quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

M603 - CORAGEM OU O QUÊ?

 CORAGEM OU O QUÊ?

É controverso o tema da coragem. Há uns dias atrás li num dos blogues um artista qualquer dizer que andou numa guerra injusta, referindo-se à Guerra do UIltramar. Injusta? Perguntei eu... Porquê há alguma guerra justa? Muitos esquecem, ou pior nunca souberam por burrice ou desinformação, que a guerra do Ultramar não foi um conflito criado por Salazar e Caetano, que arranjaram em África uns pedaços de terra onde os portuguesinhos foram obrigados a dar uns tiritos nos pretitos e vice-versa! Diz a História de Portugal que no tempo em que os lusos eram um povo destemido, aventureiro e tinham tomates se meteram em caravelas, tal como outros países da Europa, e partiram mares desconhecidos fora à descoberta de novos povos... novos mundos... etc. É bom que mais saibam tais leigos, que se foi constituindo então, um tremendo legado - a tal ponto de grandeza que os portugueses dividiram com a Espanha o mundo ao meio. Foi o património criado em mais de 500 anos de lutas ferozes com muito sangue e mortos à mistura, que foi deixado a sucessivas gerações, com mais ou menos problemas, agravados sobremodo nos anos 60, com o rebentar de conflitos em Angola, Moçambique e Guiné. Que fazer aí? O que eu penso aqui, é que os portugueses, com maior ou menor valentia, 10 mil mortos incluídos (dos quais apenas morreram em combate cerca de 3.000 - lamentavelmente como é óbvio), conseguiram aguentar 13 anos de guerra, que deviam ter sido aproveitados para ser encontrada uma solução política para cada caso. Dizem os entendidos, que havia medo de ao negociar-se numa das frentes da guerra, Portugal corria o risco de perder o domínio dos factos e perder uma das ex-províncias ultramarinas! Não sei! Sei sim que as perdemos todas - excepto as ilhas adjacentes claro! Consequências... andamos aqui de mão entendida à esmola europeia... em queda económica profunda e sem futuro à vista... e ainda estamos no início! Pagar 800 mil milhões de euros de dívida, com 7 e 7.5 % de Juros anuais (qualquer coisa como 15 mil milhões de euros)... esqueçam Portugal! 



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