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quinta-feira, 6 de junho de 2013

M579 - 10 de JUNHO em Belém - Junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar



COMUNICADO À IMPRENSA

XX ENCONTRO NACIONAL DE HOMENAGEM AOS COMBATENTES

10 DE JUNHO DE 2013

A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2013 promove no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, Lisboa, o seu XX Encontro Nacional. As cerimónias que ali terão lugar têm por objectivos comemorar o Dia de Portugal e prestar homenagem a todos aqueles que tombaram em defesa dos valores e da perenidade da Nação Portuguesa. 

Por esta razão, ali se reúnem sempre um tão grande número de Portugueses, não só os que foram combatentes no ex-Ultramar e os que mais recentemente serviram em missões de paz no estrangeiro, mas também todos aqueles que, amantes da nossa História e envolvidos na construção de um futuro mais próspero para a sociedade portuguesa, querem ser participantes activos nesta homenagem. 

O programa é o seguinte:

10H30 – Missa no Mosteiro dos Jerónimos presidida pelo Senhor Bispo D. Nuno Brás;

11H30 - Concentração para a cerimónia;

12H00 - Abertura pelo Presidente da Comissão, Almirante Melo Gomes;

12H05 - Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana);

12H10 - Discurso de homenagem aos combatentes pela Sra. Dra. Isabel Jonet;

12H20 - Homenagem aos mortos e deposição de flores;

12H40 - Hino Nacional (salva protocolar por navio da Marinha);

12H45 - Passagem de aeronaves da Força Aérea;

12H50 - Passagem final pelas lápides;

13H10 - Salto de pára-quedistas do Exército;

13H20 - Almoço-convívio.

Serão convidados de honra a Câmara Municipal de Lisboa, todas as Chefias Militares, os militares agraciados com a Ordem Militar da Torre e Espada, o Comando Geral da GNR, a Direcção Nacional da PSP, os Presidentes das Associações de Combatentes, o Secretário Executivo da CPLP e os Adidos Militares ou Culturais junto das embaixadas da CPLP. 

Todos os portugueses são convidados a participar nesta homenagem aos que deram a vida pela Pátria e, desta maneira, celebrarem o Dia de Portugal.

Pomo-nos desde já à disposição para prestar mais esclarecimentos ou, inclusivamente, para participar numa entrevista sobre a matéria, em data e hora a combinar. Em anexo se envia um programa-convite das cerimónias e uma foto do local.

Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2013 (CPHM)

Palácio da Independência - Largo de S. Domingos, 11 - 1150-320 Lisboa

Tmóvel: 937 026 693 encontro.combatentes@gmail.com 10dejunho.org 


terça-feira, 26 de junho de 2012

M486 - Vergonha ou falta de Coragem? As duas juntas?

Vergonha, falta de Coragem ou as duas juntas?

1. O orgulho com que os Combatentes de guerra dos países sérios e dignos, com povos letrados e, pelo menos, bem informados, quer pelos media, quer pela leitura de livros interessantes, quer por mil conversas entre familiares e amigos, assumem e ostentam as suas velhas fardas, ou, à falta delas, de fato e gravata com as suas insígnias e divisas, é digno de menção e exaltação.

São Homens, para aqueles Homens que conhecem estimam e divulgam os valores e símbolos patrióticos, no mínimo... respeitavéis, digníssimos e admiráveis.

São a demonstração ASSUMIDA PESSOALMENTE, VIVA e inequívoca de educação e cultura de base... pelo amor patriótico! 

Eles, sempre que podem, apresentam-se nas cerimónias, nos desfiles e nos dias dos Veteranos de guerra, com o peito erguido e cabeça levantada, e os seus povos APRECIAM-NOS, REGOZIJAM-SE e APLAUDEM-NOS, agradecidos pelos seus esforços, sacrifícios, suores e sangue derramados no campo de batalha! 

Para eles, tão importante foi o soldado que combateu na frente, como o que esteve na rectaguarda assegurando os fornecimentos fundamentais à sua sobrevivência como os de alimentos e equipamentos: viaturas, munições, correio, etc.  

Então quando chegam os momentos de homenagear os seus soldados caídos em combate... é vê-los firmes e hirtos, em atitude de SAUDADE e ELEVADÍSSIMO respeito e admiração. 

2. E em Portugal?

No expoente máximo das cerimónias (opinião pessoal do autor deste artigo) - o dia 10 de Junho -, dia de Portugal, junto ao Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar, em Belém, Lisboa.

Chegado aqui reencaminho o leitor para a leitura da mensagem M478, onde esta triste e lamentável matéria foi já tratada.


Pouco há a acrescentar ao que ali está escrito, reafirmando que dada a CONCLUSIVA  e IRREVERSÍVEL divisão dos Combatentes, a que não são alheias, ENTRE OUTRAS CAUSAS MAIS OU MENOS INFLUENTES, as numerosas e diversificadas associações, algumas delas nitidamente manipuladas por tendências e interesses politico-partidários.


Termina-se dizendo que, talvez num futuro, a 30 anos, os Combatentes sobreviventes, já com 90 e tal anos, consigam o que ninguém conseguiu até então, unir os ainda vivos e gritar a uma só voz: ASSUMIMOS SER COMBATENTES POR PORTUGAL E EXIGIMOS AO PODER POLÍTICO E AO POVO PORTUGUÊS RESPEITO E DIGNIDADE!

NOTA FINAL: Cuidado com os ratos de duas patas, cobardes e traidores, que por aqui gravitam à nossa volta, deturpando o sentido das palavras PÁTRIA e PATRIOTA.

Patrioteiros há muitos. Conspirando contra a Pátria são aos molhos...

Unidades inteiras, onde só não estão os militares entretanto e infelizmente já falecidos 

Uma, e outra, e outra, e outra... várias HORAS a desfilar!
E outra... aqui vai FIRME... a desfilar! 

E mais uma... ALTANEIRA, DECIDIDA e FIRME!

Um velho e orgulhoso comandante... só mais um!
No cemitério... não esqueceram.. envergam as fardas as medalhas e as suas insígnias! HOMENS com as letras TODAS e agá GRANDE! 

sábado, 23 de junho de 2012

M484 - 10 de Junho de 2012 - Instantâneos (7)


Continuação das mensagens M472, M473, M476, M478, M479 e M482

10 de Junho de 2012
Dia de Portugal
Belém/Lisboa 
Alguns instantâneos
(7) 


O Lindo e Magnífico Monumento edificado em memória dos Combatentes da Guerra do Ultramar, junto ao Forte do Bom Sucesso (em cuja parede exterior se encontram os nomes dos militares falecidos durante o conflito - acidentes, doenças, em combate, etc.), em Belém, Lisboa. 

No fim das cerimónias restaram as flores que murcharão, até serem renovadas, no próximo dia 10 de Junho de 2013. 

Soubessem e quisessem TODOS os portugueses e, por maior obrigação patriótica e moral, os nossos infelizes e incapazes POLÍTICOS, merecer tal monumento e tais Combatentes!

 São muitos os militares no activo, que se vão juntando aos velhos Combatentes, honrando e dignificando as cerimónias.

Que sejam eles o exemplo que o país necessita para re-levantar e valorizar os valores de patriotismo nacionais, uma vez que tais lhes são incutidos durante a fase de instrução militar, "coisa" esta, o patriotismo claro, que os políticos e demais portugueses apenas vêm na injecção futebolóide, que lhes é ministrada de manha, à tarde, á noite e de madrugada, pelas TVs, jornais, revistas, etc.

É bom que se diga que nada temos contra o futebol, gostamos dele como mais uma modalidade desportiva e apenas sobre este aspecto, resumido ao valor que tem: 22 pessoas a correr atrás de uma bola, 11 de cada lado tentando 11 enfiar a bola numa espécie de galinheiro que defendem os outros 11 e vice-versa.   

 Do lado direito vemos o Sr. D. Duarte de Bragança, ao centro o Sr. D. Francisco Van Uden, seu primo, individualidades que muito dignificam e honram estas cerimónias, já há muitos anos, sem falta!

 MR e o Delegado de Lisboa da Associação de Operações Especiais - RANGER Valentim, dirigindo-se para a deposição de uma coroa de flores em memória de TODOS os Combatentes falecidos em África, onde se incluem perto de duas centenas de RANGERS 

 MR e o Delegado de Lisboa da Associação de Operações Especiais - RANGER Valentim, num curto momento de meditação e respeito pelos mortos, que sucumbiram em combate... POR PORTUGAL!

 MR e o Delegado de Lisboa da Associação de Operações Especiais - RANGER Valentim, regressando à Tribuna de Honra 

 O RANGER Rosa Rodrigues, com a sua máquina fotográfica regista alguns instantâneos, enquanto o GE Diniz conversa com o COMANDO Lobo do Amaral

 O Monumento fica ainda mais belo com a decoração das numerosas flores, depostas pelas várias Associações e individualidades presentes no local 

Em 2013, assim Deus o permita, haja o que houver, lá estaremos novamente enquanto a saúde no-lo permitir

quinta-feira, 21 de junho de 2012

M483 - 10 de Junho de 2012 (7) - Discurso do Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Prof. Doutor António Sampaio da Nóvoa


Continuação das mensagens M472, M473, M476, M478, M479 e M482.

Um pouco atrasado, mas não desactualizado. É surpreendente este discurso, proferido por um convidado do Sr. Presidente da República. 

10 de Junho de 2012
Dia de Portugal
Belém/Lisboa 
Alguns instantâneos
(7)

Discurso do Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Prof. Doutor António Sampaio da Nóvoa 

Lisboa, 10 de junho de 2012 

As palavras não mudam a realidade. Mas ajudam-nos a pensar, a conversar, a tomar consciência. E a consciência, essa sim, pode mudar a realidade. 

As minhas primeiras palavras são, por inteiro, para os portugueses que vivem situações de dificuldade e de pobreza, de desemprego, que vivem hoje pior do que viviam ontem. 

É neles que penso neste 10 de Junho. 

A regra de ouro de qualquer contrato social é a defesa dos mais desprotegidos. Penso nos outros, logo existo (José Gomes Ferreira). É o compromisso com os outros, com o bem de todos, que nos torna humanos. 

Portugal conseguiu sair de um longo ciclo de pobreza, marcado pelo atraso e pela sobrevivência. Quando pensávamos que este passado não voltaria mais, eis que a pobreza regressa, agora, sem as redes das sociedades tradicionais. 

Começa a haver demasiados “portugais” dentro de Portugal. Começa a haver demasiadas desigualdades. E uma sociedade fragmentada é facilmente vencida pelo medo e pela radicalização. 

Façamos um armistício connosco, e com o país. Mas não façamos, uma vez mais, o erro de pensar que a tempestade é passageira e que logo virá a bonança. Não virá. Tudo está a mudar à nossa volta. E nós também. 

Afinal, a História ainda não tinha acabado. Precisamos de ideias novas que nos deem um horizonte de futuro. Precisamos de alternativas. Há sempre alternativas. 

A arrogância do pensamento inevitável é o contrário da liberdade. E nestes estranhos dias, duros e difíceis, podemos prescindir de tudo, mas não podemos prescindir nem da Liberdade nem do Futuro. 

O futuro, Minhas Senhoras e Meus Senhores, está no reforço da sociedade e na valorização do conhecimento, está numa sociedade que se organiza com base no conhecimento. 

Há a liberdade de falar e há a liberdade de viver, mas esta só existe quando se dá às pessoas a sua irreversível dignidade social (Miguel Torga). 

Gostaria de recordar o célebre discurso de Franklin D. Roosevelt, proferido num tempo ainda mais difícil do que o nosso, em 1941. A democracia funda-se em coisas básicas e simples: igualdade de oportunidades; emprego para os que podem trabalhar; segurança para os que dela necessitam; fim dos privilégios para poucos; preservação das liberdades para todos. 

Numa situação de guerra, Roosevelt sabia que os sacrifícios têm de basear-se numa forte consciência do social, do interesse coletivo, uma consciência que fomos perdendo na vertigem do económico; pior ainda, que fomos perdendo para interesses e grupos, sem controlo, que concentram a riqueza no mundo e tomam decisões à margem de qualquer princípio ético ou democrático. É uma “realidade inaceitável”. 

Em mar de águas revoltas, é preciso manter o rumo, ter a sabedoria de separar o acessório do fundamental. A Europa não é uma opção, é a nossa condição. Uma Europa com uma nova divisa: liberdade, diversidade, solidariedade. 

A Europa é o nosso futuro, mas não nos iludamos. Ou nos salvamos a nós, ou ninguém nos salva (Manuel Laranjeira). Falemos, pois, de Portugal e dos portugueses. 

Pelo Tejo fomos para o mundo… mas quantas vezes estivemos ausentes dentro de nós? Preferimos a Índia remota, incerta, além dos mares, ao bocado de terra em que nascemos (Teixeira de Pascoaes). 

A Terra ou o Mar? Portugal ou o Mundo? A pergunta foi feita por todos aqueles que pensaram Portugal. 

No final do século XIX, um homem da Geração de 70, Alberto Sampaio, explica que as nossas faculdades se atrofiaram para tudo que não fosse viajar e mercadejar. Nunca nos preocupámos com a agricultura, nem com a indústria, nem com a ciência, nem com as belas-artes. As riquezas que fomos tendo “mal aportavam, escoavam-se rapidamente, porque faltava uma indústria que as fixasse”, e o património da comunidade, esse, “em vez de enriquecer, empobrecia”. 

Nos momentos de prosperidade não tratámos das duas questões fundamentais: o trabalho e o ensino. Nos momentos de crise é tarde: fundas economias na administração aumentariam os desempregados, e para a reorganização do trabalho falta o capital; falta o tempo, porque a fome bate à porta do pobre. Então a emigração é o único expediente: silenciosa e resignadamente cada um vai partindo, sem talvez uma palavra de amargura. 

Este texto foi escrito há 120 anos. O meu discurso poderia acabar aqui. Em silêncio.

Senhor Presidente da República, 
Minhas Senhoras e Meus Senhores, 

É esta fragilidade endémica que devemos superar. O heroísmo a que somos chamados é, hoje, o heroísmo das coisas básicas e simples – oportunidades, emprego, segurança, liberdade. O heroísmo de um país normal, assente no trabalho e no ensino. 

Parece pouco, mas é muito, o muito que nos tem faltado ao longo da história. 

Porque Portugal tem um problema de organização dentro de si: 

- Num sistema político cada vez mais bloqueado; 

- Numa sociedade com instituições enfraquecidas, sem independência, tomadas por uma burocracia e por uma promiscuidade que são fonte de corrupção e desperdício; 

- Numa economia frágil e sem uma verdadeira cultura empresarial. 

Estão a surgir, é certo, sinais de uma capacidade de adaptação e de resposta, de baixo para cima. Precisamos de transformar estes movimentos numa ação sobre o país, numa ação de reinvenção e de reforço da sociedade. 

Chegou o tempo de dar um rumo novo à nossa história. 

Portugal tem de se organizar dentro de si, não para se fechar, mas para se abrir, para alcançar uma presença forte fora de si. 

Não conseguiremos ser alguém na Europa e no mundo, se formos ninguém em nós. 

Não é por sermos um país pequeno que devem ser pequenas as nossas ambições. O tamanho não conta; o que conta, e muito, é o conhecimento e a ciência.

Senhor Presidente de República, 

O convite de V. Ex.ª, que muito agradeço, é um gesto de reconhecimento das universidades e do seu papel no futuro de Portugal. 

Em Lisboa, na célebre Conferência do Casino (1871), Antero disse o essencial: A Europa culta engrandeceu-se, nobilitou-se, subiu sobretudo pela ciência: foi sobretudo pela falta de ciência que nós descemos, que nos degradámos, que nos anulámos. 

Antero tinha razão e o século XX ainda mais razão lhe veio dar. O drama de Portugal, do nosso atraso e da nossa dependência, tem sido sempre o afastamento de sociedades que evoluíram graças ao conhecimento e à ciência. 

Nas últimas décadas, realizámos um esforço notável no campo da educação (da escola pública), das universidades e da ciência. 

Pela primeira vez na nossa história, começamos a ter a base necessária para um novo modelo de desenvolvimento, para um novo modelo de organização da sociedade. 

É uma base necessária, mas não é ainda uma base suficiente. 

Existe conhecimento. Existe ciência. Existe tecnologia. Mas não estamos a conseguir aproveitar este potencial para reorganizar a nossa estrutura social e produtiva, para transformar as nossas instituições e empresas, para integrar uma geração qualificada que, assim, se vê empurrada para a precariedade e para o desemprego. 

É este o nosso problema: a ligação entre a universidade e a sociedade. É esta a questão central do país: uma organização da sociedade com base na valorização do conhecimento. 

Insisto. Apesar de todos os contratempos, Portugal tem hoje uma capacidade instalada, nas universidades e na ciência, que nos permite sair de uma posição menor, periférica, e superar o fosso tecnológico que se cavou entre nós e a Europa. 

Não temos tempo para hesitações. As universidades vivem de liberdade, precisam de ser livres para estarem à altura do que a sociedade lhes pede. 

É por aqui que passa o nosso futuro, pela forma como conseguirmos ligar as universidades e a sociedade, pela forma como conseguirmos que o conhecimento esteja ao serviço da transformação das nossas instituições e das nossas empresas. 

É por aqui que passa o nosso futuro, um outro futuro para Portugal.

Minhas Senhoras e Meus Senhores, 

Também Lisboa se está a transformar graças à criação, à energia da cultura e da ciência, graças aos estudantes que aqui chegam de todas as partes do mundo. 

Lisboa é dos poetas. Em abril, a poesia esteve na rua e fez-nos emergir da noite e do silêncio. A poesia volta sempre à rua, através desta língua que é a nossa mátria, desta língua que nos permite estar connosco e com os outros, nas comunidades que nos multiplicaram pelo mundo e nos países que são parte de nós. 

25 anos depois, não esqueço José Afonso: Enquanto há força, cantai rapazes, dançai raparigas, seremos muitos, seremos alguém, cantai também. 

Cantemos todos. Por um país solidário. Por um país que assegura o direito às coisas básicas e simples. Por um país que se transforma a partir do conhecimento. 

Não podemos ser ingénuos. Mas denunciar as ingenuidades não significa pôr de lado as ilusões, não significa renunciar à busca de um país liberto, de uma vida limpa e de um tempo justo (Sophia). 

Foi esta busca que me trouxe ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Ver no Youtube filme, em:


quarta-feira, 20 de junho de 2012

M482 - 10 de Junho de 2012 - Instantâneos (6)



Continuação das mensagens M472, M473, M476, M478 e M479 



10 de Junho de 2012

Dia de Portugal

Belém/Lisboa 

Alguns instantâneos
(6)

O RANGER Morais não faltou 
Tropas COMANDOS deram outra força e outra vida ao majestoso monumento
Entoou-se o Hino Nacional com emoção
O GE Lameiras foi o porta-estandarte da Associação dos Grupos Especiais e Grupos Especiais Para-quedistas 
O GE Lameiras entre a multidão 
Dário Venâncio Combatente em Moçambique e habitual porta-guião do seu batalhão
 A patusca Erica (neta do Vitor Lobo), como sempre, fazendo a sua continência à esquerda
 O patusco Joaozinho filho de um Homem dos COMANDOS africanos da Guiné 


Fotos: © MR (2012). Direitos reservados.   

segunda-feira, 18 de junho de 2012

M479 - 10 de Junho de 2012 - Dia de Portugal (5)


Continuação das mensagens M472, M473, M476 e M478

10 de Junho de 2012

Dia de Portugal
Belém/Lisboa 
(5)

O verdadeiro convívio entre todos, sem distinção, RANGERS, GEs, GEPs, COMANDOS, PARAQUEDISTAS & AMIGOS.

 Um almoço farto e bem molhado à refrescante sombra das árvores do jardim de Belém
 O RANGER Rosa Rodrigues vê atentamente o livro dos 50 anos do CTOE, onde é protagonista com o seu saudoso GE em Moçambique
 O GE Diniz (ao centro) investigando a composição da sua "ração de combate"
 RANGER Corticinho do lado direito, ao centro o COMANDO Carvalho Martins, a seu lado Vitor Lobo e RANGER Cândido Teixeira
 RANGER Pinto (do lado esquerdo) explicando a técnica de bem assar as carnes
 GE Gonçalves, GEP Diniz e GEP Van Uden em franca conversa amigável
GEP Van Uden e RANGER MR
 Olinda (esposa do Vitor Lobo) com as duas lindas netas e uma Amiga (esposa de um Amigo paraquedista) 

Fotos: © MR (2012). Direitos reservados.   

domingo, 17 de junho de 2012

M478 - 10 de Junho de 2012 - Dia de Portugal (4)


Continuação das mensagens M472, M473 e M476




Dia de Portugal

Belém/Lisboa 
(4)


Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar


10 de Junho de 2012

1. No dia 10 de Junho, como é sabido, comemora-se o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. 


Podiam e deviam ser cerimónias grandiozas, dignas e muito participadas, por parte de toda a classe política, independentemente das cores, e do povo português. 

Mas, com este tipo de povo, com este modo de agir e pensar, não há volta a dar a este país, pelo menos nos próximos 30 a 50 anos! 

São datas que são bem o exemplo da desunião nacional e do desinteresse das pessoas, pelos assuntos relacionados com a Pátria.

Muita gente, neste dia de feriado em que os portugueses são poupados ao trabalho para comemorar Portugal, desloca-se por exemplo para Fátima - Dia da Criança -, como se a igreja não tenha mais feriados, e domingos, para celebrar esta comemoração, e se entretenha também ela a dividir o povinho.

Mas outros há que "aproveitam" para umas mini-férias no Cazaquistão, ou para pescar, visitar o tareco que não viam à 15 dias, etc. 

Tudo menos celebrar Portugal!

A culpa não deve ser atribuída na totalidade ao povo, pois uma grande parte tem vindo a ser "desviada" na sua formação intelectual, há muitos anos, pelos media (TVs, jornais, revistas, etc.), salvo raríssimas excepções, para os futebóis, novelas, pimbalhadas, concursos rascas e outros programas desprovidos de qualquer racionalidade e intoxicantes, sem qualquer interesse cultural, histórico ou patriótico.

Para muitos a selecção nacional, as suas peripécias e os campeonatos de futebol é que são... Portugal! Este sim é que nos é impingido à fartazana, em doses sobre-dimensionadas que embutem os cérebros menos prevenidos para este tipo de limpeza cerebral. 

Sendo assim, não admira que também os Combatentes da Guerra do Ultramar, por diversos motivos, essencialmente políticos, foram-se dividindo e subdividindo, entre a indiferença mais ou menos total ao seu passado como Combatentes por Portugal e a ligarem-se a variadíssimas associações.

Incrivelmente, após estudada e bem programada lavagem cerebral, após o golpe de 25 de Abril, há até quem tenha vergonha desse seu passado. INIMAGINÁVEL EM QUALQUER OUTRO PAÍS!!!

Assim, não é de admirar que de Norte a Sul de Portugal, grupos de Combatentes e algumas associações, organizem também os seus 10 de Junho, verificando-se inúmeras iniciativas com meia dúzia de gatos pingados (como devido respeito pelos últimos).

Quer queiram, quer não, são iniciativas que contribuem para o fraccionamento da massa humana Combatente.



Mas, pior que esta divisão, é que também, como já foi dito na mensagem M474, O NOSSO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, COM A AGRAVANTE INADMISSÍVEL DE SER TAMBÉM ELE UM COMBATENTE DA GUERRA DO ULTRAMAR, PROMOVE CERIMÓNIAS PARALELAS A 500 METROS DO MONUMENTO AOS COMBATENTES DAQUELA GUERRA, ONDE DECORRERAM AS 19º CERIMÓNIAS - 100% ORGANIZADAS POR COMBATENTES PORTUGUESES.

Contribui assim, ESCANDALOSA E VERGONHOSAMENTE, a mais alta individualidade nacional, para a completa cisão  DOS CADA VEZ, JÁ DE SI, MAIS QUE DIVIDIDOS COMBATENTES.

É EXACTAMENTE O INVERSO DO QUE ACONTECE EM TODOS OS PAÍSES CIVILIZADOS, EM QUE OS SEUS HERÓIS E OS SEUS SOLDADOS SÃO ESTIMADOS, HONRADOS, DIGNIFICADOS, HOMENAGEADOS, AGRACIADOS E CONDECORADOS PELOS SEUS POLÍTICOS E PELOS SEUS POVOS.  

PORTUGAL É NESTA MATÉRIA, QUE SE SAIBA, CASO ÚNICO NO UNIVERSO!

2. Entre 1962 e 1975 os RANGERS perderam na guerra mais de 150 Homens, o equivalente ao pessoal que compõe uma companhia militar.

A OBRIGAÇÃO PRIMÁRIA E ÚLTIMA DE TODOS OS RANGERS VIVOS É HOMENAGEAR ESTES HOMENS QUE DERAM O SEU MELHOR - A VIDA -, COMBATENDO POR PORTUGAL E EM SUA DEFESA, ASSIM LHES FOI EXIGIDO COMO BONS E CUMPRIDORES PORTUGUESES!

Já aqui se abordou o aspecto da participação da Associação de Operações Especiais, nestas festividades, e, mais uma vez este ano se notou a falta de representatividade dos RANGERS.

Custa dizê-lo aqui, mas nos dias 10 de Junho os RANGERS não são exemplo a seguir por ninguém!

Não aparecem por vergonha política?
Ou por vergonha pessoal?
Ou porque o dia da criança é mais importante? 


Foi triste, mais um ano, a falta de uma representação RANGER numerosa e convincente, junto ao Monumento erigido em honra do Combatentes da Guerra do Ultramar.

Estão com certeza tristes os NOSSOS mortos nessa guerra!

Pergunta: Como é que a maioria dos RANGERS, que tanto falam em honrar e dignificar a sua especialidade, se escondem no dia 10 de Junho em qualquer canto deste país, ou se dedicam a outras frívolas e paralelas actividades. 

Repete-se: Num dia feriado nacional.

Feriado que é um dia em que a quase totalidade dos portugueses não trabalha!

Dia em que não se trabalha, para que os portugueses possam e devam comemorar condignamente o Dia de Portugal!

E o que a grande maioria dos portugueses faz é ir para a praia, pescar, passear os tarecos e os lulus... enfim dedicar-se a tudo menos... à sua obrigação Pátria.

Pergunta: Porque é que alguns RANGERS na hora de desfilarmos e prestarmos o nosso grito de guerra em honra dos nossos mortos, desaparecem da nossa concentração lá, em Belém, junto ao Monumento?

Muitas pessoas presentes nas cerimónias nos questionam sobre esta ESTRANHA E INCOMPREENSÍVEL disjunção...

Mais perguntam, aos que foram Combatentes na Guerra do Ultramar, como é que, deste modo, querem ser honrados e respeitados pela classe política e pela restante população portuguesa?

É claro que não sabemos responder!

O que sabemos, repito, é que é vergonhoso e indigno!

Assim restou uns poucos, firmes e bons RANGERS, que se deslocaram junto ao Monumento, fazer as honras aos Homens das Operações Especiais, desfilando condignamente frente à magnífica estrutura que ali se ergue gritando o nosso tema de guerra, para que, caso os nossos mortos nos ouçam em qualquer sítio, que assim Deus o permita, saibam e se sintam orgulhosos de que há AINDA quem não os esqueceu e lhes dedicou, num dos 365 dias no ano, aquele grito que um dia nos uniu a  TODOS na poeirenta e incomparável parada do quartel de Penude!

E... JAMAIS OS ESQUECEREMOS ENQUANTO HOUVEREM SAÚDE E FORÇAS PARA LÁ ESTARMOS ESPECIALMENTE NESTES DIAS!


"QVE OS MUITO POR SER POUCOS NAM TEMAMOS!"

E... continuaremos a gritar, enquanto a saúde nos permitir: "PRESENTE!"

sexta-feira, 15 de junho de 2012

M476 - 10 de Junho de 2012 - Dia de Portugal (3)

10 de Junho de 2012
Dia de Portugal
Belém/Lisboa
Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar 
A malta da Guiné


 Jorge Canhão, Vacas de Carvalho, Jorge Cabral e Miguel Pessoa (CorPilAV Ref.)
 José Colaço, RANGER António Pimentel, Vasco da Gama e RANGER Mário Fitas (camisola amarela, de costas) 
 Aspecto geral
 Capitão-Enfermeira Giselda com outra enfermeira 

RANGER Fitas (camisola amarela, de costas), Miguel Pessoa, Virgínio Briote, RANGER António Pimentel, Francisco Silva, Silvério Lobo, Vasco da Gama e Jorge Cabral
 RANGER Fernando Chapouto (lado direito)
RANGER Fitas à conversa com RANGER MR 

Fotos: © Jorge Canhão (2012). Direitos reservados.