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sábado, 19 de maio de 2012

M456 - Emblema e Boina RANGER


O momento mais saboroso de quem se propõe ser RANGER de Portugal, nesta vida, é aquele em que recebe os almejados emblema e boina. 


Nem todos o conseguem, mas ainda assim são mutos quele que tentam concluir o curso com aproveitamento positivo final.


Mesmo aqueles que, por um motivo ou outro, não conseguem realizar-se como RANGERS, sentem que pelo menos tentaram e vivem tranquilos com essa condição.

O Sr. Capelão do CIOE/CTOE procede à benção das boinas e dos emblemas antes da sua entrega
O SR. Comandante tece algumas considerações sobre a responsabilidade que passam a assumir na sua futura vida aos novos RANGERS e as boas vindas à nova família. 
A imposição do emblema a um novo RANGER
A imposição da boina
A primeira saudação de RANGER para RANGER
A entrega dos 10 Mandamentos de um RANGER 


Fotos: © José Felix (2012). Direitos reservados.
Texto e fotos: © MR (2012). Direitos reservados. 

domingo, 6 de março de 2011

M313 - "EXPRESSÕES FACIAIS" pela objectiva do RE José Félix

EXPRESSÕES FACIAIS
pela objectiva do nosso Amigo RE José Félix, fotógrafo amador nos tempos livres


Instantâneos que demonstram bem o grau de cansaço resultante de longas horas de exigente e exaustiva instrução num dos cursos RANGER de Portugal, que é incutida aos aspirantes que ambicionam obter os emblemas e a boina de uma especialidade militar da melhor elite mundial, que muito poucos eleitos conseguem concluir com êxito.


Os objectivos traçados para cumprir no decorrer de um curso de Operações Especiais, são, como não podia deixar de ser, além de específicos para missões no mar, em terra e no ar, tremendamente arriscados, problemáticos e de rara constância na vida regular e "normal" de uma sociedade que alberga todo o tipo de gente e respectivas mentalidades criminosas, amorfas e subdesenvolvidas, extremizadas sobretudo em fanatismos doentios mortíferos, quer de índole política, quer religiosa.


Uma das eventuais pluri-missões para que os RANGERS são treinados, afincada e rigorosamente, ao mais alto nível de programação e preparação é na eliminação de elementos e focos infecciosos, que alguns fanáticos possam oferecer à pacífica e cumpridora sociedade civil.


As faces gravadas pela objectiva do José félix, espelham bem a expectativa em relação ao que lhes estava reservado vencer nos futuros obstáculos que lhe seriam propostos ultrapassar, em cada uma das fases que lhes forma colocadas na rotina diária da sua formação.









No fim do curso estes Homens, tais como todos os que conseguem concluir com aproveitamento os seus cursos desde o ano de 1960, orgulham-se pessoalmente com as suas capacidades vencedoras, com as suas qualidades de VONTADE E VALOR próprios e por terem conquistado o título de RANGER.


Também perante os restantes seres humanos de bem que vêm neles uma salvaguarda das suas seguranças e das suas famílias, sabendo que se, e quando, chamados a intervir em últimas circunstâncias em palcos violentos e agressivos, eles estarão na linha dea frente prontos para as misões mais difíceis, caso o poder político-governativo do país assim o determinar.
mr

sábado, 15 de janeiro de 2011

M303 - SER RANGER! A conquista de um emblema e uma boina RANGER


SER RANGER


UMA OPÇÃO DE VIDA!

UM ORGULHO PESSOAL!

PERTENCER Á FAMÍLIA DOS MELHORES DE TODOS!

RANGER ATÉ AO FIM!

Um emblema que honra e dignifica quem o usa... não é para todos... é para quem tem valor qb, vontade indómita, força anímica e física acima do normal, estuda e assume os riscos e vence todos os obstáculos, cumprindo a todo o custo as difíceis missões que lhe são atribuídas Foi assim na Guerra do Ultramar e é agora no cumprimento de missões, nos mais longínquos e inóspitos lugares

FIRME!... OUP! Aptresentação e Continência ao Exmo. Sr. CMDT da Unidade A entrega de um diploma de curso A leitura dos 10 Mandamentos dos RANGERS de PortugalOs novos RANGERS do ano de 2007. Homens duros, ousados, destemidos, valentes, orgulhosos e diferentes, prontos a receber os seus emblemas e as suas boinas


Fotografias: © José Félix (2010). Direitos reservados.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

M279 - O que era ser ranger entre 1960 e 1974? (2), pelo RANGER Magalhães Ribeiro





O que era ser ranger entre 1960 e 1974? (2)

Introdução 

O Editor deste blogue já o escreveu, em anteriores mensagens, que foi, nos já longínquos anos de 1973 e 1974, Furriel Miliciano OpEsp/RANGER e foi mobilizado no Regimento de Infantaria 16, na CCS do BCAÇ 4612/74 = Companhia de Comandos e Serviços, do Batalhão de Caçadores 4612/74, que cumpriu a sua comissão militar em Mansoa, na ex-província Portuguesa da Guiné. 

Portugal travava então ali uma guerra contra um movimento nacionalista – o PAIGC -, que pretendia a libertação do seu país. 

Esta mensagem, foi escrita julgando eu poder contribuir para o melhor esclarecimento das funções dos homens das Operações Especiais na guerra, ficando a aguardar que surjam aqui outras considerações complementares de camaradas da nossa especialidade, mais graduados e, ou, melhor instruídos e informados. 

Algumas considerações em relação à mensagem M277 

Posto isto, passo a expor mais alguns esclarecimentos, especificamente para os nossos visitantes em busca de informação, e para aqueles camaradas que eu penso que o merecem, e procuram saber respostas baseadas e factuais às suas mais que normais dúvidas e desconhecimentos.

Quem foi RANGER, já leu na mensagem M277 e se apercebeu que o RANGER José M. Gonçalves foi modesto, comedido e racional q.b. na sua redacção, e só deu uma pequena ideia do que era um RANGER em tempo de guerra e para que servia.  

Em tempo de guerra e nos idas de hoje, já que o CTOE continua e bem a formar e excelentes e competentes elementos nos seus quartéis para o que der e vier, quer em eventuais acções hostis ao nosso país, quer em outras missões (paz incluídas) onde e quando for preciso. 

Como já foi repetido mais que uma vez aqui neste blogue, não vou voltar a contar como é que os “Operações Especiais” de Portugal, são vulgarmente conhecidos por RANGERS. 

Assim, vou contar algumas pequenas lembranças minhas do meu curso, além do que foi dito pelo Gonçalves, para melhor se perceber que os RANGERS não eram, nem são, superiores nem inferiores a ninguém... apenas diferentes no modo se ser e estar na tropa e na vida. 
  • Sobre os cursos RANGERS acrescento que, por exemplo, além da instrução básica de infantaria (exercício físico, luta corpo a corpo, pistas de obstáculos, boxe, etc.) incluía imensas horas de técnicas de combate, prestadas por Alferes dos Grupos Especiais de Moçambique já com algumas comissões no pêlo. Tudo doseado criteriosa e infernalmente com simulações práticas de emboscadas, armadilhas e golpes-de-mão, rodeados de fogo real para melhor nos prepararem para o combate.
  • Sobre os cursos RANGERS acrescento que, por exemplo, só em granadas, explosivos e munições de vários calibres estoiradas na instrução de um RANGER, custava então, a preços de 1973, 137 contos em moeda antiga.
  • Sobre os cursos RANGERS acrescento que, por exemplo só nas centenas de quilómetros percorridos em caminhadas, marchas forçadas e crosses, um RANGER gastava, no mínimo, 1 par de botas ao longo do curso, que como bem se devem lembrar não eram assim tão fraquitas como isso.
  • Sobre os cursos RANGERS poderia ainda divagar, ou pormenorizar, os cenários dantescos e macabros das diversas provas que eram lançadas, noite e dia, por vales, rios, montes, cemitérios, campos, etc. aos instruendos e cadetes: Fantasmas, Largadas, Esgotos, Calvários, Gerrilheiras, Durezas 11, 24 Horas de Lamego, etc.
  • Sobre os cursos RANGERS, poderia dizer também que os seus elementos eram instruídos e adestrados nas várias especialidades militares de então (minas e armadilhas, transmissões, orientação, montanhismo, transposição de cursos de água, todas as armas ligeiras e pesadas - inclusive algumas do IN -, topografia e primeiros socorros), e ficavam prontos a substituir qualquer elemento dentro de um batalhão, inclusive comandantes de companhia como se verificou em várias ocasiões.
  • Sobre os cursos RANGERS, poderia dissertar sobre as muitas aulas de acção psicológica que lhe eram incutidas, periodicamente, alertando-os e instruindo-os para os vastos perigos que iriam defrontar, tipos de populações e terrenos, tácticas e armas inimigas, as origens e efeitos do terrorismo, etc.
  • Sobre os cursos RANGERS, poderia elogiar uma disciplina rara até então, mesmo nas grandes empresas e escolas deste país, designada por: “SER CHEFE”.
Partes de um panfleto de acção psicológica (1973)
Transmissão de instrução a pessoal destinado à guerra 
Se com esta bagagem "intelectual" e outra já por mim esquecida (já lá vão 36 anos que saí de Penude), os RANGERS não souberam posteriormente (por burrice, laxismo ou outra qualquer imbecilizada, ou miserável justificação), ou não quiseram transmitir (por politiquices maradas, crime omitivo, cobardia ou traição pessoal) no tempo da guerra, aos seus subordinados, o que foi ensinado no CIOE em Lamego, é uma coisa. 
Outra coisa, como em tudo na vida, é sabermos que alguns RANGERZitos se exacerbaram e, ou, exorbitaram nas doses adequadas e necessárias a uma boa retransmissão de conhecimentos e experiência adquirida nos seus cursos, aos instruendos que lhes tocaram, daquilo que mais ou menos atenta e correctamente aprenderam, não é segredo para ninguém.

Quantas mais especialidades, além dos comandos, páras e fuzileiros (nas suas variantes e especificidades instrutivas) eram assim eram instruídas?

Todos fomos importantes no esforço da guerra

Na minha sincera opinião, reiterando o que o RANGER Gonçalves diz, toda a tropa foi máquina de guerra (cada um no seu poleiro) e contribuiu para o sacrifício e esforço da guerra que nos foi exigido, mas os treinos e as instruções de cada uma das especialidades eram completamente diferentes, como não podia deixar de ser. 
Eram ou não importantes os homens que nos faziam chegar o correio muitas vezes a buracos no cu de judas, os que nos transportavam em barcos, os que bombardeavam o IN com os seus aviões em situações aflitivas, os que nos faziam chegar os materiais, equipamentos, alimentos, munições, etc.

Agora, quem não sabe do que fala pode é questionar e tentar informar-se dos porquês (origens, objectivos, finalidades, etc. das várias especializações), junto de quem sabe, ou conhece bem, ou então deve calar-se e não pronunciar-se leviana e cegamente sobre matérias de que nada, ou quase nada, sabe!

Como eu costumo fazer em relação àquelas matérias que não domino e... bem, digo eu!

Cumprimentos a todos,
MR

quinta-feira, 3 de junho de 2010

M218 - Ser ou não ser RANGER?!


Ser ou não ser RANGER de Portugal?!

Eis a questão!

Só é RANGER quem tem Valor e Vontade, isto é querer e força de vontade para vencer desafios, correr riscos, assumir-se como Homem e ganhar um estatuto que só está ao alcance de alguns: os melhores, mais fortes, resistentes e com ultra capacidades psíquicas.
Uma família constituída, entre 1960 e 2010, por cerca de 8.000 portugueses.
Se te consideras um bom português junta-te a nós!

domingo, 30 de maio de 2010

M216 - 3ª CONFRATERNIZAÇÃO RANGER DO 3º TURNO DE 1970 (29MAI2010)

RANGERS

3º Curso de 1970

3º ENCONTRO /CONVÍVIO / ALMOÇO e 40º Aniversário sobre a conclusão da instrução

Mais uma vez, este ano, o RANGER Orlando Cardoso, que vive na bela e acolhedora cidade da Régua, promoveu a confraternização anual do pessoal do seu curso de Operações Especiais, em Lamego.
No passado dia 29 de Maio, reuniram-se alegre e festivamente, cerca de duas dezenas de elementos do seu 3º curso de 1970.
O programa incluiu uma cerimónia de sentidas exéquias pelos mortos na Guerra do Ultramar, em especial memória pelos 3 homens que faleceram deste turno.
Seguiu-se uma atenta e pormenorizada uma visita às instalações do quartel de Santa Cruz, superiormente guiada pelo Sr. CMDT da Unidade – Cor. Sepúlveda Velloso, após o que todos os presentes se deslocaram para o almoço (rancho à boa moda do C.I.O.E./C.T.O.E.), servido na velha e aconchegada cantina do nosso mais estimado e místico reduto de instrução: Quartel de Penude.
Findo o almoço o RANGER Cardoso dedicou algumas palavras à plateia, relembrando algumas peripécias do período instrutivo, terminando com o indispensável e imortal grito RANGER, secundado por todos os RANGERS presentes no refeitório.
Acalmadas as “hostes” com o cafezinho da praxe, o pessoal dirigiu-se em ameno passeio pelas instalações do quartel. Foi curioso verificar como aqueles homens, alguns dos quais nunca haviam regressado ao C.I.O.E. nos últimos 40 anos, comparavam a actual estrutura física das instalações, àquela que haviam conhecido em 1970.
Este inesquecível convívio terminou com votos de que em 2011 compareçam mais elementos no 4º convívio.

Concentração das tropas

Homenagem aos mortos da Unidade

Recepção pelo Sr. CMDT do CTOE, aos convivas, no Salão Nobre

Plateia atenta, do maior ao mais pequeno

Visita guiada pelo Sr. CMDT do CTOE ao Museu

Parte do acerbo patrimonial do Museu do CTOE, utilizado pelo IN na Guerra do Ultramar, de origem soviética: uma Kalashnikov AK-47, uma PPSH (vulgo costureirinha) e uma Simonov

A lindíssima e secular igreja de Santa Cruz

A renovada parada do Quartel de Penude

Uma dose de rancho no refeitório do quartel de Penude

Aspecto das mesas (RANGER Santos e Lina)

O discurso do RANGER Cardoso e os sorrisos dos ouvintes, que assim demonstravam a sua satisfação e contentamento

quarta-feira, 31 de março de 2010

M198 - Apêlo: Informação sobre O RANGER: JOSÉ MANUEL COUTINHO QUINTAS

APÊLO
AGRADECE-SE A QUEM SOUBER ALGUMA INFORMAÇÃO SOBRE:

O RANGER JOSÉ MANUEL COUTINHO QUINTAS
O Luís Faria, que esteve na Guiné com o Quintas, gostava muito de reencontrar este amigalhaço Ranger.
Após longas e infrutíferas tentativas, ao longo de anos, lembrou-se de recorrer ao blogue.

Dele lembra-se dos seguintes dados pessoais:

  • Nome: José Manuel Coutinho Quintas
  • Posto: Alferes Miliciano
  • N. MEC.: 03618768
  • Poderá ser do último curso OpEsp/RANGER de 1969
  • Foi mobilizado em: Évora - RI 16
  • Unidade: CCAÇ 2791
Em Janeiro de 1971, apanhou 5 dias agravados e saiu da Companhia, mas o Faria não sabe para onde.
Poderá ser natural e até residir em Valença.

Segundo diz o Faria é um RANGER ASSUMIDO E ORGULHOSO de o ser!
Qualquer informação sobre ele, que desde já o Luís Faria muito agradece, deve ser enviada para o seu e-mail pessoal: luis.sampaiofaria@gmail.com

terça-feira, 3 de março de 2009

M65 - QUERES SER RANGER? Vê as Condições de Admissão


QUERES SER RANGER? Se não conseguires ver as Condições de Admissão (aqui anexas), faz assim: clica 2 vezes sobre o documento que queres ler e, ou, imprimir. Ele abre em tamanho A-4. ~


Panfletos emitidos pelo C.T.O.E. - Centro de Tropas de Operações Especiais - Unidade situada na belíssima cidade de Lamego


Diferentes? Assumidamente!

Homens que,
São a plenitude da Vontade
Indómitos… d’imenso Valor
Dobram qualquer adversidade
Sob as agruras do frio ou do calor

Homens que,
Vencem vales e montanhas
Ostracisam a sede e a fome
E nas missões mais estranhas
Não têm número... nem nome

Homens que,
Actuam no seio do perigo
Insensíveis ao incómodo e à dor
E embora respeitem o inimigo
Desconhecem o que é o temor

Homens que,
No combate são implacáveis e sagazes
Avançam firmes e determinados
E como Deus protege os audazes
São divinamente abençoados

Mas, afinal…
Quem são estes HOMENS colossais…
Que no mundo não têm igual…
Que têm Camões e a Pátria com’ideais?
São os RANGERS de Portugal! 


RANGER...
Tu que despontas por bandas de Lamego,
no seio do rude pó das esteiras de Penude,
qu’emerges pleno das neblinas do Balsemão,
e és temperado nas agrestes lezírias do Távora.

Tu que rasgas as brumas das duras giestas,
que dominas as penumbras dos receios,
e vences o frio, as geadas, os ventos...
o calor e as demais agressivas adversidades.

Tu que resistes à fome, à sede, ao cansaço...
que desafias e cumpres a missão impossível,
e dobras as mil tormentas das Meadas,
esmiuçando, uma a uma, as pedras da calçada.

Tu que te moves no silêncio… de surpresa...
que, em acção, deslizas sublime como a brisa,
e no combate és o mais terrível predador,
implacável, eficaz, audaz e fatal.

Tu que repudias a desditosa e vil hipocrisia,
que abjuras a cobardia e a traição,
e à Pátria és felino fidedigno e feroz,
pronto a aniquilar seja qual for o inimigo.

Tu que provas o teu valor na paz e na guerra,
tal que faz eco a constância da tua veterania,
lés a lés p’la honra deste Portugal que amas,
cujo nome retumba por mares e terras além.

RANGER...

Tu és por ínfimo e fino detalhe um predestinado,
eleito por Deus sentinela desta Pátria,
Homem d’armas atento à conspiração infiel,
e, se for caso tal, até ao suspiro derradeiro.