíz do ser
Que ser patriota está no gene luso
E qu’o sangue derramado pela nossaTerra
Exige entrega, sentir e amar profuso

Que as gentes de hoje saibam merecer
Tal passado... tal História... tamanhos Feitos
Que prestigiam e enaltecem esta Nação
Assumindo, porque não, qualidades e defeitos

Que o Povo ora e sempre desperto esteja
Atento todo o tempo que nunca é demais
Pela vigia da Segurança Nacional
Contra traidores, cobardes e outros que tais

Que ao enxovalho e à devassidão
D’imediato se ponha cobro a bem ou mal
Eliminando os mencinados podres
Ainda que o combate seja mortal

Que o façam bradando às armas
Porque a luta é de todos nós
Aqueles que defendem o seu ser
E não são vergonha dos seus avós

Que ser Patriota requer agressividade
Como requer bravura e valentia
Estar na primeira linha de combate
Com leal firmeza e sobranceria

Manter elevado o nome de Portugal
P'ra todo o sempre pela eternidade
Que entre todos os nossos prazeres
Este seja motivo imenso de vaidade


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

M141 - Um herói de Portugal “Coronel Pára-Quedista, Sigfredo Ventura Costa Campos


A Guerra do Ultramar, proporcionou à nossa História de Portugal a descoberta de novos e invulgares Heróis, que se distinguiram muito para além daquilo que a Honra e o Dever pela Pátria exige aos seus soldados, excedendo-se em feitos em combate, com alto risco da própria vida, senão mesmo da morte, onde sempre exibiram indeterminados actos de coragem, grande agressividade e valentia excepcionais.

Um deles foi o Coronel Pára-Quedistas, Sigfredo Ventura Costa Campos.

11 de Maio de 2008, 00h02, faleceu no Hospital Militar de Lisboa, um dos “Boinas Verdes” mais condecorados da Guerra de África. Pioneiro da especialidade “Pára-quedista”.

Foi também precursor, instrutor e excelente Combatente - o Coronel Pára-Quedistas, Sigfredo Ventura Costa Campos.

Foi fundador e Comandante do C.I.G.E. - Centro de Instrução do Batalhão de Grupos Especiais Pára-Quedistas (GEP), no Dondo, em Moçambique.

G.E. (Grupos Especiais) e G.E.P. (Grupos Especiais Pára-Quedistas) - forças de Elite, formadas pelo Coronel Pára-Quedista Costa Campos.

O C.I.G.E. foi uma Unidade Militar que nunca aceitou a rendição a favor do inimigo, por manter até final o bom propósito para que sempre fora treinada - o de respeitar o dever para com os valores daqueles que juraram defender: os portugueses que viviam no Ultramar e os valores e símbolos de Portugal.

- Aqui "Galeão" – chama - Há alguém no ar? - Digam se me ouvem – escuto.

- Negativo, "Galeão", estais sós, entregai-vos.

Resposta inequívoca: – NUNCA!

Esta foi uma das últimas mensagens transmitidas pelo “espírito de grupo” da Unidade do Centro de Instrução de Grupos Especiais Pára-Quedistas, no Dondo, em Moçambique, no pós-25 de Abril.

Até hoje, dos 1.000 Pára-Quedistas que fizeram parte dos 12 Grupos da Força de Intervenção Rápida e dos cerca de 20.000 GE, não consta que alguém se tenha “entregue”, ou rendido, no final do conflito ás forças inimigas.

Para os GEP, fica a imagem de um amigo, um corajoso OPERACIONAL e um verdadeiro COMBATENTE de Portugal.

Jamais partirá do coração dos seus homens e dos portugueses que se dignam de o ser.

M140 - RANGERS dos U.S.A. em acção: "O resgate do Soldado Ryan"

Os RANGERS norte-americanos superiormente comandados pelo Capitão John Miller, em plena e heróica acção numa história dramática e excepcional, passada durante o dia D (ver M136) e dias seguintes, na aguerrida e mortífera 2ª Guerra Mundial.

O produtor cinematográfico Steven Spielberg teve a genial ideia de refazer em filme os factos então vividos, e relatados por um dos poucos sobreviventes da operação levada a efeito para lhe salvar a vida, que é senão o homem que deu o seu nome ao título do filme - Soldado Ryan.

Uma vez que encontrei descrições fiéis e soberbas da idealização e construção do filme em Webcine e Wikipédia, reproduzo com os devidos agradecimentos as referidas descrições:

O Resgate do Soldado Ryan

(Webcine)

Sinopse: Dia 6 de Junho de 1944, o famoso "Dia D", o Capitão John Miller (Tom Hanks) tem a missão de desembarcar na praia de Omaha e livrá-la dos alemães, para que as tropas aliadas possam usá-la como ponto de entrada para a guerra. Depois de muitas mortes, John Miller consegue tomá-la, mas não sem perder quase todo o seu pelotão, do qual só lhe restaram seis soldados : Soldado Reibben (Edward Burns), Sargento Horvath (Tom Sizemore), Soldado Caparzo (Vin Diesesl), Soldado Mellish (Adam Goldberg), Soldado Jackson (Barry Pepper) e Médico Wade (Giovanni Ribisi).

Ao mesmo tempo nos EUA – Uma secretária percebe nos papéis de baixas de guerra que o sobrenome Ryan se repetia 3 vezes, logo encaminhou a papelada ao Chefe deo Estado Maior, este lendo uma carta de Abrahan Lincon diz que vai salvar o quarto membro da família, e trazê-lo de volta, mesmo sem saber se este ainda está vivo.

A missão é entregue ao Capitão John Miller, que teria como recompensa se conseguissem resgatar o Soldado James Ryan (Matt Damon), ele e o seu pelotão, ganhar o direito de retornar à casa. Para isso Capitão John Miller recruta o Cabo Upham (Jeremy Davies), pois este era um ótimo tradutor, embora sem experiência em combate.

No caminho o pelotão começa a questionar se é justo arriscar oito vidas, para salvar apenas uma, ao que o Cap. Miller diz, que se fosse preciso isso para voltar para casa, ele o faria.

De cidade em cidade o pelotão vai passando e procurando Ryan, sem muita sorte, durante o caminho, acontecem baixas, o Soldado Carpazo e o Médico Wade morrem em lutas, essas baixas levam o pelotão a brigar entre si questionando-o se é justo o preço de uma vida.

Dias depois o pelotão encontra-se com Ryan, ele estava defendendo uma ponte (coisa preciosa numa guerra), o Capitão John Miller dá-lhe a notícia de que Ryan já perdera os 3 irmãos na guerra, e que lhe foi incubida a missão de levá-lo para casa vivo. Ryan não aceita e diz que quer continuar junto dos seus camaradas.

Depois de muito se discutir, o Capitão John Miller decide que o pelotão dele vai unir-se a outro, para emboscar os alemães que se aproximavam, o único problema é que eles contavam com pouca artilharia pesada e os inimigos, que se aproximavam, pareciam vir munidos de tanques.

Então começa a corrida contra o tempo, a única vantagem que Miller e seu pelotão têm, é de estarem no meio de uma cidade em ruínas, ele decide aproveitar essa vantagem e armar armadilhas, preparando assim uma emboscada para os alemães que se aproximavam.

Depois de armadas as armadilhas e com todos a postos, Jackson dá sinais do alto da torre, eles são em 30 a 50 e ainda dois tanques, nesse momento todos se desesperam, mas nada de desistir, todos vão para os seus lugares e a batalha começa, muitos alemães tombam perante a emboscada armada por Miller.

Mas os que sobram ainda são muito e com poder de fogo mais alto, uma MD-11 aparece no meio dos alemães e faz a diferença, Miller e seus soldados começam a recuar, Jackson morre, depois Mellish morre também e Upham com medo não fez nada para ajudá-lo. Em seguida quem tomba é o sargento Horvart, recuados para o outro lado da ponte, para que essa seja explodida Miller é baleado e não consegue detonar a ponte. Um tanque vem em sua direção, ele vai ser atropelado, quando do céu surgem bombardeiros americanos que vêm em seu resgate, logo tudo é resolvido. Mas a que preço?

Prêmios:

Óscar: Vencedor dos Prêmios de Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Som e Melhor Montagem de Efeitos Sonoros.

Indicado aos Prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator (Tom Hanks), Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem, Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora de Drama.

Globo de Ouro: Vencedor dos Prêmios de Melhor Filme em Drama e Melhor Diretor - Indicado aos Prêmios de Melhor Ator em Drama (Tom Hanks), Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro.

Grammy: Vencedor do Prêmio de Melhor Composição Instrumental feita para Cinema.

Dados recolhidos in site Webcine: http://www.webcine.com.br/filmessi/ryan.htm

O Resgate do Soldado Ryan

(Wikipédia)

O Resgate do Soldado Ryan é um filme norte-americano de 1998 da Paramount Pictures, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Hanks no papel do capitão John Miller e Matt Damon no de soldado Ryan. Tornou-se muito falado pelas suas realistas cenas de batalha e foi inspirado numa história real.

Recebeu cinco Óscars e um Globo de Ouro. Faturou US$ 479 milhões e é uma das 50 maiores receitas de bilheteira de sempre.

A história desenrola-se durante a Segunda Guerra Mundial, começando com o desembarque das forças aliadas na Normandia no Dia D, na Praia de Omaha.

Após o ataque, descobre-se que três irmãos de Ryan morreram em combate. Ao capitão John Miller (Tom Hanks) e seus homens é designada a missão de resgatar o último filho de uma mãe destroçada, James Francis Ryan, que era parte do pelotão de paraquedistas que caiu no lugar errado, podendo estar em qualquer lugar da França. O soldado Ryan (Matt Damon) pertencia à 101ª Company do 506º Regiment.

Era um airborne, ou seja um paraquedista altamente treinado para combater, mas acima de tudo para defender pontos e objetivos estratégicos, como pontes, estradas, vilas e aldeias. A 101ª Airborne Company desempenhou um papel muito importante durante a invasão da Normandia, porque foram lançados por detrás das linhas inimigas, e conseguiram reter o avanço alemão que se dirigia para as praias. Combateram também em dezembro de 1944 nas Ardenas.

© As imagens são propriedade dos seus respectivos produtores.


domingo, 16 de agosto de 2009

M139 - Os Rangers americanos

Os Rangers americanos

A presença de Rangers americanos em território afegão foi confirmada a 20.10.2001 pelo general Richard Myers, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA.

Apenas foi divulgada até ao momento uma operação envolvendo estas forças: um ataque simultâneo a "um aeroporto no Sul do Afeganistão" e a outro objectivo "perto de Kandahar" que foi identificado como "um centro de comando e controlo taliban", "de grandes proporções", que é "um dos locais onde o mullah Omar vive". O Pentágono divulgou vídeos desta operação, alguns deles filmados através de um sistema de visão nocturna, que mostram as tropas a preparar-se para o embarque, o embarque e lançamento de pára-quedas e, depois, já no interior do complexo.

Conhecidos também pela designação de Boinas Pretas ou "Black Berets" (ainda que o Pentágono queira alargar o uso da boina preta a todo o exército, o que está a dar origem a uma onda de contestação), estes soldados orgulham-se de ser, nas suas próprias palavras, "a melhor unidade de infantaria do mundo".

O que fazem os Rangers? Em princípio, qualquer acção militar de infantaria que apresente uma particular dificuldade, aquilo a que os militares chamam "acção directa". As operações típicas incluem raids para conquistar instalações de grande importância estratégica (um aeroporto, por exemplo) através de ataques nocturnos de surpresa, acções de reconhecimento em áreas perigosas, infiltração em território inimigo (através de terra, mar ou ar), preparação de emboscadas, etc.

Os Rangers são uma unidade de infantaria ligeira, de grande mobilidade, mas que possuem limitações: a sua capacidade de fogo é relativamente limitada (nomeadamente contra blindados) e, em certas operações, precisam de fogo de apoio, que tem de ser fornecido por helicópteros de assalto ou aviões como os AC-130. Por outro lado, os soldados só transportam mantimentos para cinco dias.

As suas armas são canhões anti-tanque de 84 mm, morteiros de 60 mm, metralhadoras pesadas e ligeiras, lançadores de granadas e espingardas de precisão.

Os veículos de eleição dos Rangers são Land Rovers transformados (e eriçados de metralhadoras, à Mad Max) e motas de 250 cc.

Existe um único regimento de Rangers nos EUA (o 75th Ranger Regiment), que está dividido em três batalhões, cada um com 580 elementos, instalados em três regiões distintas (Hunter Army Airfield e Fort Benning, na Georgia; e Fort Lewis, em Washington). Cada batalhão possui três companhias, de 152 Rangers cada uma, e inclui atiradores de precisão ("snipers"). É possível que seja uma destas companhias que se encontra de momento no Afeganistão.

Os batalhões de Rangers estão preparados para partir em missão para qualquer ponto do mundo com um pré-aviso de 18 horas e uma companhia deve estar sempre de prevenção e pronta para entrar em acção no espaço de 9 horas. As missões dos Rangers tanto podem ser levadas a cabo a partir do território dos EUA, como a partir de uma base intermédia.

Os Rangers estiveram entre as primeiras forças a participar na invasão de Granada (Operação Urgent Fury), em Outubro de 1983, tendo na ocasião sido largados de pára-quedas; participaram na Operação Just Cause, no Panamá, em 1989; na Operação Desert Storm, em 1991; na Somália em 1993.

Antes de poder integrar o Regimento de Rangers dos EUA um soldado tem de se voluntariar por três vezes: da primeira vez para o Exército, da segunda vez para a Escola de Pára-Quedismo e só à terceira ganha o direito a candidatar-se aos Rangers.

Os Rangers orgulham-se da rudeza da sua formação, que dizem ser "extremamente árdua".

No sítio Internet da associação dos elementos do 75th Ranger Regiment avisa-se que "não é invulgar que ocorram mortes [durante o treino] devido à realização de exercícios com fogo real e às extremas condições ambientais usadas para reproduzir as violentas condições da guerra".

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

M138 - Operação IRENE - Homenagem a 2 "Operações Especiais - SNIPERS", Heróis dos E.U.A.


1. Na mensagem “M137” fala-se de um filme de extrema acção e violência, que resultou numas largas centenas de mortes em combate, ocorridas durante a execução de uma Operação muito especial, a que foi dado o nome de código IRENE.

O filme mais não é que uma reconstituição real, dramática e comovente, que envolveu, a Task Force RANGER que prestava serviço, integrada na força de paz da ONU, com tropas de outros países, em Mogadíscio na Somália.

Para além do filme e seus excelentes actores, regista-se aqui uma homenagem a 2 Homens, ali falecidos em combate, que receberam Medalhas de Honra.

Não pode deixar de impressionar, até os menos sensíveis, a coragem destes 2 sargentos que, conhecedores de que não tinham qualquer hipótese de saírem vivos daquele “formigueiro” inimigo, voluntariaram-se, mesmo assim, para tentar socorrer 4 camaradas, que se encontrariam eventualmente feridos, dentro de um dos 2 helicópteros “Falcões Negros”, que haviam sido derrubados pelo fogo hóstil momentos antes.

Já lá vão 16 anos sobre esta efeméride (1993), mas é caso para dizer: Ainda há Homens que, para protegerem e tentarem salvar os seus Camaradas, tudo dão até a vida se necessário…
Este sim é um valor que define os seres invulgares e supremos desta vida terrena, e estes sim é que são os Homens que merecem o rótulo de... Heróis!

Foi muita pena não terem sobrevivido. Mas, uma das negras hipóteses na Vida de um militar... que nenhum deseja mas que NENHUM deles está livre é, caso assim seja chamado pelos seus superiores aocumprimento de uma missão... morrer em combate!
Paz às suas almas!

2. Fichas e menções militares de 2 dos Heróis que receberam Medalhas de Honra, no seu país, os Estados Unidos da América:

GARY IVAN GORDON (1960-1993)



Posto, Especialidade e Unidade à data da acção: Sargento-Mor, Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos, Líder da Equipa de Snipers na “Task Force Ranger”.

Organização: Sargento-Mor do Exército dos Estados Unidos.

Lugar e data: 3 de Outubro de 1993, Mogadíscio na Somália.

Nascido em: Lincoln no Maine.

Citação: o Sargento-Mor Gordon, das Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos, distinguiu-se em acções mais do que o dever obriga, no dia 3 de Outubro de 1993, servindo como Líder de Equipa de Snipers na Task Force de RANGERS, em Mogadíscio na Somália.

A equipa de snipers do Sargento-Mor Gordon forneceu fogo de precisão a partir do helicóptero principal, durante o assalto e nos dois locais das quedas dos 2 helicópteros, enquanto submetido a fogo intenso de armas automáticas e “roquetadas” disparadas por lança-granadas do inimigo.

Quando o Sargento-Mor Gordon compreendeu que as forças de terra não foram imediatamente disponibilizadas, para assegurar a defesa do segundo local de queda, ele e outro camarada sniper, sem hesitação, pediram para ser apeados e seguirem para o local, afim de protegerem os quatro militares feridos criticamente, apesar de estarem bem cientes do número crescente de pessoal inimigo que se aproximava do sítio.

Depois do seu terceiro pedido de autorização, o Sargento-Mor Gordon recebeu a permissão de executar esta missão voluntariamente.

Quando o entulho e os fogos de terra inimigos, no sítio, causaram a abortagem da primeira tentativa, o Sargento-Mor Gordon foi deixado a cem metros a sul do local da queda. Equipado só com o seu rifle de longo alcance e uma pistola, o Sargento-Mor Gordon e o seu colega, abriram caminho sob fogo intenso do inimigo, por um labirinto denso de barracos e cabanas, para conseguir alcançar os membros da tripulação que estavam criticamente feridos.

O Sargento-Mor Gordon imediatamente alcançou o piloto e os outros membros de tripulação do helicóptero, estabelecendo um perímetro de segurança colocando-se ele e o seu colega sniper, na posição mais vulnerável. O Sargento-Mor Gordon usou o seu rifle para eliminar um número indeterminado de atacantes até ficar sem munições.

O Sargento-Mor Gordon voltou então ao aparelho caído, recuperando algumas armas e munições da tripulação. Apesar das poucas munições, ele ainda forneceu algumas ao piloto ferido. O Sargento-amor Gordon continuou segurando o perímetro e protegendo a tripulação derrubada.

Depois do seu membro de equipa ter sido fatalmente ferido e as suas próprias munições de rifle se esgotarem, o Sargento-Mor Gordon voltou novamente ao aparelho caído, recuperou um rifle com cinco carregadores de munições e deu-os ao piloto, com as palavras, 'boa sorte.'

Então, armado só com a sua pistola, o Sargento-Mor Gordon continuou a lutar até ser fatalmente ferido. As suas acções salvaram a vida do piloto.

O heroísmo extraordinário de Sargento Gordon e a sua devoção ao dever, estiveram de acordo com os padrões mais altos do serviço militar, e reflectem um grande crédito sobre a sua pessoa, a sua unidade e o Exército de Estados Unidos.


RANDALL D. SHUGHART (1958-1993)


Posto, Especialidade e Unidade à data da acção: Sargento de Primeira Classe, Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos e membro da Equipa Sniper na Task Force RANGER.

Organização: Sargento de Primeira Classe do Exército dos Estados Unidos. Lugar e data: 3 de Outubro de 1993, Mogadíscio na Somália.

Nascido em: Newville na Pensilvânia.

Citação: o Sargento de Primeira Classe, Shughart, do Exército dos Estados Unidos, distinguiu-se por acções mais do que o dever obriga no dia 3 de Outubro de 1993, servindo como Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos e Membro da Equipa Sniper, integrada na Task Force RANGER em Mogadíscio, na Somália.

O Sargento de Primeira Classe Shughart forneceu fogo de sniper de precisão do helicóptero principal, durante o assalto a um edifício e em dois locais de queda de helicópteros, enquanto submetido a intenso fogo de armas automáticas e “roquetadas” disparadas por lança-granadas.

Forneceu fogos supressivos críticos no segundo local de queda de um dos helicópteros, quando o Sargento de Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa compreenderam que as forças de terra não estavam imediatamente disponíveis para segurar o local.

O Sargento de Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa, sem hesitação, ofereceu-se para ser apeado e proteger os quatro camaradas feridos criticamente, apesar de estar bem consciente do número crescente do pessoal inimigo que se aproximava do sítio.

Depois do seu terceiro pedido para ser apeado, o Sargento de Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa receberam a permissão de executar esta missão voluntariamente.

Quando o entulho e os fogos de terra inimigos na zona causaram a abortagem da primeira tentativa, o Sargento Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa foram deixados a cem metros a sul do local da queda.

Equipado só com o seu rifle de longo alcance e uma pistola, o Sargento Primeira Classe Shughart e o seu líder de equipa, enquanto debaixo do fogo intenso do inimigo, abriram caminho por um labirinto denso de barracos e cabanas, para conseguir alcançar os membros de tripulação criticamente feridos.

O Sargento de Primeira Classe Shughart protegeu o piloto e outros membros de tripulação do avião, estabelecendo um perímetro, que o colocava a ele próprio e ao seu colega sniper na posição mais vulnerável.

O Sargento de Primeira Classe Shughart usou o seu rifle de sniper para eliminar um número indeterminado de atacantes, em volta do perímetro, protegendo a tripulação derrubada.

O Sargento de Primeira Classe Shughart continuou o seu fogo protector até que lhe acabaram as munições e fosse fatalmente ferido. As suas acções salvaram a vida do piloto.

O Sargento de Primeira Classe Shugart demonstrou heroísmo extraordinário e devoção ao dever de acordo com os padrões mais altos do serviço militar e reflectem um grande crédito sobre a sua pessoa, a sua unidade e o Exército de Estados Unidos.

Textos das Citações retirados de:

http://prweb0.voicenet.com/~lpadilla/blackhawk.html

http://www.history.army.mil/html/moh/somalia.html