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terça-feira, 17 de julho de 2012

M507 - Exercício Multinacional “HOT BLADE / APOLO 2012”, pelo RANGER Cor Teixeira Gomes

EXERCÍCIO MULTINACIONAL “HOT BLADE / APOLO 2012”

pelo RANGER Cor Teixeira Gomes (CMDT do CTOE)


Devido às boas condições atmosféricas e geográficas que o nosso país apresenta, Portugal foi escolhido pela Agência Europeia de Defesa para receber este ano o HB, sendo a Força Aérea Portuguesa a entidade responsável pelo planeamento e condução deste exercício.

O HB12, que é apoiado pelo Luxemburgo, tem lugar no Aeródromo de Manobra Nº1 em Maceda - Ovar, de 04 a 18 julho, e conta com a participação das Forças Armadas Portuguesas e de forças da Áustria, Bélgica, Finlândia, Alemanha e Holanda. A Suécia e o Reino Unido participam como observadores.

EXERCÍCIO “APOLO 2012”

Associando-se às oportunidades de treino proporcionadas pelo “HOT BLADE”, o Exército Português, através da Brigada de Reação Rápida conduz, no período de 04 a 18 de Julho de 2012, o Exercício Apolo 12, num cenário com base numa Operação de Resposta a Crises.

Neste âmbito a Brigada de Reação Rápida, pretende treinar todas as unidades que a constituem, recorrendo a meios aéreos, conduzindo Operações Aerotransportadas e Aeromóveis, Operações de Não Combatentes (NEO) e de Assistência Humanitária, Operações Ofensivas e Operações Especiais com a execução de Reconhecimentos Especiais e Ações Diretas.

O Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), baseado em Lamego, tem participado ativamente nestes Exercícios com um Special Operations Land Task Group (SOLTG), tendo tido oportunidade de lidar com a maioria das tripulações e dos meios aéreos em presença, contribuindo com a sua experiência para o realismo imprimido a este Exercício Militar verdadeiramente excecional.

O HOT BLADE (HB) é um Exercício Multinacional de Helicópteros, pertencente ao programa de treino de helicópteros (HTP) da Agência Europeia de Defesa, que tem como finalidade permitir que as tripulações de helicópteros da Europa possam executar missões num ambiente operacional quente, a grande altitude e empoeirado, simulando o desafio e as condições dinâmicas que as forças participantes poderão encontrar num teatro atual de operações.

Texto e fotos RANGER Cor Teixeira Gomes (2012) © Direitos reservados.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

M505 - CTOE participa no HOTBLADE 2012 PORTUGAL / EDA - HELICOPTER TRAINING PROGRAMME


HOTBLADE 2012 PORTUGAL
EDA - HELICOPTER TRAINING PROGRAMME

Com a devida vénia e agradecimentos publicamos dois extractos de textos inseridos no site   http://www.emfa.pt/hotblade/, alusivos ao exercício conjunto da Agência de Defesa Europeia (EDA), o Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE) e forças militares de vários países, que foi denominado por: HOTBLADE 2012 PORTUGAL / EDA - HELICOPTER TRAINING PROGRAMME.



O QUE É O HOT BLADE? 

O HOT BLADE (HB) é um Exercício Multinacional de Helicópteros, pertencente ao programa de treino de helicópteros (HTP) da Agência Europeia de Defesa, que tem como finalidade permitir que as tripulações de helicópteros da Europa possam executar missões num ambiente operacional quente, a grande altitude e empoeirado, simulando o desafio e as condições dinâmicas que as forças participantes poderão encontrar num teatro atual de operações. 

Devido às boas condições atmosféricas e geográficas que o nosso país apresenta, Portugal foi escolhido pela Agência Europeia de Defesa para receber este ano o HB, sendo a Força Aérea Portuguesa a entidade responsável pelo planeamento e condução deste exercício. 

O HB12, que é apoiado pelo Luxemburgo, tem lugar no Aeródromo de Manobra Nº1 em Maceda - Ovar, de 04 a 18 julho, e conta com a participação das Forças Armadas Portuguesas e de forças da Áustria, Bélgica, Finlândia, Alemanha e Holanda. A Suécia e o Reino Unido participarão como observadores


FORÇAS

No sentido de se obter um ambiente operacional combinado (multinacional) e conjunto (forças aéreas, marítimas e terrestres) semelhante ao das atuais operações militares internacionais, foram convidados a participar no HB12 forças de diversos países. 

Assim, além das forças nacionais, quer da Força Aérea, do Exército quer da Marinha, participarão também forças da Bélgica, Alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia e como observadores a Suécia e o Reino Unido.


MISSÃO

O HOT BLADE 2012 tem como finalidade permitir que as tripulações de helicópteros da Europa possam realizar um exercício num ambiente operacional quente, a grande altitude e empoeirado, simulando o desafio e as condições dinâmicas que as forças participantes poderão encontrar num teatro atual de operações. 

Apesar deste exercício estar centrado na realização de missões aéreas em ambientes desafiantes também foi desenvolvido para implementar a interoperabilidade entre as várias forças estando programadas várias missões que visam alcançar esta valência. 

Durante o HB12 serão executadas as seguintes missões (a decorrer no norte e interior do país): 

- Assalto aéreo;
- Operações especiais;
- Transporte de carga aérea;
- Apoio aéreo próximo (em ambiente urbano e em situações  
   de emergência);
- Proteção a veículos de ajuda humanitária;
- Operações de reconhecimento e segurança;
- Busca e salvamento em zonas de conflito;
- Resgate de altas individualidades;
- Extração de elementos militares e não militares;
- Evacuações médicas. 


Para informação mais completa sobre o exercício, por favor consulte o site através do link :



Fotos de Gomes Teixeira (2012) © Direitos reservados. 


sexta-feira, 22 de abril de 2011

M328 - Transposição de um curso de água com recurso a flutuação artificial



Transposição de um curso de água com recurso a flutuação artificial
Muito útil para quem não sabe nadar ou que, de qualquer modo, esteja impedido de nadar por exemplo por ferimento, transporte de carga, etc.


Vários são os pedidos que recebo no meu e-mail de eventuais candidatos à especialidade de Operações Especiais/RANGERS, que querem saber pormenores sobre as dificuldades a vencer nas diversas fases de instrução durante um dos nossos cursos.


É óbvio que alguns aspectos da especialidade podem ser divulgados, porque não se correr o risco de se expor publicamente à curiosidade e exploração de segredos bem guardados, ao livre acesso de todo o tipo de gente, especialmente a inimiga, a mafiosa e a mal-intencionada.

Divulgar outros aspectos, como os que dizem respeito à programação, à "alma" e à estrutura do nosso curso de Operações Especiais propriamente dito, em Portugal, está fora de questão, nem pensar.


No meu firme e inalterável conceito pessoal, tal divulgação podia e devia ser crime de lesa Pátria, jamais serão por mim divulgados e aconselho todos os nossos Homens que já passaram à "peluda" a não o fazerem também.

Passo a explicar os porquês: hoje andam muitos RANGERS ao serviço do Exército, PSP e GNR, constantemente expostos a inúmeros perigos mortais, quer no estrangeiro, quer no nosso cada vez mais problemático país, em combate ao banditismo e terrorismo.

Imaginem este lixo humano ter acesso aos mais íntimos detalhes da nossa melhor preparação?


Portanto, não será por mim, além do que se encontra divulgado neste blogue, mais informação sobre as provas e nada mais direi (muito menos por escrito), sobre tais pormenores.


Dentro do campo permissivo e não lesivo como acabei de dizer e apenas a título informativo, posso deixar "escapar", com a consciência tranquila, que, para quem quiser ser um dia inabalável e terminantemente ser RANGER, e completar com êxito esta especialidade, precisa acima de tudo: ser bastante inteligente e persistente, possuir uma excepcional estabilidade emocional psíquica, boa compleição e preparação física: em corrida, salto, abdominais e flexões de braços na barra e no solo. Noutras mensagens deste blogue encontram as provas a vencer na fase preliminar de admissão ao CTOE.

Indispensável é ser possuidor de mais algumas qualidades, além das que já foram narradas: grande espírito de sacrifício físico e psíquico, capacidade de camaradagem e convivência humana, muito superiores à média dos índices de resistência em todas as capacidades pessoais dos restantes mortais.


Mais alguns atributos complementam a compleição de um futuro RANGER de excepção: a perspicácia e um bom poder de observação, boas doses pessoais de vontade e valor, carácter, personalidade, e no decorrer de toda a instrução ter como regra séria e fundamental a obediência aos superiores hierárquicos e sntido de cumprimento rigoroso das missões que lhe forem imputadas.


Ao saberem tudo isto alguns têm dito: - Ah, mas isso é quase impossível encontrar estas qualidades todas reunidas num só ser humano… só num super-Homem!

Ao que eu tenho respondido: - Não é não, quase todos nós homens possuímos, em maiores ou menores doses, o desenvolvimento destes atributos.

O problema é que algumas destas qualidades não se compram nem se adquirem numa loja da esquina, em mercado algum, são naturais, natas, isto é nascentes com o indivíduo e espevitadas de modo desigual de uns para outros.

Porém, se umas se desenvolvem menos num indivíduo, outras há que se vão desenvolvendo com o tempo e com ajuda, seja por formação prestada por terceiros, seja por evolução própria pessoal devido à vivência de cada um.


Assim, é filosofia de um BOM RANGER não delatar aquilo que lhe é ensinado por profissionais do mais alto gabarito militar, sob grave e criminosa pena de “virar o feitiço contra o feiticeiro”, isto é, um destes dias corríamos o grave risco de ver os nossos inimigos a treinarem-se tão bem ou melhor que nós, técnica e tacticamente, nas artes da nossa imobilização e, ou, eliminação.


E mais não digo, por desnecessário.


Nesta mensagem passo 5 fotos de um exercício fácil e útil para todos, que pode ser necessário utilizar em qualquer momento da situação exposta, que pode surgir nas nossas vidas numa condição extrema.

Concluo, resumindo que a minha experiência de perto de seis dezenas de anos, permite garantir que um RANGER, é um vencedor na vida, por aplicação no dia-a-dia dos conhecimentos, técnicas e saberes, aperfeiçoados ao longo da aprendizagem apreendida no curso do CIOE/CTOE e que nos são úteis pela vida fora.

Mais acrescento que ser RANGER é um modo de estar nesta vida, uma opção para HOMENS, não acessível a qualquer um.


Só os excepcionais, que dinamizem as suas firmes vontade e valor conseguem os emblemas e a honra de dizer: Eu sou RANGER!


Um apelo final: Jovem, se queres ser diferente para melhor, junta-te aos RANGERS e acredita que vais VENCER NA VIDA!

Termino por dizer uma máxima actual: "Eu podia NÃO ser RANGER? Poder, até podia, mas... não era a mesma coisa!"

Fotografias: © José Félix (2011). Direitos reservados.

sexta-feira, 11 de março de 2011

M315 - Travessia de cursos de água & Infiltração por vias aquáticas

Travessia de cursos de água & Infiltração por vias aquáticas







domingo, 6 de março de 2011

M313 - "EXPRESSÕES FACIAIS" pela objectiva do RE José Félix

EXPRESSÕES FACIAIS
pela objectiva do nosso Amigo RE José Félix, fotógrafo amador nos tempos livres


Instantâneos que demonstram bem o grau de cansaço resultante de longas horas de exigente e exaustiva instrução num dos cursos RANGER de Portugal, que é incutida aos aspirantes que ambicionam obter os emblemas e a boina de uma especialidade militar da melhor elite mundial, que muito poucos eleitos conseguem concluir com êxito.


Os objectivos traçados para cumprir no decorrer de um curso de Operações Especiais, são, como não podia deixar de ser, além de específicos para missões no mar, em terra e no ar, tremendamente arriscados, problemáticos e de rara constância na vida regular e "normal" de uma sociedade que alberga todo o tipo de gente e respectivas mentalidades criminosas, amorfas e subdesenvolvidas, extremizadas sobretudo em fanatismos doentios mortíferos, quer de índole política, quer religiosa.


Uma das eventuais pluri-missões para que os RANGERS são treinados, afincada e rigorosamente, ao mais alto nível de programação e preparação é na eliminação de elementos e focos infecciosos, que alguns fanáticos possam oferecer à pacífica e cumpridora sociedade civil.


As faces gravadas pela objectiva do José félix, espelham bem a expectativa em relação ao que lhes estava reservado vencer nos futuros obstáculos que lhe seriam propostos ultrapassar, em cada uma das fases que lhes forma colocadas na rotina diária da sua formação.









No fim do curso estes Homens, tais como todos os que conseguem concluir com aproveitamento os seus cursos desde o ano de 1960, orgulham-se pessoalmente com as suas capacidades vencedoras, com as suas qualidades de VONTADE E VALOR próprios e por terem conquistado o título de RANGER.


Também perante os restantes seres humanos de bem que vêm neles uma salvaguarda das suas seguranças e das suas famílias, sabendo que se, e quando, chamados a intervir em últimas circunstâncias em palcos violentos e agressivos, eles estarão na linha dea frente prontos para as misões mais difíceis, caso o poder político-governativo do país assim o determinar.
mr

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

M296 - Heli-assalto – Sincronização, Cumprimento da missão e Eficácia (3)



ALOUETTE III
(III) 
(continuação das mensagens - M294 e M295) 

Nos fins dos anos 60 e princípios dos anos 70, as Forças Armadas portuguesas deram início à deslocação dos seus militares em inúmeras missões operacionais de combate na Guerra do Ultramar, como já foi dito nas mensagens M294 e M295, utilizando helicópteros e revolucionando, deste modo, o poder de mobilidade dos soldados, tornando-o mais eficaz e rápido.
Estes aparelhos são de construção muito frágil e, a baixas altitudes, o IN até com os tiros das suas armas ligeiras conseguia perfurar as blindagens construtivas, na sua quase totalidade fabricadas com materiais de construção leves e muito leves (alumínio, vidro e plásticos), causando, invariavelmente, sérios danos físicos, quer nos aparelhos, quer nos seus ocupantes.
Mais tarde foi pensado um modo de protecção a estes aparelhos, tentando evitar ao máximo, os mencionados e traiçoeiros ataques provenientes do solo.


Foto de helicanhão: RANGER Casimiro Carvalho (2010). Direitos reservados.


Assim, a melhor solução encontrada e que deu de imediato bons frutos, foi armar alguns dos helicópteros com canhões MG de 20 mm, com carregadores de 60 munições (explosivas ou incendiárias), com capacidade de 450 tiros/minuto, montados transversalmente nas estruturas, de modo a que disparassem lateralmente.


O poder de fogo do canhão e os efeitos provocados pelos impactos das suas balas, como é óbvio, desmotivavam qualquer reacção inimiga, pois, em caso de ataque, logo que descoberta a sua zona de localização, esta era logo "varrida" a chumbo de 20 mm. 

O nome atribuído foi helicanhões e foram desenvolvidos durante a Guerra do Ultramar em Angola, Moçambique e Guiné, para prestar apoio táctico às tropas terrestres durante aquelas que ficaram conhecidas por operações de heliassalto. 

O nome de código dado aos helicanhões era Lobo Mau, por oposição ao nome de código Canibal dado aos restantes helicópteros, de transporte de pessoal, desarmados. 

A perfeita execução de um heliassalto era antecedida de um profundo estudo, programação e preparação da missão que se pretendia alcançar. 

A localização do alvo, os objectivos pretendidos, os meios a envolver pelas nossas Forças Armadas (número de homens, equipamento, armamento e munições necessárias), os apoios que tinham que ser prestados (se necessário por outras forças), o bom conhecimento do tipo de terreno onde ira decorrer a acção, o melhor conhecimento do inimigo (do seu número, suas capacidades de armamento e suas defesas), o tempo estritamente necessário à execução da missão, o planeamento de trajectos e a sincronização de todas as forças envolvidas (hora/minuto da largada e hora/minuto da recolha). 

Certas operações foram executadas em meia dúzia de minutos. 










Fotos: José Félix (2010). Direitos reservados.


domingo, 26 de dezembro de 2010

M295 - Heli-assalto – Transporte de operacionais para uma zona de infiltração (2)

ALOUETTE III
(II)(continuação da mensagem anterior - M294)


Em plenas acções de guerra, começou-se a notar que muitas mortes de militares feridos com gravidade, podiam ser evitadas se a sua evacuação se efectuasse rápida e eficazmente.
Estas acções requeriam um meio de transporte prático, que se deslocasse celeremente e acedesse, muitas vezes a locais de muito difícil acesso.


Também em situações difíceis de grande sufoco, quer individualmente, quer em pequenos grupos de combatentes cercados pelo IN, se reparou na falta de uma solução para as suas imediatas e salvadoras evacuações.


Até que alguém se lembrou de utilizar o até então pouco empregue helicóptero.


As tropas portuguesas foram das primeiras, em todo o mundo, a utilizá-lo na deslocação dos seus militares em inúmeras missões operacionais de combate na Guerra do Ultramar, revolucionando o poder de mobilidade dos soldados, tornando-o mais eficaz e rápido.


Os primeiros hélios seleccionados eram de origem francesa - Alouette – tendo valido a muitos feridos gravemente.


A seguir vêm-se algumas fases de um treino de heli-assalto.


(Continua)
Fotos: José Félix (2010). Direitos reservados.