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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

M296 - Heli-assalto – Sincronização, Cumprimento da missão e Eficácia (3)



ALOUETTE III
(III) 
(continuação das mensagens - M294 e M295) 

Nos fins dos anos 60 e princípios dos anos 70, as Forças Armadas portuguesas deram início à deslocação dos seus militares em inúmeras missões operacionais de combate na Guerra do Ultramar, como já foi dito nas mensagens M294 e M295, utilizando helicópteros e revolucionando, deste modo, o poder de mobilidade dos soldados, tornando-o mais eficaz e rápido.
Estes aparelhos são de construção muito frágil e, a baixas altitudes, o IN até com os tiros das suas armas ligeiras conseguia perfurar as blindagens construtivas, na sua quase totalidade fabricadas com materiais de construção leves e muito leves (alumínio, vidro e plásticos), causando, invariavelmente, sérios danos físicos, quer nos aparelhos, quer nos seus ocupantes.
Mais tarde foi pensado um modo de protecção a estes aparelhos, tentando evitar ao máximo, os mencionados e traiçoeiros ataques provenientes do solo.


Foto de helicanhão: RANGER Casimiro Carvalho (2010). Direitos reservados.


Assim, a melhor solução encontrada e que deu de imediato bons frutos, foi armar alguns dos helicópteros com canhões MG de 20 mm, com carregadores de 60 munições (explosivas ou incendiárias), com capacidade de 450 tiros/minuto, montados transversalmente nas estruturas, de modo a que disparassem lateralmente.


O poder de fogo do canhão e os efeitos provocados pelos impactos das suas balas, como é óbvio, desmotivavam qualquer reacção inimiga, pois, em caso de ataque, logo que descoberta a sua zona de localização, esta era logo "varrida" a chumbo de 20 mm. 

O nome atribuído foi helicanhões e foram desenvolvidos durante a Guerra do Ultramar em Angola, Moçambique e Guiné, para prestar apoio táctico às tropas terrestres durante aquelas que ficaram conhecidas por operações de heliassalto. 

O nome de código dado aos helicanhões era Lobo Mau, por oposição ao nome de código Canibal dado aos restantes helicópteros, de transporte de pessoal, desarmados. 

A perfeita execução de um heliassalto era antecedida de um profundo estudo, programação e preparação da missão que se pretendia alcançar. 

A localização do alvo, os objectivos pretendidos, os meios a envolver pelas nossas Forças Armadas (número de homens, equipamento, armamento e munições necessárias), os apoios que tinham que ser prestados (se necessário por outras forças), o bom conhecimento do tipo de terreno onde ira decorrer a acção, o melhor conhecimento do inimigo (do seu número, suas capacidades de armamento e suas defesas), o tempo estritamente necessário à execução da missão, o planeamento de trajectos e a sincronização de todas as forças envolvidas (hora/minuto da largada e hora/minuto da recolha). 

Certas operações foram executadas em meia dúzia de minutos. 










Fotos: José Félix (2010). Direitos reservados.


domingo, 26 de dezembro de 2010

M295 - Heli-assalto – Transporte de operacionais para uma zona de infiltração (2)

ALOUETTE III
(II)(continuação da mensagem anterior - M294)


Em plenas acções de guerra, começou-se a notar que muitas mortes de militares feridos com gravidade, podiam ser evitadas se a sua evacuação se efectuasse rápida e eficazmente.
Estas acções requeriam um meio de transporte prático, que se deslocasse celeremente e acedesse, muitas vezes a locais de muito difícil acesso.


Também em situações difíceis de grande sufoco, quer individualmente, quer em pequenos grupos de combatentes cercados pelo IN, se reparou na falta de uma solução para as suas imediatas e salvadoras evacuações.


Até que alguém se lembrou de utilizar o até então pouco empregue helicóptero.


As tropas portuguesas foram das primeiras, em todo o mundo, a utilizá-lo na deslocação dos seus militares em inúmeras missões operacionais de combate na Guerra do Ultramar, revolucionando o poder de mobilidade dos soldados, tornando-o mais eficaz e rápido.


Os primeiros hélios seleccionados eram de origem francesa - Alouette – tendo valido a muitos feridos gravemente.


A seguir vêm-se algumas fases de um treino de heli-assalto.


(Continua)
Fotos: José Félix (2010). Direitos reservados.

sábado, 25 de dezembro de 2010

M294 - Heli-assalto - Pormenores de Alouette III (1)



ALOUETTE III
(I)

As tropas portuguesas foram das primeiras, em todo o mundo, a utilizar com os seus operacionais os helicópteros, permitindo uma maior mobilidade do pessal e rapidez na sua colocação no terreno. Os hélios seleccionados eram de origem francesa - Alouettes - e foram empregues em centenas de operações na Guerra do Ultramar, sendo também muito útéis em situações de socorro (por exemplo a elementos e grupos cercados pelo IN ou em situações de grande sufoco) e na evacuação de feridos.








(continua)


Fotografias: © José Felix (2010). Direitos reservados.