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terça-feira, 26 de junho de 2012

M486 - Vergonha ou falta de Coragem? As duas juntas?

Vergonha, falta de Coragem ou as duas juntas?

1. O orgulho com que os Combatentes de guerra dos países sérios e dignos, com povos letrados e, pelo menos, bem informados, quer pelos media, quer pela leitura de livros interessantes, quer por mil conversas entre familiares e amigos, assumem e ostentam as suas velhas fardas, ou, à falta delas, de fato e gravata com as suas insígnias e divisas, é digno de menção e exaltação.

São Homens, para aqueles Homens que conhecem estimam e divulgam os valores e símbolos patrióticos, no mínimo... respeitavéis, digníssimos e admiráveis.

São a demonstração ASSUMIDA PESSOALMENTE, VIVA e inequívoca de educação e cultura de base... pelo amor patriótico! 

Eles, sempre que podem, apresentam-se nas cerimónias, nos desfiles e nos dias dos Veteranos de guerra, com o peito erguido e cabeça levantada, e os seus povos APRECIAM-NOS, REGOZIJAM-SE e APLAUDEM-NOS, agradecidos pelos seus esforços, sacrifícios, suores e sangue derramados no campo de batalha! 

Para eles, tão importante foi o soldado que combateu na frente, como o que esteve na rectaguarda assegurando os fornecimentos fundamentais à sua sobrevivência como os de alimentos e equipamentos: viaturas, munições, correio, etc.  

Então quando chegam os momentos de homenagear os seus soldados caídos em combate... é vê-los firmes e hirtos, em atitude de SAUDADE e ELEVADÍSSIMO respeito e admiração. 

2. E em Portugal?

No expoente máximo das cerimónias (opinião pessoal do autor deste artigo) - o dia 10 de Junho -, dia de Portugal, junto ao Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar, em Belém, Lisboa.

Chegado aqui reencaminho o leitor para a leitura da mensagem M478, onde esta triste e lamentável matéria foi já tratada.


Pouco há a acrescentar ao que ali está escrito, reafirmando que dada a CONCLUSIVA  e IRREVERSÍVEL divisão dos Combatentes, a que não são alheias, ENTRE OUTRAS CAUSAS MAIS OU MENOS INFLUENTES, as numerosas e diversificadas associações, algumas delas nitidamente manipuladas por tendências e interesses politico-partidários.


Termina-se dizendo que, talvez num futuro, a 30 anos, os Combatentes sobreviventes, já com 90 e tal anos, consigam o que ninguém conseguiu até então, unir os ainda vivos e gritar a uma só voz: ASSUMIMOS SER COMBATENTES POR PORTUGAL E EXIGIMOS AO PODER POLÍTICO E AO POVO PORTUGUÊS RESPEITO E DIGNIDADE!

NOTA FINAL: Cuidado com os ratos de duas patas, cobardes e traidores, que por aqui gravitam à nossa volta, deturpando o sentido das palavras PÁTRIA e PATRIOTA.

Patrioteiros há muitos. Conspirando contra a Pátria são aos molhos...

Unidades inteiras, onde só não estão os militares entretanto e infelizmente já falecidos 

Uma, e outra, e outra, e outra... várias HORAS a desfilar!
E outra... aqui vai FIRME... a desfilar! 

E mais uma... ALTANEIRA, DECIDIDA e FIRME!

Um velho e orgulhoso comandante... só mais um!
No cemitério... não esqueceram.. envergam as fardas as medalhas e as suas insígnias! HOMENS com as letras TODAS e agá GRANDE! 

quarta-feira, 16 de março de 2011

M317 - Cerimónia de Homenagem aos Combatentes por ocasião do 50º Aniversário do início da Guerra em África

VIVAM OS COMBATENTES POR PORTUGAL
VIVA PORTUGAL


Ainda há alguém na classe política de hoje que recorda e evidencia a dádiva generosa destes jovens servidores da Pátria.

15 de Março de 2011 – Lisboa
Cerimónia de Homenagem aos Combatentes por ocasião do 50º Aniversário do início da Guerra em África, Presidida por Sua Excelência o Presidente da República Junto ao Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar Discurso do Presidente da República na Cerimónia de Homenagem aos Combatentes, por ocasião do 50º Aniversário do início da Guerra em África Forte do Bom Sucesso, Lisboa, 15 de Março de 2011
Evocamos, hoje, o início de um conflito em que as Forças Armadas portuguesas estiveram envolvidas, durante quase 14 anos, em África. Fazemo-lo frente ao monumento “Aos Mortos da Guerra do Ultramar”, numa homenagem sentida àqueles que, entre 1961 e 1974, foram chamados a combater por Portugal e se dispuseram a perder as suas vidas pela Pátria.
Foi um esforço tamanho da Nação.
Foram anos de incorporações sucessivas, envolvendo cerca de um milhão de jovens de todas as regiões do País que, de forma exemplar, cumpriram a sua missão por terras africanas.
Ao percorrer com o olhar a parede em redor do monumento, encontramos os nomes dos cerca de 9 mil portugueses mortos em campanha nessa guerra ainda bem presente para muitos de nós.
Podemos, aí, rever nomes de familiares ou de amigos. E recordar, também, aqueles que, ao longo de quase nove séculos, deram a sua vida para que Portugal seja hoje uma nação livre e independente.
Para lá da memória, impõe-se o reconhecimento de todos os que, pela sua acção na defesa de Portugal, sofreram no corpo e na alma o preço do dever cumprido.
São merecedores de todo o nosso profundo respeito.
Saudamos com especial apreço, pelo muito que lhes devemos, os militares de etnia africana que, de forma valorosa, lutaram ao nosso lado.
Todos, combatentes por Portugal!
Hoje aqui não homenageamos uma época, um regime ou uma guerra.
Trata-se, simplesmente, de uma homenagem da Pátria àqueles que se encontram entre os seus melhores servidores.
É, aliás, de toda a justiça distinguir a intervenção militar que permitiu que um País com a dimensão e os recursos de Portugal pudesse manter o controlo sobre três teatros de operações distintos, vastos e longínquos.
É internacionalmente reconhecida a forma como foi concebida a estratégia da guerra e travados os combates, o que demonstra o esforço do País e dignifica a memória dos seus combatentes.
Os laços e as ligações resultantes da continuada cooperação entre as forças de Terra, Mar e Ar, nas operações em África, são um importante legado para os dias de hoje, devendo constituir inspiração para um emprego conjunto cada vez mais eficaz.
Todos têm presente a importância capital do apoio e da evacuação aérea para as operações terrestres ou, como foi o caso na Guiné-Bissau, da acção conjunta do Exército com a Marinha e os seus fuzileiros.
Combatentes,
Importa reconhecer que os soldados portugueses foram, em África, soldados de excepção. Fizeram da distância e da saudade um desafio a vencer, assumiram a falta de recursos como razão para a iniciativa e para a adaptabilidade, tomaram a juventude e os seus receios, temperados pela camaradagem e pelo patriotismo, como ingredientes para uma conduta digna e, muitas vezes, heróica.
É desta lembrança de uma camaradagem fortalecida em tempos difíceis de guerra que resultam, também, os convívios que anualmente juntam, nos lugares de Portugal, os antigos combatentes e as memórias dos que ficaram em África.
São manifestações com uma dimensão e significado sem precedentes no todo nacional.
É a evocação de um período que deixou uma marca indelével numa geração que herdou, desses tempos, uma consciência aguda das consequências da guerra e do reconhecimento claro das prioridades da vida.
Foi a capacidade de sofrimento e o exemplo de coragem das mulheres de Portugal, a quem tantos sacrifícios foram pedidos, pela ausência ou perda dos seus, e que tudo suportaram na sua solidão e nos seus silêncios, tantas vezes esquecidas.
Foi o enorme desafio vencido por aqueles que, regressados de África, tiveram que refazer as suas vidas, começando tudo de novo, fazendo apelo ao espírito empreendedor e à capacidade de lutar que sempre os caracterizaram.
Foi toda uma rede de apoios e de afectos criada no seio das famílias e do País, que facilitaram a sua integração no tecido laboral e social, ultrapassando as muitas dificuldades criadas pelo ambiente instável que se vivia.A guerra em África materializou, como salientei em 2010, no Dia do Combatente, “o fim violento de um ciclo nacional, mas que deixou, nas picadas sangrentas que trilhou, honra militar capaz de abrir o caminho a uma cooperação fraterna e frutuosa” com aqueles países irmãos.
Temos, hoje, a oportunidade de consolidar esta cooperação num espaço de partilha de valores, de cultura, de língua, de laços familiares e de interesses.
O desafio, agora comum, é o de lutar por um futuro melhor, de desenvolvimento e de paz.
Às gerações mais novas, é importante transmitir o testemunho de quem enfrentou a adversidade ombro a ombro com aqueles a quem confiava a vida e por quem a daria também; o testemunho de quem conhece a relevância de valores como a solidariedade, o profissionalismo, o mérito e a honra, a família e o País.País que será mais bem defendido se contar com a mais-valia da vossa experiência e da vossa participação activa, como exemplo e fonte de motivação para os mais jovens que, tendo crescido num ambiente de maior conforto e de paz, enfrentam o futuro num Mundo incerto, onde as crises e o conflito não deixam de ser uma constante.
Combatentes,A vossa geração criou, também, as condições para que Portugal seja um País democrático, mais livre, mais solidário e mais aberto ao Mundo.
Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar.
Como Portugueses, não haverá causa maior do que dedicarmos o nosso esforço e a nossa iniciativa ao serviço da Nação e dos combates que é necessário continuar a vencer, para promover um futuro mais justo, mais seguro e mais próspero para todos.
Juntos, continuaremos a afirmar Portugal.
O meu bem-haja pela vossa presença, em nome dos Portugueses e de todos aqueles que hoje aqui recordamos.
Foi por eles, por vós e por Portugal que aqui viemos.
Viva Portugal.

Fotografia: © Humberto Reis (2011). Direitos reservados.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

M309 - 50º Aniversário do iníco da Guerra do Ultramar

50º Aniversário do iníco da Guerra do Ultramar
Em 4 de Fevereiro de 1961, estalaram na baixa de Luanda (Angola) as primeiras acções de terrorismo urbano despoletados por quatro grupos de cerca de 2 centenas de nativos, contra a soberania portuguesa naquele território africano, mais precisamente atacando a esquadra da PSPA e uma esquadra da 1ªCPM" e duas cadeias, onde se encontravam detidos alguns "nacionalistas".
Foi o início de uma Guerra que se prolongou por 13 anos, em que os portugueses demonstraram que apesar de não terem sido melhor armados que o inimigo, estiveram à altura de resposta adequada.
Dizem os entendidos sem conotações político~partidárias, que em Abril de 1974 a guerra em Angola estava praticamente acabada, em Moçambique estava a caminho do fim e na Guiné o P.A.I.G.C. com as notáveis perdas que sofreu em 1973 estava muito perto do fim.
Dedicatória do Jornal "METRO" ao 50º Aniversário do início da Guerra do Ultramar
Pelo nosso país fora notaram-se algumas abordagens à data, umas mais felizes que outras, quase todas ao de leve, já que se denota que entre os mais jovens o desconhecimento deste capítulo da nossa história é notório.
Foram quase 10.000 os mortos na guerra, muitos milhares de estropiados fisicamente e não menos grave os muitos milhares, que ainda hoje sofrem de stress-pós traumático.
Os sucessivos governos movidos por obscuros e infelizes interesses anti-patrióticos, apenas se têm preocupado com o seu bem-estar e enriquecimento, bem como dos seus amigos e protegidos.
75 Euros uns e 100 Euros outros, é quanto acham os políticos portugueses que valem os ex-Combtantes nacionais, que durante meses a fio enfrentaram, em muitos casos, as mais adversas e impensáveis condições de estadia e doenças, além de privações de toda a ordem.
Verdade seja dita que muitos dos ex-Combatentes jamais se fizeram respeitar, mantendo posturas miseráveis de mendigos desgraçados, na tentiva de caçarem mais uns tantos euritos ao governo, dando uma trsite e condenável imagem de si mesmos.
Limpar essa auréola não vai ser fácil, por um lado, e dada a aberrante e amorfa qualidade dos nossos políticos dificilmente, ou nunca, serão os ex-militares da guerra tratados como são admirados e respeitados os seus homónimos nos países a sério. 

E muitos dos ex-Combatentes pedem tão pouco: 

- tratamento adequado e gratuito para todos aqueles que ainda hoje sofrem das mazelas da guerra;
- a contagem do tempo da tropa para efeitos de reforma;
e, acima de tudo:
-RESPEITO!
Os erros, por vezes, pagam-se caros e creio eu os ex-Combatentes estão a pagá-los bem alto.
Artigo redigido com a colaboração do Amigo e Combatente Abreu dos Santos

segunda-feira, 12 de abril de 2010

M203 - 10 de Junho - Dia de Portugal

10 de Junho 
Dia de Portugal

Em França, Inglaterra, Canadá, EUA, onde os ex-Combatentes se honram e orgulham daquilo que foram, daquilo pelo que lutaram, do seu país, da sua bandeira, etc. soube eu que os veteranos das suas várias guerras, chegam a estar horas a desfilar nas diversas comemorações alusivas a cada um dos conflitos.


Aqui em Portugal, na GENERALIDADE, os ex-Combatentes preferem esconder-se, ir à pesca nesses dias e optarem por discursos de vitimização, de que são uns coitadinhos, uns calimeritos, etc.


Penso que com as políticas seguidas pós-Abril, os discursos e as mentalidades tacanhas foram moldando os seus Combatentes (salvo honrosas excepções), até a maioria ter vergonha de dizer que combateu por Portugal.
São muitos os que escondem envergonhados e traumatizados, essa sua faceta aos seus amigos.


Porque é que julgam que o poder político português despreza os seus ex-Combatentes?


Até os militares no activo os ostracizam! Porquê?


Eu, no fim das cerimónias, já há muitos anos, que me junto no desfile final de veteranos, junto ao nosso Monumento aso Combantentes da Guerra do Ultramar, em Belém/Lisboa (vejam as fotos em anexo).

Faço-o, em honra e homenagem aos nossos Mortos em Combate e em Memória daqueles que entretanto vão "partindo".

Sem mais sentido nenhum, pois não me revejo nos actuais políticos e, muitíssimo menos, nas suas desastrosas e falhadas políticas.