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domingo, 25 de janeiro de 2009

M49 - Guiné - PAIGC - ORGANIZAÇÃO MILITAR (Livro Guerra Colonial do Diário de Notícias)

Mais 3 páginas sobre a Guiné - neste caso o capítulo "PAIGC - Organização militar" (Extraído do excelente livro Guerra Colonial do Diário de Notícias), e enviadas pelo meu camarada ex-Combatente e amigo Manuel Henrique. 


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

M25 - 3 panfletos de proganda que o PAIGC espalhava pela Guiné, em 1974




3 panfletos de propaganda politica, que o P.A.I.G.C. (Partido para a Independência da Guiné e Cabo Verde), movimento armado que combatia  as tropas portuguesas na Guiné, no período da Guerra do Ultramar - 1962-1974, espalhava pelo território da Guiné, em 1974.



Este segundo panfleto é o mais polémico, já que, como se pode analisar e concluir facilmente, apelava à unidade/fraternidade entre os guerrilheiros do P.A.I.G.C. e os ex-Combatentes africanos que serviram nas tropas portuguesas.

Este facto era comprovado no terreno pelas últimas tropas lusas, que presenciavam conversas entre as partes prometendo isso mesmo, reconstruir a Guiné conjuntamente, porque todos irmanados não eram muitos.

Como é sabido, pouco tempo depois dos nossos militares terem saído da Guiné, através de impiedosas chacinas, quase todos esses Homens, Soldados Portugueses, baptizados em nome e com B.I. de Portugal, foram sumariamente executados.

Crêem os ainda sobreviventes desta guerra, que um qualquer dia, num qualquer ano, na História deste país, alguém expurgará esta imensa tragédia humana.



M24 - TABACOS USADOS NO ULTRAMAR

TABACOS USADOS NO ULTRAMAR 




O maço de tabaco em baixo, do lado esquerdo, é o celebre NOPINTCHA, usado pelos guerrilheiros do P.A.I.G.C., na Guiné.


domingo, 5 de outubro de 2008

M22 - Jornal "A VOZ DA GUINÉ" - SEPARATA DO Nº 203 de 30 de Junho de 1973, dedicada ao "DIA DO COMANDO"



Jornal "A VOZ DA GUINÉ" - SEPARATA DO Nº 203 de 30 de Junho de 1973, dedicada ao "DIA DO COMANDO"


Pode-se ver alguns dos "COMANDOS" mais famosos da Guiné, em 1973.

O então Major Almeida Bruno, o então Major Socorro Folques, o Alferes Carolino Barbosa (impiedosa e cruelmente assassinado, bem como milhares de outros ex-soldados portugueses, após o nosso abandono da Guiné), o então Alferes Marcelino da Mata, etc.

Gente dura, de fibra e valentes como poucos: HERÓIS DE PORTUGAL.




Enfrentavam sem qualquer rebuço o inimigo mais bem armado e com  muitos dos seus guerrilheiros dotados de experiência do início da guerra, portanto de 1962, e ainda por cima ajudados por vários  países do Leste da Europa e Cuba.

M20 - "PAIGC ACTUALITÉS" do Movimento de Libertação 1 - Dezembro de 1972 que proclamava o Estado da Guiné-Bissau - Outubro de 1973

GUINÉ
O P.A.I.G.C. (Partido Africano para a libertação da Guiné e Cabo Verde), 
 era o movimento guerrilheiro que combateu as tropas portuguesas, naquela que ficou conhecida como Guerra do Ultramar.


Nesta mensagem mostram-se as faces de 2 panfletos de propaganda desse PAIGC (Partido Africano para a Libertação da Guiné e Cabo Verde).

Um com data de Dezembro de 1972 onde se falava em zonas libertadas (?), e o 2º onde se apregoava a proclamação do Estado da Guiné- Bissau (??).


Recordo que os portugueses os militares que combateram o PAIGC na Guiné, entre 1964 e 1974, nunca conheceram (que eu saiba), qualquer zona libertada e jamais se soube, nem em fontes bem colocadas no estrangeiro, onde é que era o tal Estado da Guiné-Bissau. 


Diziam estes panfletos nas suas primeiras páginas:

Dezembro de 1972 - Uma Delegação da O.U.A. conduzida pelo comandante M'Bita, secretário executivo do Comité de Libertação Africana (Ao centro da foto), visita as regiões libertadas do sul do nosso país.

Outubro de 1973 - Reuniu a 24 de Setembro na região de Boé a primeira Asssembleia Nacional Popular da História do nosso povo. Proclamada às 8H.55 GMT Ó Estado da Guiné-Bissau.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

M7 - GUINÉ - VICTÓRIA ou DERROTA?


GUINÉ - VICTÓRIA ou DERROTA?

Uma questão polémica que se levanta nas conversas, de vez em quando, entre aqueles que de algum modo se interessam pelo tema; "Guerra do Ultramar - Frente da Guiné", é se a tínhamos perdido militarmente no terreno, ou não.


Felizmente, são vários os intervenientes neste conflito que têm vindo a participar com as suas experiências e os seus testemunhos escritos e fotográficos, com o estudo e análise literária de relatos, estórias, fotos, etc., na catarse desta face da guerra que atravessámos em África.
Na minha modesta opinião pessoal, atrevo-me a dizer que qualquer esboço de uma resposta a esta dúvida, permanecerá eternamente inconclusiva, felizmente para mim por motivos óbvios (caso a guerra continuasse eu estava condenado a estar na Guiné pelo menos nos anos de 1974 e 1975), já que, como todos sabemos, todas as hostilidades naquela pequena parcela de terra, terminaram com o "25 de Abril de 1974".

Para basear a afirmação contida no parágrafo anterior, exponho aqui 2 documentos que fazem parte da diversa documentação que eu possuo no meu arquivo pessoal, sobre este conflito da recente História de Portugal, que vem ganhando foros controversos e míticos.

Muito agradecido ficava que me comunicassem, se alguém conhece algum desmentido, ou contestação oficial, oral ou escrita, sobre as afirmações contidas nestes documentos aqui publicados, pelas entidades máximas da Guiné-Bissau pós-libertação.


Não que se duvide da íntegra veracidade destas declarações, mas à sempre alguns idiotas, incrivelmente no nosso meio, que insistem em derrotar as valentes e competentes tropas portuguesas na frente da Guiné baseados em NADA, a não ser por motivos tacanhos, políticos, cobardia, traição, ou, à falta de qualquer um destes, na sua estupidez e burrice nata.

Importante é que se interprete o silêncio mantido pelas autoridades guineenses, desde sempre, sobre esta matéria  como um sim inequívoco à sua aceitação histórica.
No entanto, dada a clarividência das entrevistas, muito bem narradas nos artigos pelos jornalistas, deixo à análise e conclusão pessoal de cada um, a evidência histórica dos factos relatados, pouco ou nada explorados nos debates, colóquios e seminários a que tenho assistido.

O primeiro recorte (em 3 partes) é da autoria do jornalista José Paulo Fafe, do jornal "Tal & Qual", com data de 14 de Maio de 1999, e o segundo (em 2 partes) não assinado do jornal "O Diabo".